sábado, 6 de novembro de 2010

Comissão Europeia propõe proibição de fosfatos nos detergentes para roupa

A Comissão Europeia propôs,na passada quinta feira, a proibição da utilização de fosfatos e a limitação do respectivo teor noutros compostos de fósforo nos detergentes têxteis para melhorar a qualidade das águas.
Essencialmente utilizados para aumentar a eficácia da lavagem, os fosfatos são em grande parte responsáveis, com os nitratos, pela proliferação de algas e de “marés” verdes ou vermelhas.
Os detergentes figuram entre as principais fontes de fosfatos nas águas, depois da agricultura e do tratamento de efluentes. A sua eliminação nas estações de depuração das águas torna-se muito cara, sublinhou a Comissão Europeia. No entanto, a medida isenta os detergentes para lavar a loiça e aqueles usados por profissionais.
“Quando chegam aos rios, aos lagos e aos mares, os fosfatos produzem fortes concentrações de algas que consomem muito oxigénio e eliminam rapidamente todos os organismos vivos”, disse Sergey Moroz, da organização WWF. O fenómeno afecta especialmente grandes zonas doBáltico e do Mar Negro.
A organização lembra que existem alternativas aos fosfatos, menos poluentes e sublinha que vários estados norte-americanos e vários países europeus, como a Suécia, já baniram os fosfatos dos detergentes para lavar a loiça.

Sistema Nacional de Informação sobre Ambiente permitirá aprofundar interacção com a saúde

A criação, em breve, do Sistema Nacional de Informação sobre Ambiente (SNIAmb) vai permitir avaliar de forma mais aprofundada as interacçõesentre o ambiente e a saúde humana, defendeu um dos dinamizadores do projecto.
Esta base de dados permitirá ligar mais directamente as questões ambientais à saúde, salientou o director-geral da Agência Portuguesa do Ambiente no Congresso Internacional de Saúde Ambiental, em Coimbra.
“Permite ter uma avaliação da situação, para um planeamento mais correcto”, e definição das acções, sublinhou Mário Grácio sobre o SNIAmb. Os responsáveis pretendem estabelecer um quadro de causalidade entre a exposição a determinados factores ambientes e os efeitos adversos na saúde humana, ao identificar a incidência de patologias causadas ou potenciadas por factores ambientais.
Trata-se de um projecto de partilha de informação enquadrado no PlanoNacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS) 2008-2013 e que reunirá oPortal de Metadados Geográficos e Documental e o Portal de Indicadoresde Desenvolvimento Sustentável.
Na sua intervenção no congresso, Mário Grácio lembrou que “o Ambiente constitui um factor estrategicamente determinante na obtenção deganhos de saúde”. “A evidência científica tem revelado que ao melhoraras condições ambientais a que a população se encontra exposta se obtêm ganhos em saúde, designadamente ao nível da diminuição da incidência de determinadas patologias e mesmo da mortalidade”.
Contudo, no entendimento de Mário Grácio, “as interacções entre o ambiente e a saúde humana são muito complexas e difíceis de avaliar,tornando indispensável aprofundar o conhecimento nesta matéria”. Segundo o responsável, muitos dos estudos realizados têm incidido sobre os efeitos de poluentes isolados, “o que facilita a abordagem, mas tem necessariamente induzido a uma subavaliação da dimensão dos impactes sobre a saúde”.
O Congresso Internacional de Saúde Ambiental, que começou ontem e termina amanhã, resulta de uma organização conjunta dos pólos de Coimbra, Lisboa e Porto da Escola Superior de Tecnologias da Saúde (ESTES) e da Escola Superior de Saúde de Beja.
(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sem Biodiversidade não há Conservação da Natureza!

