sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sem Biodiversidade não há Conservação da Natureza!

A Agricultura Biológica (AB) não deve ser entendida, nem como um luxo para alguns consumidores mais exigentes, nem como um capricho dos ambientalistas. Trata-se, simplesmente, de uma questão de respeito pelo Ambiente e pela Saúde Pública. Afinal, os nossos antepassados já se dedicavam à AB empiricamente, por uma questão de elementar subsistência familiar. A AB não significa banir a aplicação de produtos para estimular o crescimento e melhoramento vegetal, mas rejeitar a aplicação de quaisquer produtos químicos de síntese, ou seja, todos aqueles que fazem parte da longa e nefasta lista de herbicidas, pesticidas, fertilizantes e hormonas sintéticas que enchem os cofres da indústria química agroalimentar, mas não contribuem para uma agricultura sadia. Está comprovado cientificamente que o desenvolvimento tecnológico gerou milhares de novos produtos químicos que circulam no solo, hidrosfera, atmosfera e organismos vivos, sendo potenciadores de preocupantes doenças e disfunções ambientais.
A Quercus, sempre na defesa das boas práticas de Conservação da Natureza, promoveu no dia 17 de Outubro um Workshop sobre Biodiversidade onde vários agricultores biológicos micaelenses expuseram os seus produtos aos participantes e deram explicações técnicas sobre as suas metodologias e práticas ambientalmente seguras. Também se referiram aos imensos obstáculos que enfrentam para serem acolhidos e respeitados nos actuais mercados economicistas do “fast-food” agrícola. Destaque para a intervenção inicial da Ana Santos cuja colaboração nos contactos com outros produtores foi decisiva para o sucesso desta iniciativa.
Também usaram da palavra os proprietários dos espaços agrícolas de produção biológica “Quinta das 3 Cruzes” (Marta Tomé) e “Quinta da Torre” (Pedro Leite Pacheco).
Foi feita pelo André Sousa (LotusPharma) uma descrição e demonstração de produtos cosméticos os quais, sendo elaborados com essências naturais, não são agressores do Ambiente, e ficou a sugestão para a utilização, em substituição do detergente da máquina de lavar roupa, de uma “eco-bola” que não recorre a produtos químicos para efetuar essa limpeza.
O arquiteto André Franco, apresentou uma comunicação sobre certificação e poupança energética em edifícios, numa lógica de aproveitamento máximo das energias renováveis, combate aos desperdício e melhor gestão do orçamento familiar em termos de despesa com consumo energético no espaço doméstico.
O técnico florestal Nuno Bicudo, num apelo à manutenção da biodiversidade, explicou as principais características das espécies botânicas endémicas dos Açores e os participantes tiveram oportunidade de observar exemplares que os Serviços Florestais reproduzem em viveiro para posterior plantação em áreas selecionadas para ações de requalificação botânica, reflorestação e combate às plantas invasoras.
Saliente-se que este Workshop se iniciou com uma sessão de yoga, orientada pela professora Raquel Jorge (Espaço Yoga) porque a Quercus segue à risca a velha máxima “Corpo são em mente sã” a qual faz cada vez mais sentido nesta sociedade consumista e negligente com as boas práticas ambientais, mentais, alimentares e corporais. Uma questão de Saúde, portanto! O restaurante vegetariano “Rotas da Ilha Verde” também se associou à nossa iniciativa oferecendo aos participantes uma variedade de chás em origem e sabor. A todos agradecemos a voluntária e generosa contribuição para a melhor causa do mundo: o Ambiente! Não há biodiversidade com agressões continuadas ao habitat das espécies vegetais e animais. Cuidemos da variedade biológica para não ficarmos submetidos à ditadura das monoculturas!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Construções ilegais na Praia da Pedreira em Vila Franca do Campo

Há pessoas que gostam de ter uma casa na praia. Compreende-se. Eu própria gostaria.
Mas há pesoas que não cruzam os braços perante o destino, lançam mãos à obra e decidem perseguir o seu sonho. Não importa que o terreno não seja delas, que estejam a infringir as leis, porque muito provavelmente nem suspeitam que existe uma coisa chamada POOC e o mais importante: sabem que a justiça neste país tem brandos costumes.
Que piores exemplos não faltam por aí também já sabemos e sabemos também que se criaram precedentes complicados na orla costeira dos Açores por pessoas bem mais informadas que a população de Água D' Alto.
Ter uma casa na praia não é para todos, mas está ao alcance de alguns...
As leis não se inventam. Aprendem-se. E com um pouco de esforço cumprem-se.







