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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
XX Jornadas de Ambiente da Quercus

quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Fornos solares ao serviço do ambiente e do desenvolvimento social
O forno solar é um equipamento que permite a conversão de energia térmica da radiação solar para aquecer alimentos ou para produzir água destilada.
O primeiro forno solar foi criado pelo naturalista francês Horace de Saussure, em 1767.
Os fornos solares têm sido usados na Índia, China, Afeganistão e sobretudo em países Africanos, zonas onde existe escassez de combustíveis sólidos (lenha e carvão), pelo que a utilização destes equipamentos é uma solução simples e económica de confeccionar alimentos e esterilizar água. Uma outra vantagem destes fornos é que evitam a desflorestação. Este verdadeiro benefício ambiental permite que cada forno solar contribua para a redução de cerca de uma tonelada de Co2, por ano.
Em regiões pobres, especialmente em África, onde o sol é constante e a quase totalidade da energia consumida provém da lenha, os fornos solares estão a provocar uma verdadeira revolução social ao reduzir o trabalho de 15 horas semanais de apanha de lenha das mulheres e das crianças, contribuindo deste modo para um aumento da sua qualidade de vida. Além disso, nesses países, as mulheres e crianças para cozinhar recorrem habitualmente a fogueiras efectuadas em espaços fechados, o que implica que sofram queimaduras e de graves problemas respiratórios causados pela poluição do ar.
Nestes países, em que a madeira é um bem escasso, muitas vezes não chega para cozinhar alimentos e para ferver a água, o que significa que a população está condenada a beber água contaminada.
Estima-se que em cada ano ocorrem 1,5 mil milhões de casos de diarreia, dos quais resultam cerca de 2 milhões de mortes em crianças. Mais uma vez, os fornos solares têm um importante papel na promoção da saúde, ao permitirem um método prático de aquecer a água até ao ponto de esterilização, destruindo assim os agentes patogénicos mais comuns e transformando água contaminada em água potável.
O modelo mais simples destes fornos - tipo painel - é feito com um pedaço de papelão, revestido com algum papel laminado. E a grande vantagem é que cada pessoa pode construir, com poucos recursos, o seu próprio forno solar.
Actualmente existem diversas associações a financiar o fabrico e a distribuição de fornos solares em países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, mas a organização pioneira foi a Solar Cookers International (SCI), uma ONG que goza de estatuto consultivo junto do Conselho Economico e Social da ONU (ECOSOC). Estima-se que desde o inicio da sua actividade, a SCI, já possibilitou, a mais de 30 000 familias africanas, a utilização de fornos solares, através de uma extensa rede de informação, formação e educação.
Em 2020 esta ONG foi vencedora do Ashden Award, pelo seu trabalho efectuado com os fornos solares no Quénia e, em 2006, foi distinguida com o World Renewable Energy Award.
Para mais informações acerca deste projecto, consulte: 1, 2, 3.
"The greatest challenge is to lead the world into a new era of peace and humanism, to create more inclusive, just, and equitable societies through sustainable economic and social development, based on science, innovation and new technologies that will serve mankind and will preserve the environment." (Irina Bokova, Directora Geral da UNESCO)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Freguesia de Ginetes cria Pomar Comunitário onde todos são convidados a cultivar
A ideia surgiu no decorrer de um processo de revitalização dos jardins da freguesia onde foi detectado que os jardins são praticamente todos idênticos em termos de cultivo, nomeadamente, com plantas e flores sem grande utilidade pública. Num destes espaços, no Jardim do Emigrante, sito à Rua Alqueive surgiu a ideia de implementar um Pomar Comunitário atendendo a actual conjuntura. Pretende-se criar um certo dinamismo, no sentido de iniciar um pomar onde principalmente as crianças das escolas primárias possam participar em iniciativas comunitárias em ir ao jardim apanhar fruta. Presentemente já decorrem a selecção das plantas para cultivo, nomeadamente, laranjas, mandarinas, uvas, goiaba e castanha fazendo com que se retome a tradição de cultivo de fruta na freguesia.
O Jardim do Emigrante é um amplo espaço que vai ganhar nova vida segundo João Paulo Medeiros tudo vai começar da estaca zero estando desde já assegurado que as plantações das árvores de fruto irão decorrer desde do plantio de forma a que seja possível acompanhar a evolução e o desenvolvimento das árvores. Um dos objectivos da Junta de Freguesia de Ginetes passa por envolver as escolas no sentido de levar ao Pomar Comunitário as crianças com o intuito de as mesmas colaborarem no plantio das árvores de forma a que de futuro chamem a si a responsabilidade de proteger o pomar público.
Na primeira fase do Pomar Comunitário João Paulo assume que o trabalho será assegurado pelos funcionários da Junta de Freguesia, trabalho este que será intercalado com a ajuda dos mais novos oriundos das escolas da freguesia. Dois anos é quanto João Paulo Medeiros estima que se possa fazer a primeira colheita dos frutos que agora vão ser plantados.
A prática de uma agricultura saudável sem a presença de químicos é um dos propósitos de João Paulo Medeiros para o Pomar Comunitário da freguesia, inclusive, assume que outros dos propósitos passa por envolver a comunidade bem como os agricultores locais na execução das tarefas do Pomar Comunitário. O presidente da Junta de Freguesia de Ginetes faz votos que o espaço do pomar público seja respeitado pelas pessoas e que não sejam praticados actos de vandalismo uma vez que se trata de um bem comum para a comunidade.
