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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Associações ambientalistas Quercus e Amigos dos Açores criticam estratégias do Governo para as lagoas das Sete Cidades e Furnas
Ao minuto 12 da edição de ontem do Telejornal da RTP Açores. Reportagem aqui.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Encontradas espécies invasoras em madeira importada à venda nos Açores
Novas espécies invasoras - como térmitas, formigas, aranhas e centopeias - foram detetadas em resíduos florestais importados do continente que se encontram à venda nos Açores para lareiras, revelou Paulo Borges, investigador da Universidade dos Açores.“Numa amostra de 13 sacas [que se encontravam à venda numa grande superfície comercial], inventariámos 13 espécies, o que, através do nosso modelo matemático sobre a curva de acumulação, indica que, para a amostra da ilha Terceira, teremos mais de 30 espécies perigosas para a economia local”, afirmou Paulo Borges em declarações à Lusa.
Esta dispersão, segundo o investigador, “tem consequências económicas para a agricultura, florestas e até para o comum dos cidadãos, pois foram detectadas térmitas”.
Paulo Borges, que teve conhecimento da situação através de um consumidor daquela grande superfície comercial, acrescentou que, “depois das análises feitas, todas as sacas com as achas [originárias de uma empresa do norte do país] estão a ser queimadas”.
Para o investigador, “os mecanismos de fiscalização de entrada de produtos de madeira na região não terão funcionado, talvez porque o tipo de produto que é não tem verificações regulares”.
Contactado pela Lusa, o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, salientou que “esta foi a primeira vez que se detectaram térmitas após a entrada em vigor, em Julho de 2010, da legislação que proíbe a importação de madeiras contaminadas com térmitas”. Álamo Meneses admitiu, no entanto, que “tem de ser criada mais legislação, que alargue a proibição a outros materiais infestados com outras espécies”.
Paulo Borges salientou que as espécies detectadas nos resíduos florestais que analisou “são nativas do Norte do país”, alertando que “a sua distribuição pelo resto do país amplia os problemas económicos nas outras regiões onde não existiam”.
As estatísticas internacionais indicam, segundo o investigador, que “dez por cento das espécies não nativas de uma determinada região são capazes de ali se estabelecer”. Paulo Borges admitiu, por isso, que “alguma destas espécies já se tenha estabelecido” nos Açores e defendeu como solução futura “o estabelecimento de protocolos de segurança mais rigorosos” para impedir a entrada de madeira contaminada.
Fonte: Público
Esta dispersão, segundo o investigador, “tem consequências económicas para a agricultura, florestas e até para o comum dos cidadãos, pois foram detectadas térmitas”.
Paulo Borges, que teve conhecimento da situação através de um consumidor daquela grande superfície comercial, acrescentou que, “depois das análises feitas, todas as sacas com as achas [originárias de uma empresa do norte do país] estão a ser queimadas”.
Para o investigador, “os mecanismos de fiscalização de entrada de produtos de madeira na região não terão funcionado, talvez porque o tipo de produto que é não tem verificações regulares”.
Contactado pela Lusa, o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, salientou que “esta foi a primeira vez que se detectaram térmitas após a entrada em vigor, em Julho de 2010, da legislação que proíbe a importação de madeiras contaminadas com térmitas”. Álamo Meneses admitiu, no entanto, que “tem de ser criada mais legislação, que alargue a proibição a outros materiais infestados com outras espécies”.
Paulo Borges salientou que as espécies detectadas nos resíduos florestais que analisou “são nativas do Norte do país”, alertando que “a sua distribuição pelo resto do país amplia os problemas económicos nas outras regiões onde não existiam”.
As estatísticas internacionais indicam, segundo o investigador, que “dez por cento das espécies não nativas de uma determinada região são capazes de ali se estabelecer”. Paulo Borges admitiu, por isso, que “alguma destas espécies já se tenha estabelecido” nos Açores e defendeu como solução futura “o estabelecimento de protocolos de segurança mais rigorosos” para impedir a entrada de madeira contaminada.
Fonte: Público
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Tribunal de Contas aponta atrasos e falhas na política de gestão da água
Baixa execução orçamental, excesso de adjudicações directas, falta de capacidade técnica, incumprimento de normas legais. Tudo isto consta de uma auditoria do Tribunal de Contas à actuação do Estado nas políticas de gestão da água.Com base em dados de 2009, o Tribunal de Contas alerta para as “execuções materiais muito baixas ou nulas” dos projectos a cargo das administrações de região hidrográfica (ARH), constituídas em 2008. Dos 46 projectos previstos nesse ano para a gestão e ordenamento das bacias hidrográficas e zonas costeiras, apenas 17 saíram do papel. A taxa de execução financeira ficou-se pelos 17 por cento.
