quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Consultas públicas - Rede Natura / instrumento financeiro da UE para o ambiente

Está a decorrer, até ao dia 15 de Fevereiro, a consulta pública sobre o futuro instrumento financeiro da UE para o ambiente (LIFE) e sobre o futuro co-financiamento da Rede Natura 2000 pela UE.

Green Cork - as suas rolhas pela nossa floresta

Mais uma vez apelamos a que reciclem as rolhas de cortiça. Nos Açores já existem contentores em todos os Hipermercados Modelo. Agarre esta ideia!

Mudam-se os tempos, adaptam-se as vontades

Se para todos nós o acto de pegar numa caneta e escrever é uma coisa banal, pouco ou nada nos lembramos que a história nem sempre foi assim. Se nos debruçarmos sobre o tema, lembramo-nos que há muitos anos atrás, a escrita era dificultada pela pena com que se escrevia. Uma pena verdadeira (a maioria das vezes com penas de pato), que se mergulhava em tinta preta de carvão. A parte do meio da pena (formava uma pequena oca tipo palhinha), absorvia a tinta que era largada quando se escrevia. Naturalmente que a escrita era pausada pois o perigo de borrar uma carta ou um documento era muito.Pouco tempo depois, as penas de aves foram substituídas por penas metálicas, mas a necessidade de mergulhar a pena no pequeno frasquinho de tinta permanecia. As folhas tinham obrigatoriamente de ser feitas de mata-borrão de forma a absorver bem a tinta e secá-la rapidamente.Como a necessidade faz o engenho, um jornalista húngaro (László Bíró), decidiu criar uma caneta diferente, quando visitou a tipografia de um jornal. Reparou então que a tinta impressa no jornal era diferente da chamada tinta da Índia, pois secava e não borrava, achou que poderia utilizar uma tinta diferente.Depois de desenhar um projecto e de trabalhar na sua invenção deparou-se com um problema. A tinta espessa entupia a caneta. Para alterar esta situação László inventou uma pequena esfera de metal que rolava na extremidade do tubo que servia de depósito á tinta de secagem rápida.Em 1938, László e o seu irmão, dirigiram-se a Paris e patentearam no Departamento Europeu de Patentes a sua invenção. Assim, surgiram no mercado, os primeiros modelos das canetas Biro.Na mesma altura, a Força Aérea Real do governo Britânico, debatia-se com o problema das canetas na altura dos voos. Os tinteiros das canetas vazavam devido á pressão do ar. Assim, o governo Britânico comprou os direitos da caneta patenteada por Biro. O sucesso foi inevitável e as canetas Biro foram extraordinariamente utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial.Na América, as canetas produzidas segundo as regras de Biro eram demasiado caras para ser utilizadas pelo comum escritor, pelo que em 1945, deu-se uma outra reviravolta comercial no mundo das canetas.
Marcel Bich desenvolveu um processo industrial que reduzia significativamente (em 90%) o custo das canetas. As canetas lançadas na Europa adquiriram o nome Bic, a abreviatura do nome do seu autor.Devido aos lançamentos publicitários e à fantástica divulgação das canetas Bic, os valores de comercialização voltaram a baixar e o resto da história já todos conhecemos.
De escrita fina ou de bico normal, as Bic são mundialmente conhecidas, ma snem por isso a empresa se deixou ficar à sombra do sucesso, mostrando a sua preocupação em adaptar-se aos novos desafios globais. Assim a Bic lançou a linha "Ecolutions", em que as partes plásticas das canetas são obtidas através da reciclagem de embalagens.
Clique aqui, e saiba tudo sobre as canetas Bic, amigas do ambiente.
Fonte: Wikipédia

Curso de Iniciação à Observação de Aves no Arquipélago dos Açores - 12 e 13 Fevereiro

Milhares de camarões mortos dão á costa na Praia dos Mosteiros

A praia dos Mosteiros foi invadida por milhares de camarões mortos durante o dia de ontem. A situação foi comunicada por populares à Polícia Marítima (PM), ao início da manhã, motivando o envio de uma brigada da PM para recolher alguns camarões para análise e impedir que a população da freguesia apanhe os camarões. Rodrigues Gonçalves, comandante da Polícia Marítima e Capitania de Ponta Delgada, contou que se “tratou de uma situação de arrojo de uma grande quantidade de camarões, entre 15 a 20 milímetros, que ficaram espalhados junto à Praia e Porto de Pesca dos Mosteiros”. O responsável da Polícia Marítima indica que “a quantidade de camarão ainda não está determinada, mas é seguramente elevada”. Os motivos que levaram ao arrojo dos camarões vão ser investigados pelos biólogos da Universidade dos Açores, com o objectivo de saber os motivos que levaram os camarões a surgirem mortos na costa. A Polícia Marítima já informou a população “para não utilizar o camarão” e manteve no local uma vigilância permanente, enquanto os camarões não forem removidos da praia. “Julgo que as pessoas não têm tendência para mexer naqueles animais mortos. Como se desconhece a razão deste fenómeno e o camarão já chegou à costa morto aconselha-se as pessoas a não tocarem nos camarões”, explica o comandante da Capitania. A limpeza da praia será efectuada pelos serviços municipalizados da autarquia de Ponta Delgada.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cortiça ganha espaço como material de construção ecoeficiente

Excelente reportagem sobre os novos destinos da cortiça portuguesa.
Fique a conhecer mais uma das aplicações que o sobreiro - árvore autóctone e ex-líbris no nosso rico ecossistema português - proporciona.

