quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Estatísticas do Ambiente 2009" do INE

No final do ano 2010 foi publicada uma nova edição de "Estatísticas do Ambiente", do INE - Instituto Nacional de Estatística, relativa ao ano 2009.
Esta publicação inclui informação sobre as despesas com a protecção do ambiente da Administração Pública, Empresas e Instituições Sem Fins Lucrativos, contemplando as áreas do abastecimento de água, drenagem e tratamento de águas residuais e resíduos.
Segundo os dados do INE, as entidades do sector do Ambiente, que a APEMETA representa, fecharam o ano 2009 com um volume de negócios de 4502 milhões de Euros, que traduz um decréscimo de 6% do volume de negócios, face ao ano 2008.
Para obter a publicação integral: aqui.

Em 2012 águas domésticas da ilha do Corvo serão totalmente abastecidas por energias renováveis

Está já na fase de acabamento, o projecto de uma empresa de Angra do Heroísmo, que vai receber parecer do MIT, para colocação de painéis solares na ilha do Corvo. Pretende-se com este projecto deixar para trás as botijas de gás butano e usar a energia solar para aquecer as águas domésticas, que actualmente custam à Região mais de 25 euros por garrafa de gás doméstico para que os corvinos possam comprar a botija ao mesmo preço que a população das restantes ilhas dos Açores.
O investimento deve rondar este ano os 500 mil euros, a sua amortização faz-se ao longo dos próximos anos.
Fonte: Jornal Diario

Director Regional do Ambiente defende que é essencial preservar as zonas húmidas nos Açores

O esforço de preservação em curso das zonas húmidas do arquipélago açoriano é essencial para a Região, por serem ecossistemas sensíveis de múltiplo valor, disse esta tarde, na Praia da Vitória, o Director Regional do Ambiente. João Bettencourt, que falava no encerramento de um seminário intitulado Zonas Húmidas – Desafios na Gestão de Áreas Naturais, promovido pela Câmara Municipal praiense, apontou a importância destes espaços nos campos paisagístico, de reserva de água, da biodiversidade e de comunidades ecológicas, bem como para o turismo.Sobre este último aspecto, o Director Regional referiu o caso particular do crescente número de visitantes que se deslocam aos Açores com o intuito de observar aves raras que frequentam zonas húmidas dos Açores, nas suas migrações da América para a Europa e vice-versa, e manifestou satisfação por ter ouvido, pouco antes, pela voz do especialista sueco Staffan Rodebrand, que o paul do Cabo da Praia é provavelmente o melhor sítio do mundo para observação de aves raras e variadas.“Estes sítios valem pela sua raridade no contexto internacional, nomeadamente as zonas húmidas do tipo geotérmico ou turfeiras com vegetação arbórea”, sublinhou João Bettencourt, tal como as zonas à beira mar, acrescentando que, por isso, integram a rede mundial de sítios da convenção Ramsar, uma lista que junta espaços particulares de zonas húmidas específicas à escala global.Os Açores contam com 12 sítios catalogados nessa rede internacional, nomeadamente as lagoas das fajãs dos Cubres e Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge, o primeiro espaço a ser designado, em 2005, seguindo-se as caldeiras da Graciosa e Faial, o Caldeirão do Corvo, os complexos vulcânicos das Furnas, Sete Cidades e Fogo, em São Miguel, os ilhéus das Formigas e recife Dollabarat, e os planaltos centrais da Terceira, Flores, São Jorge e Pico.No âmbito das comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas, que se assinala esta quarta-feira, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através da Ecoteca de Angra do Heroísmo e com a colaboração de “Os Montanheiros”, organizou hoje uma visita aos sítios Ramsar no planalto central da Terceira Algar do Carvão e Furnas do Enxofre, com as lagoinhas do Vale Fundo e a caldeira Guilherme Moniz como destinos alternativos, Passeio que se repete na próxima sexta-feira. Fonte: Jornal Diário

