segunda-feira, 12 de julho de 2010

Abertas as candidaturas para a 5º Edição do Mestrado em “Estudos Integrados dos Oceanos” (MEIO)

Estão abertas as candidaturas para a 5ª Edição (Ano lectivo 2010-2011) do Mestrado do DOP em “Estudos Integrados dos Oceanos” (MEIO).
As candidaturas encontram-se abertas desde 18 de Junho até 29 de Agosto de 2010. A selecção e seriação dos alunos será efectuada até 8 de Setembro (inclusive). A divulgação da lista será feita no dia 10 de Setembro, estando o início das aulas previsto para o dia 5 Outubro. 
Para mais informações e condições de acesso, os interessados podem encontrar informações detalhadas aqui.

Descobertas novas espécies no mar dos Açores

Um grupo de cientistas acaba de regressar de uma missão científica com amostras de animais raros e mais de 10 possíveis novas espécies, numa área pesquisada entre os Açores e a Islândia. Esta viagem tem a particularidade de revolucionar o pensamento sobre a vida de profundidade no Oceano Atlântico. Os cientistas completavam a última etapa do MAR-ECO, um programa de pesquisa internacional, que faz parte do Censo da Vida Marinha. O programa visa melhorar a compreensão da ecologia dos animais ao longo da Dorsal Meso-atlântica entre a Islândia e os Açores. A Universidade de Aberdeen, responsável pela expedição, assegura a contribuição do Reino Unido para a última etapa do MAR-ECO. O projecto envolveu cientistas de 16 países, entre os quais Pedro Ribeiro, do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores. Durante mais de 300 horas de mergulho com o Isis, veículo operado remotamente, visitaram-se profundidades entre 700 e 3600 metros. Os investigadores examinaram planícies, precipícios e encostas da serra gigante que separa o Oceano Atlântico em duas metades, Leste e Oeste. De acordo com os cientistas, no Nordeste, ouriços-do-mar eram dominantes nas planícies e as depressões eram coloridas por esponjas, corais e outras espécies. Já no Noroeste, as depressões eram dominadas por rochas cinza, com muito menos vida. As planícies são o habitat de enteropneustas de águas profundas, um tipo de invertebrado com o cordão dorsal pouco desenvolvido. Apenas algumas espécies, do Oceano Pacífico, eram conhecidas. Esses animais integram um grupo pouco conhecido próximo do ainda desconhecido elo evolutivo entre animais invertebrados e vertebrados. Foram descobertas três novas espécies do grupo. Pepinos do mar, normalmente vistos rastejando lentamente nas planícies abissais do leito do oceano, foram encontrados em declives íngremes e sob as pedras da cadeia de montanhas submarina. Os cientistas ficaram surpresos com a agilidade e velocidade dos animais. As descobertas mostram, segundo os cientistas,que se deve estudar não somente as águas das margens, mas também as montanhas e os vales no meio dos oceanos. Pedro Ribeiro, do DOP, foi o único português a integrar a missão científica. Refere que se percorreram áreas que nunca haviam sido exploradas, tendo sido feito o levantamento de mais de 50 mil metros quadrados do fundo marinho. Foram recolhidos dados em vídeo e algumas amostras para confirmação das espécies. “Segundo as primeiras análises estamos perante não só de um maior número de espécies do que julgávamos, como algumas das espécies serão novas para a ciência. Explorámos habitats que nunca antes tinham sido explorados em quaisquer outras missões científicas”, testemunhou ao Açoriano Oriental. Pedro Ribeiro ficou particularmente surpreendido com uma área com cerca de dois quilómetros, ao longo de uma ravina, a 2500 metros de profundidade que estava literalmente coberta de esponjas e corais. “Isto é surpreendente porque à medida que vamos descendo de profundidade vamos tendo cada vez menos vida.Durante horas percorremos uma parede vertical completamente coberta”. Pedro Ribeiro lamenta não lhe ter sido possível proceder à recolha de amostras no âmbito desta expedição científica. (AO)