Turistas que gastam mais são os mais poluidores

Os turistas que gastam mais dinheiro em férias são normalmente aqueles que mais impactos causam no ambiente dos países que visitam, disse hoje um especialista australiano em economia do turismo. “O turista ideal gasta muito e é amigo do ambiente mas é um ‘animal’ difícil de encontrar”, ironiza Larry Dwyer, professor na Australian School of Business, na ocasião de um seminário sobre Competitividade entre Destinos Turísticos. De acordo com o académico, não é fácil encontrar turistas que personifiquem a combinação perfeita entre contribuírem para gerar receita e serem simultaneamente amigos do ambiente. O problema, segundo Larry Dwyer, é que os “melhores” turistas a nível económico são aqueles que normalmente mais gastam água e energia e que mais contribuem para a emissão de gases de estufa. “As pessoas pensam que os turistas que andam de mochila às costas são os mais amigos do ambiente porque procuram zonas recônditas e se misturam com os nativos, mas na verdade são dos que mais gastam energia no uso de transportes”, afirmou.
Um dos exemplos mais visíveis, diz o australiano, são os turistas que vão para a Nova Zelândia, país que, devido à sua dimensão, obriga ao uso de inúmeras formas de transporte para se deslocarem.Larry Dwyer alertou ainda para a vulnerabilidade da indústria turística que se apoia muitas vezes em recursos esgotáveis, dando o exemplo da grande barreira de corais na Austrália que se prevê que dentro de 50 anos possa desaparecer.O seminário, que se realizou no auditório da CCDR/Algarve, foi promovido no âmbito de um projeto de investigação desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo (CITT) da Universidade do Algarve.

Como salvar a terra num jogo de computador?

Alguma vez quis saber como é que se pode salvar o planeta dos efeitos das mudanças climáticas? O jogo de computador britânico "Fate of the World" (O Destino do Mundo), lançado para testes esta segunda-feira, propõe diferentes maneiras de o fazer. O jogo coloca o futuro do planeta nas mãos dos jogadores como responsáveis de uma agência internacional de ambiente, podem evitar ao mundo os prejuízos causados pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa ou deixá-lo morrer se continuar a permitir-se emissões pesadas de combustíveis fósseis. Por meio de diferentes cenários, os jogadores podem explorar opções como geoengenharia e fontes de energia alternativas para salvar o planeta do aquecimento global, da escassez de recursos naturais e de uma população crescente ao longo dos próximos 200 anos. Durante três meses, os utilizadores poderão testar o jogo e enviar seus comentários. A versão final de «O Destino do Mundo» está prevista para Fevereiro de 2011. Criado pela produtora Red Redemption, de Oxford, no Reino Unido, o jogo afasta-se dos principais videojogos de acção ao usar dados de modelos climáticos reais e conselhos de cientistas e economistas britânicos e americanos. «Dados científicos são muitas vezes inacessíveis, e estamos a tentar colocar os jogadores em posição de poder, ligados com essas questões", disse Gobion Rowlands, fundador e presidente da Red Redemption. «Não estamos a defender uma causa particular. Há diversas opções, como energia nuclear e as renováveis. Não queremos determinar que um determinado caminho seja o melhor», acrescentou. A empresa tem um conselho consultivo que inclui especialistas em mudanças climáticas. Myles Allen, director de dinâmica do clima na Universidade de Oxford, também contribuiu com os modelos de previsão do jogo. Este ano, uma série de falhas na ciência climática e o fracasso das conversações da ONU para um acordo internacional de redução das emissões pareceram minar o interesse do público sobre o aquecimento global. Entretanto, jogos focados em temas como sustentabilidade e direitos humanos vêm crescendo em popularidade e são recebido por grupos ambientalistas como uma forma de sensibilização. Usar as alterações climáticas como fonte de inspiração para o entretenimento já permeia a cultura global, o que é uma óptima coisa, afirmou o presidente da ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra). «Precisamos de indústrias criativas para trabalhar com essas grandes questões, visto que os resultados podem ser imensamente poderosos e nos ajudar a entender como seria um futuro sustentável», destacou Fiona Bennie, consultora sénior de sustentabilidade da ONG britânica Forum for the Future (Fórum para o Futuro).
Tirado daqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Limpeza da Lagoa do Fogo


