quinta-feira, 21 de abril de 2011

Votos de uma Feliz Páscoa

O Núcleo de São Miguel da Quercus deseja a todos uma Feliz Páscoa.


Autor desconhecido

Aproveite o fim de semana prolongado para fazer actividades ao ar livre e não se esqueça de reciclar as embalagens dos ovos e das amêndoas!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dia Mundial da Terra

O Clube de Orientação de São Miguel vai associar-se às comemorações do Dia Mundial da Terra organizando, em parceria com algumas entidades públicas regionais ligadas ao ambiente, uma prova de Orientação Pedestre na zona da Achada das Furnas, no dia 23 de Abril de 2011 pelas 10h00.
Junto enviamos o cartaz do evento, o Programa das Jornadas da Terra e da Vida e as indicações para chegar ao local onde terá início a já referida Prova de Orientação.
Inscreva-se. Traga a família e os amigos e venha passar uma manhã diferente.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Região aposta cada vez mais nas energias renováveis

O Governo Regional tem implementado e vai continuar a desenvolver medidas que apostem no crescimento da produção de energias renováveis e da eficiência energética afirmou, ontem em Ponta Delgada, o Director Regional da Energia, José Vieira. José Vieira falava, na cerimónia de encerramento do seminário “Energia Sustentável: Redes Inteligentes e Mobilidade”, no âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável. É de realçar, que a União Europeia aprovou em Dezembro de 2008, o Pacote Clima Energia, que tem por objectivo reduzir em 20% em toda a União, a emissão de gases com efeito de estufa, elevar para 20% da quota parte as energias renováveis no consumo de energia e aumentar em 20% a eficiência energética até 2020. Nesse sentido, o Director Regional da Energia, sublinhou que a Região tem sido pioneira no sentido de adaptar as directivas comunitárias à legislação regional e deu como exemplo a certificação energética dos edifícios. A nova norma obriga os imóveis novos ou alvo de grandes remodelações à implementação de sistemas de águas quentes sanitárias, que sejam poupadores de energia, como é o caso das bombas de calor, ou que aproveitem os recursos endógenos ou renováveis, como são os painéis solares, sublinhou o titular da pasta da Energia. Esta certificação, segundo disse, implica que a mesma seja realizada por profissionais qualificados, uma área em que o executivo açoriano colaborou de forma intensiva com a realização de vários cursos de formação. Para José Vieira, continuar a depender de derivados do petróleo pode ser a médio longo prazo uma solução improcedente, quando comparado com outras alternativas como a energia solar, geotérmica, eléctrica e hídrica. Nos Açores, ao contrário de outras regiões, a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis compensa quando comparada à alternativa proveniente dos combustíveis fósseis, afirmou o director regional. Nesse âmbito, os consumidores de electricidade açorianos passaram a receber, inscrito na factura de electricidade, o respectivo código do ponto de entrega, e com este podem candidatar-se ao sistema de registo da micro produção ou seja, por renováveis na hora, e tornarem-se não apenas consumidores mas, também, produtores e vendedores de energia eléctrica à rede pública. Por outro lado, avançou José Vieira, está em desenvolvimento, igualmente, a mini produção de electricidade, cujo diploma legal já foi publicado encontrando-se em fase de regulamentação, tendo em conta que a mini produção é mais adequada para clientes de maior consumo. Com estas medidas sustentáveis, o Director Regional da Energia é de opinião, que a Região vai conseguir ser mais renovável e mais eficiente do ponto de vista energético, reduzindo a dependência dos combustíveis fósseis na produção de electricidade, atingindo uma produção na ordem dos 75% de fontes renováveis em 2018. No que se refere à energia geotérmica, José Vieira realçou, que há planos de expansão ao nível da construção de novas centrais e da expansão de outras, bem como a ampliação e a edificação de novos parques eólicos, é o caso do Graminhais que ficará concluído este ano, salientou. Por seu turno, o parque eólico do Faial vai ser desmantelado e substituindo também no decorrer deste ano, para além da instalação de dois aerogeradores na Graciosa, dois em Santa Maria e mais dois na ilha do Pico. Para além disso, duplicar a potência do parque eólico da Serra do Cume, na ilha Terceira, proceder à construção da nova central hídrica da ilha das Flores, são apostas que para José Vieira, representam o ponto de partida para que em 2015 cerca de 50% da energia eléctrica produzida no arquipélago, seja proveniente de fontes renováveis. Outro dos projectos a desenvolver, intitula-se “Corvo Renovável”, que tem a participação do MIT Portugal e do “Green Islands”, pois é a única ilha do arquipélago que não tem energia renovável. Para isso, segundo disse, está a ser desenvolvido um conjunto de estudos articulados, entre uma consultora australiana, o Instituto Superior Técnico e a EDA no sentido de colocar energia renovável na mais pequena ilha dos Açores. Reduzir a dependência energética dos combustíveis fósseis no transporte rodoviário, foi outras das estratégias mencionadas pelo Director Regional da Energia, na qual está a ser desenvolvida uma rede de mobilidade eléctrica (MOBI.E) na Região, integrada na rede nacional, com vista à obtenção de uma solução de gestão integrada e compatível, que garanta ao cliente do sistema o acesso em qualquer ponto do país. Também a área da investigação, mereceu destaque por parte de José Vieira, ao considerar que o arquipélago pode ser um pólo dinamizador capaz de atrair investigadores, uma vez que somos abundantes em recursos naturais passíveis de aproveitamento para a produção de novas fontes de energia sustentável. Fonte: GaCS/LM

