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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mude o Mundo para MELHOR!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Posição final da Quercus sobre Cimeira de Copenhaga - Frustrante Acordo de Copenhaga “registado” e não “adoptado”
Após o anúncio de acordo feito em primeiro lugar pelos Estados Unidos da América, ontem à noite, negociado principalmente com a Índia, China, Brasil e África do Sul, e que foi alvo da adesão de muitos outros países, incluindo a União Europeia, um longo processo negocial que durou toda a noite veio ainda a ter lugar. A sessão plenária recomeçaria esta madrugada pelas três da manhã. Alguns países, de entre os quais os menos desenvolvidos, Estados pequenas ilhas e América Central, a não concordarem com a forma como o texto do Acordo de Copenhaga tinha sido elaborado e negociado. Acusaram também o processo de falta de transparência e democracia, o que não deveria ocorrer no quadro das Nações Unidas. Já a sociedade civil, incluindo as organizações não governamentais de ambiente, havia sido praticamente arredada do acompanhamento das negociações num acto nunca até agora verificado em qualquer Cimeira desta natureza. Apesar da Cimeira estar agora oficialmente terminada, o Acordo de Copenhaga foi apenas “registado” ou “tomado nota” e não “adoptado” pelos órgãos da Cimeira e suscita ainda dúvidas sobre o seu valor e enquadramento. Para tal necessitaria do consenso do plenário, com o voto favorável de todos os países, o que não aconteceu. Assim, o acordo, para além de representar um fracasso na opinião da Quercus é um documento ainda mais fragilizado. Aliás, nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir estar presente no texto final que, mesmo depois de terminada a Cimeira, ainda recebe algumas correcções.
Falsa partida com muitos culpados
Este acordo é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio dos todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito: está longe de ser justo e vinculativo. Este acordo tem muitas lacunas reconhecidas aliás publicamente no momento do seu anúncio.
Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O continuar do Protocolo de Quioto para além de 2012 está ameaçado. O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis. Os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura. Na melhor das hipóteses, estamos agora confrontados com um atraso mortal que significa uma tragédia desnecessária para milhões de famílias. Os impactos vão fazer-se sentir em todos os países e mais drasticamente nas populações mais pobres dos países em desenvolvimento. Os líderes mundiais precisam de repensar este acordo. Tal como está, irá desmoronar-se assim que analisado com mais atenção. É preciso os líderes mundiais reunirem-se novamente antes de Junho para resolverem os assuntos que ficaram pendentes agora. Numa análise mais detalhada de alguns culpados, a Quercus identifica:- os Estados Unidos da América (que não querem assumir por agora metas de emissões ambiciosas e vinculativas),- a China (que se recusou a ver acompanhado internacionalmente o seu esforço de redução de emissões),- o Canadá (por trazer uma posição muito fraca para Copenhaga e sem intenção de a melhorar, recebendo o prémio “fóssil do ano” atribuído pelas ONGs, e até- o Brasil (que teve um Presidente a fazer ontem um discurso com um conteúdo brilhante, mas que pretende uma abertura a projectos inadequados no mecanismo de desenvolvimento limpo e que participou activamente com os Estados Unidos na elaboração do famigerado acordo). O Presidente da Conferência (Primeiro-Ministro dinamarquês Rasmussen) foi também um contributo para um final confuso e algo infeliz (na última parte já sem ele a conduzir os trabalhos). Sobre a União Europeia e Portugal Na opinião da Quercus, é fundamental que a União Europeia se comprometa unilateralmente com uma redução de 20 para 40% das suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 (30% de esforço interno), dado que os a recessão económica e financeira reduziram significativamente os custos das medidas associadas. A União Europeia deveria desde já ter assegurado a continuação do Protocolo de Quioto para um segundo período pós-2012 e foi demasiado passiva em termos negociais, apesar de reconhecermos a sua liderança. A União Europeia deve confirmar que o processo negocial deve seguir de modo firme o caminho da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que sem dúvida saiu fragilizado de toda esta negocial surreal e deprimente. Deve também clarificar que a contribuição financeira aos países em desenvolvimento acordada em Copenhaga é adicional. Portugal tem também desafios pela frente e deve tomar medidas internas mais coerentes, na área do ordenamento do território, promovendo os transportes colectivos, na área da conservação de energia e eficiência energética, a par das energias renováveis mais sustentáveis, preparando-se para uma verdadeira revolução energética ao longo da próxima década, também aqui citada em Copenhaga pelo Primeiro-Ministro e que a Quercus tem reivindicado.
sábado, 19 de dezembro de 2009
O falhanço de Copenhaga vai custar caro ao planeta!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Eco Natal
Para o ajudar a contribuir para um Natal menos consumista e mais ecológico, ficam aqui alguns conselhos simples da Quercus:
- Adquira uma árvore de Natal natural em vaso, caso possa mantê-la durante o ano; uma outra hipótese é comprar uma árvore artificial (que pode ser reutilizada durante muitos anos) ou então recorra apenas a árvores vendidas com autorização (bombeiros, serviços municipais), como garantia da sustentabilidade do corte.