Araucária gigante das Furnas classificada como de Interesse Público

Um exemplar de Araucária-de-Norforlk, localizado na margem da Lagoa das Furnas, em São Miguel, foi classificado como de Interesse Público, pelo Governo Regional dos Açores, e beneficia, assim, de uma zona de protecção de 50 metros de raio, a contar da sua base.O exemplar arbóreo de Araucaria Hetrophyilla é raro e centenário, apresentando uma altura de cerca de 50 metros e um diâmetro de tronco de, aproximadamente, seis metros. Com esta classificação, o arvoredo tem um estatuto similar ao do património construído classificado, constituindo um património de elevado valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico.Este exemplar das Furnas é considerado o maior da Europa e um dos maiores do mundo e, a partir de agora, não poderá ser cortado ou desramado sem autorização prévia da Autoridade Florestal, sendo todos os trabalhos efectuados sob a sua orientação técnica.
Fonte: Açoriano Online.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Comunicado da Quercus ACN - Zonas húmidas continuam ameaçadas em Portugal

Neste Dia Mundial da Zonas Húmidas, 2 de Fevereiro, a Quercus vem alertar para as ameaças que atingem estes espaços sensíveis e exigir a promoção de acções de gestão activa e de restauração destes habitats. Portugal, em sequência da ratificação da Convenção sobre Zonas Húmidas em 1980, incluiu na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional 28 espaços que perfazem mais de 86 mil hectares do seu território. No entanto, apesar da protecção legal, estes habitats, definidos como "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros", continuam sujeitos a uma forte degradação originada por um grande número de ameaças. A grande maioria das zonas húmidas encontram-se em estado de conservação desfavorável, sendo que alguns destes habitats necessitam de medidas urgentes de conservação:
- Lodaçais e areais a descoberto na maré baixa·
- Lagunas costeiras
- Depressões turfosas, Turfeiras e Matos higrófilos
- Galerias ribeirinhas de loendros, tramargueira e tamujo, Freixiais e Salgueirais e Amiais paludosos
Ameaças às zonas húmidas
A poluição da água, no essencial proveniente dos aglomerados urbanos, é um dos problemas que continuam a ameaçar as zonas húmidas, em resultado da taxa de atendimento da população ao nível do tratamento de águas residuais se situar ainda nos 72% .O assoreamento acelerado, motivado não só por factores naturais (a colmatação é um processo natural que afecta a dinâmica destes espaços), mas principalmente devido às políticas erradas de ordenamento do território, aos incêndios florestais que fomentam a erosão, à destruição da vegetação ribeirinha e à artificialização das margens dos cursos de água, é um importante factor de degradação de algumas zonas húmidas, nomeadamente as lagunas costeiras ou os pauis. Por outro lado, em algumas zonas húmidas costeiras - por exemplo, os estuários, os lodaçais, os bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda - o fenómeno é inverso, pois a redução, provocada por barragens e açudes (que ocupam já cerca de 90% dos troços dos principais rios), do volume de sedimentos transportados pelos rios diminui também o fornecimento sedimentar por via da deriva litoral, favorecendo a erosão costeira.Ainda, o descontrole que se verifica actualmente com algumas espécies exóticas invasoras (organismos - fungos, plantas e animais, assim como seres vivos microscópicos - que se encontram fora da sua área natural de distribuição, por dispersão acidental ou intencional) dos espaços aquáticos, nomeadamente o jacinto-de-água, a azola, a elódia, a pinheirinha, no caso das plantas, ou o lagostim-vermelho, o achigã, a tartaruga-americana, no caso das espécies animais, é já um problema que está a afectar as espécies autóctones.De referir também que as zonas húmidas estão igualmente ameaçadas pela perturbação de actividades recreativas, pela construção ilegal e pela drenagem.
Quercus exige uma estratégia de investimento na conservação das zonas húmidas
Face à complexidade e magnitude dos problemas e considerando os avultados investimentos necessários para melhorar a integridade ecológica dos espaços, a Quercus exige a elaboração e aplicação calendarizada de um programa nacional de restauração ecológica das zonas húmidas, que promova, entre outras, as seguintes acções:
- Incrementar a qualidade e extensão do tratamento de efluentes agrícolas, urbanos e industriais, nomeadamente através de proliferação de micro-sistemas de depuração de águas residuais;
- Ordenar e regular a extracção de sedimentos, orientando, sempre que possível, as concessões para a protecção e manutenção dos habitats;
- Orientar os fundos agrícolas para acções dirigidas à conservação de habitats higrófilos e para a reabilitação de outras zonas húmidas ameaçadas;
-Elaborar e aplicar programas locais de erradicação e controle de espécies invasoras;
-Interditar a pesca ou apanha por artes ou métodos que revolvam os fundos;
-Envolver activamente as Autarquias Locais em programas ou parcerias de acção, tendo em vista: a sensibilização da população e educação ambiental nas escolas locais, reforço local da fiscalização direccionada às zonas húmidas, incentivo ao desenvolvimento de programas locais de valorização das zonas húmidas e à reabilitação de mecanismos tradicionais de gestão da água nas salinas;
-Fiscalizar eficazmente actividades de pesca ilegal (em especial de peixes migradores), o despejo de lixos, entulhos e outros resíduos, alteração ilegal do uso do solo, nomeadamente através de construções, aterros e abertura ou alargamento de caminhos e vias de comunicação, o despejo de efluentes não tratados, de águas de lastro e a lavagem de tanques de petroleiros.
A Quercus salienta no entanto que é absolutamente necessária uma efectiva articulação entre as entidades com competências na gestão das zonas húmidas, nomeadamente as Administrações de Região Hidrográfica, o ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a AFN – Autoridade Florestal Nacional.

