quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como salvar a terra num jogo de computador?

Alguma vez quis saber como é que se pode salvar o planeta dos efeitos das mudanças climáticas? O jogo de computador britânico "Fate of the World" (O Destino do Mundo), lançado para testes esta segunda-feira, propõe diferentes maneiras de o fazer. O jogo coloca o futuro do planeta nas mãos dos jogadores como responsáveis de uma agência internacional de ambiente, podem evitar ao mundo os prejuízos causados pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa ou deixá-lo morrer se continuar a permitir-se emissões pesadas de combustíveis fósseis. Por meio de diferentes cenários, os jogadores podem explorar opções como geoengenharia e fontes de energia alternativas para salvar o planeta do aquecimento global, da escassez de recursos naturais e de uma população crescente ao longo dos próximos 200 anos. Durante três meses, os utilizadores poderão testar o jogo e enviar seus comentários. A versão final de «O Destino do Mundo» está prevista para Fevereiro de 2011. Criado pela produtora Red Redemption, de Oxford, no Reino Unido, o jogo afasta-se dos principais videojogos de acção ao usar dados de modelos climáticos reais e conselhos de cientistas e economistas britânicos e americanos. «Dados científicos são muitas vezes inacessíveis, e estamos a tentar colocar os jogadores em posição de poder, ligados com essas questões", disse Gobion Rowlands, fundador e presidente da Red Redemption. «Não estamos a defender uma causa particular. Há diversas opções, como energia nuclear e as renováveis. Não queremos determinar que um determinado caminho seja o melhor», acrescentou. A empresa tem um conselho consultivo que inclui especialistas em mudanças climáticas. Myles Allen, director de dinâmica do clima na Universidade de Oxford, também contribuiu com os modelos de previsão do jogo. Este ano, uma série de falhas na ciência climática e o fracasso das conversações da ONU para um acordo internacional de redução das emissões pareceram minar o interesse do público sobre o aquecimento global. Entretanto, jogos focados em temas como sustentabilidade e direitos humanos vêm crescendo em popularidade e são recebido por grupos ambientalistas como uma forma de sensibilização. Usar as alterações climáticas como fonte de inspiração para o entretenimento já permeia a cultura global, o que é uma óptima coisa, afirmou o presidente da ONG Friends of the Earth (Amigos da Terra). «Precisamos de indústrias criativas para trabalhar com essas grandes questões, visto que os resultados podem ser imensamente poderosos e nos ajudar a entender como seria um futuro sustentável», destacou Fiona Bennie, consultora sénior de sustentabilidade da ONG britânica Forum for the Future (Fórum para o Futuro).
Tirado daqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Limpeza da Lagoa do Fogo


Teve lugar no dia de ontem uma actividade de limpeza do trilho da Lagoa do Fogo, por iniciativa dos responsáveis pela Quinta das Laranjeiras
O lixo recolhido pelos participantes foi removido pela Tecnovia Ambiente, uma das entidades que se associou a este evento.
Segundo a organização, esta iniciativa foi um sucesso. Parabéns!
O ambiente agradece a todos os que se dedicam à sua limpeza, mas ainda agradece mais a quem não suja; por isso seja consciente. A Lagoa do Fogo é uma reserva natural e uma das paisagens mais deslumbrantes dos Açores.

Primeiro Dicionário de Direito do Ambiente publicado em Portugal

No passado dia 29 de Outubro realizou-se em Lisboa a sessão de lançamento do primeiro Dicionário de Direito do Ambiente publicado em Portugal. Da autoria dos advogados Mário de Melo Rocha e Vicente Falcão e Cunha, esta obra conta com mais de 200 páginas, e cerca de 400 entradas, com respetiva definição e conceito e, em alguns casos, com desenvolvimento grande sobre as matérias.
As questões ambientais já estão presentes em muitas áreas e passaram a ser usados conceitos que podem necessitar de clarificação ou explicação, uma situação a que o primeiro Dicionário de Direito do Ambiente em Portugal pretende responder.
O dicionário partiu de "uma ideia estabilizadora de linguagens, de terminologias, de conceitos e de construções jurídicas", explicou Mário Melo Rocha, que também é professor de Direito do Ambiente na Universidade Católica de Lisboa e do Porto. "Trata-se de uma matéria que é nova e que, do ponto de vista jurídico, ainda precisa de ser estabilizada, porque os conceitos que usa são novos e necessitam de solidificação", realçou o advogado. Para o autor, a importância das matérias ambientais em várias áreas "é cada vez maior".
O dicionário dirige-se àqueles que lidam com assuntos relacionados com o ambiente, como juristas, engenheiros, gestores ou arquitectos e de, um modo geral, a todos os que têm interesse em conhecer as novas realidades ambientais. O livro, com a chancela da Texto, do grupo Leya, tem em conta as regras da União Europeia, até porque "85% do Direito do Ambiente em Portugal tem origem em fonte comunitária", como salientou Mário Melo Rocha.
(Fonte: Diário Digital / Lusa)