- Não vá em modas e tenha cuidado na aquisição dos enfeites de Natal, para que os possa reutilizar por muitos e longos anos. Pode optar por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais.
- Adquira lâmpadas energeticamente eficientes para reduzir a sua factura energética e ambiental.
- Lembre-se que certas espécies animais e vegetais estão em vias de extinção. O azevinho é uma dessas espécies. Não compre azevinho verdadeiro. Existem bonitas imitações artificiais de azevinho que podem ser reutilizadas de uns anos para os outros, ou então opte por plantá-lo no seu quintal.
O Natal e os presentes…
- Reflicta bem sobre as prendas que vai oferecer, a quem vai oferecer e qual a sua utilidade. Privilegie produtos:
a) Duráveis e reparáveis;
b) Educativos, principalmente se estivermos a falar de prendas para os mais pequenos; ofereça produtos que estimulem a inteligência, a criatividade, o respeito entre os povos e pelo ambiente;
c) Inócuos, em termos de substâncias perigosas; por exemplo, se vai oferecer equipamentos eléctricos e electrónicos, informe-se sobre quais as marcas mais seguras aqui.
d) Que não estejam embalados em excesso ou em embalagens complexas (são mais caros, misturam vários materiais e dificultam a reciclagem);
e) Úteis: é importante privilegiar a oferta de prendas que não sejam colocadas imediatamente na prateleira ou em qualquer baú esquecido no sótão.
- Em caso de dúvida sobre a prenda a oferecer, opte pelos cheque-prenda já disponíveis em inúmeras lojas; são uma garantia de que a sua prenda irá ao encontro das expectativas de quem a recebe.
- Gaste apenas na medida das suas possibilidades. Respeitar os seus limites de endividamento irá permitir-lhe ser mais criterioso nas suas escolhas e, logo, mais sustentável.
- Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então, junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente; fica mais barato e sempre pode pedir opiniões quando estiver indeciso.
- Procure levar sacos seus para as compras ou tente utilizar o número mínimo de sacos possível (uma sugestão: ofereça sacos de pano para as compras ou utilize restos de papel ou embalagens que tenha em casa).
- Adquira produtos nacionais, pois promove a economia portuguesa e reduz o impacte ambiental associado ao transporte dos produtos.
- Se pensar em oferecer um animal de estimação tenha em conta se há condições para ele viver bem e não compre animais selvagens ou em vias de extinção (opte pela adopção de um animal).
- Se optar por oferecer produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal tenha o cuidado de escolher aqueles que não fazem testes em animais.
- Muitas vezes temos objectos que já não utilizamos, mas que estão em bom estado. Não os deite fora. Seleccione os que pode oferecer a instituições ou a vendas de Natal ou opte por usara a sua criatividade e criar objectos para oferecer.
Depois do Natal…
- Guarde os laços e o papel de embrulho para que os possa utilizar noutras ocasiões; muitas embalagens, caixas de prendas, papéis de embrulho podem ser utilizados pelas crianças para fazer divertidos objectos, como máscaras, porta canetas, etc.
- Separe todas as embalagens – papel/cartão; plástico; metal – e coloque-as no ecoponto mais próximo, evitando assim os amontoados de lixo que marcam o dia de Natal; este é um bom momento para verificar se foi um cidadão ambientalmente consciente nas suas compras.
- Não deite as pilhas para o lixo, coloque sempre no pilhão. As pilhas recarregáveis são uma alternativa económica e ecológica.
- Reflicta ao longo do ano sobre a utilidade que foi dada às prendas que ofereceu.
Seguir estes conselhos permitir-lhe-á oferecer uma prenda a si próprio e a todos os cidadãos do mundo – um ambiente mais protegido e equilibrado.
A Quercus deseja-lhe um excelente Natal.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Cimeira de Copenhaga

sábado, 14 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009
Por cá, quando se é apanhado, pede-se desculpa e fica assim mesmo...
O grupo petrolífero Shell deverá pagar mais de 12,7 milhões de euros ao Estado norte-americano da Califórnia por incumprimento de normas ambientais nas suas estações de serviço, foi divulgado na sexta-feira.
O montante foi definido nos termos de um acordo amigável estabelecido entre a Shell e o governo da Califórnia e que põe fim a um processo de averiguações com três anos.
Durante este período, as autoridades fiscalizaram os procedimentos de enchimento e de manutenção dos depósitos subterrâneos e de tratamento de detritos perigosos de mais de mil estações de serviço da petrolífera, tendo constatado várias infracções.
Nos termos do mesmo acordo, a Shell compromete-se ainda a adoptar medidas de vigilância de riscos de fuga de combustível e de tratamento de resíduos perigosos, assim como acções de formação profissional e procedimentos de emergência.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Parabéns Quercus!
A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA), foi fundada a 31 de Outubro de 1985.
É uma associação independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.
Apesar de muitas dificuldades e obstáculos, a Quercus continua a existir graças ao trabalho e preseverança dos vários dirigentes e colaboradores dos diversos núcleos e, sobretudo porque todos nós acreditamos que a defesa do ambiente é urgente e necessária.