Teve lugar no dia de ontem uma actividade de limpeza do trilho da Lagoa do Fogo, por iniciativa dos responsáveis pela Quinta das Laranjeiras
O lixo recolhido pelos participantes foi removido pela Tecnovia Ambiente, uma das entidades que se associou a este evento.
Segundo a organização, esta iniciativa foi um sucesso. Parabéns!
O ambiente agradece a todos os que se dedicam à sua limpeza, mas ainda agradece mais a quem não suja; por isso seja consciente. A Lagoa do Fogo é uma reserva natural e uma das paisagens mais deslumbrantes dos Açores.

Primeiro Dicionário de Direito do Ambiente publicado em Portugal

No passado dia 29 de Outubro realizou-se em Lisboa a sessão de lançamento do primeiro Dicionário de Direito do Ambiente publicado em Portugal. Da autoria dos advogados Mário de Melo Rocha e Vicente Falcão e Cunha, esta obra conta com mais de 200 páginas, e cerca de 400 entradas, com respetiva definição e conceito e, em alguns casos, com desenvolvimento grande sobre as matérias.
As questões ambientais já estão presentes em muitas áreas e passaram a ser usados conceitos que podem necessitar de clarificação ou explicação, uma situação a que o primeiro Dicionário de Direito do Ambiente em Portugal pretende responder.
O dicionário partiu de "uma ideia estabilizadora de linguagens, de terminologias, de conceitos e de construções jurídicas", explicou Mário Melo Rocha, que também é professor de Direito do Ambiente na Universidade Católica de Lisboa e do Porto. "Trata-se de uma matéria que é nova e que, do ponto de vista jurídico, ainda precisa de ser estabilizada, porque os conceitos que usa são novos e necessitam de solidificação", realçou o advogado. Para o autor, a importância das matérias ambientais em várias áreas "é cada vez maior".
O dicionário dirige-se àqueles que lidam com assuntos relacionados com o ambiente, como juristas, engenheiros, gestores ou arquitectos e de, um modo geral, a todos os que têm interesse em conhecer as novas realidades ambientais. O livro, com a chancela da Texto, do grupo Leya, tem em conta as regras da União Europeia, até porque "85% do Direito do Ambiente em Portugal tem origem em fonte comunitária", como salientou Mário Melo Rocha.
(Fonte: Diário Digital / Lusa)

Site da ONU convida a um passeio virtual por 150 mil áreas protegidas do mundo


Dos fiordes da Noruega aos vulcões da Austrália, a ONU convida a um passeio virtual por 150 mil áreas protegidas do planeta. O site ProtectedPlanet.net, lançado esta terça-feira, inclui também informação sobre 216 locais em Portugal. O site interactivo, com informação sobre cada área protegida, resulta de uma parceria entre o Programa da ONU para o Ambiente (Pnua) e da UICN (União Mundial de Conservação da Natureza). Entre os pontos marcados no mapa mundial encontramos a Ria de Alvor, o Parque Natural Sintra-Cascais, a Serra do Açor, o Sítio Classificado Rocha da Pena, as Berlengas e a Albufeira do Azibo. Ao todo são 216 locais. Através das mais recentes imagens de satélite, os utilizadores podem seleccionar uma determinada área protegida e, ao aproximar-se mais, podem obter informações sobre as espécies ameaçadas ou as plantas nativas. O site oferece ainda a oportunidade para os visitantes descarregarem para o mapa mundial as fotografias das suas próprias viagens às áreas protegidas, escrever diários com as suas experiências e recomendar outras áreas. O projecto quer ajudar a explicar a razão pela qual os recursos naturais estão a ser conservados.
(Fonte: Público)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia do Cagarro