A Agricultura Biológica (AB) não deve ser entendida, nem como um luxo para alguns consumidores mais exigentes, nem como um capricho dos ambientalistas. Trata-se, simplesmente, de uma questão de respeito pelo Ambiente e pela Saúde Pública. Afinal, os nossos antepassados já se dedicavam à AB empiricamente, por uma questão de elementar subsistência familiar. A AB não significa banir a aplicação de produtos para estimular o crescimento e melhoramento vegetal, mas rejeitar a aplicação de quaisquer produtos químicos de síntese, ou seja, todos aqueles que fazem parte da longa e nefasta lista de herbicidas, pesticidas, fertilizantes e hormonas sintéticas que enchem os cofres da indústria química agroalimentar, mas não contribuem para uma agricultura sadia. Está comprovado cientificamente que o desenvolvimento tecnológico gerou milhares de novos produtos químicos que circulam no solo, hidrosfera, atmosfera e organismos vivos, sendo potenciadores de preocupantes doenças e disfunções ambientais.
A Quercus, sempre na defesa das boas práticas de Conservação da Natureza, promoveu no dia 17 de Outubro um Workshop sobre Biodiversidade onde vários agricultores biológicos micaelenses expuseram os seus produtos aos participantes e deram explicações técnicas sobre as suas metodologias e práticas ambientalmente seguras. Também se referiram aos imensos obstáculos que enfrentam para serem acolhidos e respeitados nos actuais mercados economicistas do “fast-food” agrícola. Destaque para a intervenção inicial da Ana Santos cuja colaboração nos contactos com outros produtores foi decisiva para o sucesso desta iniciativa.
Também usaram da palavra os proprietários dos espaços agrícolas de produção biológica “Quinta das 3 Cruzes” (Marta Tomé) e “Quinta da Torre” (Pedro Leite Pacheco).
Foi feita pelo André Sousa (LotusPharma) uma descrição e demonstração de produtos cosméticos os quais, sendo elaborados com essências naturais, não são agressores do Ambiente, e ficou a sugestão para a utilização, em substituição do detergente da máquina de lavar roupa, de uma “eco-bola” que não recorre a produtos químicos para efetuar essa limpeza.
O arquiteto André Franco, apresentou uma comunicação sobre certificação e poupança energética em edifícios, numa lógica de aproveitamento máximo das energias renováveis, combate aos desperdício e melhor gestão do orçamento familiar em termos de despesa com consumo energético no espaço doméstico.
O técnico florestal Nuno Bicudo, num apelo à manutenção da biodiversidade, explicou as principais características das espécies botânicas endémicas dos Açores e os participantes tiveram oportunidade de observar exemplares que os Serviços Florestais reproduzem em viveiro para posterior plantação em áreas selecionadas para ações de requalificação botânica, reflorestação e combate às plantas invasoras.
Saliente-se que este Workshop se iniciou com uma sessão de yoga, orientada pela professora Raquel Jorge (Espaço Yoga) porque a Quercus segue à risca a velha máxima “Corpo são em mente sã” a qual faz cada vez mais sentido nesta sociedade consumista e negligente com as boas práticas ambientais, mentais, alimentares e corporais. Uma questão de Saúde, portanto! O restaurante vegetariano “Rotas da Ilha Verde” também se associou à nossa iniciativa oferecendo aos participantes uma variedade de chás em origem e sabor. A todos agradecemos a voluntária e generosa contribuição para a melhor causa do mundo: o Ambiente! Não há biodiversidade com agressões continuadas ao habitat das espécies vegetais e animais. Cuidemos da variedade biológica para não ficarmos submetidos à ditadura das monoculturas!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Construções ilegais na Praia da Pedreira em Vila Franca do Campo

Há pessoas que gostam de ter uma casa na praia. Compreende-se. Eu própria gostaria.
Mas há pesoas que não cruzam os braços perante o destino, lançam mãos à obra e decidem perseguir o seu sonho. Não importa que o terreno não seja delas, que estejam a infringir as leis, porque muito provavelmente nem suspeitam que existe uma coisa chamada POOC e o mais importante: sabem que a justiça neste país tem brandos costumes.
Que piores exemplos não faltam por aí também já sabemos e sabemos também que se criaram precedentes complicados na orla costeira dos Açores por pessoas bem mais informadas que a população de Água D' Alto.
Ter uma casa na praia não é para todos, mas está ao alcance de alguns...
As leis não se inventam. Aprendem-se. E com um pouco de esforço cumprem-se.







Turistas que gastam mais são os mais poluidores

Os turistas que gastam mais dinheiro em férias são normalmente aqueles que mais impactos causam no ambiente dos países que visitam, disse hoje um especialista australiano em economia do turismo. “O turista ideal gasta muito e é amigo do ambiente mas é um ‘animal’ difícil de encontrar”, ironiza Larry Dwyer, professor na Australian School of Business, na ocasião de um seminário sobre Competitividade entre Destinos Turísticos. De acordo com o académico, não é fácil encontrar turistas que personifiquem a combinação perfeita entre contribuírem para gerar receita e serem simultaneamente amigos do ambiente. O problema, segundo Larry Dwyer, é que os “melhores” turistas a nível económico são aqueles que normalmente mais gastam água e energia e que mais contribuem para a emissão de gases de estufa. “As pessoas pensam que os turistas que andam de mochila às costas são os mais amigos do ambiente porque procuram zonas recônditas e se misturam com os nativos, mas na verdade são dos que mais gastam energia no uso de transportes”, afirmou.
Um dos exemplos mais visíveis, diz o australiano, são os turistas que vão para a Nova Zelândia, país que, devido à sua dimensão, obriga ao uso de inúmeras formas de transporte para se deslocarem.Larry Dwyer alertou ainda para a vulnerabilidade da indústria turística que se apoia muitas vezes em recursos esgotáveis, dando o exemplo da grande barreira de corais na Austrália que se prevê que dentro de 50 anos possa desaparecer.O seminário, que se realizou no auditório da CCDR/Algarve, foi promovido no âmbito de um projeto de investigação desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo (CITT) da Universidade do Algarve.