terça-feira, 12 de abril de 2011

Açores assumem hoje gestão de três das seis áreas protegidas da Declaração de Bergen

Os Açores assumem a partir de hoje a gestão de uma parte considerável do Atlântico Central, com a entrada em vigor da Declaração de Bergen, que criou seis áreas marinhas protegidas em alto mar.“Ganhamos uma grande responsabilidade”, afirmou o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, em declarações à Lusa, numa referência ao facto de a região assumir a gestão de três das seis áreas marinhas protegidas.A Declaração de Bergen foi adotada nesta cidade da Noruega em setembro de 2010 pelos ministros das partes contratantes da Convenção OSPAR (Oslo-Paris), criando seis áreas protegidas na área de aplicação desta convenção, que regula a cooperação internacional no que se refere à proteção do meio marinho no Atlântico Nordeste.As seis áreas marinhas protegidas no alto mar estão situadas em águas internacionais, tendo três sido colocadas sob a gestão da Região Autónoma dos Açores.Uma destas áreas marinhas tem cerca de 95 mil quilómetros quadrados, ou seja, é maior do que o território português, o que permite perceber a dimensão e a importância da gestão que foi atribuída aos Açores.A Convenção OSPAR de 1992, também conhecida como ‘Oslo-Paris’, combinou e atualizou a Convenção de Oslo de 1972 sobre imersão de resíduos no mar e a Convenção de Paris de 1974 relativa a fontes de poluição marinha de origem telúrica.Os trabalhos realizados no quadro da Convenção OSPAR são geridos por uma comissão que é composta por representantes dos 15 governos que a integram e da Comissão Europeia.Em finais de setembro de 2010, os ministros do Ambiente dos 15 países da Convenção OSPAR definiram seis zonas livres de pesca em zonas remotas do Atlântico, criando aquela que é a primeira rede de áreas protegidas no alto mar.No total, esta seis áreas abrangem 285 mil quilómetros quadrados no Atlântico, uma superfície igual à de Itália, estando todas localizadas fora do limite das 200 milhas, ou seja, das zonas económicas exclusivas dos países.A proteção pode envolver proibições à pesca e à exploração petrolífera, mas também a restrição à circulação de navios.Os 15 países da Convenção OSPAR são a Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, a que se junta a União Europeia Fonte:Lusa/fim

A Açorianidade e a natureza das ilhas

O texto de Nemésio é mais uma prova de que a natureza destas ilhas nos molda. Elas pertencem-nos e nós a elas pertencemos. Agredir a natureza destas ilhas é como agredir uma pátria ou mátria, como diria Natália Correia.

(...) Quisera poder enfaixar nesta página emotiva o essencial da minha consciência de ilhéu. Em primeiro lugar o apêgo à terra, êste amor elementar que não conhece razões, mas impulsos; - e logo o sentimento de uma herança étnica que se relaciona íntimamente com a grandeza do mar. Um espírito nada tradicionalista, mas humaníssimo nas suas contradições com um temperamento e uma forma literária cépticos, - o basco espanhol Baroja, - escreveu um livro chamado Juventud, Egolatria "O ter nascido junto do mar agrada-me, parece-me como um augúrio de liberdade e de câmbio". Escreveu a verdade. E muito mais quando se nasce mais do que junto do mar, no próprio seio e infinitude do mar, como as medusas e os peixes (...)


