quinta-feira, 10 de março de 2011

Parabéns à rúbrica minuto verde que esta semana celebrou 5 anos de existência

No passado dia 7 de Março celebraram-se os cinco anos de emissão da rubrica “Minuto Verde”, produzida pela Quercus e exibida no programa informativo das manhãs da RTP1, o Bom Dia Portugal. Até hoje, foram transmitidos mais de 1270 conselhos ambientais, num total de cerca de 21 horas de Minutos Verdes.
Com a duração exacta de 60 segundos, esta rubrica de sensibilização ambiental estreou-se a 6 de Março de 2006, resultando de uma parceria entre a Rádio e Televisão de Portugal e a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. O mesmo episódio é repetido três vezes durante o programa, ligeiramente antes das 8.00h, 9.00h e 10.00h, de modo a possibilitar a visualização durante as diferentes rotinas matinais dos portugueses. Com o objectivo de informar e sensibilizar os cidadãos para a adopção de comportamentos com um menor impacto no ambiente, o Minuto Verde aborda áreas tão diversas como a energia, a água, o ar, a mobilidade, os resíduos ou a conservação da natureza. O formato curto, a linguagem prática, os cenários reais e a apresentação alternada entre três elementos – Francisco Ferreira, Sara Campos e Susana Fonseca - parecem convencer os telespectadores, que têm vindo também a aproximar-se das questões ambientais. Prova disso são as centenas de contactos telefónicos e mensagens de correio electrónico recebidos pela Quercus a propósito dos temas abordados na rubrica que, além da RTP1, é também transmitida na RTPN, RTP Internacional e RTP África.Quase a iniciar o seu sexto ano de emissão, o Minuto Verde contabiliza já mais de 1270 conselhos ambientais desde o início, grande parte dos quais relacionados com temas domésticos, no sentido de promover uma gestão mais eficiente dos recursos (água, energia, resíduos). Outras áreas bastante abordadas são a mobilidade sustentável, o consumo responsável e a conservação da biodiversidade. De uma forma geral, cinco anos depois, os portugueses estão mais conscientes em relação às vantagens - ambientais, económicas e também sociais - de adoptar um estilo de vida com menor impacto no ambiente, adaptando os seus hábitos diários a essa nova consciência. Destaque-se também uma componente com cada vez mais peso nesta rubrica, que passa pela divulgação de espaços naturais do nosso país de elevado valor ecológico, seja em território continental, seja insular.Após a emissão diária na televisão, todos os episódios ficam disponíveis, no próprio dia, para visualização online ou em videocast no sítio www.rtp.pt. Os telespectadores podem ainda colocar perguntas relativas à rubrica ou sugestões através do endereço de correio electrónico quercus@quercus.pt.
Parabéns ao minuto verde e à dinâmica dos seus apresentadores!

Nova Assebleia Geral do Núcleo da Quercus São Miguel

Informamos que irá realizar-se uma nova Assembleia Geral no próximo dia 11 de Abril para apresentação e votação de listas para a direcção do Núcleo da Quercus de São Miguel, uma vez que no passado dia 4 não houve consenso para a formação de uma lista.
Mais uma vez agradecemos a comparência e participação dos sócios e informamos que os sócios que não tenham as quotas pagas há mais de dois anos não poderão exercer o seu direito de voto.
Quem pretender regularizar a sua situação poderá fazê-lo através da área de gestão de sócios da página da Quercus ANCN.
Informam-se os sócios inactivos que poderão fazer uma nova inscrição, sendo-lhes cancelado o antigo número e atribuído um novo, mediante contacto através da gestão de sócios e pagamento da quota do presente ano.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Projecto-concurso escola electrão na Escola Básica e Secundária das Flores

