sábado, 7 de maio de 2011

Progressos?

O novo sistema de recolha seletiva porta a porta, que arrancou este ano nos municípios de Lagoa, Ponta Delgada, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo, em S. Miguel, Açores, permitiu um "aumento significativo" nas recolhas de material reciclável.Os dados hoje revelados pela Associação de Municípios de S. Miguel (AMISM) indicam que a recolha de plástico cresceu 89,5 por cento nos primeiros meses deste ano, o vidro recolhido aumentou 29,7 por cento e o papel registou um crescimento de 6,7 por cento.No caso de Ponta Delgada, o plástico foi o que registou a maior recolha porta a porta, com "um aumento de 103,7 por cento", enquanto na Ribeira Grande a recolha de plástico aumentou 95,6 por cento e a de papel/cartão cresceu 116,5 por cento.A AMISM salienta ainda que o município da Lagoa "apresenta um resultado excelente no vidro, com uma evolução a atingir os 85,8 por cento", destacando também a situação em Vila Franca do Campo, onde a recolha seletiva de vidro cresceu 102,5 por cento".A associação de municípios refere ainda que “a deposição em ecoponto mantém a tendência crescente, traduzindo a maior sensibilidade da população para com as questões ambientais”.A AMISM tem em curso a campanha de sensibilização ambiental 'Embale esta ideia', dirigida a jardins de infância e estabelecimentos de ensino do primeiro ciclo, para incutir nos mais novos "a adopção de novos hábitos".

Fonte: Lusa

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Duas lições?" por Viriato Soromenho Marques

Poucos dias depois do acidente nuclear de Chernobyl, tentando encontrar alguma réstia de esperança por entre a desgraça, cunhei a expressão "pedagogia da tragédia". Com isso, pretendia significar que, apesar de tudo, os humanos são capazes de aprender alguma coisa com os seus erros, evitando a sua repetição. Vinte e cinco anos depois, o acidente de Fukushima mostrou que errei por optimismo. O pesadelo atómico regressou com toda a sua força. Voltámos a escutar relatos sobre a acção letal de uma vasta gama de substâncias radioactivas, com graus de acção e duração diversos: iodo 131 (afecta a tiróide); estrôncio 90 (28 anos de meia-vida) mais o césio 137 (30 anos de meia-vida) atingem ossos e tecidos, provocando cancros e leucemias na primeira geração, abortos e malformações na geração seguinte. Para já não falar no plutónio 239, que tem uma meia-vida de "apenas" 24 360 anos!
Contra as mentiras dos que prometem o regresso da normalidade, Fukushima foi um brutal alerta contra a arrogância de um negócio que há muito entrou no registo do delírio e da desmesura. Não conheço uma sociedade mais disciplinada e prudente do que a nipónica. Se esta calamidade aconteceu no Japão, então nenhum país com centrais nucleares está livre de um acidente semelhante ocorrer. Amanhã, ou daqui a dez anos. Infelizmente, a maior catástrofe é de natureza moral. Hoje, como há 25 anos, há gente que nunca aprenderá nada. Vivem numa espécie de autismo ético. Presos nos seus interesses e certezas mesquinhos.
Contra esses, os cidadãos portugueses devem exigir um duplo consenso nacional: em favor das energias renováveis, e na recusa do nuclear. Não por agora não haver dinheiro, mas por ser essa recusa a única opção pragmaticamente útil e moralmente boa.

Parque Natural da Ilha do Pico abre Casa da Montanha e Centro de Visitantes da Gruta das Torres

