sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Região concorre à Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas

O Parque Natural da Ilha de S. Miguel, que compreende os concelhos de Nordeste e Povoação, vai candidatar-se à Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas (CETS). O anúncio foi feito esta manhã, em conferência de imprensa, pelo Director Regional do Ambiente, João Bettencourt, salientando que este galardão é outorgado pela EUROPARC, uma organização não-governamental sem fins lucrativos que congrega cerca de 400 associados (entre parques, administrações de ambiente, outros organismos públicos e entidades privadas), e já foi atribuído a 75 espaços protegidos dispersos por oito países europeus. Para aquele responsável governamental, o turismo sustentável é um conceito que procura conciliar os objectivos económicos do desenvolvimento turístico com a manutenção da base de recursos indispensável à sua existência. Nesse âmbito, a Região tem desenvolvido no passado recente na revisão do quadro legal que gere a Rede Regional de Áreas Protegidas, bem como a coordenação de políticas entre o ambiente, o turismo e o desenvolvimento local, permitindo antecipar as condições base para que este desafio chegue a bom porto, isto é, os Açores como um destino turístico de qualidade, em que a natureza é o seu principal recurso e pilar. Desta forma, tem sido fundamental, disse João Bettencourt, o trabalho que a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves tem desenvolvido em São Miguel, através dos projectos LIFE, em especial na Zona de Protecção Especial Pico da Vara/Ribeira do Guilherme, não só no âmbito da conservação da natureza, em particular do Priolo, como também no âmbito do desenvolvimento local e da melhor integração das valências natureza e turismo. Nesse enquadramento, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar iniciou o processo de adesão à Carta Europeia de Turismo Sustentável, a área que integra o Parque Natural de Ilha de São Miguel que compreende os concelhos da Povoação e do Nordeste, com destaque para a Zona de Protecção Especial Pico da Vara/Ribeira do Guilherme incluindo, também, as Furnas designadas nesta candidatura por Terras do Priolo. Como objectivos a Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas visa, aumentar o reconhecimento das Áreas Protegidas da Europa, como uma parte fundamental do nosso património que deve ser preservado e desfrutado para e pelas gerações presente e vindouras; assim como, melhorar o desenvolvimento sustentável e a gestão do turismo, dentro e ao redor dos espaços protegidos, que tenham em consideração as necessidades do ambiente, das populações e empresários locais e dos visitantes. Para além de estimular produtos turísticos específicos que permitam a descoberta e o conhecimento da área, aumentar o conhecimento sobre o espaço protegido e as questões da sustentabilidade entre todos os que estão envolvidos no turismo, assegurar que o turismo suporta e não reduz a qualidade de vida das populações locais, e ainda, aumentar os benefícios do turismo para a economia local e monitorizar e influenciar os fluxos de visitantes para reduzir os seus impactos negativos, revelou o Director Regional do Ambiente. Para João Bettencourt, uma candidatura à CETS pressupõe que o espaço protegido desenvolveu, juntamente com os seus parceiros institucionais, agentes económicos e sociais, um conjunto de acções que lhe permitirão provar que a sua elaboração congregou os contributos de várias entidades ao longo das diferentes fases: Caracterização e Diagnóstico, Objectivos e Estratégia e Plano de Acção. Por isso, evidenciou o responsável governamental, a CETS é um processo de envolvimento institucional e de participação activa dos vários parceiros locais na definição do que se pretende que seja o futuro do turismo sustentável no território de implementação. Em Portugal existem cinco parques com este galardão, o Parque Nacional da Peneda Gerês e o Parque Natural da Serra de São Mamede (atribuídas em 2002) e os Parques Naturais do Alvão, Montesinho e Douro Internacional (atribuídas em 2009). Neste momento estes espaços protegidos integram duas redes de espaços com CETS, a Rede Ibérica e a Rede Europeia de Espaços Protegidos com Carta que têm um encontro anual para troca de experiências e discussão dos temas mais importantes no que diz respeito a esta temática. É de sublinhar que apenas existem dois espaços protegidos em ilhas galardoados com a CETS, o Parque Nacional de Garajonay (La Gomera/Canárias) e o Parc National de la Guadeloupe (Antilhas Francesas). No entender de João Bettencourt, uma candidatura à CETS da ZPE Pico da Vara/Ribeira do Guilherme e restantes áreas protegidas presentes nos concelhos da Povoação e Nordeste, que nesta candidatura serão denominadas Terras do Priolo, iria distinguir São Miguel como uma das primeiras ilhas da Europa a ser galardoada pelo seu empenho no desenvolvimento de um turismo sustentável.
Fonte: GaCS/DRA/LM