O projecto-concurso escola electrão terminou hoje na Escola Básica e Secundária das Flores.
Este projecto assenta em duas componentes fundamentais (didáctica e dinâmica), ambas com o objectivo de sensibilizar e envolver professores, alunos, funcionários, pais e comunidade em geral na reciclagem e valorização de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.
No ano passado foram recolhidos nas 603 escolas aderentes, em apenas cinco meses, mais de 1,6 milhões de quilos de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE’s), o equivalente a 401 camiões TIR.
No concurso nacional «Escola Electrão 2008/09» foi atribuído o prémio incentivo à Escola Básica e Secundária das Flores, por terem sido recolhidos 10.091 kilogramas em resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos em "fim de vida".
A organização deste evento na Escola Básica e Secundária das Flores e a população florentina estão e parabéns por mais esta iniciativa. O ambiente agradece!
Fonte: Fórum Ilha das Flores

terça-feira, 1 de março de 2011

Eleições para o Núcleo da Quercus São Miguel

No próximo dia 4 de Março, pelas 18:30, irá realizar-se a assembleia geral que coincidirá com as eleições para o Núcleo Regional da Quercus - São Miguel.
Agradecemos a comparência e participação de todos os sócios neste acto e apelamos para a constituição de listas candidatas à liderança, uma vez que esta direcção cessa aqui as suas funções.
Consideramos ser de vital importância para os Açores que a voz da Quercus e o legado do Veríssimo Borges continue em defesa do Ambiente da Região, que é de todos nós.

Circular com ar puro



Ecológico e económico são os melhores argumentos para qualquer negócio. Um automóvel que não precisa de gasolina ou gasóleo, gás, nem electricidade e que circula apenas com ar comprimido é a ideia de um engenheiro francês que vem revolucionar o sector automóvel.
O veículo circula a uma velocidade de até 150 quilómetros por hora, tem uma autonomia de 300 quilómetros e um motor de 80 cavalos. Para abastecer é tão simples como encher um pneu de uma bicicleta, ou seja, basta usar uma bomba para ar comprimido ou carregar o compressor através da electricidade, para ser mais rápido. Guy Nègre, antigo engenheiro em aeronáutica e em fórmula 1 é o detentor da poção mágica. Passou 30 anos a construir motores cada vez mais rápidos para competições e considera que “nos encontramos no final da era do petróleo e, por isso, temos de encontrar outras soluções”.
O protótipo, criado pela sociedade MDI, foi apresentado, em 2009, na 79 edição do Salão Automóvel Internacional de Genebra (Salon Automobile International de Genève). O primeiro motor tinha dois cilindros e 25 cavalos e uma autonomia de 200 quilómetros. A sede da indústria surgiu em Carros, perto de Nice (França), onde trabalha com o seu filho Cyril Nègre, que partilha a mesma paixão por automóveis. Preço competitivoAdiantou ainda que a comercialização já está em curso e o preço mostra-se bastante competitivo já que poderão ser adquiridos por volta de 3500 euros. E por produzir menos 60 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilómetro, o governo decidiu atribuir-lhe uma bolsa de cinco mil euros. Guy Nègre mantém a mesma filosofia que tinha quando trabalhava em fórmula1: “É preciso estar constantemente a aperfeiçoar”. O veículo de mono e bio-energia que circula com ar comprimido tem agora a capacidade de purificar o ar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Governo contratual​iza elaboração do Inventário do Património Baleeiro dos Açores

A Presidência do Governo, através da Direcção Regional da Cultura, contratualizou com o Observatório do Mar dos Açores (OMA) a elaboração do Inventário do Património Baleeiro dos Açores. Com sede da Fábrica da Baleia de Porto Pim, na Horta, o OMA é uma associação técnica, científica e cultural, sem fins lucrativos, que foi criada em 2002 por 23 sócios fundadores ligados ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores. Nos termos de um contrato de cooperação técnica e financeira hoje publicado em Jornal Oficial, o Governo compromete-se a atribuir ao OMA um subsídio de 29.000 euros pelo fornecimento do Inventário do Património Baleeiro dos Açores, bem como pela cedência dos direitos de autor desse levantamento. Em contrapartida, o OMA fornecerá o Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores, “constituído por uma base de dados e um banco de imagens, construído sobre programa informático Acess cujos campos, sistema de navegação e layout serão previamente aprovados pela Direcção Regional da Cultura”. A inventariação contratualizada deverá abranger varadouros, rampas de varagem/alagem de cachalotes, pátios de desmancho e esquartejamento de cachalotes, casas de botes, áreas de derretimento de “baleias” a fogo directo, fábricas de processamento de cachalotes, vigias de baleia e vestígios arqueológicos de locais de encalhamento de cachalotes nos portos e estações baleeiras artesanais. De todos os bens imóveis e sítios inventariados deverão constar, entre outros elementos de identificação, a localização e mapeação, proposta de datação/contexto temporal de edificação, caracterização do seu contexto histórico, descrição, referências bibliográficas e imagens.
Fonte: GaCS

