quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Recolha de sementes de endémicas dos Açores

No dia 23 de Outubro o centro ambiental do Priolo irá promover uma acção de voluntariado que consiste na recolha de sementes de algumas plantas nativas, como o Louro, o Azevinho e o Folhado, na ZPE Pico da Vara/Ribeira do Guilherme. Ao participar estará a contribuir para a recuperação da Floresta Laurissilva dos Açores. No final da actividade todos os participantes estão convidados para um pic-nic convívio.
10h no largo do jardim na Povoação
Inscrições: centropriolo@spea.pt (limitado a 30 vagas)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mercado de Produtos Biológicos na Praia da Vitória

Um projeto pioneiro de venda de produtos biológicos acreditados e certificados foi hoje apresentado na Praia da Vitória, na Terceira, Açores, onde um mercado específico para estes produtos vai começar a funcionar a partir do final deste ano.Este projeto, de características unicas a nível nacional, resulta de uma parceria entre a Câmara da Praia da Vitória, a associação de desenvolvimento regional GRATER e a cooperativa BioAzórica, que vai gerir a comercialização dos produtos.O Mercado de Produtos Biológicos, orçado em 80 mil euros, vai funcionar numa zona do parque de estacionamento do Paul, devendo começar em breve as obras de construção da estrutura de madeira com 16 metros de comprimento onde terá lugar a comercialização dos produtos. Esta estrutura, que os promotores pretendem que seja um espaço "aberto e sustentável", mas também "natural, agradável e saudável", terá uma turbina eólica, um depósito de 5000 litros para aproveitamento de águas, sistema de climatização, compostagem e uma horta biológica. "Este é um sonho coletivo", afirmou Francisco Dinis, presidente da BioAzórica, frisando que o futuro mercado terá "melhores condições" para os produtores e agricultores que mudem para a agricultura biológica.Nesse sentido, o futuro mercado, disponibilizará um espaço de venda com balcões e expositores, uma área de degustação e outra de preparação, além de uma zona pedagógica e um espaço para reuniões. "Atualmente, a agricultura biológica tem uma produção insuficiente na região, existe uma grande dificuldade em obter fatores de produção e o apoio técnico é insuficiente", salientou Francisco Dinis, acrescentando ser "difícil e dispendioso" entrar no circuito.Nos Açores existem atualmente sete produtores, mas os promotores desta iniciativa pretende atingir as duas dezenas, já que, como salientou Francisco Dinis, o arquipélago possui "boas condições" para a produção biológica.Nesse sentido, o projeto inclui formação para agricultores e consumidores e a criação de um serviço de aconselhamento técnico e de gestão.Para o presidente da Câmara da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, esta iniciativa representa "um reforço na dinâmica da cidade", considerando ser "um orgulho passar à fase de concretização" de um projeto que "vai permitir aos agricultores ganhar outro fôlego e energia".O Mercado de Produtos Biológicos deve ser inaugurado no final deste ano e, numa primeira fase, prevê-se que esteja aberto aos sábados e domingos.
(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Grandes Migrações - o novo épico da National Geographic



A nossa visão romântica das migrações de animais está completamente errada: eles não correm, nadam ou voam por prazer. As migrações são maratonas tortuosas cheias de sofrimento, fome e desespero. Cada animal tem pela frente um desafio mortal e tem que enfrentar inúmeros obstáculos em nome da sobrevivência da espécie e da sua própria sobrevivência. Os riscos são muitos e os custos energéticos imensos mas, de uma forma ou de outra, estas criaturas sabem que pior que partir é mesmo ficar.
Movem-se aos milhões. Sobrevive a espécie.
Este é o teaser para o mais recente épico da National Geographic - Great Migrations -com antestreia em Portugal no próximo dia 19 de Outubro e com estreia prevista nas televisões a 7 de Outubro.
O canal criou também no seu site um mapa interactivo das rotas dos 12 animais gravados pelas câmeras.

Coolgift apresenta primeiro pack de experiências “verde”