Parabéns à Quercus e uma longa vida!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O mar envolve e devolve
Dada a sua localização, a Praia de Santa Iria deveria ser um local protegido da poluição, mas por se localizar na costa norte, uma das orlas costeiras mais poluídas dos Açores, o seu areal encontra-se repleto de lixo, sobretudo resíduos plásticos, cordas e linhas provenientes da actividade piscatória.
Embora os pescadores exerçam uma nobre e essencial actividade para a economia local, não se podem demitir das suas responsabilidades perante o mar que lhes dá sustento.
É vergonhosa a situação que se passa na costa norte, sobretudo na Vila de Rabo de Peixe e que afecta toda a orla costeira adjacente.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Conheça a sua pegada ecológica

Descubra como o seu estilo de vida está a afectar o planeta. Que modificações à forma como vive poderiam reduzir essa pegada ?
Alguma vez pensou na quantidade de recursos necessários para sustentar o seu estilo de vida? Através de um questionário é possível calcular a «pegada ecológica» fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz.
A pegada ecológica - que traduz a quantidade de terra e água necessária para sustentar as gerações actuais, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população - foi calculada pela Footprint Network, uma organização que mede os recursos disponíveis na natureza e o tempo necessário para a sua reposição. Um estudo divulgado recentemente por esta entidade, mostra que «nos primeiros nove meses de 2009 foram consumidos todos os recursos que a natureza pode regenerar num ano, tendo-se ultrapassado a biocapacidade disponível».
O planeta Terra possui actualmente 10.8 biliões de hectares de espaço biológico produtivo, correspondente a menos de 25 por cento da superfície terrestre. Actualmente, o ritmo a que estão a ser gastos os recursos é superior ao tempo que demora para voltar a renovar esses recursos.
Há um ano, um relatório da WWF - organização global de conservação de conservação da natureza deixava o aviso: "Se mantivermos o estilo de vida actual vamos precisar de duas «Terras» em 2030".
Onde está a Ilha Verde de Brandão?
Nadav Kander vence Prix Pictet 2009

Annan aproveitou a ocasião para fazer um apelo aos governos mundiais, numa altura em que a Cimeira de Copenhaga se avizinha: “Only weeks separate us from the decisive negotiations on climate change in Copenhagen. We are confronted with the vital need to prepare the political momentum necessary for a fair and effective post-Kyoto agreement. The images in front of us remind us of the fragility of our planet and the damage we have already done. When we see these photographs we cannot close our eyes and remain indifferent. Through our actions and voices, we must keep building the pressure to secure urgent action at Copenhagen and beyond.”
domingo, 25 de outubro de 2009
350 - desafio global

No sábado, dia 24 de Outubro, decorreram mais de 5000 actividades simultâneas em 181 países com o objectivo de "travar a crise climática".
A iniciativa inseriu-se na campanha 350.org que tem como principal objectivo reclamar aos líderes mundiais um "tratado global de clima igualitário que diminua o dióxido de carbono até às 350 partes por milhão", número que os cientistas consideram ser o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera.
Neste momento, a concentração atmosférica de CO2 é de 390 ppm – o que acarreta sérios riscos para o planeta.
Em Portugal muitos se juntaram para exigir a solução desta crise e a cidade de Ponta Delgada não foi excepção.
Um bem haja à Ana Teresa, promotora desta acção e a todos os que juntaram a sua voz nas Portas da Cidade.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Colabore!
Um questionário para todos os municípios de Portugal, associações ambientais e empresas. Que deverá ser respondido a titulo individual pelos seus membros, técnicos e/ou funcionários envolvidos em actividades de rios e ribeiras.”
E outro questionário para toda a população em geral, que pretenda contribuir para o estudo do conhecimento de rios e ribeiras e sua melhoria.
Colabore aqui.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Palhaço que fala a sério

(d)eficiência energética
A ADENE - Agência para a Energia - disponibiliza no seu site um simulador CasA+ que possibilita ao utilizador, de uma forma simples e interactiva, efectuar uma primeira avaliação da residência em termos de eficiência energética e impacto ecológico, antes de esta ser inspeccionada por um perito qualificado, que mais tarde emitirá o certificado energético, obrigatório desde Janeiro a todos os imóveis a serem vendidos ou alugados.
Nos Açores, a certificação energética de edifícios, só vai ser obrigatória, apenas a partir de 1 de Janeiro de 2010, para os edifícios novos, e a partir de 1 de Julho do mesmo ano, para os edifícios antigos.
Esse adiamento prende-se com a dificuldade em formar técnicos peritos no assunto, nomeadamente nas ilhas da Coesão.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
in memoriam

No dia 8 de Outubro de 2008 a Quercus São Miguel perdeu o seu líder histórico Veríssimo Borges. O ambientalismo açoriano perdeu o seu maior amigo e defensor.
A ele, o nosso obrigado pela dedicação na defesa dos valores e causas ambientais destas ilhas.
