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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Comunicado da Quercus ACN - Zonas húmidas continuam ameaçadas em Portugal
Dia Mundial das Zonas Húmidas
Comemora-se hoje o 40º aniversário do dia Mundial das Zonas Húmidas, data em que foi assinada a convenção sobre as Zonas Húmidas constitui um tratado inter-governamental adoptado em 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como “Convenção de Ramsar” e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.A Convenção entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países contratantes em todos os continentes. Actualmente, foram designadas pelas Partes contratantes cerca de 1600 sítios de importância internacional, cobrindo cerca de 134 milhões de hectares de zonas húmidas. Segundo o texto aprovado pela Convenção, zonas húmidas são definidas como "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros". Portugal ratificou esta Convenção em 1980, tendo como obrigações:
- Designar zonas húmidas para inclusão na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional. Estes sítios são reconhecidos a partir de critérios de representatividade do ecossistema, de valores faunísticos e florísticos e da sua importância para a conservação de aves aquáticas e peixes;
- Elaborar planos de ordenamento e de gestão para as zonas húmidas, com vista à sua utilização sustentável;
- Promover a conservação de zonas húmidas e de aves aquáticas, estabelecendo reservas naturais e providenciar a sua protecção apropriada.
Todas as áreas RAMSAR dos Açores encontram-se incluídas em áreas da Rede Regional de Áreas Protegidas:
- Caldeira da Graciosa (Furna do Enxofre), ilha Graciosa;
- Caldeira do Faial, ilha do Faial;
- Caldeirão, ilha do Corvo;
- Complexo Vulcânico das Furnas, ilha de São Miguel;
- Complexo Vulcânico das Sete Cidades, ilha de São Miguel;
- Complexo Vulcânico do Fogo, ilha de São Miguel,
- Ilhéus das Formigas e Recife Dollabarat;
- Lagoas da Fajã da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres, ilha de São Jorge;
- Planalto Central da Achada, ilha do Pico;
- Planalto Central da Terceira (Algar do Carvão e Furnas do Enxofre), ilha Terceira,
- Planalto Central das Flores (Morro Alto), ilha das Flores;
- Planalto Central de São Jorge (Pico da Esperança), ilha de São Jorge.
Ano Internacional das Florestas arranca hoje oficialmente
Nike lança linha de ténis feitos a partir de revistas recicladas

A APED lança saco a partir de garrafas de plástico.

Requerendo quarto garrafas por saco, este novo modelo para transportar objectos tem composição de 99% PET, visando proporcionar aos clientes uma utilização mais duradoura.
O público poderá encontrar estes modelos nas lojas dos associados da APED que aderiram a esta iniciativa: Continente, Modelo, Jumbo, Pão de Açúcar, Pingo Doce, Staples, pelo preço de 70 cêntimos por saco.
A APED tinha já no mercado um saco reutilizável desde 1998.
Nova revista de ecologia online e gratuita
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Documentário "Comprar, deitar fora, comprar"
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Águas balneares dos Açores em consulta pública
Encontra-se em consulta pública até dia 2 de Fevereiro a lista das águas balneares identificadas para 2011 na Região Autónoma dos Açores. Esta consulta surge ao abrigo do número 3, do artigo 4.º, do Decreto-Lei n.º 135/2009, de 3 de Junho, que tem como objectivo permitir que os cidadãos se manifestem sobre a proposta de águas balneares e que expressem as suas opiniões. O diploma resulta da transposição da Directiva 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de Fevereiro, que estabeleceu as regras para o regime jurídico de identificação, gestão, monitorização e classificação da qualidade das águas balneares e de prestação de informação ao público sobre as mesmas. O diploma nacional complementa assim a Lei da Água, aprovada pela Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro. Esta Consulta Pública é conduzida na Região pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através da Direcção Regional dos Assuntos do Mar. A lista de águas balneares identificadas para o ano 2011 poderá ser consultada através do Portal do Governo, seguindo as ligações para o “Espaço Cidadão” e “Consulta Pública” ou através do espaço internet da Direcção Regional dos Assuntos do Mar. A proposta agora apresentada baseou-se em primeira linha na lista de águas balneares designadas em 2010. As novas águas balneares, que complementam a lista do ano anterior, foram propostas pelas respectivas entidades gestoras de entre as áreas que cumpriam as condições de infra-estruturas de apoio e do respectivo historial de qualidade. “Às 51 Águas Balneares da lista anterior, acrescentam-se agora o Forno da Cal, em Ponta Delgada, a Zona Balnear das Poças da Ribeira Grande e o Barro Vermelho e a Zona Balnear de Santa Cruz, ambos na Ilha Graciosa” afirmou o Director Regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos. A não identificação não significa que a água não reúne qualidade suficiente para a prática balnear. Significa apenas que não foram desencadeados os procedimentos necessários para o efeito, e que implicavam, entre outros, uma análise do historial da qualidade (que se reporta a vários anos), e a obtenção de parecer positivo por parte do delegado de saúde. Por outro lado, a lista de águas balneares identificadas constitui uma garantia perante a Comissão Europeia, pelo que a inclusão de novas águas balneares naquela lista deve pautar-se por um compromisso sólido e consistente de manutenção de condições de usufruto daquela água balnear ao longo dos anos, nomeadamente em termos das infra-estruturas e da respectiva vigilância e assistência aos banhistas. “O compromisso estabelecido pela entidade gestora, ao propor uma determinada água balnear, dá segurança a eventuais investimentos turísticos privados, dada a garantia de manutenção das boas características” afirmou o director regional, acrescentando que “os locais em que haja nadadores salvadores, funcionem instalações sanitárias, esteja estabelecido um programa de educação ambiental e não se prevejam obras durante toda a época balnear, podem ainda candidatar-se ao Programa Bandeira Azul, coordenado na Região pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.”
Fonte: GaCS/SRAM