O Parque Natural da Ilha do Pico abriu ao público, no passado dia 1 de Maio, a Casa de Apoio à Montanha do Pico. Esta estrutura, inaugurada a 5 de Junho de 2008, serve de apoio a todas as subidas que se efectuam a partir desta data, nomeadamente através do registo de todos os montanhistas, prestação das informações necessárias à subida, bem como visionamento de um filme de segurança. São também disponibilizados aos montanhistas que subam a Montanha do Pico sem guia, dispositivos de rastreio e emergência. Durante o mês de Maio, a Casa de Apoio à Montanha do Pico estará aberta entre as 7 e as 19 horas, 7 dias por semana. Em outros horários, deverão ser contactados os Bombeiros Voluntários da Madalena, embora se desaconselhe a subida nocturna. A partir de 1 de Junho e até 30 de Setembro a Casa de Apoio à Montanha do Pico estará aberta de forma ininterrupta. Abriu também as suas portas o Centro de Visitantes da Gruta das Torres, que se encontra aberto, até ao dia 14 de Junho, de terça a sábado, entre as 14 e as 17:30 horas. A partir do dia 15 de Junho e até 15 de Setembro este centro irá estar aberto todos os dias entre as 10 e as 13 horas e entre as 14 e as 18, encerrando para almoço entre as 13 e as 14 horas. Mais informações poderão ser solicitadas junto do Parque Natural do Pico, sito ao Lajido de Santa Luzia, telefone 292207375, ou através do e-mail: parque.n.pico@azores.gov.pt
Fonte: SRAM/FA/DRA

Novo roteiro pedestre apresentado pelos Amigos dos Açores

Os Amigos dos Açores – Associação Ecológica apresentaam no passado dia 1 de Maio, um novo roteiro pedestre: Roteiro do Percurso Pedestre da Alminhas, também conhecido por Terras de Nosso Senhor.
O novo percurso pedestre que se localiza na freguesia da Achadinha, concelho do Nordeste, apresenta diversos pontos de interesse que conjugam diversos valores naturais como nascentes, linhas de água com cascatas, fauna e flora nativa dos Açores, o que confere ao trajecto uma assinalável importância o nível local. Espera-se que a visibilidade adquirida pelo novo percurso pedestre, para a qual a nova publicação pretende contribuir, venha ajudar a potenciar as mais valias naturais e histórico-culturais do local, com beneficio para as comunidades locais.

O trilho das Alminhas/Terras de Nosso Senhor, com uma extensão aproximada de três quilómetros, tem início no Jardim Público das Alminhas, onde também termina.

Parabéns por mais esta excelente iniciativa.

Governo cria organismo único de gestão do Ambiente

O Conselho do Governo Regional aprovou, no final da semana passada, uma proposta de Decreto Legislativo Regional que reestrutura o sector empresarial regional na área do Ambiente, extinguindo a SPRAçores - Sociedade de Promoção e Gestão Ambiental, S.A., por fusão com a Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza - AZORINA, S. A.
Esta decisão, enquadrada na reestruturação do sector público empresarial da Região, surge na sequência de orientações nesse sentido saídas do anterior plenário do executivo açoriano.
A necessidade de reduzir despesas administrativas e de gestão empresarial aconselha a que se proceda a esta reestruturação, já que o objecto e âmbito de actividade da AZORINA permite a realização dessa operação sem redução da capacidade de intervenção do sector empresarial regional em qualquer área da gestão do Ambiente e sem prejuízo para os respectivos trabalhadores, conforme é referido no Comunicado do Conselho do Governo, apresentado esta sexta-feira pelo Secretário Regional da Presidência, André Bradford.
Fonte: GaCS/FA

sexta-feira, 29 de abril de 2011

“Ferraria, lugar de repouso, reflexão e cartaz turístico”, por Johann Eckhard Deisenhofer

