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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Amanhã celebra-se o Dia Mundial da Terra
Votos de uma Feliz Páscoa
Aproveite o fim de semana prolongado para fazer actividades ao ar livre e não se esqueça de reciclar as embalagens dos ovos e das amêndoas!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Dia Mundial da Terra
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Região aposta cada vez mais nas energias renováveis
terça-feira, 12 de abril de 2011
Açores assumem hoje gestão de três das seis áreas protegidas da Declaração de Bergen
Os Açores assumem a partir de hoje a gestão de uma parte considerável do Atlântico Central, com a entrada em vigor da Declaração de Bergen, que criou seis áreas marinhas protegidas em alto mar.“Ganhamos uma grande responsabilidade”, afirmou o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, em declarações à Lusa, numa referência ao facto de a região assumir a gestão de três das seis áreas marinhas protegidas.A Declaração de Bergen foi adotada nesta cidade da Noruega em setembro de 2010 pelos ministros das partes contratantes da Convenção OSPAR (Oslo-Paris), criando seis áreas protegidas na área de aplicação desta convenção, que regula a cooperação internacional no que se refere à proteção do meio marinho no Atlântico Nordeste.As seis áreas marinhas protegidas no alto mar estão situadas em águas internacionais, tendo três sido colocadas sob a gestão da Região Autónoma dos Açores.Uma destas áreas marinhas tem cerca de 95 mil quilómetros quadrados, ou seja, é maior do que o território português, o que permite perceber a dimensão e a importância da gestão que foi atribuída aos Açores.A Convenção OSPAR de 1992, também conhecida como ‘Oslo-Paris’, combinou e atualizou a Convenção de Oslo de 1972 sobre imersão de resíduos no mar e a Convenção de Paris de 1974 relativa a fontes de poluição marinha de origem telúrica.Os trabalhos realizados no quadro da Convenção OSPAR são geridos por uma comissão que é composta por representantes dos 15 governos que a integram e da Comissão Europeia.Em finais de setembro de 2010, os ministros do Ambiente dos 15 países da Convenção OSPAR definiram seis zonas livres de pesca em zonas remotas do Atlântico, criando aquela que é a primeira rede de áreas protegidas no alto mar.No total, esta seis áreas abrangem 285 mil quilómetros quadrados no Atlântico, uma superfície igual à de Itália, estando todas localizadas fora do limite das 200 milhas, ou seja, das zonas económicas exclusivas dos países.A proteção pode envolver proibições à pesca e à exploração petrolífera, mas também a restrição à circulação de navios.Os 15 países da Convenção OSPAR são a Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, a que se junta a União Europeia Fonte:Lusa/fim
A Açorianidade e a natureza das ilhas
(...) Quisera poder enfaixar nesta página emotiva o essencial da minha consciência de ilhéu. Em primeiro lugar o apêgo à terra, êste amor elementar que não conhece razões, mas impulsos; - e logo o sentimento de uma herança étnica que se relaciona íntimamente com a grandeza do mar. Um espírito nada tradicionalista, mas humaníssimo nas suas contradições com um temperamento e uma forma literária cépticos, - o basco espanhol Baroja, - escreveu um livro chamado Juventud, Egolatria "O ter nascido junto do mar agrada-me, parece-me como um augúrio de liberdade e de câmbio". Escreveu a verdade. E muito mais quando se nasce mais do que junto do mar, no próprio seio e infinitude do mar, como as medusas e os peixes (...)
(...) Meio milénio de existência sôbre tufos vulcânicos, por baixo de nuvens, que são asas e de bicharocos que são nuvens, é já uma carga respeitável de tempo, - e o tempo é espírito em fieri. Somos, portanto, gente nova. Mas a vida açoriana não data espiritualmente da colonização das ilhas: antes se projecta num passado telúrico que os geólogos reduzirão a tempo, se quiserem... Como homens, estamos soldados històricamente ao povo de onde viemos e enraïzados pelo habitat a uns montes de lava que soltam da própria entranha uma substância que nos penetra. A geografia, para nós, vale outro tanto como a história, e não é debalde que as nossas recordações escritas inserem uns cinqüenta por cento de relatos de sismos e enchentes. Como as sereias temos uma dupla natureza: somos de carne e de pedra. os nossos olhos mergulham no mar (...)