Parque Natural de Ilha das Flores tem as "melhores e mais bem conservadas" turfeiras do Atlântico

O Parque Natural de Ilha das Flores, cuja criação foi aprovada terça-feira na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, contém as “melhores e mais bem conservadas” turfeiras do Atlântico, afirmou Álamo Menezes, secretário regional do Ambiente.Numa intervenção no parlamento açoriano, Álamo Menezes salientou ainda a “singularidade mundial” da combinação existente naquele parque natural de turfeiras com cedro-do-mato, recordando que estas áreas “verdadeiramente preciosas” justificaram a classificação pela UNESCO como Reserva da Biosfera.O Parque Natural de Ilha das Flores abrange cerca de um terço da superfície da ilha mais ocidental do arquipélago dos Açores e integra todas as categorias de áreas protegidas por razões ambientais em terra e no mar territorial adjacente.Este parque natural, que se insere na Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores criada em 2007, integra as reservas naturais do Ilhéu de Maria Vaz, do Morro Alto e Pico da Sé e das Caldeiras Funda e Rasa. O monumento natural da Rocha dos Bordões e as áreas protegidas para a gestão de habitats ou espécies da Costa Nordeste, da Ponta da Caveira e da Costa Sul e Sudoeste também fazem parte deste parque natural, que ainda inclui a área de paisagem protegida da Zona Central e Falésias da Costa Oeste e a área protegida de gestão de recursos da Costa Norte.
Fonte: Lusa

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Candidaturas para observador de pescas - Programa POPA

O Programa de Observação para as Pescas dos Açores (POPA) continua a monitorizar a pesca de atum nos Açores, como tem feito nos últimos 13 anos. Para além de garantir o estatuto "Dolphin safe" ao atum pescado nos Açores, o Programa continua a estruturar uma base de dados que possui já mais de 2 milhões de registos e que é utilizada por entidades governamentais, pescadores e cientistas. O trabalho dos observadores do Programa é, neste contexto, crucial. São eles que recolhem os dados, em tempo real, que mais tarde possibilitarão analisar e gerir a pescaria nas suas várias vertentes, garantindo entre outras coisas, a certificação "Dolphin safe" (mortalidade zero de cetáceos na pesca).
O POPA tem sede na Ilha do Faial e inclui um corpo de observadores, sediado na Ilha do Pico. Os candidatos deverão ter idades superiores a 18 anos e terão que embarcar, preferencialmente, durante todo o período da safra que se estende de Maio a Novembro, sendo o período mínimo de trabalho de 3 meses. Aos observadores, será dada formação na área da biologia, comportamento e identificação de espécies e segurança no mar, e terão direito a viagem (Lisboa-Horta-Lisboa), alojamento, alimentação a bordo e vencimento mensal. A página web do POPA possui informação mais detalhada que se pode revelar útil ao potencial candidato.

Data limite para inscrições - 21 Março de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Recolha de resíduos urbanos ultrapassou 35 mil toneladas no concelho de Ponta Delgada

A recolha de resíduos urbanos (lixo comum e biodegradáveis) no concelho de Ponta Delgada atingiu, no último ano, as 35.045,1 toneladas, sendo que deste total 3.247,4 toneladas são referentes ao mês de Dezembro. De acordo com informação da autarquia, durante 2010 foram recolhidas mais de 1500 toneladas de papel. O vidro aparece como o segundo produto na lista da recolha selectiva, com um total de 849,06 toneladas em 2010 (79,24 toneladas em Dezembro), ao que se segue o plástico/metal com 388,54 toneladas (3,86 toneladas em Dezembro). Já no que se refere aos “monstros” e equipamentos eléctricos e electrónicos, a recolha atingiu as 226,1 toneladas. Por último aparece a madeira, cuja recolha, no último ano, totalizou 216,12 toneladas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O "Rei Ananás" está a ficar sem reino!

