terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O "Rei Ananás" está a ficar sem reino!

A Confraria do Ananás, numa iniciativa meritória, promoveu uma sessão de elucidação sobre os dias amargos do "Rei dos frutos" por terras micaelenses. Em jeito de conclusão, os confrades denunciaram a pressão imobiliária e o apetite voraz por terrenos urbanizáveis, em áreas limítrofes de Ponta Delgada, mesmo que pertençam à Reserva Agrícola, ou que contenham estufas de ananases, processo de cultivo resultante da sabedoria e do labor dos nossos antepassados. O cultivo do ananás em estufa, é um símbolo tradicional do engenho de ilustres micaelenses e de zelosos trabalhadores que daí ainda retiram os seus rendimentos. A Quercus S. Miguel, em várias ocasiões, nomeadamente em reunião com o secretário regional do Ambiente, manifestou forte preocupação e denunciou manobras pouco escrupulosas para "atapetar", de betão e asfalto, áreas agrícolas férteis e, no caso das estufas de ananases, para desmantelar esses ícones agrícolas da ilha de S. Miguel, quer no espaço nacional, quer internacional. O cultivo do ananás e os seus cultivadores merecem atenção e proteção! Não basta, Senhor Presidente do Governo Regional, aceitar ser confrade e fazer discursos enaltecedores do fruto perante a confraria! É preciso garantir que as futuras gerações possam ver reais estufas de ananases e possam comer o genuíno ananás de S. Miguel! Conservar o que é bom e raro é sempre uma exigência ética!

Cidades inteligentes estão a chegar

Num futuro não muito longínquo, as nossas casas podem vir a ter uma espécie de vida própria. Todas juntas formarão cidades inteligentes.



Como serão as cidades do futuro?
Com certeza mais inteligentes autónomas e amigas do ambiente. As nossas casas, por exemplo, podem vir a ter uma espécie de vida própria. Poderão ser produtoras de energia com capacidade suficiente para alimentar as suas necessidades e ainda carregar as baterias de um carro eléctrico, para além de injectar potência na rede nacional.
Esta gestão é possível através da microgeração, que utiliza contadores inteligentes que já podem se instalados em nossas casas, e que permitem aproveitar as horas de menor consumo para armazenar energia para as alturas com maior actividade, como explica Fernando Silva da Siemens: “Estamos a falar de soluções que permitem aos utilizadores serem simultaneamente consumidores, armazenadores e produtores de energia”.
Estas redes inteligentes apresentam-se como o futuro do consumo e da produção de energia, mostrando-se essenciais para integrar eficazmente na rede eléctrica fontes renováveis como a energia eólica e solar.

Transportes inteligentes
A introdução do carro eléctrico irá revolucionar por completo a utilização do automóvel. A questão não é se vai ser possível, é quando é que passará a ser uma realidade. “Com o carro eléctrico podemos carregar a bateria do nosso automóvel durante a noite, quando as tarifas são mais baixas, e guardar essa energia para posteriormente descarregá-la para a rede quando tivermos também um retorno económico mais interessante”.

Uma cidade sustentável terá ainda que encontrar soluções de tráfego que permitam reduzir as emissões de dióxido de carbono e simultaneamente produzam mecanismos de controlo de entradas e saídas de automóveis nos centros urbanos. No futuro serão projectadas plataformas comuns para agregar vários meios de transporte aumentando a mobilidade. Os transportes rodoviários incluirão cargas e passageiros, para rentabilizar as viagens. Os veículos individuais vão estar ligados com sistemas inteligentes que permitem uma partilha de informação instantânea. Os condutores vão poder optar pelas melhores rotas, evitando filas de trânsito e diminuindo os consumos.
De acordo com uma pesquisa realizada pela “Economist Intelligence Unit”, actualmente, a cidade mais sustentável é Copenhaga, seguida de Estocolmo e Oslo. Neste ranking europeu, Lisboa encontra-se no décimo oitavo lugar, destacando-se consideravelmente na área das energias, onde ocupa a nona posição.
Fonte: Expresso