Site da ONU convida a um passeio virtual por 150 mil áreas protegidas do mundo


Dos fiordes da Noruega aos vulcões da Austrália, a ONU convida a um passeio virtual por 150 mil áreas protegidas do planeta. O site ProtectedPlanet.net, lançado esta terça-feira, inclui também informação sobre 216 locais em Portugal. O site interactivo, com informação sobre cada área protegida, resulta de uma parceria entre o Programa da ONU para o Ambiente (Pnua) e da UICN (União Mundial de Conservação da Natureza). Entre os pontos marcados no mapa mundial encontramos a Ria de Alvor, o Parque Natural Sintra-Cascais, a Serra do Açor, o Sítio Classificado Rocha da Pena, as Berlengas e a Albufeira do Azibo. Ao todo são 216 locais. Através das mais recentes imagens de satélite, os utilizadores podem seleccionar uma determinada área protegida e, ao aproximar-se mais, podem obter informações sobre as espécies ameaçadas ou as plantas nativas. O site oferece ainda a oportunidade para os visitantes descarregarem para o mapa mundial as fotografias das suas próprias viagens às áreas protegidas, escrever diários com as suas experiências e recomendar outras áreas. O projecto quer ajudar a explicar a razão pela qual os recursos naturais estão a ser conservados.
(Fonte: Público)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia do Cagarro

Hoje comemorou-se mais um dia do cagarro, com uma largada destas aves pelas 10h00, na Praia de São Roque.
Esta data foi instituída em 2008, no âmbito da campanha “SOS Cagarro”, promovida pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, contando com a colaboração de diversas entidades em todas as ilhas dos Açores, entre elas as associações Amigos dos Açores, os Amigos do Calhau e o Clube dos Amigos e Defensores do Património Cultural e Natural de Santa Maria (CADEP-CN).
A campanha "SOS Cagarro" decorre anualmente entre 1 de Outubro e 15 de Novembro, período que coincide com a saída dos cagarros juvenis dos ninhos para o primeiro voo transoceânico, e está organizada em 2 vertentes: a de Educação Ambiental e a de Conservação da Natureza. Esta iniciativa visa essencialmente alertar a população açoriana para a necessidade de preservação desta espécie protegida que nidifica nos Açores, procurando envolver as pessoas e entidades no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade.
Na ilha de São Miguel estão a decorrer desde o passado dia 15 de Outubro acções de salvamento de cagarros promovidas pelos Amigos dos Açores.
Assim, todas as noites as brigadas nocturnas terão ponto de encontro em três locais, pelas 20h30: Parque de estacionamento da Praia Pequena do Pópulo, Poços de São Vicente e Palheiro da Ribeira Grande. Nas manhãs de Sábado, Domingo e Segunda-feira, com ponto de encontro às 10h00 na casa de apoio da Gruta do Carvão (Paim), os animais recolhidos serão libertados pelos voluntários das brigadas em local a designar, atendendo às questões meteorológicas.