A Confraria do Ananás, numa iniciativa meritória, promoveu uma sessão de elucidação sobre os dias amargos do "Rei dos frutos" por terras micaelenses. Em jeito de conclusão, os confrades denunciaram a pressão imobiliária e o apetite voraz por terrenos urbanizáveis, em áreas limítrofes de Ponta Delgada, mesmo que pertençam à Reserva Agrícola, ou que contenham estufas de ananases, processo de cultivo resultante da sabedoria e do labor dos nossos antepassados. O cultivo do ananás em estufa, é um símbolo tradicional do engenho de ilustres micaelenses e de zelosos trabalhadores que daí ainda retiram os seus rendimentos. A Quercus S. Miguel, em várias ocasiões, nomeadamente em reunião com o secretário regional do Ambiente, manifestou forte preocupação e denunciou manobras pouco escrupulosas para "atapetar", de betão e asfalto, áreas agrícolas férteis e, no caso das estufas de ananases, para desmantelar esses ícones agrícolas da ilha de S. Miguel, quer no espaço nacional, quer internacional. O cultivo do ananás e os seus cultivadores merecem atenção e proteção! Não basta, Senhor Presidente do Governo Regional, aceitar ser confrade e fazer discursos enaltecedores do fruto perante a confraria! É preciso garantir que as futuras gerações possam ver reais estufas de ananases e possam comer o genuíno ananás de S. Miguel! Conservar o que é bom e raro é sempre uma exigência ética!

Cidades inteligentes estão a chegar

Num futuro não muito longínquo, as nossas casas podem vir a ter uma espécie de vida própria. Todas juntas formarão cidades inteligentes.



Como serão as cidades do futuro?
Com certeza mais inteligentes autónomas e amigas do ambiente. As nossas casas, por exemplo, podem vir a ter uma espécie de vida própria. Poderão ser produtoras de energia com capacidade suficiente para alimentar as suas necessidades e ainda carregar as baterias de um carro eléctrico, para além de injectar potência na rede nacional.
Esta gestão é possível através da microgeração, que utiliza contadores inteligentes que já podem se instalados em nossas casas, e que permitem aproveitar as horas de menor consumo para armazenar energia para as alturas com maior actividade, como explica Fernando Silva da Siemens: “Estamos a falar de soluções que permitem aos utilizadores serem simultaneamente consumidores, armazenadores e produtores de energia”.
Estas redes inteligentes apresentam-se como o futuro do consumo e da produção de energia, mostrando-se essenciais para integrar eficazmente na rede eléctrica fontes renováveis como a energia eólica e solar.

Transportes inteligentes
A introdução do carro eléctrico irá revolucionar por completo a utilização do automóvel. A questão não é se vai ser possível, é quando é que passará a ser uma realidade. “Com o carro eléctrico podemos carregar a bateria do nosso automóvel durante a noite, quando as tarifas são mais baixas, e guardar essa energia para posteriormente descarregá-la para a rede quando tivermos também um retorno económico mais interessante”.

Uma cidade sustentável terá ainda que encontrar soluções de tráfego que permitam reduzir as emissões de dióxido de carbono e simultaneamente produzam mecanismos de controlo de entradas e saídas de automóveis nos centros urbanos. No futuro serão projectadas plataformas comuns para agregar vários meios de transporte aumentando a mobilidade. Os transportes rodoviários incluirão cargas e passageiros, para rentabilizar as viagens. Os veículos individuais vão estar ligados com sistemas inteligentes que permitem uma partilha de informação instantânea. Os condutores vão poder optar pelas melhores rotas, evitando filas de trânsito e diminuindo os consumos.
De acordo com uma pesquisa realizada pela “Economist Intelligence Unit”, actualmente, a cidade mais sustentável é Copenhaga, seguida de Estocolmo e Oslo. Neste ranking europeu, Lisboa encontra-se no décimo oitavo lugar, destacando-se consideravelmente na área das energias, onde ocupa a nona posição.
Fonte: Expresso

Plano de eficiência energética já poupou 74 milhões de euros

A primeira edição do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC), promovido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), gerou poupanças de 74 milhões de euros, revelou hoje o Jornal de Negócios.O plano, que teve um total de 26 medidas implementadas entre 2007 e 2009, contou com iniciativas desenvolvidas pela EDP, Endesa, Unión Fenosa, Electricidade dos Açores, Empresa de Electricidade da Madeira e ISQ e custou 10 milhões de euros – um sétimo do valor poupado.Inicialmente, os benefícios estavam estimados em 37,9 milhões de euros, mas esse valor subiu para os 74,1 milhões.De acordo com a ERSE, este valor corresponde à poupança de electricidade com os equipamentos eficientes instalados (769,8 gigawatt-hora estimados até 2023) e emissões poupadas (quase 285 mil toneladas).A ERSE já promoveu novas edições deste programa, a última das quais, relativa a 2011/2012, aprovou já 57 acções de 20 entidades.