(...) Meio milénio de existência sôbre tufos vulcânicos, por baixo de nuvens, que são asas e de bicharocos que são nuvens, é já uma carga respeitável de tempo, - e o tempo é espírito em fieri. Somos, portanto, gente nova. Mas a vida açoriana não data espiritualmente da colonização das ilhas: antes se projecta num passado telúrico que os geólogos reduzirão a tempo, se quiserem... Como homens, estamos soldados històricamente ao povo de onde viemos e enraïzados pelo habitat a uns montes de lava que soltam da própria entranha uma substância que nos penetra. A geografia, para nós, vale outro tanto como a história, e não é debalde que as nossas recordações escritas inserem uns cinqüenta por cento de relatos de sismos e enchentes. Como as sereias temos uma dupla natureza: somos de carne e de pedra. os nossos olhos mergulham no mar (...)



Coimbra (Cruz de Celas) 19 de Julho de 1932

VITORINO NEMÉSIO Excerto de um texto escrito para a Insula, no V centenário do descobrimento dos Açores

Nova Direcção da Quercus São Miguel

Realizou-se ontem, dia 11 de Abril, pelas 18:30 a Assembleia do Núcleo de São Miguel da Quercus, tendo sido votada por unanimidade a eleição da nova direção cuja constituição é a seguinte:

Presidente: Paulo Roque Pacheco

Secretário: Rui Moreira da Silva Coutinho

Tesoureiro: Ana Luísa Monteiro

Vogais: Gualter Correia, André Resendes Feliciano, Paulo Arruda Quental e Rui Melo Cordeiro

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Primavera no mundo


A Primavera trouxe a celebração dos dias da árvore, da água, da floresta e da poesia. Trouxe também revoluções sociais e o agravamento da crise económica mundial. Do Japão chega-nos um cenário de caos, destruição e medo. Medo de um assassino invisível que irá deixar um rasto mortífero durante muitos anos, contaminando a terra, o ar e a água, não só dentro das suas fronteiras, mas um pouco por todo o lado. O que aconteceu em Fukushima veio mais uma vez provar que ninguém pode garantir a cem por cento a segurança de uma central nuclear. É verdade que a tecnologia japonesa é muito rigorosa e também é verdade que as normas de segurança em vigor são bastante severas, mas isto apenas prova que este tipo de energia, ao qual muitos chamam "limpa"?!? encerra um risco demasiado elevado. E a questão aqui é saber se estamos dispostos a correr esse risco e se queremos deixar esta herança aos nossos descendentes. Na sequência da catástrofe que assolou o Japão, os líderes europeus apressaram-se a ordenar inspecções ás suas centrais e a repensar o futuro das mesmas, enquanto surgiam, um pouco por todo o lado, milhares de vozes a gritar "não ao Nuclear e a defender a importância das energias renováveis. É sem duvida um grande desafio para a Europa nas próximas décadas liderar um projecto que assegure uma maior independência energética. Os Açores estão no bom caminho, mas é preciso ir mais longe e depender cada vez menos do petróleo e dos lobbies relacionados com o mesmo. Esta Primavera trouxe também o fim de mais um ciclo da Quercus São Miguel, marcado por grandes dificuldades e vicissitudes. Com trabalho feito e com a consciência de que ficou ainda muito por fazer, depositamos esperanças num novo ciclo que se adivinha e que esperamos que seja de crescimento, reflexão e renovação.Queremos que a Quercus continue a ser uma voz que não se cala na defesa do ambiente da ilha de São Miguel e sempre que possível de toda a Região Autónoma dos Açores.Estamos aqui para divulgar e elogiar o que de melhor se fizer em prol do ambiente, mas também para denunciar e criticar os atentados e crimes contra a natureza, que não é propriedade de alguns, mas de todos nós. Todos juntos temos que decidir o que queremos para esta região que é única e que não deverá "copiar" e importar modelos de outros locais. Temos que colocar o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a tradição ao serviço destas ilhas que são nossas e cujo futuro deverá ser decidido com a participação consciente de todos nós.É então tempo de tempo de repensar os nossos comportamentos, o que queremos para a nossa região e o que cada um de nós está disposto a fazer pela preservação de um património natural que é único.Não vamos fazer parte do clube das regiões que se "venderam" ao progresso e dinheiro fáceis! A economia, o turismo e ambiente não são unidades independentes. Deverá haver uma gestão integrada destas e outras áreas, que não devem ser confundidas com ideologias políticas, protagonismos fugazes, marketing, campanhas eleitorais ou com votos. Vivemos actualmente uma crise de grandes proporções: económica, social e ambiental mas sobretudo esta é uma crise de valores. A crise económica não nos deve desviar de outros grandes problemas que o mundo terá que enfrentar nás próximas décadas: as alterações climáticas e a escassez de recursos: água, alimentos e combustíveis fósseis.Para ultrapassar estas ameaças será preciso muito mais do que vontade política (se a houver). Será indispensável a mobilização da opinião pública e o contributo de toda a comunidade intelectual e académica. Apenas num ambiente de diálogo, tolerância e respeito pela biodiversidade (onde está incluído também o respeito pela diversidade humana) será possível dar um passo eficaz em direção à mudança, não esquecendo o pilar fundamental: a educação, área onde ainda há muito a fazer. Em Portugal infelizmente assistimos a uma política pública de educação ambiental deficitária. Parafraseando o Professor Viriato Soromenho Marques, " o trabalho realizado na área do ambiente deve-se a professores «conscientes» e organizações não governamentais «preocupadas»". A Quercus tem sido ao longo do tempo uma organização preocupada e empenhada em sensibilizar os mais novos para a temática ambiental e consideramos que é este o caminho a seguir. Em dia de mudança, não posso deixar aqui de agradecer a todos quantos colaboraram com a Quercus (sócios, não sócios e instituições) ao longo destes dois anos e deixo um agradecimento especial ao Paulo Nascimento Cabral e ao Mário Maciel por terem colaborado neste projecto. Graças a vocês a porta da Quercus continua aberta e preparada para um novo ciclo. A todos os sócios e não sócios deixo aqui um apelo: o mundo precisa de nós e precisa já! Transformemos esta crise numa oportunidade de renovação, de criação de uma sociedade mais democrática, mais digna, mais humana e mais sustentável. É Primavera. Apaixone-se pela natureza!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Primeiro mini-documentário do LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas