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Comemora-se hoje o 40º aniversário do dia Mundial das Zonas Húmidas, data em que foi assinada a convenção sobre as Zonas Húmidas constitui um tratado inter-governamental adoptado em 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como “Convenção de Ramsar” e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.
A Convenção entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países contratantes em todos os continentes. Actualmente, foram designadas pelas Partes contratantes cerca de 1600 sítios de importância internacional, cobrindo cerca de 134 milhões de hectares de zonas húmidas. Segundo o texto aprovado pela Convenção, zonas húmidas são definidas como "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros". Portugal ratificou esta Convenção em 1980, tendo como obrigações:
- Designar zonas húmidas para inclusão na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional. Estes sítios são reconhecidos a partir de critérios de representatividade do ecossistema, de valores faunísticos e florísticos e da sua importância para a conservação de aves aquáticas e peixes;
- Elaborar planos de ordenamento e de gestão para as zonas húmidas, com vista à sua utilização sustentável;
- Promover a conservação de zonas húmidas e de aves aquáticas, estabelecendo reservas naturais e providenciar a sua protecção apropriada.
Todas as áreas RAMSAR dos Açores encontram-se incluídas em áreas da Rede Regional de Áreas Protegidas:
- Caldeira da Graciosa (Furna do Enxofre), ilha Graciosa;
- Caldeira do Faial, ilha do Faial;
- Caldeirão, ilha do Corvo;
- Complexo Vulcânico das Furnas, ilha de São Miguel;
- Complexo Vulcânico das Sete Cidades, ilha de São Miguel;
- Complexo Vulcânico do Fogo, ilha de São Miguel,
- Ilhéus das Formigas e Recife Dollabarat;
- Lagoas da Fajã da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres, ilha de São Jorge;
- Planalto Central da Achada, ilha do Pico;
- Planalto Central da Terceira (Algar do Carvão e Furnas do Enxofre), ilha Terceira,
- Planalto Central das Flores (Morro Alto), ilha das Flores;
- Planalto Central de São Jorge (Pico da Esperança), ilha de São Jorge.

Ano Internacional das Florestas arranca hoje oficialmente

O Ano Internacional das Florestas arranca hoje oficialmente, sendo as iniciativas portuguesas conhecidas à tarde em Proença-a-Nova sobre o lema "A Floresta é de todos, para todos", em simultâneo com a divulgação do programa da ONU, em Nova Iorque. Com o objetivo de promover a conservação das florestas em todo o mundo e sensibilizar a população para o seu papel no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas escolheram 2011 para o Ano Internacional das Florestas. Em Portugal, será a Comissão Nacional da UNESCO a dinamizar a comemoração, em articulação com a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural. Do programa de atividades nacional fazem parte colóquios, conferências, concursos, ações de florestação e reflorestação e de promoção das florestas, havendo o envolvimento de vários Ministérios, da Educação à Ciência e Tecnologia. Durante a apresentação do Ano Internacional será ainda divulgado o site dedicado à iniciativa.
A floresta é o terceiro setor exportadr português, segundo o Governo. Pasta de papel e eucalipto, cortiça e pinho são as fileiras florestais que têm registado maior crescimento nos últimos tempos. Mas as florestas são também "essenciais para o desenvolvimento rural e combate à desertificação, para o ciclo hidrológico, devido à capacidade de retenção e de depuração, e para o sequestro de carbono", considerou o secretário de Estado das Florestas, Rui Barreiro, em declarações à Lusa."Todos nós, enquanto contribuintes e cidadãos, estamos a afetar meios financeiros para a floresta, é legítimo que a consideremos nossa, mas também usufruímos dos bens públicos que a floresta produz, não só em termos de paisagem e de biodiversidade", acrescentou. Na Comissão Executiva do evento estão entidades como o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), a Associação Nacional de Municípios Portugueses e associações ambientalistas. Segundo o 5º Inventário Florestal Nacional, publicado em setembro passado, a floresta ocupava 3.458.557 hectares e os matos 1.926.630 hectares, o que corresponde a 39% e 22% do solo nacional, respetivamente. O pinheiro bravo é a espécie mais frequente, com 27%, seguida do sobreiro e do eucalipto, ambos com 23% da área florestal. O sector gera 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e assegura a manutenção de 260 mil postos de trabalho.
A Quercus - ACN relembra que faltam medidas concretas para uma gestão sustentável das florestas.
Fonte: Lusa

