segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Maior dragoeiro da ilha Terceira foi abatido ilegalmente

Foto: Diário Insular
A Terceira foi notícia, durante a semana passada, pelos piores motivos: foi abatido o maior dragoeiro (Dracaena drago L.) que se conhecia na ilha. Segundo Eduardo Dias, investigador da Universidade dos Açores, tratava-se de "um exemplar raro e com cerca e dois séculos de vida". Esta espécie endémica da Macaronésia é protegida pela Convenção de Berna e pela Directiva Habitat, logo o abate sem autorização deste dragoeiro constitui um crime ambiental que esperamos ver devidamente punido.
O aspecto mais irónico deste episódio é o infractor ser nada mais nada menos que o Ministério da Justiça, uma vez que o dragoeiro se encontrava nos terrenos onde está a ser construido o novo Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo.
Segundo o jornal "Diário Insular" a Inspecção Regional do Ambiente vai instaurar um processo à entidade que procedeu ao abate ilegal do dragoeiro. Por outro lado, a parte que resta da árvore abatida foi entregue à Universidade dos Açores a fim de ser replantada, na esperança que esta dê origem a novos exemplares.
(Fonte: Diário Insular)






quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comissão Europeia estabelece critérios para a avaliação da qualidade ambiental dos Mares da Europa

A Comissão Europeia adoptou hoje uma decisão que define os critérios para que os mares da Europa apresentem uma boa qualidade ambiental, o que ajudará os Estados-Membros a desenvolverem estratégias marinhas coordenadas para cada mar regional, assegurando a sua coerência e permitindo comparar os progressos entre as regiões. A definição dos critérios é um requisito da Directiva-Quadro «Estratégia Marinha» cujo objectivo consiste em alcançar uma boa qualidade ambiental em todas as águas marinhas da UE até 2020.
Desenvolvimento aqui.

Gravações do "Minuto verde" em São Miguel

Estão a decorrer, desde o dia 30 e até 3 de Setembro, as gravações para o Minuto Verde em S. Miguel, com a participação dos colegas Sara Campos e Francisco Ferreira.
O Minuto Verde é uma rubrica do programa Bom Dia Portugal, de emissão diária na RTP1, que resulta de uma parceria entre a televisão pública e a Quercus.
Com duração de 1 minuto, o objectivo é através de conselhos práticos e simples incentivar o cidadão a melhorar ambiente no seu dia-a-dia.
Todos os dias, um pouco antes das 9h (hora do Continente), Francisco Ferreira ou Susana Fonseca, da Quercus, dão sugestões para podermos adquirir hábitos mais ecológicos no quotidiano.
Para visualizar a rubrica Minuto Verde basta aceder ao site da RTP, através deste link.

Quercus alerta para uma completa remoção dos resíduos na zona balnear da Ponta da Ferraria

Fotografia de Nelson Raposo
A forte ondulação, verificada no último fim de semana levou à destruição de alguns decks de madeira colocados na Ponta da Ferraria no início do Verão. Estas infra-estruturas constituem um dos elementos inseridos no local com vista à revitalização de toda a zona balnear e são parte do projecto de requalificação da Ferraria, inaugurado no passado sábado e que constituiu um investimento de quatro milhões de euros.
Dada a forte ondulação que caracteriza aquele local, especialmente durante o Inverno, e já tendo ocorrido situações semelhantes no passado, achamos que seria bom repensar o tipo de infra-estrutura e sobretudo o material a utilizar.
A Quercus alerta para a necessidade de uma completa remoção dos resíduos, para que não fiquem abandonados no mar.

Sabia que...

A superfície abrangida pela agricultura biológica na União Europeia aumentou consideravelmente nos últimos anos, elevando-se, em 2008, a cerca de 4,3% da superfície agrícola utilizada da União Europeia.
Desenvolvimento aqui.
A Comissão Europeia adoptou, no passado mês de Julho, uma decisão que exige o reembolso de um total de 265,02 milhões de euros de despesas da PAC indevidamente efectuadas pelos Estados-Membros.
Desenvolvimento aqui.