Um ano depois ainda sentimos o seu estímulo e aqui estamos para continuar a defender a sua obra.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
The Age of Stupid

Estreia hoje o último filme de Franny Armstrong - A Era da Estupidez (The Age of Stupid), no mesmo dia em que se realiza a Cimeira sobre Clima nas Nações Unidas, que juntará governantes de todo o mundo em Nova Iorque, a menos de quatro meses da Conferência de Copenhaga, que se realizará em Dezembro e será decisiva para determinar o empenho de cada país em garantir o equilíbrio climático do planeta no futuro próximo.
A Quercus associou-se à empresa concessionária Lusomundo, no lançamento e divulgação do filme em Portugal.
A estreia terá lugar no cinema Zon Lusomundo Amoreiras, às 21.30 horas, em Lisboa, seguido-se um debate que contará com a presença de várias personalidades da área do ambiente. Esta premiere decorrerá em simultâneo com as restantes estreias mundiais, estabelecendo um novo Recorde Mundial do Guinness como a maior exibição em simultâneo de sempre.
O programa “Sociedade Civil” de hoje é dedicado a este acontecimento e contará com convidados escolhidos pela Quercus.
Seguindo o rasto de Al Gore em Uma Verdade Inconveniente e com os olhos postos na Conferência de Copenhaga, em Dezembro, A Era da Estupidez apresenta-nos, em forma de presságio, um retrato desolador do que poderá vir a ser o mundo daqui a 46 anos se não forem feitos esforços sérios no combate às alterações climáticas.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Protecção da Camada de Ozono

No Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono, apesar das melhorias no aumento na estratosfera desse gás protector, há ainda necessidade de reforçar a recuperação dos CFC’s (Clorofluorcarbonetos) contidos nos largos milhares de frigoríficos, arcas congeladoras e aparelhos de ar condicionado que todos os anos vão parar ao lixo. De acordo com dados das entidades gestores de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, em 2008 foram recuperadas cerca de 34 toneladas de CFC’s, um valor superior em 27% aos montantes de 2007 (24 Toneladas). A Biosfera agradece!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
SCUT destrói a paisagem de São Miguel



Estas fotos enviadas por mais um amigo da Quercus mostram o local onde durante os últimos 15 dias têm sido depositados vários milhares de m³ de terra resultantes das escavações das SCUT.
O estudo de Impacte Ambiental do Eixo Norte já foi aprovado, assim como o respectivo RECAPE (Relatório de Conformidade do Projecto de Execução). O que é grave é estudo ter sido aprovado pela DRA sem nele estarem definidos os locais de aterro de forma a serem avaliados os respectivos impactes, pois os impactes dos camiões a circular e da deposição dos aterros nos locais teria de obrigatoriamente ser avaliado, pois estão em causa o equilíbrio ambiental e a segurança das populações em algumas áreas de S. Miguel.
As coordendas no google são 37.789794, -25.505147
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O Mar na constituição da Républica Portuguesa
Infelizmente apenas consegui assistir às quatro intervenções iniciais. Liberato Fernandes, Subsecretário Marcelo Pamplona, Prof. Serrão Santos e Prof. Patrão Neves.
Foram intervenções muito interessantes, com Liberato Fernandes a dar o mote para o futuro da pesca nos Açores, referindo a necessidade do desenvolvimento da pesca passar por um crescimento sustentável e de respeito pelos recursos marinhos.
O subsecretário fez uma exposição dos recursos que o governo regional já investiu no sector e alertou para algo que nós já defendemos por várias vezes, a pesca-turismo. Alertou também que deveriam ser envidados esforços para se conseguir que os pescadores açorianos pescassem noutras águas.
O Prof. Serrão Santos, numa interessante abordagem, referiu que apenas cerca de 1% da nossa ZEE é que apresentam espécies de maior valor comercial, sendo a restante área bastante profunda, não apresentando as espécies mais procuradas comercialmente.
A Prof. Patrão Neves, apresentou os resultados da reunião a comissão das pescas da UE e notou-se uma preocupação enorme da UE para a sustentabilidade das pescas, incentivando o uso de técnicas mais artesanais, logo mais amigas do ambiente, reduzindo o esforço de pesca. Alertou também para o facto de que anualmente, milhares de toneladas de pescado são despejadas no mar, pois não encontram escoamento no mercado.
Interessante...
Sustentabilidade em ambientes urbanos
Há que promover uma maior consciencialização dos nossos autarcas para as questões ambientais, exigir um verdadeira política de ordenamento da nossa orla costeira e o respeito pelos nossos espaços verdes e consequente aumento.
domingo, 6 de setembro de 2009
Os mais e os menos verdes da última semana
Os mais verdes desta semana:
Recolha subaquática de lixo na ilha do Corvo
Apresentado projecto life “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas”, no Corvo
Colóquio "Sustentabilidade em Ambientes Urbanos"
Câmara de Ponta Delgada vai avançar com o projecto de monitorização da poluição na cidade e dos seus efeitos nas pessoas, através de um protocolo com a Universidade dos Açores
Os menos verdes:
Marinha confirma pesca ilegal em zonas de reserva natural
Construção em zonas geológicamente instáveis aumentam o risco de derrocada na ilha de São Miguel
Ilhas perderam 90% da floresta original
Queima de resíduos e poluição atmosférica na lixeira em Vila do Porto. Santa Maria aguarda solução.