Plano de eficiência energética já poupou 74 milhões de euros

A primeira edição do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC), promovido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), gerou poupanças de 74 milhões de euros, revelou hoje o Jornal de Negócios.O plano, que teve um total de 26 medidas implementadas entre 2007 e 2009, contou com iniciativas desenvolvidas pela EDP, Endesa, Unión Fenosa, Electricidade dos Açores, Empresa de Electricidade da Madeira e ISQ e custou 10 milhões de euros – um sétimo do valor poupado.Inicialmente, os benefícios estavam estimados em 37,9 milhões de euros, mas esse valor subiu para os 74,1 milhões.De acordo com a ERSE, este valor corresponde à poupança de electricidade com os equipamentos eficientes instalados (769,8 gigawatt-hora estimados até 2023) e emissões poupadas (quase 285 mil toneladas).A ERSE já promoveu novas edições deste programa, a última das quais, relativa a 2011/2012, aprovou já 57 acções de 20 entidades.

Fujitsu lança rato 100% biodegradável

A Fujitsu lançou esta quinta-feira um rato 100% biodegradável, que será o primeiro dispositivo do género inteiramente livre de plástico, segundo anuncia a marca. De acordo com o site da própria Fujitsu, a empresa substituiu o plástico por materiais renováveis, pelo que o Eco Mouse é 100% reciclável. O aparelho é produzido à base de dois substitutos do plástico, o arbofom e o biograde.“Este rato promove a produção sustentável e ajuda a reduzir as emissões de CO2 durante o processo de fabrico”, explica a própria marca, que já no ano passado já tinha lançado o teclado BBPC PX Eco. De acordo com a empresa, o desenvolvimento deste novo rato irá poupar cerca de 60 mil quilos de plástico por ano.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Como sobreviver num mundo de nove mil milhões?



Actualmente a população mundial está próxima dos 7 mil milões de pessoas, mas em 2050 vai atingir novo marco: seremos nove mil milhões à procura de alimentos, água, habitação e energia. Com conflitos, migrações e o efeito das alterações climáticas para gerir. Soluções, procuram-se. Gente, gente, gente. O contador não pára.
Em Portugal a população está a envelhecer, mas olha-se para lá do país e da Europa e a ideia deixa de ser um número: tudo indica que 2011 é o ano em que chegamos aos sete mil milhões de pessoas. Um artigo no diário britânico Guardian dizia que a comemoração seria a 31 de Outubro, com o nascimento de uma criança no estado de Uttar Pradesh, um dos mais populosos da Índia, com cerca de 194 milhões de habitantes.A escalada continuará pelo menos até 2050, quando, segundo as previsões demográficas, formos nove mil milhões. As Nações Unidas estão a fazer um levantamento extenso das populações dos países para apurar melhor os números de hoje e corrigir previsões. Mas é esta rapidez que assusta. "Se os níveis de fertilidade e de mortalidade que temos hoje não se alterarem, a população mundial vai adicionar mil milhões de pessoas em tempos muito pequenos", disse ao PÚBLICO Hania Zlotnik, Directora da Divisão de População das Nações Unidas.Herdámos este boom do século XX. Em cem anos a população passou dos 1,6 para os 6,1 mil milhões. "O aumento não ocorreu porque as pessoas começaram a reproduzir-se mais; em vez disso (...) deixaram finalmente de morrer como moscas", escreveu o especialista em política económica e demografia Nicholas Eberstadt num artigo na revista Foreign Affairs, onde alertava para as consequências económicas do envelhecimento das populações.No século passado a saúde melhorou, a esperança média de vida passou de 30 para 65 anos e o progresso económico ascendeu no Ocidente. Em contrapartida, a fertilidade diminuiu muito na Europa e em países como o Japão - para níveis em que a população não está a ser reposta. O fenómeno atinge a China devido às políticas de natalidade. Se a Ásia continua a ter os países com maior população (a China e a Índia estão em primeiro e segundo lugares com mais de mil milhões de pessoas cada), a fertilidade está agora na África subsariana. O continente, onde hoje vivem mil milhões de pessoas, vai duplicar o número até 2050.Mas a Terra é capaz de ter tanta gente? "A História da humanidade mostra que já fomos muito poucos, mas fomos sempre capazes de gerir as pessoas que tivemos", observou ao PÚBLICO Jorge Malheiros, especialista em migrações do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa. "O número perfeito [de pessoas] tem que ver com o modelo da sociedade."Depois de 2050, as previsões dizem que pode haver uma quebra na população mundial, ou pelo menos uma estagnação. Prevê-se que vá acontecer nos países emergentes o que aconteceu no mundo ocidental: um desenvolvimento económico acompanhado de uma diminuição de fertilidade. Até lá precisamos de espaço.
Ao longo do ano, a revista National Geographic irá dedicar uma série de reportagens dedicadas à demografia. Fique atento.
Fonte: Público