Bidões colocados em ribeira retirados após denuncia da Quercus

A Quercus congratula-se com a rápida rápida actuação da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar nos esforços efectuados para a remoção dos bidões junto à Ribeira da Cruz, na ilha das Flores e esperamos que as entidades responsáveis continuem a fiscalização de outras situações de abandono ilegal de resíduos actuando em conformidade.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sigam o conselho do Sr Presidente!

O Presidente do Governo Regional salientou hoje, a propósito dos resíduos da construção e demolição, que já existem condições para a recolha e tratamento “em quase todas as ilhas. O grande desafio é fazer cumprir a obrigatoriedade da entrega dos resíduos a operadores licenciados, acabando com os depósitos vergonhosos e desnecessários nas ribeiras e nas linhas de costa”, afirmou. Carlos César falava hoje na inauguração do Centro de Valorização e Triagem de Resíduos de Construção e Demolição da Tecnovia Ambiente, LDA, na Ribeira Grande. Um investimento privado de 800 mil euros que, comparticipado pelo sistema de incentivos do Governo Regional SIDER, atingirá 1,6 milhões de euros, e que segundo o Presidente do Governo Regional significa “um passo importante na consolidação da gestão do ambiente como sector emergente na economia dos Açores”.

Primeira Reunião ERSARA - a principal preocupação centra-se na qualidade da água

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar defendeu hoje, na Horta, a necessidade dos Açores “ultrapassarem rapidamente” as restrições que ainda têm no que respeita à qualidade e disponibilidade da água para consumo público.
Em declarações à margem da primeira reunião do Conselho de Parceiros da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA), que decorreu esta tarde na ilha do Faial, Álamo Meneses adiantou que, neste momento, a principal preocupação do Governo centra-se na qualidade da água.
Antes de mais, “é preciso garantir que a água que chega a casa de todos os açorianos tenha a qualidade necessária para poder ser bebida sem qualquer restrição”, sublinhou o governante, adiantando também que, em matéria de disponibilidade, existem ainda algumas falhas nalgumas zonas do arquipélago.
Segundo Álamo Meneses, “felizmente a maioria dos concelhos já fornece água com a qualidade necessária e com a disponibilidade devida”, se bem que ainda persistam algumas restrições, que precisamos rapidamente de ultrapassar.
No âmbito da acção da ERSARA, a outra área prioritária é a da gestão dos resíduos, sobre a qual o Secretário do Ambiente diz ser necessário “haver uma grande acção no sentido de resolvermos os problemas que ainda temos, que são muitos mais do que na área da água”.
Quanto à reunião de hoje, Álamo Meneses disse ter-se tratado de uma reunião que serviu para o lançamento da ERSARA, uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa e financeira, criada pelo Decreto Legislativo Regional n.º 8/2010/A, de 5 de Março.
Para o governante açoriano, tratou-se, por assim dizer, do “lançamento constitutivo da ERSARA, que, a partir de agora, passa a funcionar com todos os seus órgãos e na plenitude das suas funções, do ponto de vista da regulação e do acompanhamento e apoio às questões da qualidade e da disponibilidade da água e da questão dos resíduos”.
Sujeita à superintendência e tutela do membro do Governo competente em matéria de ambiente, a ERSARA tem como missão exercer as funções reguladoras e orientadoras nos sectores de abastecimento público de água, das águas residuais urbanas e dos resíduos e, complementarmente, funções de fiscalização e controlo da qualidade da água para consumo humano na Região.
O Conselho de Parceiros, que efectuou hoje na Horta a sua primeira reunião, é o órgão com competência para emitir pareceres sobre todas as matérias constantes das atribuições da ERSARA e ainda sobre outras que lhe sejam submetidas pelo Conselho de Administração, sendo obrigatoriamente ouvido sobre o plano e o relatório anuais de actividades e sobre as deliberações que visem fixar tarifas, taxas ou níveis de serviço.
Integram este órgão o Presidente do Conselho de Administração, que preside, o Inspector Regional do Ambiente e um representante de cada uma das entidades sujeitas à regulação da ERSARA e de cada uma das associações de consumidores com sede na Região Autónoma dos Açores que comprovem deter mais de 100 associados.
De acordo com a lei, este órgão poderá integrar ainda especialistas dos sectores da água de abastecimento público, das águas residuais urbanas e dos resíduos, em número não superior a três, nomeados por despacho do membro do Governo Regional competente em matéria de ambiente, ouvido o Conselho de Parceiros.
(Fonte: GaCS)