O intercâmbio de gerações entre avôs e netos no processo de aprendizagem dos costumes do plantio é outro dos propósitos de João Paulo Medeiros que explica que é pretensão através do Centro de Convívio dos Ginetes estabelecer o contacto com os agricultores da velha guarda com o objectivo que expliquem às crianças como se cuida de uma árvore, como se poda ou até mesmo como se planta e aduba. É objectivo a existência de aulas práticas entre os idosos e os alunos das escolas com o objectivo que exista uma constante aprendizagem.
O Pomar Comunitário será um regresso ao passado com práticas saudáveis onde as maquinas e os adubos químicos darão lugar ao trabalho humano e aos adubos naturais tornando-se saudável para todos em geral contribuindo também de certa forma como atractivo turístico para a freguesia.
(Fonte: Diário dos Açores)
Açores destacados no site "Planeta Protegido" da ONU
À distância de um click, qualquer internauta pode aceder aos 150 mil locais escolhidos pela entidade. Uma boa parte deles está situado no arquipélago. Em www.protectedplanet.net pode fazer-se uma viagem, desde os vulcões da Austrália, passando pelo Grand Canyon nos Estados Unidos, e vir terminar à Fajã dos Cubres, em São Jorge. O convite é da ONU que construiu um site interactivo com informação sobre mais de 150 mil áreas protegidas em todo o mundo.Em Portugal ao todo são 216, quase metade são locais dos Açores. 101 locais estão assinalados como áreas a proteger. A viagem nas ilhas pode ser demorada, há muito para ver. Desde os mais conhecidos, como a Lagoa das Furnas em São MIguel, ou a montanha do Pico, ou ainda o Algar do Carvão, na Terceira.E existem outros de que poucos ouviram falar, como a Ponta da Restinga na Graciosa, ou a Ponta do Escalvado em São Miguel. Através de imagens de satélite, os utilizadores podem selecionar uma determinada área, aproximar-se mais ou obter informações sobre as espécies ameaçadas ou até mesmo sobre as plantas nativas.Qualquer pessoa pode ainda descarregar fotografias das suas próprias viagens, escrever diários com as suas experiencias e recomendar outras áreas. O objectivo deste projecto da ONU é ajudar a proteger estas zonas, tornando-as mais conhecidas e divulgadas.
domingo, 7 de novembro de 2010
Ilha das Flores terá produção de energia de origem renovável superior a 80% a partir de 2014
Ponta Delgada é a primeira cidade portuguesa com gestão ambiental certificada da União Europeia
Quercus - 25 anos a defender o ambiente
sábado, 6 de novembro de 2010
Comissão Europeia propõe proibição de fosfatos nos detergentes para roupa
Essencialmente utilizados para aumentar a eficácia da lavagem, os fosfatos são em grande parte responsáveis, com os nitratos, pela proliferação de algas e de “marés” verdes ou vermelhas.
Os detergentes figuram entre as principais fontes de fosfatos nas águas, depois da agricultura e do tratamento de efluentes. A sua eliminação nas estações de depuração das águas torna-se muito cara, sublinhou a Comissão Europeia. No entanto, a medida isenta os detergentes para lavar a loiça e aqueles usados por profissionais.
“Quando chegam aos rios, aos lagos e aos mares, os fosfatos produzem fortes concentrações de algas que consomem muito oxigénio e eliminam rapidamente todos os organismos vivos”, disse Sergey Moroz, da organização WWF. O fenómeno afecta especialmente grandes zonas doBáltico e do Mar Negro.
A organização lembra que existem alternativas aos fosfatos, menos poluentes e sublinha que vários estados norte-americanos e vários países europeus, como a Suécia, já baniram os fosfatos dos detergentes para lavar a loiça.
Sistema Nacional de Informação sobre Ambiente permitirá aprofundar interacção com a saúde
Esta base de dados permitirá ligar mais directamente as questões ambientais à saúde, salientou o director-geral da Agência Portuguesa do Ambiente no Congresso Internacional de Saúde Ambiental, em Coimbra.
“Permite ter uma avaliação da situação, para um planeamento mais correcto”, e definição das acções, sublinhou Mário Grácio sobre o SNIAmb. Os responsáveis pretendem estabelecer um quadro de causalidade entre a exposição a determinados factores ambientes e os efeitos adversos na saúde humana, ao identificar a incidência de patologias causadas ou potenciadas por factores ambientais.
Trata-se de um projecto de partilha de informação enquadrado no PlanoNacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS) 2008-2013 e que reunirá oPortal de Metadados Geográficos e Documental e o Portal de Indicadoresde Desenvolvimento Sustentável.
Na sua intervenção no congresso, Mário Grácio lembrou que “o Ambiente constitui um factor estrategicamente determinante na obtenção deganhos de saúde”. “A evidência científica tem revelado que ao melhoraras condições ambientais a que a população se encontra exposta se obtêm ganhos em saúde, designadamente ao nível da diminuição da incidência de determinadas patologias e mesmo da mortalidade”.
Contudo, no entendimento de Mário Grácio, “as interacções entre o ambiente e a saúde humana são muito complexas e difíceis de avaliar,tornando indispensável aprofundar o conhecimento nesta matéria”. Segundo o responsável, muitos dos estudos realizados têm incidido sobre os efeitos de poluentes isolados, “o que facilita a abordagem, mas tem necessariamente induzido a uma subavaliação da dimensão dos impactes sobre a saúde”.
O Congresso Internacional de Saúde Ambiental, que começou ontem e termina amanhã, resulta de uma organização conjunta dos pólos de Coimbra, Lisboa e Porto da Escola Superior de Tecnologias da Saúde (ESTES) e da Escola Superior de Saúde de Beja.