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Zmar Eco Campo Resort vence prémio de sustentabilidade ambiental do Turismo de Portugal

A sustentabilidade ambiental foi uma das categorias premiadas na sexta edição dos Prémios Turismo Portugal, que se realizou na BTL, no passado dia 24.
O vencedor foi o Zmar Eco Campo Resort & SPA, situado em Odemira, sudoeste alentejano. Este projecto foi distinguido pela sua concepção ecológica e actividades e serviços diferenciadores, que “reforçam a oferta de alojamento de qualidade do Alentejo Litoral e junto ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina”.
Além dos projectos vencedores, a sexta edição dos Prémios Turismo de Portugal atribuiu ainda 11 menções honrosas, destacando empreendimentos turísticos, equipamentos culturais, eventos de animação, monumentos e espaços públicos. Ao todo, participaram 147 projectos de todo o País.
Os distinguidos foram escolhidos por um júri liderado por Guilherme d’Oliveira Martins.
As memórias descritivas e as imagens de cada projecto finalista estão disponíveis no site do Turismo de Portugal.

Agricultores da UE abandonam milho geneticamente modificado mas a superfície do planeta tem cada vez mais trangénicos

A organização ambientalista Greenpeace indicou esta terça-feira que os mais recentes dados sobre milho geneticamente modificado na Europa revelam que os agricultores estão a abandonar este cultivo, em declínio em vários países, incluindo Portugal. Numa nota divulgada em Bruxelas, a Greenpeace revela que os dados oficiais da União Europeia mostram que o cultivo de milho geneticamente modificado caiu 13 por cento no conjunto da União Europeia entre 2009 e 2010, de 94 mil para 82 mil hectares. Em Portugal, a queda foi mais ligeira, de 4,4 por cento (de 5.094 para 4.868 hectares), mas na Roménia, por exemplo, registou-se um recuo de 75 por cento, enquanto em Espanha o cultivo caiu 10 por cento, mas neste caso significando uma queda de cerca de 10.000 hectares (de 76 mil para 67 mil). Para Stefanie Hundsdorfer, estes dados mostram que o milho geneticamente modificado «está a falhar nos campos de cultivo e no mercado» e isto porque «os agricultores e os consumidores não estão a cair da propaganda da indústria de biotecnologia».
Apesar do otimismo da Greenpeace, segundo o relatório anual da organização internacional ISAAA (International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications), a superfície do planeta cultivada com transgénicos aumentou dez por cento no ano passado, atingindo os 148 milhões de hectares. Entre 2009 e 2010 foram plantados mais 14 milhões de hectares de OGM (organismos geneticamente modificados), correspondendo a dez por cento. “Este é o segundo maior aumento anual de sempre”, referiu em comunicado Clive James, autor do citado relatório. Os Estados Unidos surgem como o país com maior superfície cultivada com transgénicos, com 66,8 milhões de hectares. Em segundo lugar aparece o Brasil (25,4 milhões) e depois a Argentina (22,9 milhões). A lista é composta ainda pela Índia (9,4 milhões), Canadá (8,8 milhões), China (3,5 milhões), Paraguai (2,6 milhões), Paquistão (2,4 milhões), África do Sul (2,2 milhões) e Uruguai (1,1 milhões).
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil registou o maior aumento anual, acrescentando quatro milhões de hectares durante 2010, ou seja, um aumento de 19 por cento.
James salientou que “os países em desenvolvimento aumentaram em 48 por cento as suas plantações OGM em 2010 e vão ultrapassar em área as nações industrializadas até 2015”. A União Europeia contraria a tendência de subida, com uma quebra ligeira no cultivo de transgénicos.
Dos 15,4 milhões de agricultores de 29 países que, no ano passado, recorreram a esta tecnologia – para promover a resistência a doenças e a tolerância aos herbicidas -, 14,4 milhões são pequenos agricultores, especialmente na China e Índia.
Fonte: Diário Digital e Público