Portugueses geraram 511 Kg de resíduos e reciclaram apenas 13%

Cada português reciclou, em média, no ano passado, 67 Kg de resíduos, o que corresponde a 13% dos 511 quilos de resíduos urbanos produzidos anualmente por cada cidadão - dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta percentagem corresponde a apenas cerca de 57 % da média da União Europeia. Ainda assim, de acordo com os dados do INE, em Portugal, “as quantidades de resíduos recolhidas selectivamente duplicaram” entre 2004 e 2009, fixando-se no ano passado em 600 mil toneladas, ou seja, cerca de 67 Kg de resíduos urbanos recuperados por habitante. “A evolução favorável dos últimos anos tenderá a indiciar uma trajectória de convergência com a média comunitária”, salienta o instituto. Em termos relativos, a recolha selectiva e consequente reciclagem de resíduos, “não obstante ocorrerem algumas perdas até à reciclagem, constitui a operação de gestão que no período em análise mais tem crescido em termos médios”. “As quantidades de resíduos multimateriais recolhidos selectivamente evidenciaram uma taxa média de crescimento de cerca de 15% ao ano entre 2004 e 2009, claramente superior à evidenciada para o total de resíduos gerados (três por cento)”, refere o primeiro relatório do INE sobre gestão de resíduos em Portugal. De acordo com os valores divulgados, entre 2004 e 2009, Portugal gerou 172 milhões de toneladas de resíduos, dos quais 11% (19 milhões) eram resíduos perigosos. Os resíduos sectoriais eram provenientes sobretudo da Indústria Transformadora e do Comércio e Serviços. Em 2009, a produção baixou quase 1/4 face ao ano anterior, devido sobretudo “à forte desaceleração da produção do sector da construção”, fixando-se nos 24 milhões de toneladas. Ainda assim, acrescenta, assistiu-se a um aumento de resíduos gerados pelas indústrias extractivas, em resultado do aumento da actividade de pesquisa e exploração de massas minerais (pedreiras).
(Fonte: Público online)

Gases emitidos pelas principais unidades industriais dos Açores com "redução acentuada" desde 2005

Os gases emitidos pelas principais unidades industriais dos Açores sofreram uma “diminuição acentuada” nos últimos cinco anos, encontrando-se as emissões de enxofre e de partículas muito abaixo dos valores legalmente admitidos, revelou hoje o governo regional. A melhoria resulta de um esforço conjunto dos industriais e das autoridades regionais, que acompanham desde 2005 as emissões atmosféricas das 30 maiores unidades industriais dos Açores. Relativamente às emissões de partículas, o valor médio situava-se há cinco anos em 50mg/m3 acima do que era legalmente admissível, tendo baixado atualmente para metade do que a lei permite. Esta evolução positiva envolveu a adoção de medidas para reduzir as partículas emitidas, entre as quais a instalação de equipamentos de retenção, como filtros de mangas, e a aplicação das melhores tecnologias disponíveis em cada indústria. No que se refere às emissões de enxofre, apesar dos valores médios de 2005 se situarem abaixo dos limites legais, isso não significava um cumprimento total da lei, já que alguns lotes do combustível utilizado apresentavam valores de enxofre muito elevados. A adopção de medidas como a melhoria da qualidade do combustível utilizado nos Açores, aliada a um esforço dos industriais para melhorar as emissões das suas unidades, permitiram que atualmente estejam a ser emitidos, em média, 1100 mg/m3, quando o limite legal é de 2700 mg/m3. O terceiro elemento poluente das emissões atmosféricas das unidades industriais é o óxido de azoto, que nunca foi um problema nos Açores. Apesar de não se terem registado reduções desde 2005, as emissões encontram-se dentro dos valores admitidos por lei.Na sequência da divulgação destes dados, o Director Regional do Ambiente, Frederico Cardigos, considerou que os Açores se tornaram numa região “ambientalmente muito interessante sob o ponto de vista industrial”.
(Fonte: Lusa)