Renováveis representaram 28 por cento da produção eléctrica dos Açores em 2010

As energias renováveis corresponderam a 28 por cento da produção eléctrica açoriana em 2010. Este aumento reflecte os acréscimos de rendimentos das centrais geotérmicas, hídricas e eólicas em funcionamento nas ilhas, revelou a empresa Electricidade dos Açores (EDA). No ano passado, a produção de energia com recurso à geotermia, apenas explorada em Portugal na ilha de São Miguel, aumentou 7,3 por cento face a 2009, representando 20,4 por cento de toda a electricidade lançada na rede da EDA, indicam os dados da eléctrica regional, citados pela agência Lusa.
A produção hídrica registou um aumento de 39,4 por cento e a eólica de 8,4 por cento, garantindo, no seu conjunto, uma quota de produção de 7,6 por cento.
Em 2010, o consumo de electricidade cresceu na Região Autónoma dos Açores em 2,9 por cento, face ao ano anterior.
O sector do comércio e serviços absorveu 44,2 por cento do consumo total, os usos domésticos utilizaram 34,8 e o sector industrial 16,4 por cento.
Fonte: Lusa

Governo conclui proposta para Lei de Bases do Ambiente até fim do mês

A proposta do Governo de alteração da Lei de Bases do Ambiente deverá estar pronta ainda em Fevereiro e abordar um "elevado nível de protecção ambiental", tal como os direitos e deveres dos cidadãos nesta matéria, disse hoje fonte governamental.O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, avançou à agência Lusa que, até final de Fevereiro, o Governo deverá apresentar a sua proposta, que deve ser "uma verdadeira revisão".
PSD, PCP e Partido Ecologista os Verdes já lançaram as suas alternativas para a Lei de Bases do Ambiente, que aguardam agora discussão na Comissão Parlamentar.
Falando à margem do colóquio sobre "A revisão da Lei de Bases do Ambiente", organizado pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Humberto Rosa referiu que a proposta de alteração deve ser "consensual e equilibrada".
O governante recordou que, actualmente, existem problemas ambientais que não estão suficientemente presentes na Lei, de 1987, como as alterações climáticas, perda de biodiversidade ou mesmo o desenvolvimento da plataforma marítima preparada por Portugal.
Durante a sua intervenção no colóquio, o secretário de Estado defendeu que "o mundo carece de fazer uma transição para a sustentabilidade e o ambiente é um pilar fundamental".
A situação de crise económica não deixa de ser um "bom momento" para avançar com a modificação da Lei. "A crise ambiental é muito mais vasta do que a económica", realçou.
Conservação da natureza, gestão de resíduos ou princípio da precaução são áreas que devem ter a atenção dos especialistas visando o futuro da Lei, além da melhor definição do papel da Administração Pública ou o acesso à Justiça em questões relacionadas com o Ambiente.
Aliás, o secretário de Estado deixou a questão sobre se justificaria a existência de tribunais administrativos dedicados ao Ambiente.
O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que se dedica a vários projectos de "integração" do homem na paisagem natural defendendo o Ambiente, participou no colóquio e alertou para os problemas derivados do aumento da população nos meios urbanos e o "desaparecimento" do mundo rural.
"Estamos num período em que é necessário dialogar e discutir" o ordenamento do território e o "desenho" da paisagem em Portugal, um "problema global" que afecta todos os sectores e actividades, salientou Ribeiro Telles.
Fonte: Público

Candidaturas ao «Prémio BES Biodiversidade» até 31 de Março

Estão abertas até 31 de Março as candidaturas à edição deste ano do Prémio BES Biodiversidade, que distingue iniciativas conservação da diversidade biológica em Portugal. Os interessados podem submeter a sua candidatura em aqui.
A iniciativa do Banco Espírito Santo, em parceria com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e com o Instituto Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, atribui anualmente 75.000 euros. O objectivo é premiar e apoiar projectos e iniciativas inovadoras de investigação, conservação e gestão da diversidade biológica em Portugal numa dupla dimensão – investigação e empreendedorismo.Na última edição, o vencedor foi um projecto de conservação do lobo em Portugal, que pretende investigar e implementar métodos de prevenção de prejuízos causados pelo lobo no gado, de forma a diminuir os conflitos dos criadores de gado com este predador, contribuindo para a conservação da espécie.
Fonte: Diário Digital

É possível ter energia limpa para tudo até 2050 - WWF

A energia necessária para as atividades desenvolvidas em todo o mundo pode ser obtida de uma forma limpa, renovável e economicamente sustentável, até 2050, e Portugal vai «enfrentar grandes desafios» relativamente à eficiência energética, revela um estudo da WWF.
O Relatório Energia é o resultado de dois anos de trabalho e aponta «um novo caminho» ao concluir que «a energia total necessária, incluindo [para] transportes, pode ser obtida de forma segura e adequada». O documento «mostra que, em quatro décadas, podemos ter um mundo de economias vibrantes e sociedades alimentadas por energia limpa, barata e renovável e com uma boa qualidade de vida», defendeu o diretor-geral da WWF, Jim Leape.