Hoje comemorou-se mais um dia do cagarro, com uma largada destas aves pelas 10h00, na Praia de São Roque.
Esta data foi instituída em 2008, no âmbito da campanha “SOS Cagarro”, promovida pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, contando com a colaboração de diversas entidades em todas as ilhas dos Açores, entre elas as associações Amigos dos Açores, os Amigos do Calhau e o Clube dos Amigos e Defensores do Património Cultural e Natural de Santa Maria (CADEP-CN).
A campanha "SOS Cagarro" decorre anualmente entre 1 de Outubro e 15 de Novembro, período que coincide com a saída dos cagarros juvenis dos ninhos para o primeiro voo transoceânico, e está organizada em 2 vertentes: a de Educação Ambiental e a de Conservação da Natureza. Esta iniciativa visa essencialmente alertar a população açoriana para a necessidade de preservação desta espécie protegida que nidifica nos Açores, procurando envolver as pessoas e entidades no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade.
Na ilha de São Miguel estão a decorrer desde o passado dia 15 de Outubro acções de salvamento de cagarros promovidas pelos Amigos dos Açores.
Assim, todas as noites as brigadas nocturnas terão ponto de encontro em três locais, pelas 20h30: Parque de estacionamento da Praia Pequena do Pópulo, Poços de São Vicente e Palheiro da Ribeira Grande. Nas manhãs de Sábado, Domingo e Segunda-feira, com ponto de encontro às 10h00 na casa de apoio da Gruta do Carvão (Paim), os animais recolhidos serão libertados pelos voluntários das brigadas em local a designar, atendendo às questões meteorológicas.

Se encontrar algum cagarro são estes os números que deverá contactar:
296 206 785 (Serviços de Ambiente; disponível entre as 09h00 e as 17h30)
912 177 542 (Serviços de Ambiente - Vigilantes da Natureza; disponível entre as 09h00 e as 00h00)
961 196 098 (SEPNA)
Participe. Esta semana ajude a salvar um cagarro!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Engenho inovador limpa lagoas com excesso de algas