Em particular, a elaboração dos planos de gestão para as bacias hidrográficas de cada região – cuja conclusão era exigida por uma directiva europeia para o final de 2009 – teve fraco andamento. Até hoje, ainda estão em elaboração, nas diversas ARH.
O Instituto da Água (Inag), em alegações enviadas ao Tribunal de Contas, reconheceu os atrasos, dizendo que se devem à tardia constituição das próprias ARH, que implicaram num “resvalar dos calendários estabelecidos”.
Chamou a atenção do Tribunal de Contas o excesso de adjudicações directas na contratação de serviços externos. Foi a forma escolhida em 150 das 157 aquisições de bens e serviços das ARH. Em grande parte dos casos, foi consultada uma única empresa. Segundo o relatório da auditoria, divulgado ontem, “81 por cento da despesa com a aquisição de bens e serviços foi efectuada sem que os contratos fossem submetidos a concorrência”.
Algumas ARH atribuíram a necessidade das adjudicações directas com consulta única à “celeridade pretendida”, a “razões de ordem curricular e de conhecimento e confiança no trabalho” ou à “escassez de recursos humanos”.
O Tribunal de Contas identificou várias lacunas nas contratações, tais como ausência de fundamento e análise dos custos, falta prestação de cauções, não publicação em jornais oficiais ou deficiente monitorização da execução material dos contratos.
Das respostas obtidas de alguns dos organismos alvo da auditoria, o relatório conclui que “as ARH não dispõem de dimensão e pessoal técnico com as necessárias qualificações técnicas que lhes permitam exercer de forma autónoma as suas competências”.
A auditoria aponta também para o atraso na regulamentação das tarifas da água, que deveriam já reflectir os seus custos reais – tal como exige a directiva europeia que enquadra a gestão da água nos Estados-membros. Tal política de preços deveria estar em vigor já no ano passado. Mesmo na ausência de regulamentação, porém, muitos municípios estão a seguir um conjunto de recomendações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) para o cálculo de tarifas mais realistas - conforme alegou este organismo e também o Inag, nas respostas ao Tribunal de Contas.
Do lado positivo, o Tribunal de Contas reconhece os “muito bons índices de qualidade da água distribuída para consumo” e a elevada taxa de cobertura do abastecimento de água (94 por cento), próxima da meta a que o país se comprometeu até 2013 (95 por cento).
Já o acesso ao saneamento está em pior situação, com 80 por cento da população servida por sistemas de drenagem e 71 por cento com tratamento efectivo de esgotos. A meta é 90 por cento.
O PÚBLICO contactou o Ministério do Ambiente, para um comentário à auditoria, mas não obteve ainda resposta.
No próprio processo de auditoria, o Tribunal de Contas procurou ouvir as diferentes entidades envolvidas. Três ARH – do Norte, do Alentejo e do Algarve – e a própria ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, não apresentaram alegações.
Em particular, a elaboração dos planos de gestão para as bacias hidrográficas de cada região – cuja conclusão era exigida por uma directiva europeia para o final de 2009 – teve fraco andamento. Até hoje, ainda estão em elaboração, nas diversas ARH.
O Instituto da Água (Inag), em alegações enviadas ao Tribunal de Contas, reconheceu os atrasos, dizendo que se devem à tardia constituição das próprias ARH, que implicaram num “resvalar dos calendários estabelecidos”.
Chamou a atenção do Tribunal de Contas o excesso de adjudicações directas na contratação de serviços externos. Foi a forma escolhida em 150 das 157 aquisições de bens e serviços das ARH. Em grande parte dos casos, foi consultada uma única empresa. Segundo o relatório da auditoria, divulgado ontem, “81 por cento da despesa com a aquisição de bens e serviços foi efectuada sem que os contratos fossem submetidos a concorrência”.
Algumas ARH atribuíram a necessidade das adjudicações directas com consulta única à “celeridade pretendida”, a “razões de ordem curricular e de conhecimento e confiança no trabalho” ou à “escassez de recursos humanos”.