A Lifecooler lança na segunda quinzena de Outubro, através da sua marca de experiências Coolgift, o primeiro pack de experiências ecológicas do mercado. O Coolgift Terra nasce em parceria com a associação ambiental Quercus.
Experiências amigas do ambiente é a proposta do novo Coolgift Terra que a Coolgift lança em parceria com a Quercus. Workhsops de agricultura natural, de hortas urbanas, de alimentação natural, plantar e apadrinhar árvores, compensação de emissões de CO2, eco-passeios, compra de peças e acessórios de moda reciclados ou restauro de móveis são apenas alguns exemplos das actividades que podem ser vividas ecologicamente com este pack-oferta.
Sob o tema da sustentabilidade social, o Coolgift Terra dirige-se a todas as pessoas com consciência ambiental que querem oferecer experiências úteis para a preservação do planeta e fomentar uma atitude ecologicamente responsável. O Coolgift Terra abre caminho para o segmento das prendas experiências com uma forte componente ecológica, mostrando que uma oferta pode ter uma mensagem importante e ser mais do que um momento de lazer. O Coolgift Terra pertence à gama dos packs-oferta da Lifecooler, o site mais visitado de turismo e lazer em Portugal. A marca Coolgift tem como objectivo permitir às pessoas a possibilidade de oferecerem experiências de qualidade em Portugal e a sua mensagem é “Ofereça Portugal”. O pack estará à venda a partir da segunda quinzena de Outubro por €35 euros na loja on-line do site coolgift.pt, nas livrarias Bertrand, Bulhosa, Almedina, Wook, nas lojas Worten, quiosques e papelarias seleccionadas e nas estações de serviço da Repsol. Outros locais de venda serão anunciados em breve.

O Centro de Recuperação de Aves Selvagens inaugurado na ilha do Corvo

O Centro de Recuperação de Aves Selvagens foi ontem inaugurado na ilha do Corvo, considerada local privilegiado para observar aves marinhas. Trata-se de uma estrutura pioneira no arquipélago e de grande importância para a preservação das espécies.
O Presidente do Governo Regional aproveitou a ocasião para anunciar para breve a edição da “primeira lista abrangente das espécies dos Açores”, com milhares de espécies que demonstram a “riqueza” do arquipélago.“Para valorizar o ambiente, é necessário dá-lo a conhecer”, defendeu, destacando o projeto Sentir e Interpretar o Ambiente dos Açores Através de Recursos Auxiliares de Multimédia (SIARAM), disponível na Internet, que permite encontrar fotografias, vídeos, sons e depoimentos de especialistas sobre as características ambientais do arquipélago. Carlos César recordou que os Açores são um dos 10 melhores destinos mundiais para observação de cetáceos, mas também o sucesso do projeto que permitiu retirar o priolo (pequena ave que apenas existe no nordeste de S. Miguel) da lista de espécies criticamente ameaçadas de extinção. Para o presidente do executivo açoriano, esta é uma aposta que pode resultar num aumento das receitas baseadas no turismo da natureza, um dos principais motivos de atração dos Açores. Em declarações à Lusa, o Secretário Regional do Ambiente, Álamo Meneses, salientou que o centro ontem inaugurado, além de permitir o tratamento das aves, serve também como local de “transição entre o cativeiro e a liberdade”. Segundo Álamo Meneses, chegam anualmente ao Corvo e às Flores, as duas ilhas do Grupo Ocidental dos Açores, “milhares de aves, das quais algumas dezenas necessitam de apoio”.O primeiro ocupante do Centro de Recuperação de Aves Selvagens é um milhafre, que vivia em cativeiro no Faial e está agora a ser preparado para regressar à liberdade.
(Fonte: GaCs)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quercus São Miguel organiza Reflexões sobre a Biodiversidade