Se encontrar algum cagarro são estes os números que deverá contactar:
296 206 785 (Serviços de Ambiente; disponível entre as 09h00 e as 17h30)
912 177 542 (Serviços de Ambiente - Vigilantes da Natureza; disponível entre as 09h00 e as 00h00)
961 196 098 (SEPNA)
Participe. Esta semana ajude a salvar um cagarro!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Engenho inovador limpa lagoas com excesso de algas

Dois engenheiros açorianos, Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota, desenvolveram um projecto inovador capaz de combater o problema da eutrofização - desenvolvimento intensivo de algas devido a um abastecimento excessivo de nutrientes, que reduz o oxigénio - das lagoas na região, ao longo de 2011. O projecto chama-se URM 85 (Unidade de Remoção de Microalgas e Cianobactérias) e traduz-se na criação de um protótipo, com características anfíbias e de cen- trifugação, que permite depurar 85 metros cúbicos de água por hora.
Tudo se passa dentro de uma embarcação preparada, tripulada por três pessoas, de onde se recolhe a água através de um colector e sistema de bombagem acoplado que "varre" toda a lagoa. O protótipo recebe a água, remove as suas impurezas e devolve-a à lagoa em bom estado. Na prática, a água que entra no mecanismo turva e eutrofizada sai do mesmo limpa. Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota explicam que "a separação de fases se produz por centrifugação, onde a fase líquida é devolvida à lagoa e a biomassa fica armazenada para tratamento e desidratação".
A tecnologia móvel inventada por estes dois engenheiros, a partir de tecnologia já experimentada noutros processos, representa um projecto pioneiro nos Açores e no resto do País, o qual deverá ser implementado em 2011 pela empresa de ambos, a Algicel - Biotecnologia e Investigação, mediante o aval do Executivo insular. Para já, o URM 85 está em fase de registo de patente, mas a sua eficácia já foi testada no decurso de uma experiência que simulou a remoção de microalgas e cianobactérias na Lagoa de São Brás, em São Miguel. Neste ensaio contaram com a cedência de uma embarcação por parte do Governo Regional, bem como com a monitorização laboratorial dos testes, através das análises realizadas por uma equipa especializada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa - que é, aliás, a mesma que monitoriza a qualidade da água das lagoas de São Miguel.
Os resultados foram animadores: o mecanismo mostrou ser capaz de limpar as lagoas de uma forma fácil e rápida, remover e reduzir significativamente a concentração de microalgas e cianobactérias nas várias camadas de água, melhorando a qualida- de química e ecológica das águas. As virtudes do engenho passam unicamente pelo tratamento físico, sem recurso a produtos químicos.
A eutrofização é provocada pela concentração de nutrientes e de matéria orgânica no meio aquático, daí resultando proliferação de algas verdes e cianobactérias que geram desequilíbrio ecológico. No caso das microalgas que se desenvolvem nas lagoas dos Açores, entre as quais a das Furnas, esse crescimento é favorecido pelas boas condições de temperatura e luminosidade e, em particular, pelos nutrientes (adubagens e fertilizantes) que são arrastados para as suas águas, provenientes de explorações agro-pecuárias situadas na respectiva bacia hidrográfica.
A nível mundial, encontram-se eutrofizados 53% dos lagos na Europa, 48% na América do Norte, 41% na América do Sul e 54% na Ásia. É por isso que os dois empreendedores consideram que o seu invento pode ser aproveitado para ajudar a devolver a pureza ambiental às lagoas, como pode ser ainda uma mais-valia económica por via da sua exportação para países com o mesmo problema.
Este projecto da Algicel decorreu de um outro de investigação, feito em colaboração com o departamento de Biologia da Universidade dos Açores, que se prende com a criação de uma unidade--piloto, na Quinta de São Gonçalo, em Ponta Delgada, para a produção de microalgas (sobretudo a astaxantina, com propriedades antioxidantes) destinadas às indústrias farmacêutica, alimentar e de biocombustíveis. Trata-se de um novo negócio, em franca expansão no mundo. Em 2011, a Algicel pretende construir uma unidade industrial em São Miguel para a produção de dez toneladas de biomassa por ano.
(Fonte: DN ciência)