O Tribunal de Contas identificou várias lacunas nas contratações, tais como ausência de fundamento e análise dos custos, falta prestação de cauções, não publicação em jornais oficiais ou deficiente monitorização da execução material dos contratos.
Das respostas obtidas de alguns dos organismos alvo da auditoria, o relatório conclui que “as ARH não dispõem de dimensão e pessoal técnico com as necessárias qualificações técnicas que lhes permitam exercer de forma autónoma as suas competências”.
A auditoria aponta também para o atraso na regulamentação das tarifas da água, que deveriam já reflectir os seus custos reais – tal como exige a directiva europeia que enquadra a gestão da água nos Estados-membros. Tal política de preços deveria estar em vigor já no ano passado. Mesmo na ausência de regulamentação, porém, muitos municípios estão a seguir um conjunto de recomendações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) para o cálculo de tarifas mais realistas - conforme alegou este organismo e também o Inag, nas respostas ao Tribunal de Contas.
Do lado positivo, o Tribunal de Contas reconhece os “muito bons índices de qualidade da água distribuída para consumo” e a elevada taxa de cobertura do abastecimento de água (94 por cento), próxima da meta a que o país se comprometeu até 2013 (95 por cento).
Já o acesso ao saneamento está em pior situação, com 80 por cento da população servida por sistemas de drenagem e 71 por cento com tratamento efectivo de esgotos. A meta é 90 por cento.
O PÚBLICO contactou o Ministério do Ambiente, para um comentário à auditoria, mas não obteve ainda resposta.
No próprio processo de auditoria, o Tribunal de Contas procurou ouvir as diferentes entidades envolvidas. Três ARH – do Norte, do Alentejo e do Algarve – e a própria ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, não apresentaram alegações.
Fonte: Público
Consultas públicas - Rede Natura / instrumento financeiro da UE para o ambiente
Está a decorrer, até ao dia 15 de Fevereiro, a consulta pública sobre o futuro instrumento financeiro da UE para o ambiente (LIFE) e sobre o futuro co-financiamento da Rede Natura 2000 pela UE.
Green Cork - as suas rolhas pela nossa floresta
Mais uma vez apelamos a que reciclem as rolhas de cortiça. Nos Açores já existem contentores em todos os Hipermercados Modelo. Agarre esta ideia!
Mudam-se os tempos, adaptam-se as vontades
Se para todos nós o acto de pegar numa caneta e escrever é uma coisa banal, pouco ou nada nos lembramos que a história nem sempre foi assim. Se nos debruçarmos sobre o tema, lembramo-nos que há muitos anos atrás, a escrita era dificultada pela pena com que se escrevia. Uma pena verdadeira (a maioria das vezes com penas de pato), que se mergulhava em tinta preta de carvão. A parte do meio da pena (formava uma pequena oca tipo palhinha), absorvia a tinta que era largada quando se escrevia. Naturalmente que a escrita era pausada pois o perigo de borrar uma carta ou um documento era muito.Pouco tempo depois, as penas de aves foram substituídas por penas metálicas, mas a necessidade de mergulhar a pena no pequeno frasquinho de tinta permanecia. As folhas tinham obrigatoriamente de ser feitas de mata-borrão de forma a absorver bem a tinta e secá-la rapidamente.Como a necessidade faz o engenho, um jornalista húngaro (László Bíró), decidiu criar uma caneta diferente, quando visitou a tipografia de um jornal. Reparou então que a tinta impressa no jornal era diferente da chamada tinta da Índia, pois secava e não borrava, achou que poderia utilizar uma tinta diferente.Depois de desenhar um projecto e de trabalhar na sua invenção deparou-se com um problema. A tinta espessa entupia a caneta. Para alterar esta situação László inventou uma pequena esfera de metal que rolava na extremidade do tubo que servia de depósito á tinta de secagem rápida.Em 1938, László e o seu irmão, dirigiram-se a Paris e patentearam no Departamento Europeu de Patentes a sua invenção. Assim, surgiram no mercado, os primeiros modelos das canetas Biro.Na mesma altura, a Força Aérea Real do governo Britânico, debatia-se com o problema das canetas na altura dos voos. Os tinteiros das canetas vazavam devido á pressão do ar. Assim, o governo Britânico comprou os direitos da caneta patenteada por Biro. O sucesso foi inevitável e as canetas Biro foram extraordinariamente utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial.Na América, as canetas produzidas segundo as regras de Biro eram demasiado caras para ser utilizadas pelo comum escritor, pelo que em 1945, deu-se uma outra reviravolta comercial no mundo das canetas.Marcel Bich desenvolveu um processo industrial que reduzia significativamente (em 90%) o custo das canetas. As canetas lançadas na Europa adquiriram o nome Bic, a abreviatura do nome do seu autor.Devido aos lançamentos publicitários e à fantástica divulgação das canetas Bic, os valores de comercialização voltaram a baixar e o resto da história já todos conhecemos.