Há pouco menos de 12 anos, em Novembro de 1999, foi com estas palavras que António Ferreira Leite intitulou o capitulo sobre o Lugar da Ferraria no seu livro “Um Olhar de Observação Sobre os Ginetes (Editado pela Assembleia de Freguesia de Ginetes no ano de 2001). É certo que, se fosse hoje, o antigo padre dos Ginetes não usaria este título. Ao longo da última década foram muitas as mudanças que ocorreram neste lugar e que, ao mesmo tempo, apareceram outras tantas ideias para o mudar. Agora existe um parque estacionamento, junto ao edifício das “Termas da Ferraria”, geridas como “Palco de Bem Estar”, com piscina exterior e restaurante na zona daquele nobre edifício, totalmente reconstruído. Porém, na zona balnear encontra-se um bar, que nunca abriu, sanitários e vestiários degradados, restos de uma panóplia de solários duas vezes construídos e pela força do mar derrubados (parafusos, tábuas de madeira, vestígios de betão...). Ali subsiste também o esqueleto de uma escada, ancorada na baía; restos de cordas completam a imagem da tristeza! Através da comunicação social chegou a informação de que o Governo, através da Direcção Regional do Mar, está a “equacionar as melhores soluções” para as Termas da Ferraria e que a Secretaria Regional da Economia publicou um Aviso a comunicar que pretende delimitar uma área específica de concessão de recurso geotérmico no lugar da Ferraria. Entretanto a afluência dos turistas não pára, muitas vezes guiados por operadores turísticos ou simplesmente encaminhados por taxistas. Mesmo na época baixa, como no mês de Janeiro, pode-se observar, quase que diariamente, cerca de 20 indivíduos dentro de água. Até pessoas incapacitadas, andando apoiados em muletas, com muito esforço, acabam por entrar também no porto, auxiliados por familiares ou amigos, na esperança de um alívio para as suas maleitas. Em suma, esta lamentável situação faz da Ferraria não mais um lugar aprazível para reflexão mas, pelo contrário, deve ser ela própria objecto de uma profunda reflexão. Antes de se decidir medidas novas para aquele espaço, único no Mundo, é preciso considerar que a Ferraria, à semelhança de outros lugares, é muito vulnerável: este canto oeste da Ilha de São Miguel é uma zona propícia a tempestades violentas , com ondas que podem atingir alturas superiores a dez metros, que há muitos dias com ar extremamente salgado e corrosivo e que erupções vulcânicas ou terramotos podem causar desabamentos de pedras ou até tsunamis. Também se deve ter em conta que a quantidade das águas mineromedicinais da nascente térmica é limitada, visto que a zona para captação de águas chuvosas, que fica situada no extremo da ilha, não pode ser grande (provavelmente não muito mais do que o Pico das Camarinhas). Por fim, é preciso ter em consideração que o lugar da Ferraria foi classificado como Monumento Natural Regional, pela sua beleza natural e pelas suas características únicas. No hemisfério norte do nosso planeta não deve existir outro sítio comparável com a baía da Ferraria, onde a natureza oferece no mar uma mistura das diferentes águas, com efeitos terapêuticos comprovados. Assim, não é de admirar que, há mais de 12 anos, a Ferraria passou para cartaz turístico, com todos os problemas e possibilidades daí emergentes. Porém, de todas estas estranhas circunstâncias atrás referidas, surge a ideia, muito estranha, de qualificar uma parte do Lugar da Ferraria como recurso geotérmico. Ora, pelas razões que a seguir indico, deve esta ideia desaparecer por completo e ser arquivada, para sempre, na gaveta mais baixa da secretária do Senhor secretário regional da Economia: - A ideia é um atentado contra o ambiente, comparável com uma proposta de construção de um parque eólico na Cumeeira da Caldeira das Sete Cidades ou com a exploração geotérmica do Parque Terra Nostra, nas Furnas. - O aproveitamento do lugar da Ferraria como atracção turística e a produção de energia eléctrica, no mesmo lugar, são concorrentes - um exclui o outro! O Governo optou e com bom senso pelo turismo, tendo inclusive já investido muito dinheiro. - A prosseguir com aquela opção, podem esses estudiosos garantir que mais uma exploração da nascente de água quente termal não vai influenciar o curso e uso já existentes, perante a limitada quantidade da água? É uma pergunta que deixo no ar. - A Constituição Portuguesa refere na parte II “Organização Económica”, Titulo I “Princípios Gerais”, Artº .84, alínea c) : “Pertencem ao domínio público ....., as nascentes de águas mineromedicinais,...”. A concessão da preciosa nascente mineromedicinal da Ferraria, como recurso geotérmico, parece-me ser contra o espírito da Constituição! A zona balnear podia ser melhorada com a reparação e manutenção dos edifícios já existentes e com a organização e planeamento da limpeza. Esquecer-se os solários e melhorar o acesso ao mar, com uma faixa de betão preto, são soluções simples e económicas. De resto, devem ser cumpridos as recomendações com que António Ferreira Leite terminou o seu artigo de Novembro de 1999: “A Ferraria é um precioso cartaz de turismo, assim deve ser vista pela autarquia local. O turista procura a Natureza pura, original. Está farto da paisagem humanizada, onde a mão do homem é constante. Por isso, transformar aquele recanto singular em lugar de veraneio ou em paisagem humanizada é destruir criminosamente a sua beleza e identidade.”


