sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Engenho inovador limpa lagoas com excesso de algas

Dois engenheiros açorianos, Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota, desenvolveram um projecto inovador capaz de combater o problema da eutrofização - desenvolvimento intensivo de algas devido a um abastecimento excessivo de nutrientes, que reduz o oxigénio - das lagoas na região, ao longo de 2011. O projecto chama-se URM 85 (Unidade de Remoção de Microalgas e Cianobactérias) e traduz-se na criação de um protótipo, com características anfíbias e de cen- trifugação, que permite depurar 85 metros cúbicos de água por hora.
Tudo se passa dentro de uma embarcação preparada, tripulada por três pessoas, de onde se recolhe a água através de um colector e sistema de bombagem acoplado que "varre" toda a lagoa. O protótipo recebe a água, remove as suas impurezas e devolve-a à lagoa em bom estado. Na prática, a água que entra no mecanismo turva e eutrofizada sai do mesmo limpa. Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota explicam que "a separação de fases se produz por centrifugação, onde a fase líquida é devolvida à lagoa e a biomassa fica armazenada para tratamento e desidratação".
A tecnologia móvel inventada por estes dois engenheiros, a partir de tecnologia já experimentada noutros processos, representa um projecto pioneiro nos Açores e no resto do País, o qual deverá ser implementado em 2011 pela empresa de ambos, a Algicel - Biotecnologia e Investigação, mediante o aval do Executivo insular. Para já, o URM 85 está em fase de registo de patente, mas a sua eficácia já foi testada no decurso de uma experiência que simulou a remoção de microalgas e cianobactérias na Lagoa de São Brás, em São Miguel. Neste ensaio contaram com a cedência de uma embarcação por parte do Governo Regional, bem como com a monitorização laboratorial dos testes, através das análises realizadas por uma equipa especializada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa - que é, aliás, a mesma que monitoriza a qualidade da água das lagoas de São Miguel.
Os resultados foram animadores: o mecanismo mostrou ser capaz de limpar as lagoas de uma forma fácil e rápida, remover e reduzir significativamente a concentração de microalgas e cianobactérias nas várias camadas de água, melhorando a qualida- de química e ecológica das águas. As virtudes do engenho passam unicamente pelo tratamento físico, sem recurso a produtos químicos.
A eutrofização é provocada pela concentração de nutrientes e de matéria orgânica no meio aquático, daí resultando proliferação de algas verdes e cianobactérias que geram desequilíbrio ecológico. No caso das microalgas que se desenvolvem nas lagoas dos Açores, entre as quais a das Furnas, esse crescimento é favorecido pelas boas condições de temperatura e luminosidade e, em particular, pelos nutrientes (adubagens e fertilizantes) que são arrastados para as suas águas, provenientes de explorações agro-pecuárias situadas na respectiva bacia hidrográfica.
A nível mundial, encontram-se eutrofizados 53% dos lagos na Europa, 48% na América do Norte, 41% na América do Sul e 54% na Ásia. É por isso que os dois empreendedores consideram que o seu invento pode ser aproveitado para ajudar a devolver a pureza ambiental às lagoas, como pode ser ainda uma mais-valia económica por via da sua exportação para países com o mesmo problema.
Este projecto da Algicel decorreu de um outro de investigação, feito em colaboração com o departamento de Biologia da Universidade dos Açores, que se prende com a criação de uma unidade--piloto, na Quinta de São Gonçalo, em Ponta Delgada, para a produção de microalgas (sobretudo a astaxantina, com propriedades antioxidantes) destinadas às indústrias farmacêutica, alimentar e de biocombustíveis. Trata-se de um novo negócio, em franca expansão no mundo. Em 2011, a Algicel pretende construir uma unidade industrial em São Miguel para a produção de dez toneladas de biomassa por ano.
(Fonte: DN ciência)