Os dois incêndios defragraram numa antiga zona de vinha que actualmente se encontra abandonada. Esta situação faz-nos reflectir sobre a problemática da seca, o risco e prevenção de incêndios e o abandono das culturas tradicionais em detrimento da "monocultura da vaca".
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Onde está o verde?

No dia em que se realizou o colóquio "Sustentabilidade em Ambientes Urbanos", promovido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, recebemos esta foto, tirada na Rua do Paim por um morador indignado que estranha o facto das árvores terem desaparecido de um dia para o outro. Oferece-se uma árvore a quem souber do seu paradeiro.
É certo que a "cidade feliz" aguarda o seu pulmão, mas enquanto isso podem deixar pequenas árvores respirar.
Chegou-nos também esta foto tirada hoje, pelas 11h, na ilha de Santa Maria por outro cidadão atento e amigo da Quercus, que denuncia a má gestão dos resíduos da ilha e a poluição atmosférica, a partir do "aterro controlado" de Santa Maria.
A foto foi tirada a partir da parte de trás da sede do Clube Asas do Atlântico (portanto, também visível a partir do Hotel Santa Maria), onde o fotógrafo testemunhou o intenso odor. O fumo, este, dirigia-se directamente para o Hotel Colombo, onde está hospedada toda a comitiva do Governo Regional dos Açores em visita estatutária a Santa Maria. Reacendem-se assim fogos antigos a pouco menos de um mês das eleições autárquicas.
É "d'arder"!
UPA Challenge
Está a decorrer em São Miguel até ao próximo dia 5 o “UNDERWATER PHOTOGRAPHY AZORES CHALLENGE 2009”. Integra três competições individuais de fotografia subaquática, sendo uma de carácter nacional e as restantes de carácter internacional, com uma duração total de 7 dias. A organização deste evento desportivo resulta de uma parceria entre a Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, o Clube Naval de Ponta Delgada e a Associação dos Amigos do Mergulho, contando com o apoio do Governo Regional dos Açores.
Um dos objectivo deste ambicioso projecto é divulgar o rico património natural submarino que a nossa região tem para oferecer.
Infelizmente alguns dos participantes alertaram para o défice de biodiversidade subaquática que já se nota em algumas zonas, o que a nosso ver fica mal na fotografia!
Que este e outros eventos nos possam ajudar a reflectir sobre a problemática das ameaças ao nosso património marítimo.
sábado, 1 de agosto de 2009
Comunicado
1) Enaltecemos a sinceridade deste governante, quando reconhece que estamos numa fase de sucessão ecológica secundária, pois estas “ocorrem em locais onde já existiram vida, mas por qualquer razão a maioria dos seres da comunidade foram destruídos.” Estamos satisfeitos.
2) Confundir o que está a ser feito na Fajã do Calhau, na Ferraria, na obra das SCUT, na falta de água, na péssima gestão dos resíduos, nas suiniculturas do Cabouco, nas nossas Lagoas, no predomínio das infestantes, etc, com preconceitos partidários é no mínimo lamentável e não o esperávamos de uma pessoa que julgavamos ser séria e inteligente, pelo que se repudia frontalmente a tentativa de branqueamento dos “crimes” ambientais pelo Dr. José Contente.
Ponta Delgada, 30 de Julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Conservação da Natureza?
Começando pelo associativismo ambiental, é notória uma crise de participação e de reponsabilização cívica, o que não deixa de ser curioso, pois contraria o sentimento individual das pessoas, na medida em que estas, na sua essência, desejam participar, especialmente ao nível do ambiente. Ora, defendo uma maior aproximação e abertura às pessoas, bem como acredito que não há donos ou exclusividade na defesa desta nossa riqueza. É necessário um maior debate público dos temas e projectos ambientais, antes de os consumar. Todos somos poucos para este objectivo e a entrada de novos dirigentes para as organizações não governamentais, bem como a criação de movimentos cívicos, só vêm enriquecer esta luta e esta responsabilidade que é (deveria ser) de todos nós. Gostaria igualmente de deixar um alerta relativo aos apoios concedidos às ONG, pois como já referi anteriormente, temos um mecanismo pernicioso, pois a associação que critica é a mesma que depende dos fundos para a sua sobrevivência. Importa rever este aspecto e incluí-lo na nova lei que se está a preparar.