Associações ambientalistas Quercus e Amigos dos Açores criticam estratégias do Governo para as lagoas das Sete Cidades e Furnas

Ao minuto 12 da edição de ontem do Telejornal da RTP Açores. Reportagem aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Encontradas espécies invasoras em madeira importada à venda nos Açores

Novas espécies invasoras - como térmitas, formigas, aranhas e centopeias - foram detetadas em resíduos florestais importados do continente que se encontram à venda nos Açores para lareiras, revelou Paulo Borges, investigador da Universidade dos Açores.“Numa amostra de 13 sacas [que se encontravam à venda numa grande superfície comercial], inventariámos 13 espécies, o que, através do nosso modelo matemático sobre a curva de acumulação, indica que, para a amostra da ilha Terceira, teremos mais de 30 espécies perigosas para a economia local”, afirmou Paulo Borges em declarações à Lusa.
Esta dispersão, segundo o investigador, “tem consequências económicas para a agricultura, florestas e até para o comum dos cidadãos, pois foram detectadas térmitas”.
Paulo Borges, que teve conhecimento da situação através de um consumidor daquela grande superfície comercial, acrescentou que, “depois das análises feitas, todas as sacas com as achas [originárias de uma empresa do norte do país] estão a ser queimadas”.
Para o investigador, “os mecanismos de fiscalização de entrada de produtos de madeira na região não terão funcionado, talvez porque o tipo de produto que é não tem verificações regulares”.
Contactado pela Lusa, o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, salientou que “esta foi a primeira vez que se detectaram térmitas após a entrada em vigor, em Julho de 2010, da legislação que proíbe a importação de madeiras contaminadas com térmitas”. Álamo Meneses admitiu, no entanto, que “tem de ser criada mais legislação, que alargue a proibição a outros materiais infestados com outras espécies”.
Paulo Borges salientou que as espécies detectadas nos resíduos florestais que analisou “são nativas do Norte do país”, alertando que “a sua distribuição pelo resto do país amplia os problemas económicos nas outras regiões onde não existiam”.
As estatísticas internacionais indicam, segundo o investigador, que “dez por cento das espécies não nativas de uma determinada região são capazes de ali se estabelecer”. Paulo Borges admitiu, por isso, que “alguma destas espécies já se tenha estabelecido” nos Açores e defendeu como solução futura “o estabelecimento de protocolos de segurança mais rigorosos” para impedir a entrada de madeira contaminada.
Fonte: Público

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tribunal de Contas aponta atrasos e falhas na política de gestão da água