Despesas com ambiente passam a benefícios fiscais

Vidros duplos e carros eléctricos continuam a ser incentivados. As despesas dos contribuintes com equipamentos e energias renováveis passam a ter benefícios fiscais (até aqui eram deduções à colecta). Aqui entram despesas como equipamentos e obras de melhorias das condições das casas como vidros duplos, por exemplo, ou os carros eléctricos.A aposta em incentivos fiscais a comportamentos ambientalmente mais favoráveis tem sido uma das bandeiras da equipa do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques. No entanto, a passagem deste tipo de despesa de dedução para benefício fiscal encerra uma consequência que tem a ver com os limites impostos pelo Governo às deduções e aos benefícios fiscais em sede de IRS. É que os tectos impostos aos benefícios fiscais são muito mais restritivos do que os colocados nas deduções das despesas. Por isso, o montante de que o contribuinte beneficia vai ser menor do que beneficiaria se se mantivesse como dedução à colecta.De resto, o articulado do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE/11) mantém os mesmos limites e o mesmo tipo de produto sujeito a benefícios. Assim, são concedidos benefícios a 30% dos gastos com aquele tipo de bem, com o limite de 803 euros. Beneficiam as despesas feitas com equipamentos novos para utilização de energias renováveis e para produção de energia eléctrica ou térmica, equipamentos e obras de melhoria das condições de comportamento térmico dos prédios, como os vidros duplos e carros eléctricos. Há que ter em atenção que estes benefícios só podem ser utilizados uma vez em cada quatro anos.Por outro lado, as deduções à colecta que permitiam deduzir os montantes gastos com imóveis e com equipamentos de energias renováveis passam a prever apenas as despesas com imóveis, deixando de considerar os equipamentos de renováveis. (Fonte: Economico)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nova espécie de cigarrinha exótica (Cicadella viridis) encontrada na ilha de São Miguel

Foto de Nuno Bicudo
Foi fotografado por Nuno Bicudo na ilha de São Miguel a espécie de cigarrinha Cicadella viridis(Hemiptera, Cicadellidae). Trata-se de mais uma espécie exótica introduzida nos Açores.

Estudo do Núcleo Regional da Quercus Madeira publicado em revista científica do Reino Unido

O estudo sobre os hábitos de reutilização de sacos nos supermercados da Madeira, desenvolvido em parceria entre o Centro de Investigação em Educação da Universidade da Madeira e o Núcleo Regional da Quercus na Madeira, acaba de ser publicado numa revista científica editada no Reino Unido, Journal of Environmental Planning and Management, sob o título "The influence of a voluntary fee in the consumption of plastic bags on supermarkets from Madeira Island (Portugal). O estudo avaliou o efeito da cobrança de uma taxa de 2 cêntimos por saco deplástico na redução do seu consumo, comparando os hábitos dos clientes do Pingo Doce (onde os sacos são pagos) com os de outras cadeias de supermercados onde os sacos são oferecidos (Hiper Sá e Modelo). O estudo concluiu que a taxa de 2 cêntimos permite uma redução de 64% no consumo de sacos de plástico, constituindo um importante contributo para reduzir a quantidade de resíduos produzidos e a presença de sacos no ambiente. Esta redução no consumo de sacos de plástico decorrente da taxa de 2 cêntimos resulta de uma aumento na reutilização de sacos para transportar as compras, de uma redução do desperdício de espaço com uma maior frequência no número de clientes que enche completamente os sacos e de uma maior frequência de abstenção do uso de sacos aquando daaquisição de poucos produtos. O presente estudo revela que a generalização a todos os supermercados de uma taxa de 2 cêntimos porcada saco de plástico utilizado seria um importante contributo para a redução da quantidade de sacos de plástico que todos os dias vão pararao lixo ou, pior, ao ambiente, resultando assim em benefícios na redução dos custos ambientais, sociais e económicos associados à poluição e à gestão dos resíduos.

Mapas de poluição na Europa disponíveis em tempo real

O projecto de investigação Intamap, financiado pela União Europeia (UE), permite a consulta online e em tempo real dos mapas da poluição do ar, dos solos e da água. Essa informação possibilita uma resposta mais rápida e adequada aos problemas de poluição.
Segundo o comunicado da Comissão Europeia (CE), este projecto permite conhecer a localização exacta das áreas poluídas, bem como de onde vem e para onde se dirige a poluição. Esta informação vai possibilitar conhecer o grau de poluição ou a sua origem, bem como uma imagem exacta da extensão do problema.
Investigadores da Áustria, Bélgica, Alemanha, Grécia, Países Baixos e Reino Unido participaram neste projecto, que recebeu cerca de 1,8 milhões de euros de financiamento da UE.
Sobre este projecto, Neelie Kroes, vice-presidente da CE para a Agenda Digital, afirmou que “os mapas de poluição em tempo real podem ser um instrumento de importância crucial para as autoridades públicas na identificação das fontes de poluição e na resolução do problema. Podem igualmente ajudar os cidadãos a evitar casos de poluição”.