Despesas com ambiente passam a benefícios fiscais

Vidros duplos e carros eléctricos continuam a ser incentivados. As despesas dos contribuintes com equipamentos e energias renováveis passam a ter benefícios fiscais (até aqui eram deduções à colecta). Aqui entram despesas como equipamentos e obras de melhorias das condições das casas como vidros duplos, por exemplo, ou os carros eléctricos.A aposta em incentivos fiscais a comportamentos ambientalmente mais favoráveis tem sido uma das bandeiras da equipa do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques. No entanto, a passagem deste tipo de despesa de dedução para benefício fiscal encerra uma consequência que tem a ver com os limites impostos pelo Governo às deduções e aos benefícios fiscais em sede de IRS. É que os tectos impostos aos benefícios fiscais são muito mais restritivos do que os colocados nas deduções das despesas. Por isso, o montante de que o contribuinte beneficia vai ser menor do que beneficiaria se se mantivesse como dedução à colecta.De resto, o articulado do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE/11) mantém os mesmos limites e o mesmo tipo de produto sujeito a benefícios. Assim, são concedidos benefícios a 30% dos gastos com aquele tipo de bem, com o limite de 803 euros. Beneficiam as despesas feitas com equipamentos novos para utilização de energias renováveis e para produção de energia eléctrica ou térmica, equipamentos e obras de melhoria das condições de comportamento térmico dos prédios, como os vidros duplos e carros eléctricos. Há que ter em atenção que estes benefícios só podem ser utilizados uma vez em cada quatro anos.Por outro lado, as deduções à colecta que permitiam deduzir os montantes gastos com imóveis e com equipamentos de energias renováveis passam a prever apenas as despesas com imóveis, deixando de considerar os equipamentos de renováveis. (Fonte: Economico)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nova espécie de cigarrinha exótica (Cicadella viridis) encontrada na ilha de São Miguel

Foto de Nuno Bicudo
Foi fotografado por Nuno Bicudo na ilha de São Miguel a espécie de cigarrinha Cicadella viridis(Hemiptera, Cicadellidae). Trata-se de mais uma espécie exótica introduzida nos Açores.

Estudo do Núcleo Regional da Quercus Madeira publicado em revista científica do Reino Unido

O estudo sobre os hábitos de reutilização de sacos nos supermercados da Madeira, desenvolvido em parceria entre o Centro de Investigação em Educação da Universidade da Madeira e o Núcleo Regional da Quercus na Madeira, acaba de ser publicado numa revista científica editada no Reino Unido, Journal of Environmental Planning and Management, sob o título "The influence of a voluntary fee in the consumption of plastic bags on supermarkets from Madeira Island (Portugal). O estudo avaliou o efeito da cobrança de uma taxa de 2 cêntimos por saco deplástico na redução do seu consumo, comparando os hábitos dos clientes do Pingo Doce (onde os sacos são pagos) com os de outras cadeias de supermercados onde os sacos são oferecidos (Hiper Sá e Modelo). O estudo concluiu que a taxa de 2 cêntimos permite uma redução de 64% no consumo de sacos de plástico, constituindo um importante contributo para reduzir a quantidade de resíduos produzidos e a presença de sacos no ambiente. Esta redução no consumo de sacos de plástico decorrente da taxa de 2 cêntimos resulta de uma aumento na reutilização de sacos para transportar as compras, de uma redução do desperdício de espaço com uma maior frequência no número de clientes que enche completamente os sacos e de uma maior frequência de abstenção do uso de sacos aquando daaquisição de poucos produtos. O presente estudo revela que a generalização a todos os supermercados de uma taxa de 2 cêntimos porcada saco de plástico utilizado seria um importante contributo para a redução da quantidade de sacos de plástico que todos os dias vão pararao lixo ou, pior, ao ambiente, resultando assim em benefícios na redução dos custos ambientais, sociais e económicos associados à poluição e à gestão dos resíduos.