Prémio Frias Martins entregue a quatro alunos de escolas açorianas

O Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Biólogos entregou ontem o Prémio Frias Martins a quatro alunos de escolas do arquipélago, que vão poder participar numa expedição científica com investigadores de renome nacional e internacional. André Rocha, da Escola EB 2/3 Padre João José do Amaral (5.º ano); João Ricardo Mendonça, da Escola Básica e Secundária de Santa Maria (6.º ano); Diana Teixeira, da Escola Secundária das Laranjeiras (7.º ano) e Ângela Massa, da EBI dos Arrifes (9.º ano) foram os alunos distinguidos com este prémio, que pretende estimular a excelência no ensino e a aprendizagem da Biologia. “A nossa intenção é reconhecer e premiar o mérito, que é cada vez mais raro num país onde existe um laxismo tremendo”, afirmou Sérgio Ávila, presidente da Ordem dos Biólogos nos Açores. A escolha dos melhores alunos compete aos docentes das escolas que o Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Biólogos seleccionar em cada ano, tendo nesta primeira edição do Prémio Frias Martins sido escolhidas três escolas de São Miguel e uma de Santa Maria. Os quatro vencedores, além de receberem 250 euros cada e um conjunto de obras sobre Biologia dos Açores, vão participar, entre 16 e 19 de Julho, nos trabalhos da expedição científica ‘Palaeontology in Atlantic Islands’, que se realiza na ilha da Santa Maria, que será uma oportunidade única de aprendizagem para os jovens alunos. O prémio instituído pela Ordem dos Biólogos nos Açores é uma homenagem a António Manuel Frias Martins, professor catedrático da Universidade dos Açores, considerado um dos mais importantes investigadores açorianos da actualidade. (lusa)

Seminário “Porque o óleo tem mais vidas” em Ponta Delgada dia 14 de Julho


Programa:

9h15 Recepção dos participantes e entrega da documentação

9h30 Sessão de abertura presidida pelo Director Regional do Ambiente, Dr. Frederico Cardigos
10h00 O Sistema de Gestão de Óleos Usados nos Açores – SIGOUA – Eng.ª José Paiva – Administrador do Grupo Bensaude
10h20 A gestão de óleos usados em Portugal – Dr. Aníbal – Gerente Delegado da Sogilub, Lda.
10h40 Coffee-Break
11h00 Soluções inovadoras de valorização de óleos usados e o princípio de life cycle thinking – o caso dos Açores – Eng.º Pedro Nazareth – Associate Partner da 3 Drivers 
11h20 O paradigma energético e as soluções energéticas do futuro – Eng.º António Comprido – Secretário Geral da APETRO
11h40 Debate
12h00 Sessão de encerramento – Dr. Aníbal Vicente – Gerente Delegado da Sogilub, Lda.

 Inscrições de carácter gratuito deverão ser efectuadas através do nº 808 205 500  

E porque é tempo de férias...


Uma sugestão da Revista GINGKO.

sábado, 10 de julho de 2010

Indagação

Na morta biosfera
o fantasma do pássaro
inquiriu
ao fantasma da árvore
que não lhe respondeu):
A Primavera já era
ou ainda não nasceu?

Carlos Drummond de Andrade – 1978

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Festivais de Verão: mais musica e menos ambiente.






A Quercus São Miguel andou pelos festivais no Verão passado e constatou que a moda pela defesa do ambiente também está a chegar a estes eventos, mas a um ritmo bem mais lento do que a música. Há já alguns organizadores a apostar cada vez mais na vertente ambiental, como a exibição de documentários ambientais e a construção de casas de banho secas.
No ano passado procuramos sensibilizar o público para um consumo responsável através da colocação de faixas com slogans e da projecção de pequenos filmes, no recinto de alguns eventos, a apelar às boas práticas ambientais. Além disso a Quercus disponibilizou um livro branco no qual o público poderia participar mais activamente através da denúncia de situações de ameaça ambiental, sugestões ou questões que tivessem em relação ao tema ambiente. Estivemos também envolvidos, num dos festivais, na recolha de lixo no recinto a par com a organização.
Sabemos que é impossível não poluir mas é nossa convicção de que é possível poluir menos e que é possível aliar o divertimento e a protecção da natureza.
Foi com grande desagrado que pudemos constatar que ainda não está incutido em muitos jovens o hábito de colocar o lixo nos caixotes, mesmo quando estes se encontram a escassos metros. Como resultado víamos o recinto repleto de copos de plástico e garrafas (que são de venda proibida nestes eventos) após cada concerto.
É verdade que as organizações dos festivais encarregam-se de deixar os locais como estavam anteriormente mas é lamentável a desresponsabilização por parte de muitos dos participantes, demonstrando um total desconhecimento e desrespeito por parte das regras ambientais.
Outro dos pontos negativos que observamos foi a recolha selectiva diária de lixo, que falha redondamente, quer por falta de colaboração do público quer por parte das Câmaras Municipais, que não disponibilizam o número de contentores necessários e que não disponibilizam um serviço de recolha de acordo com as necessidades e horários dos festivais, o que origina uma acumulação desastrosa de lixo ao lado dos contentores.
Por exemplo, na 25ª edição do festival Maré de Agosto, as fotos mostram a quantidade de lixo existente no recinto após os concertos, não obstante a organização ter colocado uma quantidade de pontos de recolha que a nosso ver seria suficiente para não se verificar um cenário tão triste. Outras questões para que nos alertaram na altura incluem o consumo não racional de água por parte dos campistas e os esgotos na praia Formosa devido ao deficiente funcionamento da etar.
Raros serão os eventos culturais que possuem palcos tão privilegiados e uma envolvência tão exuberante, como por exemplo os festivais nas Sete Cidades ou a Maré de Agosto. O mínimo seria em jeito de "agradecimento" tratar bem os locais que acolhem anualmente tantos jovens.
Entretanto deixamos algumas sugestões e aguardamos pelas vossas.
- Banir os copos de plástico e vender à entrada um copo/caneca que sirva para todo o festival ou criar parcerias entre a organização dos festivais e as cervejeiras de modo a obter um benefício/desconto em troca de x quantidade de copos.
- Criação de oficinas/ateliers de artesanato onde seja possível transformar o lixo em arte, despertando assim o interesse não só pelas artes, mas também a consciência ecológica na preservação do meio ambiente.
- Consumo racional de água nos acampamentos
- Assegurar a fiscalização de zonas protegidas (lagoas)
- Insistir com campanhas de sensibilização ambiental e de recolha de lixo.
Esperamos que neste Verão a qualidade ambiental dos festivais seja tão boa quanto a musical!