O primeiro mini-documentário do projecto LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas já está disponível no Youtube. O documentário mostra as distintas fases do projecto e as diversas acções que estão a ser desenvolvidas. É uma boa oportunidade para conhecer de perto os aspectos mais interessantes do trabalho na ilha do Corvo e no Ilhéu de Vila Franca do Campo.

Fonte: Spea

segunda-feira, 14 de março de 2011

Implementação do Circuito de BTT no Parque Natural do Faial

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, no âmbito da gestão Parque Natural do Faial, está a proceder à implementação de um circuito para os praticantes de BTT, modalidade que permite um intenso contacto com a natureza. O circuito para o efeito criado, com uma extensão total de 2 Km e uma classificação técnica de “dificuldade média”, partiu da recuperação de um antigo trilho pedestre, outrora abandonado, bem como de parte de um caminho de terra que em tempos foi utilizado por agricultores da ilha. O circuito de BTT desenvolve-se integralmente no Parque Florestal do Capelo, espaço onde podem ser observadas várias espécies naturais dos Açores, nomeadamente associadas ao habitat “Laurissilva costeira”, como é o caso da faia (Myrica faya), o louro (Laurus azorica), a urze (Erica azorica) ou mesmo o tamujo (Myrsine retusa). A materialização deste circuito é um significativo contributo para a melhoria das condições necessárias ao desenvolvimento de actividades lúdicas e desportivas dentro o Parque Natural, compatíveis com os seus princípios de sustentabilidade e conservação do património. A partir do percurso, o visitante poderá usufruir das belas paisagens da ilha do Faial. Pretende-se, pela prática de um desporto que privilegia o contacto com a natureza, dar a conhecer o rico património disponível, ao nível da geodiversidade e biodiversidade, potenciando ainda os aspectos sociais e culturais. A implementação desta valência contou com os apoios do Serviço Florestal da Ilha do Faial, bem com da Associação de Ciclismo dos Açores - Delegação do Faial.
Fonte: GaCS

Requalificação das margens da lagoa das Sete Cidades

A primeira fase da empreitada de requalificação das margens da lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel, foi colocada a concurso pelo preço base de 6.950.000 de euros. Nos termos do Aviso hoje publicado no Jornal Oficial, a obra, da responsabilidade da SPRAçores, Sociedade de Promoção e Gestão Ambiental, S.A., terá um prazo de execução de 540 dias. Esta primeira fase da empreitada incidirá no Troço da Vila ao Túnel e Frente Urbana, envolvendo a execução de infra-estruturas hidráulicas, eléctricas, telecomunicações, pavimentação e arruamentos, intervenção paisagística e construção de edifícios. O prazo para apresentação das propostas decorre até às 17:30 horas do 60.º dia a contar da data de envio (05/03/2011) do anúncio para publicação no Diário da República. A empreitada será adjudicada à proposta economicamente mais vantajosa, tendo em conta a qualidade técnica da proposta e o seu preço.
Fonte: GaCS