Mapas de poluição na Europa disponíveis em tempo real

O projecto de investigação Intamap, financiado pela União Europeia (UE), permite a consulta online e em tempo real dos mapas da poluição do ar, dos solos e da água. Essa informação possibilita uma resposta mais rápida e adequada aos problemas de poluição.
Segundo o comunicado da Comissão Europeia (CE), este projecto permite conhecer a localização exacta das áreas poluídas, bem como de onde vem e para onde se dirige a poluição. Esta informação vai possibilitar conhecer o grau de poluição ou a sua origem, bem como uma imagem exacta da extensão do problema.
Investigadores da Áustria, Bélgica, Alemanha, Grécia, Países Baixos e Reino Unido participaram neste projecto, que recebeu cerca de 1,8 milhões de euros de financiamento da UE.
Sobre este projecto, Neelie Kroes, vice-presidente da CE para a Agenda Digital, afirmou que “os mapas de poluição em tempo real podem ser um instrumento de importância crucial para as autoridades públicas na identificação das fontes de poluição e na resolução do problema. Podem igualmente ajudar os cidadãos a evitar casos de poluição”.

Recolha de sementes de endémicas dos Açores

No dia 23 de Outubro o centro ambiental do Priolo irá promover uma acção de voluntariado que consiste na recolha de sementes de algumas plantas nativas, como o Louro, o Azevinho e o Folhado, na ZPE Pico da Vara/Ribeira do Guilherme. Ao participar estará a contribuir para a recuperação da Floresta Laurissilva dos Açores. No final da actividade todos os participantes estão convidados para um pic-nic convívio.
10h no largo do jardim na Povoação
Inscrições: centropriolo@spea.pt (limitado a 30 vagas)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mercado de Produtos Biológicos na Praia da Vitória

Um projeto pioneiro de venda de produtos biológicos acreditados e certificados foi hoje apresentado na Praia da Vitória, na Terceira, Açores, onde um mercado específico para estes produtos vai começar a funcionar a partir do final deste ano.Este projeto, de características unicas a nível nacional, resulta de uma parceria entre a Câmara da Praia da Vitória, a associação de desenvolvimento regional GRATER e a cooperativa BioAzórica, que vai gerir a comercialização dos produtos.O Mercado de Produtos Biológicos, orçado em 80 mil euros, vai funcionar numa zona do parque de estacionamento do Paul, devendo começar em breve as obras de construção da estrutura de madeira com 16 metros de comprimento onde terá lugar a comercialização dos produtos. Esta estrutura, que os promotores pretendem que seja um espaço "aberto e sustentável", mas também "natural, agradável e saudável", terá uma turbina eólica, um depósito de 5000 litros para aproveitamento de águas, sistema de climatização, compostagem e uma horta biológica. "Este é um sonho coletivo", afirmou Francisco Dinis, presidente da BioAzórica, frisando que o futuro mercado terá "melhores condições" para os produtores e agricultores que mudem para a agricultura biológica.Nesse sentido, o futuro mercado, disponibilizará um espaço de venda com balcões e expositores, uma área de degustação e outra de preparação, além de uma zona pedagógica e um espaço para reuniões. "Atualmente, a agricultura biológica tem uma produção insuficiente na região, existe uma grande dificuldade em obter fatores de produção e o apoio técnico é insuficiente", salientou Francisco Dinis, acrescentando ser "difícil e dispendioso" entrar no circuito.Nos Açores existem atualmente sete produtores, mas os promotores desta iniciativa pretende atingir as duas dezenas, já que, como salientou Francisco Dinis, o arquipélago possui "boas condições" para a produção biológica.Nesse sentido, o projeto inclui formação para agricultores e consumidores e a criação de um serviço de aconselhamento técnico e de gestão.Para o presidente da Câmara da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, esta iniciativa representa "um reforço na dinâmica da cidade", considerando ser "um orgulho passar à fase de concretização" de um projeto que "vai permitir aos agricultores ganhar outro fôlego e energia".O Mercado de Produtos Biológicos deve ser inaugurado no final deste ano e, numa primeira fase, prevê-se que esteja aberto aos sábados e domingos.
(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Grandes Migrações - o novo épico da National Geographic



A nossa visão romântica das migrações de animais está completamente errada: eles não correm, nadam ou voam por prazer. As migrações são maratonas tortuosas cheias de sofrimento, fome e desespero. Cada animal tem pela frente um desafio mortal e tem que enfrentar inúmeros obstáculos em nome da sobrevivência da espécie e da sua própria sobrevivência. Os riscos são muitos e os custos energéticos imensos mas, de uma forma ou de outra, estas criaturas sabem que pior que partir é mesmo ficar.
Movem-se aos milhões. Sobrevive a espécie.
Este é o teaser para o mais recente épico da National Geographic - Great Migrations -com antestreia em Portugal no próximo dia 19 de Outubro e com estreia prevista nas televisões a 7 de Outubro.
O canal criou também no seu site um mapa interactivo das rotas dos 12 animais gravados pelas câmeras.