De escrita fina ou de bico normal, as Bic são mundialmente conhecidas, ma snem por isso a empresa se deixou ficar à sombra do sucesso, mostrando a sua preocupação em adaptar-se aos novos desafios globais. Assim a Bic lançou a linha "Ecolutions", em que as partes plásticas das canetas são obtidas através da reciclagem de embalagens.
Clique aqui, e saiba tudo sobre as canetas Bic, amigas do ambiente.
Fonte: Wikipédia
Milhares de camarões mortos dão á costa na Praia dos Mosteiros
A praia dos Mosteiros foi invadida por milhares de camarões mortos durante o dia de ontem. A situação foi comunicada por populares à Polícia Marítima (PM), ao início da manhã, motivando o envio de uma brigada da PM para recolher alguns camarões para análise e impedir que a população da freguesia apanhe os camarões. Rodrigues Gonçalves, comandante da Polícia Marítima e Capitania de Ponta Delgada, contou que se “tratou de uma situação de arrojo de uma grande quantidade de camarões, entre 15 a 20 milímetros, que ficaram espalhados junto à Praia e Porto de Pesca dos Mosteiros”. O responsável da Polícia Marítima indica que “a quantidade de camarão ainda não está determinada, mas é seguramente elevada”. Os motivos que levaram ao arrojo dos camarões vão ser investigados pelos biólogos da Universidade dos Açores, com o objectivo de saber os motivos que levaram os camarões a surgirem mortos na costa. A Polícia Marítima já informou a população “para não utilizar o camarão” e manteve no local uma vigilância permanente, enquanto os camarões não forem removidos da praia. “Julgo que as pessoas não têm tendência para mexer naqueles animais mortos. Como se desconhece a razão deste fenómeno e o camarão já chegou à costa morto aconselha-se as pessoas a não tocarem nos camarões”, explica o comandante da Capitania. A limpeza da praia será efectuada pelos serviços municipalizados da autarquia de Ponta Delgada.Fonte: Açoriano Oriental
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Cortiça ganha espaço como material de construção ecoeficiente
Excelente reportagem sobre os novos destinos da cortiça portuguesa.
Fique a conhecer mais uma das aplicações que o sobreiro - árvore autóctone e ex-líbris no nosso rico ecossistema português - proporciona.
Renováveis representaram 28 por cento da produção eléctrica dos Açores em 2010
As energias renováveis corresponderam a 28 por cento da produção eléctrica açoriana em 2010. Este aumento reflecte os acréscimos de rendimentos das centrais geotérmicas, hídricas e eólicas em funcionamento nas ilhas, revelou a empresa Electricidade dos Açores (EDA). No ano passado, a produção de energia com recurso à geotermia, apenas explorada em Portugal na ilha de São Miguel, aumentou 7,3 por cento face a 2009, representando 20,4 por cento de toda a electricidade lançada na rede da EDA, indicam os dados da eléctrica regional, citados pela agência Lusa.
A produção hídrica registou um aumento de 39,4 por cento e a eólica de 8,4 por cento, garantindo, no seu conjunto, uma quota de produção de 7,6 por cento.
Em 2010, o consumo de electricidade cresceu na Região Autónoma dos Açores em 2,9 por cento, face ao ano anterior.
O sector do comércio e serviços absorveu 44,2 por cento do consumo total, os usos domésticos utilizaram 34,8 e o sector industrial 16,4 por cento.
Fonte: Lusa
A produção hídrica registou um aumento de 39,4 por cento e a eólica de 8,4 por cento, garantindo, no seu conjunto, uma quota de produção de 7,6 por cento.
Em 2010, o consumo de electricidade cresceu na Região Autónoma dos Açores em 2,9 por cento, face ao ano anterior.
O sector do comércio e serviços absorveu 44,2 por cento do consumo total, os usos domésticos utilizaram 34,8 e o sector industrial 16,4 por cento.
Fonte: Lusa
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