Educação ambiental precisa-se, é certo, mas atente-se nos seguintes exemplos:
1) Ferraria: Arrasa-se com um edifício histórico, com toda a envolvente e de certeza, teremos mais construções de pertinência questionável e carregadas de betão. Mais uma vez não aproveitamos a singularidade das nossas ilhas. Assim se consegue perceber que o índice de construção na orla costeira ronde os 15%, com obras, permitam-me acrescentar, de duvidoso enquadramento paisagístico e com uma péssima avaliação custo/benefício, sendo o custo sempre em sacrifício do ambiente e da integração paisagística;
2) Fajã do calhau: palavras para quê? Pelo menos ficamos “sem as plantas invasoras”...;
3) As vias SCUT esventram a nossa terra, sem se preocuparem com nascentes, àrvores centenárias, entre muitos outros atentados, numa lógica de “é sempre em frente, dê por onde der”. Não questionámos acessibilidades, mas sim os impactos ambientais e a integração paisagística. Felizmente, após contestação, conseguiu-se reduzir o abate de centenas de árvores a apenas doze. É um exemplo da sensibilidade governamental (caso ninguém se pronunciasse..). Tal como o é o da integração paisagística, pois “plantando plantas endémicas e plantas ornamentais” o assunto fica resolvido. Outro exemplo foi a tentativa de colocar os quatro milhões de m3 de terra em linhas de àgua, em terrenos com cotas superiores à da estrada, próximas das populações (pondo estas em perigo) e que em última análise, acabariam por escoar para o mar. Não satisfeitos, agora querem colocar estes inertes em terrenos de produção agrícola. Importa aproveitar esta oportunidade única para corrigir os inúmeros “crimes” ambientais, em zonas de extracção de bagacinas, por exemplo, minimizando o impacto causado pela mão do homem.
4) Em relação aos resíduos, basta circularmos pela ilha, junto à nossa costa, para percebermos que ainda hoje, não conseguimos dar uma resposta cabal a esta problemática. É necessária uma maior acção pedagócica e fiscalizadora. E porque não pensarmos em tratar cá na ilha, os nossos próprios resíduos? Há bons exemplos.
5) No que respeita aos recursos hídricos, a urgência em prevenir/remediar a falta de àgua que já existe nas nossas ilhas tem que passar pela aposta na modernização e requalificação da rede de captação e transporte de água, bem como na não destruição das turfeiras, na plantação de mais árvores e preservar as florestas. Outras acções são igualmente importantes, não esquecendo que grande parte da nossa biodiversidade foi e é arrasada com arroteias.
6) Em pleno séc. XXI, não se admite que existam situações como a que se vive no Cabouco. Urge arranjar uma solução técnica para as suiniculturas, cujos maus cheiros afectam também as populações da Lagoa. A fiscalização tem que actuar e ser consequente, não se limitando à elaboração de relatórios.
7) Não se pense que a Lagoa do Fogo está a salvo. Apesar de ser intenção do governo a elaboração de um plano de ordenamento da bacia hidrográfica, todas as opções estão em aberto. Não nos esqueçamos que o mesmo plano para as Sete Cidades prevê a asfaltagem de toda a zona circundante e para as Furnas a construção de passadiços em madeira em algumas margens da Lagoa. É necessário unirmo-nos e não deixarmos que isto aconteça.
8) Em relação à legislação ambiental, tenta-se relegar para segundo plano as preocupações ambientais, dando primazia às de natureza económica, contrariando a lógica de que melhor ambiente, melhor turismo e assim “criaremos saudades e ficaremos a ganhar”. É claro o que os turistas querem. Que tal apostarmos no turismo rural, em que os próprios turistas participam nas actividades agrícolas? Não é uma ideia nova, mas tem tido muito sucesso noutros países, permitindo o binómio desenvolvimento-preservação do ambiente, pois deixaremos de apostar em obras megalómanas.
Como poderemos promover uma verdadeira educação ambiental da população, da importância da reciclagem, da defesa do ambiente, quando depois tudo cai por terra, numa subordinação à política dos orgãos do poder, traduzida no “faz o que digo, mas não faças o que eu faço”?
Há que existir um equilíbrio mais racional entre o ambiente e o desenvolvimento dos Açores, deixando de olhar para o ambiente como algo que limita, mas sim como algo que deverá ser integrado no desenvolvimento. A bem da nossa terra e das nossas gentes.
É necessário proteger a nossa flora endémica e efectuar uma defesa séria das zonas protegidas e reservas naturais, limitando nestes autênticos “santuários”, a intervenção do homem e a introdução de plantas exóticas/infestantes, preservando desta forma, os respectivos habitats.
Neste dia importa também enaltecer o esforço de alguns, nomeadamente o anterior Projecto Life Priolo e o actual projecto Life, que tão bons resultados têm alcançado na recuperação do habitat do Priolo e na defesa da floresta natural de altitude - endémica.
A recolha selectiva de resíduos porta-a-porta em curso no concelho de Nordeste e em fase experimental em Ponta Delgada; a estação de vermicompostagem no concelho do Nordeste, que permite um tratamento dos resíduos de uma forma amiga do ambiente e a rede de ecotecas, são alguns exemplos positivos. No entanto é preciso mais, muito mais.
Termino, constantando que estamos cada vez mais distantes do objectivo de estancar a perda de biodiversidade até 2010. Esta e outras conclusões fazem parte de um recente relatório da Comissão Europeia, em que refere que estão “particularmente ameaçados os ecossistemas agrícolas, as zonas húmidas e a orla costeira”. Mais, o relatório mostra que “os habitats dependentes da gestão agrícola e agro-florestal estão particularmente ameaçados(...). As pastagens extensivas e os pousios, habitats muito importantes para a natureza, estão particularmente ameaçados pela intensificação e pelo abandono agrícola.” Alerta também para o que foi a posição da Quercus São Miguel em relação às zonas protegidas, pois “falta investimento na Rede Natura 2000, em instrumentos financeiros que apoiem os agricultores que optam por práticas amigas da natureza.”