Governo conclui proposta para Lei de Bases do Ambiente

O Comunicado do Conselho de Ministros do passado dia 25 dá conta da aprovação da Proposta de Lei que estabelece as bases da política de ambiente. O Comunicado refere o seguinte: «Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, estabelece as bases da política de ambiente, revogando a anterior Lei de Bases do Ambiente, aprovada pela Lei n.º 11/87, de 7 de Abril. Esta proposta de Lei aprova inovações na política do ambiente, nomeadamente através da introdução de novos princípios de direito do ambiente. Assim, em primeiro lugar, destaca-se a introdução do objectivo geral da sustentabilidade, a autonomização do princípio da precaução face ao princípio da prevenção e a consagração do princípio da integração, ou seja, o princípio de acordo com o qual a política pública de ambiente, dada a sua transversalidade, deve ser considerada na prossecução das restantes políticas públicas. Em segundo lugar, são reformuladas as componentes ambientais da política de ambiente, autonomizando-se o Mar e abandonado o componente Luz, procedendo-se, ainda, ao abandono do conceito de «componentes humanas», que é substituído pelo conceito de ameaças às componentes ambientais. Introduzem-se ainda novos conceitos, como os de alterações climáticas, sobre-exploração de recursos e perda de biodiversidade. Em terceiro lugar, são delimitadas as fronteiras entre a política do ambiente e as restantes políticas públicas, em especial em relação à política de ordenamento do território e urbanismo e à política do património cultural, bem como outras políticas sectoriais relevantes. Em quarto lugar, é destacada a influência crescente do Direito da União Europeia e do Direito Internacional na área do ambiente. Finalmente, são consagrados novos instrumentos da política de ambiente, como os instrumentos económicos e financeiros, os mecanismos de responsabilidade ambiental, a resposta a situações de passivos ambientais e de emergência ambiental».
O texto integral do Comunicado do Conselho de Ministros pode ser consultado aqui.

Pacheco Torgal e Said Jalali preparam livro sobre eco-eficiência do betão

Os professores universitários Fernando Pacheco Torgal e Said Jalali, da Universidade do Minho, estão a preparar a edição de um livro internacional sobre a eco-eficiência do betão. Num e-mail enviado à redacção do Green Savers, Fernando Pacheco Torgal avançou que o livro chamar-se-á “Eco-efficient concrete”, terá 19 capítulos e vai envolver investigadores de mais de 10 países.O livro será publicado pela britânica WoodHead Publishing e o seu conteúdo vai abranger a análise do ciclo de vida do betão, os impactos ambientais do cimento Portland, a substituição parcial de cimento por vários subprodutos e resíduos, a substituição de agregados naturais por resíduos e os novos cimentos. A obra vai ainda abordar de que forma a nanotecnologia pode contribuir para a eco-eficiência do betão.Recorde dois outros livros publicados pelos autores: “Toxicity of building materials” e “Sustentabilidade dos materiais de construção”.“O conceito de eco-eficiência foi apresentado pela primeira vez, em 1991, pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), e compreende o desenvolvimento de produtos e serviços, com preços competitivos, que satisfazem as necessidades da espécie humana com qualidade de vida, enquanto progressivamente reduzem o seu impacto ecológico e o consumo de matérias-primas ao longo do seu ciclo de vida, até um nível compatível com a capacidade do Planeta”, revela Pacheco Torgal. O betão é o material mais consumido na Terra, sendo utilizado na execução de estruturas de edifícios, pontes, viadutos, barragens e ainda em produtos vários, representando quase 10 mil milhões de toneladas anuais. O seu constituinte mais poluente é o cimento Portland, que representa quase 80% das emissões de dióxido carbono do betão. Durante a produção de uma tonelada de clínquer de cimento Portland, produzem-se quase uma tonelada de CO2.