No Ano Internacional da Biodiversidade, a Quercus – Núcleo de São Miguel decidiu organizar um Pic-Nic da Biodiversidade, uma iniciativa que já se realiza em diversos países do espaço pan-europeu, desde há vários anos, com o objectivo de alertar os decisores, agentes de comunicação social, empresas e demais intervenientes para a necessidade de proteger e conservar a biodiversidade. Este evento era para ter decorrido no passado dia 5 de Outubro, no Jardim António Borges, espaço verde localizado no centro da cidade de Ponta Delgada, mas infelizmente teve que ser cancelado devido por motivos meteorológicos. Assim o evento irá ser realizado com um formato ligeiramente diferente, no próximo domingo, dia 17 de Outubro (domingo) nas instalações do Clube Naval de Ponta Delgada.
Num breve seminário, serão apresentadas algumas das principais questões que se colocam à protecção da biodiversidade na nossa região, mas também no contexto europeu e global, como a importância da sua conservação, as lacunas de conhecimento e os actuais contributos para a restauração da biodiversidade, em particular os projectos desenvolvidos por Organizações Não Governamentais como a Quercus. Durante o debate, serão abordadas as prioridades para Portugal e para a Região Autónoma dos Açores, nomeadamente a necessidade de travar a perda da biodiversidade e novas abordagens, como as relacionadas com os hábitos de consumo, com especial destaque para as questões relacionadas com a agricultura biológica. Haverá também espaço dedicado ao vegetarianismo, com os conhecimentos e experiência do Rotas Ilha Verde, pioneiro em comida vegetariana na Região.
Em seguida haverá um eco-almoço convívio vegetariano. No recinto estará disponível um Mural de pintura da Biodiversidade (espaço artístico especialmente dedicado ás crianças), com a colaboração de um dos projectos da Santa Casa da Misericórdia, bem como diversos green spots: banca de produtos da agricultura biológica (Ana Santos, Pedro Leite Pacheco e Marta Tomé), banca das plantas endémicas (gentilmente cedidas pelos Serviços Florestais do Nordeste), banca de chás (Rotas da Ilha Verde) e banca de produtos cosméticos naturais (Lotus Pharma).
Haverá também no local a possibilidade dos participantes efectuarem massagens e/ou outras terapias alternativas com a terapeuta ayurveda Alexandra Feijó.
OBJECTIVOS:
- Promover um convívio entre pessoas de diferentes áreas e ideologias, através da partilha de um debate construtivo e alargado sobre questões que a todos dizem respeito: defesa do meio ambiente, conservação da natureza e dilemas relacionados com a gestão da Biodiversidade nos Açores
- Promover o vegetarianismo e a agricultura biológica como escolhas mais saudáveis, éticas, ecológicas e humanitárias.
- Conversar sobre questões filosóficas, éticas e de desenvolvimento pessoal
- Conversar sobre soluções práticas para o mundo actual, por exemplo, estilos de vida alternativos mais naturais e saudáveis (física, mental, emocional e espiritualmente).
- Promover o respeito pelo ambiente, pelos animais e pelas pessoas.
- Promover o voluntariado e activismo, como formas de transmutar o mundo.
O QUE PODERÁ LEVAR PARA O ECO-ALMOÇO
- Comida vegetariana para partilhar (exemplos: frutas e frutos secos, sandes, saladas, sumos, bolos, bolachas, etc). Se possível dê preferência a produtos locais/regionais, provenientes de agricultura biológica e da época.
- Toalhas/mantas; talheres, copos e pratos reutilizáveis; outros...
- Livros ou artigos sobre desenvolvimento pessoal, filosofia, ética, ambiente, vegetarianismo, etc.- Máquina fotográfica
- Bicicleta
- Jogos (jogos de tabuleiro, dominó,disco, etc)
- Objectos para partilhar, doar ou trocar
- Instrumentos musicais
- Receitas vegetarianas para trocar
- Tampinhas, rolhas de cortiça, pilhas e tinteiros que tenha em casa para reciclar (estarão disponíveis embalagens de recolha)
- Amigos, colegas e familiares
PORQUÊ UM ALMOÇO VEGETARIANO?
Somos uma organização ambientalista que promove determinados valores, como o respeito pelo ambiente, pelos animais e pelas pessoas. O vegetarianismo é um tema abrangente que atinge todos os sectores da sociedade, com múltiplos benefícios para todos os seres e para o planeta.Com esta experiência e com a preciosa ajuda do Rotas ilha Verde conheça os benefícios que o vegetarianismo tem para a sua saúde, para os animais e para o ambiente.
A entrada é livre. A vista é magnífica. Estamos à sua espera!

WWF - Relatório Planeta Vivo 2010

O relatório bianual, produzido em colaboração com a Zoological Society of London e a Global Footprint Network, utiliza o Índice global Planeta Vivo para avaliar o estado de conservação de aproximadamente 8,000 populações de mais de 2,500 espécies. Este Índice global diminuiu 30% desde 1970, especialmente ao nível das espécies tropicais, cujo índice decresceu 60% em menos de 40 anos. “A taxa de perda de biodiversidade é alarmante, principalmente nos países tropicais, ao mesmo tempo que o mundo desenvolvido vive num falso paraíso, alimentado por um consumo excessivo e altas emissões de carbono,” afirma Jim Leape, Director Geral da WWF Internacional. O relatório mostra uma recuperação promissora das espécies de populações de áreas temperadas, provavelmente devido a maiores esforços de conservação e de redução da poluição e do desperdício. No entanto, as populações das espécies tropicais de água doce que foram analisadas diminuíram cerca de 70% - um declínio maior do que o verificado em qualquer espécie terrestre ou marinha.
Faça o download do relatório. Procure o seu país e compare-o com outros. Perceba o que pode fazer para diminuir a sua pegada ecológica. Veja como as espécies se comportam e a sua variação ao longo do tempo. Aprenda como a perda da biodiversidade poderá afectar a nossa vida.
Não deixe a informação nos meios académicos. Envolva-se! O planeta precisa de todos.