Fujitsu lança rato 100% biodegradável

A Fujitsu lançou esta quinta-feira um rato 100% biodegradável, que será o primeiro dispositivo do género inteiramente livre de plástico, segundo anuncia a marca. De acordo com o site da própria Fujitsu, a empresa substituiu o plástico por materiais renováveis, pelo que o Eco Mouse é 100% reciclável. O aparelho é produzido à base de dois substitutos do plástico, o arbofom e o biograde.“Este rato promove a produção sustentável e ajuda a reduzir as emissões de CO2 durante o processo de fabrico”, explica a própria marca, que já no ano passado já tinha lançado o teclado BBPC PX Eco. De acordo com a empresa, o desenvolvimento deste novo rato irá poupar cerca de 60 mil quilos de plástico por ano.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Como sobreviver num mundo de nove mil milhões?



Actualmente a população mundial está próxima dos 7 mil milões de pessoas, mas em 2050 vai atingir novo marco: seremos nove mil milhões à procura de alimentos, água, habitação e energia. Com conflitos, migrações e o efeito das alterações climáticas para gerir. Soluções, procuram-se. Gente, gente, gente. O contador não pára.
Em Portugal a população está a envelhecer, mas olha-se para lá do país e da Europa e a ideia deixa de ser um número: tudo indica que 2011 é o ano em que chegamos aos sete mil milhões de pessoas. Um artigo no diário britânico Guardian dizia que a comemoração seria a 31 de Outubro, com o nascimento de uma criança no estado de Uttar Pradesh, um dos mais populosos da Índia, com cerca de 194 milhões de habitantes.A escalada continuará pelo menos até 2050, quando, segundo as previsões demográficas, formos nove mil milhões. As Nações Unidas estão a fazer um levantamento extenso das populações dos países para apurar melhor os números de hoje e corrigir previsões. Mas é esta rapidez que assusta. "Se os níveis de fertilidade e de mortalidade que temos hoje não se alterarem, a população mundial vai adicionar mil milhões de pessoas em tempos muito pequenos", disse ao PÚBLICO Hania Zlotnik, Directora da Divisão de População das Nações Unidas.Herdámos este boom do século XX. Em cem anos a população passou dos 1,6 para os 6,1 mil milhões. "O aumento não ocorreu porque as pessoas começaram a reproduzir-se mais; em vez disso (...) deixaram finalmente de morrer como moscas", escreveu o especialista em política económica e demografia Nicholas Eberstadt num artigo na revista Foreign Affairs, onde alertava para as consequências económicas do envelhecimento das populações.No século passado a saúde melhorou, a esperança média de vida passou de 30 para 65 anos e o progresso económico ascendeu no Ocidente. Em contrapartida, a fertilidade diminuiu muito na Europa e em países como o Japão - para níveis em que a população não está a ser reposta. O fenómeno atinge a China devido às políticas de natalidade. Se a Ásia continua a ter os países com maior população (a China e a Índia estão em primeiro e segundo lugares com mais de mil milhões de pessoas cada), a fertilidade está agora na África subsariana. O continente, onde hoje vivem mil milhões de pessoas, vai duplicar o número até 2050.Mas a Terra é capaz de ter tanta gente? "A História da humanidade mostra que já fomos muito poucos, mas fomos sempre capazes de gerir as pessoas que tivemos", observou ao PÚBLICO Jorge Malheiros, especialista em migrações do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa. "O número perfeito [de pessoas] tem que ver com o modelo da sociedade."Depois de 2050, as previsões dizem que pode haver uma quebra na população mundial, ou pelo menos uma estagnação. Prevê-se que vá acontecer nos países emergentes o que aconteceu no mundo ocidental: um desenvolvimento económico acompanhado de uma diminuição de fertilidade. Até lá precisamos de espaço.
Ao longo do ano, a revista National Geographic irá dedicar uma série de reportagens dedicadas à demografia. Fique atento.
Fonte: Público