Só me resta lançar um apelo para que se juntem a nós nesta causa. Podem contar connosco.

Participação dos cidadãos numa sociedade que deverá estar mais consciente dos seus direitos e deveres na defesa e preservação da qualidade ambiental.
· Entender o progresso, o desenvolvimento económico e o aperfeiçoamento tecnológico e científico, como vectores indispensáveis do avanço qualitativo da vida dos cidadãos em parâmetros tão significativos como o conforto, acessibilidades, esperança de vida, educação e promoção cultural mas também na valorização do património natural.
· Impedir que o desenvolvimento da sociedade açoriana, signifique, irremediavelmente, a deterioração ambiental e a crescente delapidação dos nossos recursos naturais mais relevantes.
· Defender que o valioso património natural açoriano pode ser usufruído com benefício dos cidadãos residentes e daqueles que nos visitam mas, somente, na justa medida que permita a sua conservação e transmissão às gerações vindouras.
· Reconciliar desenvolvimento económico e qualidade ambiental num quadro de impacte minimizado bem como adoptar um modelo de gestão dos recursos naturais que resista à crescente procura e uso. Trata-se, pois, de cumprir a legítima exigência dos cidadãos, hoje mais despertos e atentos para as questões ecológicas, para que haja um autêntico desenvolvimento insular sustentável no qual a política de Ambiente não seja uma preocupação marginal e supérflua.
· Adoptar uma atitude política firme na correcção das anomalias ambientais. A consciência colectiva açoriana, em matéria de educação ambiental, deve ser ampliada e organizada em torno de compromissos que configurem uma sólida e abrangente política ambiental regional. As associações de defesa ambiental deverão ser um valioso instrumento de participação cívica e democrática visando a construção de uma sociedade mais respeitadora do património natural.
Ambiente-Turismo-Agricultura
· Todo o incremento turístico que não seja apoiado com acções concretas de reabilitação e valorização ambientais está condenado a perder qualidade e vantagens competitivas com outros destinos.
· Nos Açores, região insular com ecossistemas belos mas frágeis, não é possível executar um modelo de desenvolvimento económico sem políticas de salvaguarda ambiental e minimização do impacte ambiental das actividades potencialmente poluentes.
· É obrigação do Governo Regional zelar pela boa qualidade ambiental e criar mecanismos que não só sensibilizem mas responsabilizem todos os cidadãos para um comportamento respeitador do equilíbrio natural.
· O turista que nos visita quer tranquilidade e segurança mas anseia, sobretudo, por encontrar a qualidade ambiental e beleza paisagística prometidas nas campanhas publicitárias e promocionais do destino Açores.
· A agricultura não é incompatível com a preservação da qualidade ambiental. Os Açores têm, nos seus agricultores/lavradores, uma marca tradicional da sua cultura de povo insular e atlântico que ama e trabalha as terras que integram lindas paisagens geológicas e humanizadas.
· A própria actividade agrícola, além de ser uma ancestral fonte de rendimento cuja modernização e adaptação às exigências dos mercados competitivos é inevitável, é também uma forma de revitalizar o uso dos solos.
· É exigível que o uso do solo seja feito com pleno respeito das leis que regulam o equilíbrio ambiental não o contaminando com fertilização excessiva nem destruindo a cobertura vegetal que os protege de uma erosão rápida.
· Quanto mais rigorosos formos, no cumprimento da legislação ambiental comunitária em matéria de uso dos solos, mais prestígio e valor terão os nossos produtos agrícolas.
· O ordenamento do território deverá ter em conta as aptidões dos solos com vista a instalar as actividades e equipamentos mais adequados ao tipo e qualidade do solo em ocupação.
domingo, 26 de julho de 2009
Lagoa do Fogo - Contra o passadiço
Considerando que a Lagoa do Fogo faz parte da Rede Natura 2000, por ter sido classificada, pela União Europeia, em 2001, de Sítio de Importância Comunitária através da Directiva Habitats 92/43/CEE;
Considerando que as margens da caldeira vulcânica que inclui a Lagoa do Fogo, apresentam uma densa e exuberante vegetação endémica e elevado grau de pureza das suas águas, as quais abastecem os concelhos de Ribeira Grande, Vila Franca do Campo e Lagoa;
Considerando que esta Reserva Natural inclui como relevantes Habitats:
Águas oligo-mesotróficas da região médio europeia e perialpina com vegetação anfíbia.
Litorella ou Isoetes ou vegetação anual das margens expostas (Nanocyperetalia);
Charnecas alpinas e subalpinas;
Charnecas macaronésicas endémicas;
Cursos de água alpinos e a sua vegetação ripícola;
Formação de euforbiáceas;
Prados orófilos macaronésicos;
Turfeiras de cobertura (turfeiras activas unicamente);
Laurissilvas dos Açores.
Flora protegida:
Culcita macrocarpa;
Erica azorica;
Euphorbia stygiana;
Frangula azorica;
Trichomanes speciosum;
Woodwardia radicans.