Como salvar a terra num jogo de computador?

Alguma vez quis saber como é que se pode salvar o planeta dos efeitos das mudanças climáticas? O jogo de computador britânico "Fate of the World" (O Destino do Mundo), lançado para testes esta segunda-feira, propõe diferentes maneiras de o fazer. O jogo coloca o futuro do planeta nas mãos dos jogadores como responsáveis de uma agência internacional de ambiente, podem evitar ao mundo os prejuízos causados pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa ou deixá-lo morrer se continuar a permitir-se emissões pesadas de combustíveis fósseis. Por meio de diferentes cenários, os jogadores podem explorar opções como geoengenharia e fontes de energia alternativas para salvar o planeta do aquecimento global, da escassez de recursos naturais e de uma população crescente ao longo dos próximos 200 anos. Durante três meses, os utilizadores poderão testar o jogo e enviar seus comentários. A versão final de «O Destino do Mundo» está prevista para Fevereiro de 2011. Criado pela produtora Red Redemption, de Oxford, no Reino Unido, o jogo afasta-se dos principais videojogos de acção ao usar dados de modelos climáticos reais e conselhos de cientistas e economistas britânicos e americanos. «Dados científicos são muitas vezes inacessíveis, e estamos a tentar colocar os jogadores em posição de poder, ligados com essas questões", disse Gobion Rowlands, fundador e presidente da Red Redemption. «Não estamos a defender uma causa particular. Há diversas opções, como energia nuclear e as renováveis. Não queremos determinar que um determinado caminho seja o melhor», acrescentou. A empresa tem um conselho consultivo que inclui especialistas em mudanças climáticas. Myles Allen, director de dinâmica do clima na Universidade de Oxford, também contribuiu com os modelos de previsão do jogo. Este ano, uma série de falhas na ciência climática e o fracasso das conversações da ONU para um acordo internacional de redução das emissões pareceram minar o interesse do público sobre o aquecimento global. Entretanto, jogos focados em temas como sustentabilidade e direitos humanos vêm crescendo em popularidade e são recebido por grupos ambientalistas como uma forma de sensibilização. Usar as alterações climáticas como fonte de inspiração para o entretenimento já permeia a cultura global, o que é uma óptima coisa, afirmou o presidente da ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra). «Precisamos de indústrias criativas para trabalhar com essas grandes questões, visto que os resultados podem ser imensamente poderosos e nos ajudar a entender como seria um futuro sustentável», destacou Fiona Bennie, consultora sénior de sustentabilidade da ONG britânica Forum for the Future (Fórum para o Futuro).
Tirado daqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Limpeza da Lagoa do Fogo


Teve lugar no dia de ontem uma actividade de limpeza do trilho da Lagoa do Fogo, por iniciativa dos responsáveis pela Quinta das Laranjeiras
O lixo recolhido pelos participantes foi removido pela Tecnovia Ambiente, uma das entidades que se associou a este evento.
Segundo a organização, esta iniciativa foi um sucesso. Parabéns!
O ambiente agradece a todos os que se dedicam à sua limpeza, mas ainda agradece mais a quem não suja; por isso seja consciente. A Lagoa do Fogo é uma reserva natural e uma das paisagens mais deslumbrantes dos Açores.