Fonte: Açoriano Oriental

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A decadência do povo insular

E em véspera do Dia Mundial da Terra, um bom exemplo daquilo que a nossa terra não precisa.
A orla costeira a saque, desta vez pela mão de um ex-autarca da Câmara Municipal da Lagoa, o Sr Roberto Medeiros.



Autor desconhecido



Esta construção tem inspirado um eco-novela de fraca qualidade, em que os protagonistas incluem um ex-autarca da Câmara Municipal da Lagoa, o próprio Município da Lagoa e a Secretária Regional do Ambiente e do Mar.
No enredo desta novela, onde tudo é uma paródia sem graça, onde se dá mais importância à roupa que se usa em palco do que aos textos, onde as piadas insultam a inteligência do público, que sendo demasiado benevolente prefere ir rindo, porque nada disto pode ser levado a sério.
Ora enquanto uns gozam com os outros, a Associação Amigos da Caloura, que prefere teatro a sério, tem denunciado (e muito bem) esta paródia local.
Nós, tendo andado afastados dos palcos, por motivos eleitorais, estivemos atentos ao espectáculo e neste momento a única frase que me ocorre é esta: "não existem maus políticos. Existem homens com bom ou mau carácter."
Se esta obra não é fruto do carácter de quem a sonhou, projectou e aprovou, será no mínimo uma irresponsabilidade.
Aplausos finais para a Associação Amigos da Caloura e para todos os cidadãos que se preocupam genuinamente com a sua terra e não apenas com a sua casa.

Amanhã celebra-se o Dia Mundial da Terra

Amanhã celebra-se mais um dia Dia Mundial da Terra.

E se o ambiente deveria ser festivo, na realidade mostra-se preocupante devido a todos alertas que nos chegam da comunidade científica e que muitos de nós ainda parecem ignorar. A temperatura em todo o planeta está a aumentar devido às elevadas emissões de dióxido de carbono que todos os dias enviamos para a atmosfera. Este aquecimento global está a provocar, entre outras coisas, alterações climáticas, a subida das águas dos oceanos, a extinção progressiva de milhares de espécies e um risco sério de destruição de zonas costeiras. Esta ameaça à biodiversidade, inclui-nos a nós seres humanos, grandes responsáveis por muito do que está a acontecer.

Os recentes acontecimentos de Fukishima também nos deverão fazer reflectir sobre as nossas escolhas e sobre os caminhos que deveremos ou não seguir. Pelo planeta e por nós, enquanto espécie. E é em nós, essa espécie capaz do pior, mas também responsável por feitos extraordinários, que reside sempre a esperança de um futuro melhor.

Por isso que este dia da Terra sirva para reflectir e instigar a uma mudança de hábitos. Cada um de nós sozinho não poderá "salvar o mundo", mas todos juntos, com pequenos gestos diários faremos realmente a diferença. Calcule a sua pegada ecológica e veja como poderá contribuir para um planeta Terra mais saudável.

Votos de uma Feliz Páscoa

O Núcleo de São Miguel da Quercus deseja a todos uma Feliz Páscoa.


Autor desconhecido

Aproveite o fim de semana prolongado para fazer actividades ao ar livre e não se esqueça de reciclar as embalagens dos ovos e das amêndoas!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dia Mundial da Terra

O Clube de Orientação de São Miguel vai associar-se às comemorações do Dia Mundial da Terra organizando, em parceria com algumas entidades públicas regionais ligadas ao ambiente, uma prova de Orientação Pedestre na zona da Achada das Furnas, no dia 23 de Abril de 2011 pelas 10h00.
Junto enviamos o cartaz do evento, o Programa das Jornadas da Terra e da Vida e as indicações para chegar ao local onde terá início a já referida Prova de Orientação.
Inscreva-se. Traga a família e os amigos e venha passar uma manhã diferente.