Quercus aplaude medida europeia de eficiência energética

Desde o passado dia 1 de Julho, que os frigoríficos, arcas e congeladores domésticos com classe energética inferior a A deixaram de poder ser colocados no mercado em toda a União Europeia, uma nova regra estabelecida pela Directiva Ecodesign e aplaudida pela Quercus que, no entanto, permite o escoamento dos equipamentos com classificações inferiores já existentes no mercado.
Até agora, entravam no mercado de todos os Estados-membros equipamentos de frio com classes energéticas compreendidas entre A (incluindo A+ e A++) e G, embora em Portugal seja raro encontrar classes abaixo do C. Com a aprovação desta regulamentação, os frigoríficos, arcas e congeladores menos eficientes serão descontinuados e, assim que desaparecerem do mercado, a escolha será apenas entre equipamentos de frio com classe A (o pior), A+ e A++ (o melhor). Uma nova distinção que obrigará a um reforço da atenção por parte dos consumidores na altura de renovar os seus equipamentos de frio.
Em Portugal, os equipamentos de frio são responsáveis por cerca de 32% do consumo total de energia eléctrica no sector doméstico e estão presentes na totalidade das habitações portuguesas.
Como tal, descontinuar a produção e venda de electrodomésticos pouco eficientes em termos de consumo eléctrico é um importante passo rumo a um futuro energeticamente eficiente, dando um grande contributo na redução da factura de electricidade das famílias e do impacto ambiental a ela associado. 
Na página Topten é possível ao consumidor conhecer os dez frigoríficos, arcas e congeladores com maior eficiência energética no mercado nacional, sendo que as marcas mais representadas em Topten.pt são a Liebherr, a Bosch, a Whirlpool e a Miele.
Estes rankings são renovados regularmente, estando prevista uma actualização dos frigoríficos até ao final deste ano.
Para facilitar a consulta a categoria está dividida em oito subcategorias: duas para os congeladores de encastre, três para os congeladores de instalação livre e três para as arcas horizontais.
Na selecção dos modelos, a eficiência energética foi o critério fundamental. Apesar de, no caso dos equipamentos de frio, esta classificação poder variar entre as classes A++ e G, no Topten apenas são contempladas as arcas congeladoras detentoras das classificações A++ e A+, à semelhança do que acontece com os frigoríficos.
Os modelos estão dispostos de acordo com o seu índice de eficiência energética, podendo esta apresentação ser ordenada segundo outro parâmetro, como o volume ou o preço. 
Foram também considerados na elaboração do ranking factores como o ciclo de vida dos produtos, os impactes na saúde, no ambiente e o desempenho.
Além de orientar o consumidor para uma compra mais responsável, o Topten.pt disponibiliza ainda um conjunto de recomendações relacionadas com a instalação, utilização, manutenção dos equipamentos, bem como a melhor forma de o encaminhar no fim da sua vida útil.
O Topten.pt está inserido no projecto europeu Euro-Topten Plus, que reúne 20 parceiros de 16 países na tentativa de mostrar aos consumidores que estes têm um papel activo no combate às alterações climáticas, através das escolhas do seu dia-a-dia. Esta é também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados.