Coolgift apresenta primeiro pack de experiências “verde”

A Lifecooler lança na segunda quinzena de Outubro, através da sua marca de experiências Coolgift, o primeiro pack de experiências ecológicas do mercado. O Coolgift Terra nasce em parceria com a associação ambiental Quercus.
Experiências amigas do ambiente é a proposta do novo Coolgift Terra que a Coolgift lança em parceria com a Quercus. Workhsops de agricultura natural, de hortas urbanas, de alimentação natural, plantar e apadrinhar árvores, compensação de emissões de CO2, eco-passeios, compra de peças e acessórios de moda reciclados ou restauro de móveis são apenas alguns exemplos das actividades que podem ser vividas ecologicamente com este pack-oferta.
Sob o tema da sustentabilidade social, o Coolgift Terra dirige-se a todas as pessoas com consciência ambiental que querem oferecer experiências úteis para a preservação do planeta e fomentar uma atitude ecologicamente responsável. O Coolgift Terra abre caminho para o segmento das prendas experiências com uma forte componente ecológica, mostrando que uma oferta pode ter uma mensagem importante e ser mais do que um momento de lazer. O Coolgift Terra pertence à gama dos packs-oferta da Lifecooler, o site mais visitado de turismo e lazer em Portugal. A marca Coolgift tem como objectivo permitir às pessoas a possibilidade de oferecerem experiências de qualidade em Portugal e a sua mensagem é “Ofereça Portugal”. O pack estará à venda a partir da segunda quinzena de Outubro por €35 euros na loja on-line do site coolgift.pt, nas livrarias Bertrand, Bulhosa, Almedina, Wook, nas lojas Worten, quiosques e papelarias seleccionadas e nas estações de serviço da Repsol. Outros locais de venda serão anunciados em breve.

O Centro de Recuperação de Aves Selvagens inaugurado na ilha do Corvo

O Centro de Recuperação de Aves Selvagens foi ontem inaugurado na ilha do Corvo, considerada local privilegiado para observar aves marinhas. Trata-se de uma estrutura pioneira no arquipélago e de grande importância para a preservação das espécies.
O Presidente do Governo Regional aproveitou a ocasião para anunciar para breve a edição da “primeira lista abrangente das espécies dos Açores”, com milhares de espécies que demonstram a “riqueza” do arquipélago.“Para valorizar o ambiente, é necessário dá-lo a conhecer”, defendeu, destacando o projeto Sentir e Interpretar o Ambiente dos Açores Através de Recursos Auxiliares de Multimédia (SIARAM), disponível na Internet, que permite encontrar fotografias, vídeos, sons e depoimentos de especialistas sobre as características ambientais do arquipélago. Carlos César recordou que os Açores são um dos 10 melhores destinos mundiais para observação de cetáceos, mas também o sucesso do projeto que permitiu retirar o priolo (pequena ave que apenas existe no nordeste de S. Miguel) da lista de espécies criticamente ameaçadas de extinção. Para o presidente do executivo açoriano, esta é uma aposta que pode resultar num aumento das receitas baseadas no turismo da natureza, um dos principais motivos de atração dos Açores. Em declarações à Lusa, o Secretário Regional do Ambiente, Álamo Meneses, salientou que o centro ontem inaugurado, além de permitir o tratamento das aves, serve também como local de “transição entre o cativeiro e a liberdade”. Segundo Álamo Meneses, chegam anualmente ao Corvo e às Flores, as duas ilhas do Grupo Ocidental dos Açores, “milhares de aves, das quais algumas dezenas necessitam de apoio”.O primeiro ocupante do Centro de Recuperação de Aves Selvagens é um milhafre, que vivia em cativeiro no Faial e está agora a ser preparado para regressar à liberdade.
(Fonte: GaCs)