Nike lança linha de ténis feitos a partir de revistas recicladas


A Nike Sportswear lançou, no âmbito da colecção Primavera/Verão, uma colecção de três modelos de ténis feitos a partir de tiras de páginas de revista, em papel reciclado, costuradas e reforçadas por um material transparente e resistente, para que o calçado seja durável. Flash Macro, Blazer Mid e Air Rift são os diferentes modelos da linha WMNS Premium Print Pack, que, devido ao processo de tratamento do papel, têm um padrão exclusivo. A colecção surge no seguimento da Nike Trash Talk, com modelos feitos a partir de restos de materiais encontrados nas fábricas. A linha WMNS Premium Print Pack, direccionada para o público feminino, está à venda desde o início do ano, em lojas seleccionadas dos mercados europeu e chinês.
Fonte: Greensavers

A APED lança saco a partir de garrafas de plástico.


A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) lançou no final de Janeirouma campanha de promoção do seu novo saco, que é feito a partir de garrafas de plástico (PET).
Requerendo quarto garrafas por saco, este novo modelo para transportar objectos tem composição de 99% PET, visando proporcionar aos clientes uma utilização mais duradoura.
O público poderá encontrar estes modelos nas lojas dos associados da APED que aderiram a esta iniciativa: Continente, Modelo, Jumbo, Pão de Açúcar, Pingo Doce, Staples, pelo preço de 70 cêntimos por saco.
A APED tinha já no mercado um saco reutilizável desde 1998.

Nova revista de ecologia online e gratuita

Já se encontra disponível online a nova revista “Ecologi@”, um projecto da Sociedade Portuguesa de Ecologia (Speco). O principal objectivo desta iniciativa é “divulgar a ciência ecológica e fazer a ligação entre ciência e sociedade, levando a ecologia a todas as pessoas”, explicou Paula Sobral, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa e editora principal da revista. Biodiversidade, conservação e recursos naturais são apenas alguns dos temas que serão publicados nas páginas online da "Ecologi@”.
A revista – online, quadrimestral e gratuita – é um “projecto bastante antigo e que só agora conseguiu reunir as condições” necessárias ver a luz do dia.
Todos os investigadores associados ao meio académico e dedicados à área da ciência da Ecologia são convidados a apresentar os seus artigos, que serão submetidos a revisão por um corpo editorial composto por professores universitários de Norte a Sul do país.
O primeiro número da revista (de Janeiro a Abril de 2011) é dedicado à Biodiversidade e tem artigos científicos, opinião, artigos de divulgação e resumos de teses de mestrado e de doutoramento.“Acreditamos que a revista tem um grande potencial, uma vez que não existe nenhuma publicação científica, em português, sobre o tema”, acrescentou Paula Sobral. A responsável reconhece que os investigadores “sentem muito a necessidade de comunicar melhor. Este é um passo nesse sentido, mas ainda estamos só a começar”. Paula Sobral considera que hoje a Ecologia “tem mais peso. Antigamente era mais difícil passar conceitos e termos”. Ainda assim, há muito trabalho a fazer, nomeadamente para “a Ecologia se afirmar como Ciência, esclarecendo uma possível confusão com movimentos ecologistas”.
Fonte: Público