Fauna protegida:
Columba palumbus azorica.
Tendo em conta que é pretendido a construção de um passadiço em madeira, na fase final do trilho, ainda não homologado, Lombadas-Lagoa do Fogo;
O núcleo de São Miguel da Quercus, após várias solicitações, vem por este meio, divulgar o seu parecer:
1 – Enaltecemos e realçamos o esforço do Governo Regional em constituir uma rede de trilhos pedestres homologados que possam satisfazer os Açorianos e os que nos visitam na observação e contacto directo com a natureza;
2 – Tendo em conta as especificidades da Lagoa do Fogo, como o facto de ser uma Reserva Natural e de pertencer à Rede Natura 2000, e de não ter sido até agora cumprida a legislação que prevê a fiscalização e monitorização constante deste importante ecossistema para São Miguel e para os Açores;
3 – Prevendo que a construção do referido passadiço irá abrir um precedente gravíssimo, no que respeita à defesa do ambiente e à intervenção do homem em locais com as especificidades referidas, e receando que a intervenção prevista não se limite a somente a esse passadiço;
4 – Considerando que a construção do passadiço não é motivo para que as pessoas cumpram o trajecto e deixem de pisar outra sàreas;
5 – Manifestando a nossa incompreensão e perplexidade, relativamente à Direcção Regional do Ambiente, que num site associado à rede Natura 2000, identifica e classifica como ameaças claras a essa Reserva Natural:
Erosão;
Fácil acesso;
Introdução de exóticas;
Pastoreio;
Pressão turística.
Seja a mesma que, actualmente, dá parecer positivo à construção do passadiço.
Pelos motivos referidos, somos frontalmente contra esta opção e apresentamos as seguintes medidas alternativas:
1 – A aposta numa marcação mais visível do trilho, com sinais em altura e mais próximos, de modo a orientar com segurança quem efectua o percurso e evitar erros no percurso;
2 – As descidas à Lagoa do Fogo e a realização do trilho referido deveriam ser permitidas apenas com um guia licenciado para o efeito, o qual também daria informações úteis sobre a geologia, fauna e flora locais;
3 – Uma efectiva acção fiscalizadora, interventiva e penalizadora de todas as actividades que atentem contra o equilíbrio ecológico desta Reserva Natural, como o acampamento ilegal, o corte de matas, a circulação de veículos motorizados, entre outros;
4 – A necessidade de controlo das pragas e infestantes, como é o caso da população de gaivotas que, já é em grande número, constitui motivo de preocupação, uma vez que associadas a outras espécies com elevada capacidade reprodutiva como os ratos, poderão levar a uma contaminação das águas.
5 – A apresentação e discussão pública destes projectos, de modo a avaliarmos os potenciais impactes ambientais deles decorrentes, recolhermos a opinião dos cidadãos e ouvirmos especialistas de várias áreas técnicas.
6 - A divulgação de todos os estudos que fundamentaram esta tomada de decisão, nomeadamente os referentes à avaliação do impacto da obra, bem como os concretos benefícios que se espera alcançar com a mesma.
Direcção da Quercus - São Miguel
Plano de acção
Considerando a necessidade da deixar à iniciativa das organizações da sociedade civil a responsabilidade dos propósitos anteriormente referidos;
Considerando todo o legado deixado pelo Dr. Veríssimo Borges, que acarreta uma enorme responsabilidade para quem faz e fará parte dos orgãos sociais;
Considerando as inúmeras solicitações e variadas situações, nas quais a Quercus foi, é e será parte activa e empenhada na resolução dos problemas ambientais e na proposta de melhorias e alternativas;
Considerando a Quercus como sendo a maior organização nacional de defesa do ambiente e que é um objectivo desta actual direcção, recolocar a delegação regional no patamar a que habituou os Açorianos;
Surge então o seguinte plano de actividades para o biénio 2009-2011
Uma vez que a Quercus é o nome científico de um género da família das Fagáceas, a que pertencem os carvalhos e sobreiros, faremos juz às características destas duas árvores. Seremos frontais, verticais, com opiniões bem “enraizadas” no binómio ciência/bom senso e não nos desviaremos do nosso rumo, cujo objectivo principal é o desenvolvimento sustentável da nossa terra, da nossa região.
Numa breve definição, desenvolvimento sustentável “é o conjunto de processos e atitudes que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades”. É com este princípio que iremos nortear a nossa acção. Não poderemos sacrificar as gerações vindouras com irresponsabilidades e caprichos das gerações actuais.
É uma responsabilidade de todos nós, defender o que de mais único e especial temos – o Ambiente. Não podemos esquecer que vivemos numa aldeia global e portanto, importa pensar globalmente, mas agir sempre localmente.
Assim, a nossa acção dividir-se-á segundo os seguintes eixos estratégigos:
Eixo 1 – Recursos Hídricos e Marinhos
Eixo II – Energia, Poluição e Mobilidade
Eixo III – Resíduos
Eixo IV – Ordenamento do território
Eixo V – Sensibilização Ambiental
Eixo VI – Marketing ambiental