Primeiro Dicionário de Direito do Ambiente publicado em Portugal

No passado dia 29 de Outubro realizou-se em Lisboa a sessão de lançamento do primeiro Dicionário de Direito do Ambiente publicado em Portugal. Da autoria dos advogados Mário de Melo Rocha e Vicente Falcão e Cunha, esta obra conta com mais de 200 páginas, e cerca de 400 entradas, com respetiva definição e conceito e, em alguns casos, com desenvolvimento grande sobre as matérias.
As questões ambientais já estão presentes em muitas áreas e passaram a ser usados conceitos que podem necessitar de clarificação ou explicação, uma situação a que o primeiro Dicionário de Direito do Ambiente em Portugal pretende responder.
O dicionário partiu de "uma ideia estabilizadora de linguagens, de terminologias, de conceitos e de construções jurídicas", explicou Mário Melo Rocha, que também é professor de Direito do Ambiente na Universidade Católica de Lisboa e do Porto. "Trata-se de uma matéria que é nova e que, do ponto de vista jurídico, ainda precisa de ser estabilizada, porque os conceitos que usa são novos e necessitam de solidificação", realçou o advogado. Para o autor, a importância das matérias ambientais em várias áreas "é cada vez maior".
O dicionário dirige-se àqueles que lidam com assuntos relacionados com o ambiente, como juristas, engenheiros, gestores ou arquitectos e de, um modo geral, a todos os que têm interesse em conhecer as novas realidades ambientais. O livro, com a chancela da Texto, do grupo Leya, tem em conta as regras da União Europeia, até porque "85% do Direito do Ambiente em Portugal tem origem em fonte comunitária", como salientou Mário Melo Rocha.
(Fonte: Diário Digital / Lusa)

Site da ONU convida a um passeio virtual por 150 mil áreas protegidas do mundo


Dos fiordes da Noruega aos vulcões da Austrália, a ONU convida a um passeio virtual por 150 mil áreas protegidas do planeta. O site ProtectedPlanet.net, lançado esta terça-feira, inclui também informação sobre 216 locais em Portugal. O site interactivo, com informação sobre cada área protegida, resulta de uma parceria entre o Programa da ONU para o Ambiente (Pnua) e da UICN (União Mundial de Conservação da Natureza). Entre os pontos marcados no mapa mundial encontramos a Ria de Alvor, o Parque Natural Sintra-Cascais, a Serra do Açor, o Sítio Classificado Rocha da Pena, as Berlengas e a Albufeira do Azibo. Ao todo são 216 locais. Através das mais recentes imagens de satélite, os utilizadores podem seleccionar uma determinada área protegida e, ao aproximar-se mais, podem obter informações sobre as espécies ameaçadas ou as plantas nativas. O site oferece ainda a oportunidade para os visitantes descarregarem para o mapa mundial as fotografias das suas próprias viagens às áreas protegidas, escrever diários com as suas experiências e recomendar outras áreas. O projecto quer ajudar a explicar a razão pela qual os recursos naturais estão a ser conservados.
(Fonte: Público)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia do Cagarro

Hoje comemorou-se mais um dia do cagarro, com uma largada destas aves pelas 10h00, na Praia de São Roque.
Esta data foi instituída em 2008, no âmbito da campanha “SOS Cagarro”, promovida pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, contando com a colaboração de diversas entidades em todas as ilhas dos Açores, entre elas as associações Amigos dos Açores, os Amigos do Calhau e o Clube dos Amigos e Defensores do Património Cultural e Natural de Santa Maria (CADEP-CN).
A campanha "SOS Cagarro" decorre anualmente entre 1 de Outubro e 15 de Novembro, período que coincide com a saída dos cagarros juvenis dos ninhos para o primeiro voo transoceânico, e está organizada em 2 vertentes: a de Educação Ambiental e a de Conservação da Natureza. Esta iniciativa visa essencialmente alertar a população açoriana para a necessidade de preservação desta espécie protegida que nidifica nos Açores, procurando envolver as pessoas e entidades no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade.
Na ilha de São Miguel estão a decorrer desde o passado dia 15 de Outubro acções de salvamento de cagarros promovidas pelos Amigos dos Açores.
Assim, todas as noites as brigadas nocturnas terão ponto de encontro em três locais, pelas 20h30: Parque de estacionamento da Praia Pequena do Pópulo, Poços de São Vicente e Palheiro da Ribeira Grande. Nas manhãs de Sábado, Domingo e Segunda-feira, com ponto de encontro às 10h00 na casa de apoio da Gruta do Carvão (Paim), os animais recolhidos serão libertados pelos voluntários das brigadas em local a designar, atendendo às questões meteorológicas.

Se encontrar algum cagarro são estes os números que deverá contactar:
296 206 785 (Serviços de Ambiente; disponível entre as 09h00 e as 17h30)
912 177 542 (Serviços de Ambiente - Vigilantes da Natureza; disponível entre as 09h00 e as 00h00)
961 196 098 (SEPNA)
Participe. Esta semana ajude a salvar um cagarro!