Fiat confirma-se como a marca mais «ecológica» da Europa

Entre as dez marcas de automóveis mais vendidas na Europa, a Fiat Automobiles é, segundo dados elaborados pela sociedade JATO, líder mundial em consultoria e investigação no campo automóvel, a que regista o valor médio mais baixo de emissões de CO2 das viaturas vendidas no primeiro semestre de 2010: 123,5 g/km. Relativamente aos números de 2009, a sociedade nascida em 1984 e presente em mais de 40 países destaca, inclusivamente. uma melhoria de 4,3 g/km nos valores obtidos pelo construtor de Turim, revela a Fiat em comunicado. Em pormenor, a Fiat precede a Toyota (128,0 g/km), a Peugeot (132,3 g/km), a Citroën (133,4 g/km), a Renault (134,6 g/km), a Ford (137,0 g/km), a Opel/Vauxhall (141,0 g/km), a Volkswagen (142,2 g/km), a Audi (154,2 g/km) e a BMW (154,5 g/km). Além deste importante resultado, a marca italiana obteve dois recordes na classificação por modelos e grupos. Embora os 20 modelos mais vendidos na Europa tenham reduzido as emissões no primeiro semestre de 2010, três modelos da Fiat estão entre os primeiros quatro classificados: em primeiro lugar ficou o Fiat 500 com um extraordinário valor de 116,0 g/km de CO2 (em relação a 2009 melhorou 3,9 g/km), seguido do Fiat Panda em segundo lugar (118,9 g/km) e do Fiat Punto (123,5 g/km) em quarto lugar.Para além disso, a Fiat Group Automobiles continua a estar em primeiro lugar também na classificação por grupos (126,2 g/km), aumentando a distância em relação à Toyota (130,0 g/km), à PSA (132,8 g/km), à Renault (136,7 g/km) e à Hyundai (138,3 g/km). Este último recorde faz da Fiat Group Automobiles o único grupo a ter já descido abaixo do valor médio europeu de 130 g/km fixado para 2015.

Hortas urbanas

O desenvolvimento sustentável enfatiza a impossibilidade de um crescimento contínuo num planeta finito e a necessidade de preservar os recursos naturais e ambientais de modo a que as gerações futuras disponham do máximo de opções para maximizar o seu bem-estar e qualidade de vida. Assim, criar uma cidade sustentável deve passar por incorporar a dimensão do ambiente no desenvolvimento da urbe, procurando deste modo alcançar uma maior justiça social, e modelos económicos e ambientais sustentáveis. Estes constituem os três aspectos chave do desenvolvimento sustentável, que devem ser considerados no desenvolvimento urbano. Considera-se que os espaços de agricultura urbana, tais como as hortas urbanas, enquanto espaços verdes, devem ser integrados no modelo de desenvolvimento das cidades.
As hortas urbanas já existem em alguns municípios do país e o cenário repete-se: hortas arranjadas com com primor, onde são cultivados uma grande diversidade de produtos hortícolas, árvores de fruto, ervas aromáticas, flores e até videiras, tudo integrado no âmbito da agricultura biológica. O aproveitamento da água da chuva também é contemplado através da instalação de reservatórios em cada um dos talhões, bem como contentores para a produção de estrume biológico. A estes benefícios ecológicos acresce a diminuição da pegada ecológica. É que um dos problemas que temos hoje nas cidades é o facto dos nossos alimentos virem de muito longe, o que implica um maior impacto ambiental devido aos transportes. Em tempos de crise, além da poupança que representa e da vantagem de estar a consumir hortícolas tratados com produtos não agressivos, este projecto traz outros benefícios como o convívio (cada vez menos nas áreas urbanas), e o contacto com a natureza, contribuindo também para a preservação da ruralidade no espaço urbano.
Outro aspecto importante é a dimensão social que estes espaços possibilitam. É que estas hortas podem ser exploradas por qualquer pessoa, mediante a atribuição por concurso. O que se verifica em muitos locais é que muitos dos utilizadores foram "transformados" em agricultores urbanos após uma vida activa exercida em áreas que nada tinham a ver com o cultivo da terra.
Estamos certos que em todos os municípios existem terrenos camarários que poderão acolher pequenas hortas. Estas possibilitam vantagens económicas, ambientais e sociais e proporcionam benefícios do ponto de vista de uma alimentação equilibrada e do combate ao stress e ao sedentarismo.
Pensamos que este é uma forma eficaz de chamar a atenção para as questões ambientais nas cidades.
Fica aqui o desafio aos municípios da ilha de São Miguel: adoptem as horas urbanas.
Ver minuto verde dedicado a esta temática.

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Ideias simples que valem apena.