Dois engenheiros açorianos, Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota, desenvolveram um projecto inovador capaz de combater o problema da eutrofização - desenvolvimento intensivo de algas devido a um abastecimento excessivo de nutrientes, que reduz o oxigénio - das lagoas na região, ao longo de 2011. O projecto chama-se URM 85 (Unidade de Remoção de Microalgas e Cianobactérias) e traduz-se na criação de um protótipo, com características anfíbias e de cen- trifugação, que permite depurar 85 metros cúbicos de água por hora.
Tudo se passa dentro de uma embarcação preparada, tripulada por três pessoas, de onde se recolhe a água através de um colector e sistema de bombagem acoplado que "varre" toda a lagoa. O protótipo recebe a água, remove as suas impurezas e devolve-a à lagoa em bom estado. Na prática, a água que entra no mecanismo turva e eutrofizada sai do mesmo limpa. Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota explicam que "a separação de fases se produz por centrifugação, onde a fase líquida é devolvida à lagoa e a biomassa fica armazenada para tratamento e desidratação".
A tecnologia móvel inventada por estes dois engenheiros, a partir de tecnologia já experimentada noutros processos, representa um projecto pioneiro nos Açores e no resto do País, o qual deverá ser implementado em 2011 pela empresa de ambos, a Algicel - Biotecnologia e Investigação, mediante o aval do Executivo insular. Para já, o URM 85 está em fase de registo de patente, mas a sua eficácia já foi testada no decurso de uma experiência que simulou a remoção de microalgas e cianobactérias na Lagoa de São Brás, em São Miguel. Neste ensaio contaram com a cedência de uma embarcação por parte do Governo Regional, bem como com a monitorização laboratorial dos testes, através das análises realizadas por uma equipa especializada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa - que é, aliás, a mesma que monitoriza a qualidade da água das lagoas de São Miguel.
Os resultados foram animadores: o mecanismo mostrou ser capaz de limpar as lagoas de uma forma fácil e rápida, remover e reduzir significativamente a concentração de microalgas e cianobactérias nas várias camadas de água, melhorando a qualida- de química e ecológica das águas. As virtudes do engenho passam unicamente pelo tratamento físico, sem recurso a produtos químicos.
A eutrofização é provocada pela concentração de nutrientes e de matéria orgânica no meio aquático, daí resultando proliferação de algas verdes e cianobactérias que geram desequilíbrio ecológico. No caso das microalgas que se desenvolvem nas lagoas dos Açores, entre as quais a das Furnas, esse crescimento é favorecido pelas boas condições de temperatura e luminosidade e, em particular, pelos nutrientes (adubagens e fertilizantes) que são arrastados para as suas águas, provenientes de explorações agro-pecuárias situadas na respectiva bacia hidrográfica.
A nível mundial, encontram-se eutrofizados 53% dos lagos na Europa, 48% na América do Norte, 41% na América do Sul e 54% na Ásia. É por isso que os dois empreendedores consideram que o seu invento pode ser aproveitado para ajudar a devolver a pureza ambiental às lagoas, como pode ser ainda uma mais-valia económica por via da sua exportação para países com o mesmo problema.
Este projecto da Algicel decorreu de um outro de investigação, feito em colaboração com o departamento de Biologia da Universidade dos Açores, que se prende com a criação de uma unidade--piloto, na Quinta de São Gonçalo, em Ponta Delgada, para a produção de microalgas (sobretudo a astaxantina, com propriedades antioxidantes) destinadas às indústrias farmacêutica, alimentar e de biocombustíveis. Trata-se de um novo negócio, em franca expansão no mundo. Em 2011, a Algicel pretende construir uma unidade industrial em São Miguel para a produção de dez toneladas de biomassa por ano.
(Fonte: DN ciência)

Despesas com ambiente passam a benefícios fiscais

Vidros duplos e carros eléctricos continuam a ser incentivados. As despesas dos contribuintes com equipamentos e energias renováveis passam a ter benefícios fiscais (até aqui eram deduções à colecta). Aqui entram despesas como equipamentos e obras de melhorias das condições das casas como vidros duplos, por exemplo, ou os carros eléctricos.A aposta em incentivos fiscais a comportamentos ambientalmente mais favoráveis tem sido uma das bandeiras da equipa do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques. No entanto, a passagem deste tipo de despesa de dedução para benefício fiscal encerra uma consequência que tem a ver com os limites impostos pelo Governo às deduções e aos benefícios fiscais em sede de IRS. É que os tectos impostos aos benefícios fiscais são muito mais restritivos do que os colocados nas deduções das despesas. Por isso, o montante de que o contribuinte beneficia vai ser menor do que beneficiaria se se mantivesse como dedução à colecta.De resto, o articulado do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE/11) mantém os mesmos limites e o mesmo tipo de produto sujeito a benefícios. Assim, são concedidos benefícios a 30% dos gastos com aquele tipo de bem, com o limite de 803 euros. Beneficiam as despesas feitas com equipamentos novos para utilização de energias renováveis e para produção de energia eléctrica ou térmica, equipamentos e obras de melhoria das condições de comportamento térmico dos prédios, como os vidros duplos e carros eléctricos. Há que ter em atenção que estes benefícios só podem ser utilizados uma vez em cada quatro anos.Por outro lado, as deduções à colecta que permitiam deduzir os montantes gastos com imóveis e com equipamentos de energias renováveis passam a prever apenas as despesas com imóveis, deixando de considerar os equipamentos de renováveis. (Fonte: Economico)