Nova Direcção da Quercus São Miguel
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Primavera no mundo
A Primavera trouxe a celebração dos dias da árvore, da água, da floresta e da poesia. Trouxe também revoluções sociais e o agravamento da crise económica mundial. Do Japão chega-nos um cenário de caos, destruição e medo. Medo de um assassino invisível que irá deixar um rasto mortífero durante muitos anos, contaminando a terra, o ar e a água, não só dentro das suas fronteiras, mas um pouco por todo o lado. O que aconteceu em Fukushima veio mais uma vez provar que ninguém pode garantir a cem por cento a segurança de uma central nuclear. É verdade que a tecnologia japonesa é muito rigorosa e também é verdade que as normas de segurança em vigor são bastante severas, mas isto apenas prova que este tipo de energia, ao qual muitos chamam "limpa"?!? encerra um risco demasiado elevado. E a questão aqui é saber se estamos dispostos a correr esse risco e se queremos deixar esta herança aos nossos descendentes. Na sequência da catástrofe que assolou o Japão, os líderes europeus apressaram-se a ordenar inspecções ás suas centrais e a repensar o futuro das mesmas, enquanto surgiam, um pouco por todo o lado, milhares de vozes a gritar "não ao Nuclear e a defender a importância das energias renováveis. É sem duvida um grande desafio para a Europa nas próximas décadas liderar um projecto que assegure uma maior independência energética. Os Açores estão no bom caminho, mas é preciso ir mais longe e depender cada vez menos do petróleo e dos lobbies relacionados com o mesmo. Esta Primavera trouxe também o fim de mais um ciclo da Quercus São Miguel, marcado por grandes dificuldades e vicissitudes. Com trabalho feito e com a consciência de que ficou ainda muito por fazer, depositamos esperanças num novo ciclo que se adivinha e que esperamos que seja de crescimento, reflexão e renovação.Queremos que a Quercus continue a ser uma voz que não se cala na defesa do ambiente da ilha de São Miguel e sempre que possível de toda a Região Autónoma dos Açores.Estamos aqui para divulgar e elogiar o que de melhor se fizer em prol do ambiente, mas também para denunciar e criticar os atentados e crimes contra a natureza, que não é propriedade de alguns, mas de todos nós. Todos juntos temos que decidir o que queremos para esta região que é única e que não deverá "copiar" e importar modelos de outros locais. Temos que colocar o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a tradição ao serviço destas ilhas que são nossas e cujo futuro deverá ser decidido com a participação consciente de todos nós.É então tempo de tempo de repensar os nossos comportamentos, o que queremos para a nossa região e o que cada um de nós está disposto a fazer pela preservação de um património natural que é único.Não vamos fazer parte do clube das regiões que se "venderam" ao progresso e dinheiro fáceis! A economia, o turismo e ambiente não são unidades independentes. Deverá haver uma gestão integrada destas e outras áreas, que não devem ser confundidas com ideologias políticas, protagonismos fugazes, marketing, campanhas eleitorais ou com votos. Vivemos actualmente uma crise de grandes proporções: económica, social e ambiental mas sobretudo esta é uma crise de valores. A crise económica não nos deve desviar de outros grandes problemas que o mundo terá que enfrentar nás próximas décadas: as alterações climáticas e a escassez de recursos: água, alimentos e combustíveis fósseis.Para ultrapassar estas ameaças será preciso muito mais do que vontade política (se a houver). Será indispensável a mobilização da opinião pública e o contributo de toda a comunidade intelectual e académica. Apenas num ambiente de diálogo, tolerância e respeito pela biodiversidade (onde está incluído também o respeito pela diversidade humana) será possível dar um passo eficaz em direção à mudança, não esquecendo o pilar fundamental: a educação, área onde ainda há muito a fazer. Em Portugal infelizmente assistimos a uma política pública de educação ambiental deficitária. Parafraseando o Professor Viriato Soromenho Marques, " o trabalho realizado na área do ambiente deve-se a professores «conscientes» e organizações não governamentais «preocupadas»". A Quercus tem sido ao longo do tempo uma organização preocupada e empenhada em sensibilizar os mais novos para a temática ambiental e consideramos que é este o caminho a seguir. Em dia de mudança, não posso deixar aqui de agradecer a todos quantos colaboraram com a Quercus (sócios, não sócios e instituições) ao longo destes dois anos e deixo um agradecimento especial ao Paulo Nascimento Cabral e ao Mário Maciel por terem colaborado neste projecto. Graças a vocês a porta da Quercus continua aberta e preparada para um novo ciclo. A todos os sócios e não sócios deixo aqui um apelo: o mundo precisa de nós e precisa já! Transformemos esta crise numa oportunidade de renovação, de criação de uma sociedade mais democrática, mais digna, mais humana e mais sustentável. É Primavera. Apaixone-se pela natureza!
quinta-feira, 17 de março de 2011
Primeiro mini-documentário do LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas
Fonte: Spea
segunda-feira, 14 de março de 2011
Implementação do Circuito de BTT no Parque Natural do Faial
Fonte: GaCS