Baixa execução orçamental, excesso de adjudicações directas, falta de capacidade técnica, incumprimento de normas legais. Tudo isto consta de uma auditoria do Tribunal de Contas à actuação do Estado nas políticas de gestão da água.Com base em dados de 2009, o Tribunal de Contas alerta para as “execuções materiais muito baixas ou nulas” dos projectos a cargo das administrações de região hidrográfica (ARH), constituídas em 2008. Dos 46 projectos previstos nesse ano para a gestão e ordenamento das bacias hidrográficas e zonas costeiras, apenas 17 saíram do papel. A taxa de execução financeira ficou-se pelos 17 por cento.
Em particular, a elaboração dos planos de gestão para as bacias hidrográficas de cada região – cuja conclusão era exigida por uma directiva europeia para o final de 2009 – teve fraco andamento. Até hoje, ainda estão em elaboração, nas diversas ARH.
O Instituto da Água (Inag), em alegações enviadas ao Tribunal de Contas, reconheceu os atrasos, dizendo que se devem à tardia constituição das próprias ARH, que implicaram num “resvalar dos calendários estabelecidos”.
Chamou a atenção do Tribunal de Contas o excesso de adjudicações directas na contratação de serviços externos. Foi a forma escolhida em 150 das 157 aquisições de bens e serviços das ARH. Em grande parte dos casos, foi consultada uma única empresa. Segundo o relatório da auditoria, divulgado ontem, “81 por cento da despesa com a aquisição de bens e serviços foi efectuada sem que os contratos fossem submetidos a concorrência”.
Algumas ARH atribuíram a necessidade das adjudicações directas com consulta única à “celeridade pretendida”, a “razões de ordem curricular e de conhecimento e confiança no trabalho” ou à “escassez de recursos humanos”.
O Tribunal de Contas identificou várias lacunas nas contratações, tais como ausência de fundamento e análise dos custos, falta prestação de cauções, não publicação em jornais oficiais ou deficiente monitorização da execução material dos contratos.
Das respostas obtidas de alguns dos organismos alvo da auditoria, o relatório conclui que “as ARH não dispõem de dimensão e pessoal técnico com as necessárias qualificações técnicas que lhes permitam exercer de forma autónoma as suas competências”.
A auditoria aponta também para o atraso na regulamentação das tarifas da água, que deveriam já reflectir os seus custos reais – tal como exige a directiva europeia que enquadra a gestão da água nos Estados-membros. Tal política de preços deveria estar em vigor já no ano passado. Mesmo na ausência de regulamentação, porém, muitos municípios estão a seguir um conjunto de recomendações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) para o cálculo de tarifas mais realistas - conforme alegou este organismo e também o Inag, nas respostas ao Tribunal de Contas.
Do lado positivo, o Tribunal de Contas reconhece os “muito bons índices de qualidade da água distribuída para consumo” e a elevada taxa de cobertura do abastecimento de água (94 por cento), próxima da meta a que o país se comprometeu até 2013 (95 por cento).
Já o acesso ao saneamento está em pior situação, com 80 por cento da população servida por sistemas de drenagem e 71 por cento com tratamento efectivo de esgotos. A meta é 90 por cento.
O PÚBLICO contactou o Ministério do Ambiente, para um comentário à auditoria, mas não obteve ainda resposta.
No próprio processo de auditoria, o Tribunal de Contas procurou ouvir as diferentes entidades envolvidas. Três ARH – do Norte, do Alentejo e do Algarve – e a própria ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, não apresentaram alegações.
Fonte: Público

Consultas públicas - Rede Natura / instrumento financeiro da UE para o ambiente

Está a decorrer, até ao dia 15 de Fevereiro, a consulta pública sobre o futuro instrumento financeiro da UE para o ambiente (LIFE) e sobre o futuro co-financiamento da Rede Natura 2000 pela UE.

Green Cork - as suas rolhas pela nossa floresta

Mais uma vez apelamos a que reciclem as rolhas de cortiça. Nos Açores já existem contentores em todos os Hipermercados Modelo. Agarre esta ideia!