Renováveis representam 62% da capacidade energia instalada

As fontes renováveis, sobretudo a energia eólica, representaram 62% da capacidade de gerar electricidade instalada na União Europeia em 2009, segundo um estudo publicado pela Comissão Europeia. 
De acordo com o estudo elaborado pelo centro de investigação Joint Research Center, da União Europeia, em 2008, 57% dos geradores de electricidade instalados tinham origem renovável, número que passou para 62% em 2009. 
Pelo segundo ano consecutivo a energia eólica foi a fonte de energia renovável mais instalada (38% do total), seguida das fotovoltaica (21%), biomassa (2,1%), incineração de resíduos (1,6%) e nuclear (1,6%). 
As energias renováveis representam 19,9% da electricidade consumida na Europa no ano passado. Destas, 11,6% referiam-se a energia hídrica, 4,2%, a eólica, 3,5% a biomassa e 0,4% a solar. 
O Executivo comunitário espera que as novas instalações permitam uma produção anual de energia de 28 terawatts por hora no caso das instalações de gás e 20,0 e 5,6 terawatts por hora para as energias eólica e fotovoltaica, respectivamente.
Caso se mantenha a tendência anual de crescimento, a Comissão Europeia espera que, em 2020, 1,400 terawatts por hora sejam gerados a partir de fontes renováveis, ou seja, 35 a 40% do consumo total de electricidade da União Europeia. 
No entanto, para chegar a esse patamar, Bruxelas afirma que é necessário melhorar o acesso às redes, assim como dar mais apoios públicos à investigação e à adaptação dos sistemas actuais a energias renováveis. 
Diário Digital / Lusa 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Agenda Europeia do Ambiente

RAPID* - EDIÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA EM PORTUGAL

Comissão anuncia limites máximos das licenças de emissão na UE em 2013
Nos termos da legislação em vigor, a Comissão Europeia deve fixar a quantidade total de licenças de emissão na UE para o ano de 2013 com base nas quantidades totais de emissões efectuadas de acordo com os planos nacionais de atribuição de licenças de emissão para o período 2008-2012. A decisão da Comissão sobre o limite máximo para as emissões na União Europeia em 2013, pode ser consultada aqui.

Parlamento Europeu quer legislação específica sobre bio-resíduos
O Parlamento Europeu instou na passada terça-feira a Comissão Europeia a avançar com uma proposta de lei específica sobre bio-resíduos até final do ano, que estipule a obrigatoriedade de um sistema de recolha selectiva e a reciclagem.
A recomendação surge num relatório elaborado pelo eurodeputado português José Manuel Fernandes, e aprovado na terça-feira no hemiciclo de Estrasburgo, que defende a necessidade de harmonizar, simplificar e tornar mais clara «uma legislação que está dispersa, em vários textos legislativos», através de uma nova directiva (lei comunitária) específica sobre os bio-resíduos.
Sublinhando o facto de os bio-resíduos representarem mais de 30 % dos resíduos sólidos urbanos, o Parlamento recomenda ao executivo comunitário que elabore, até final de 2010, uma proposta de lei que, entre outros aspectos, inclua a obrigatoriedade de um sistema de recolha selectiva para os Estados-Membros, salvo nos casos em que esta não seja a melhor opção do ponto de vista ambiental e económico.
A assembleia defende que a directiva contemple também a reciclagem de bio-resíduos e um sistema de classificação da qualidade dos diferentes compostos resultantes dos bio-resíduos.
Por fim, o Parlamento defende ainda que a Comissão e os Estados-Membros devem promover acções de sensibilização ambiental no domínio dos bio-resíduos, em particular nas escolas e instituições de ensino superior, a fim de incentivar a gestão sustentável dos resíduos sólidos urbanos e de sensibilizar os cidadãos para as vantagens da recolha selectiva.

Comissão lança consulta pública sobre a revisão das formas de avaliação do impacto ambiental
A Comissão Europeia lançou uma vasta consulta pública sobre a revisão da legislação relativa à avaliação do impacto ambiental. O objectivo é analisar a forma de verificação preliminar dos projectos, a qualidade do processo de avaliação, a harmonização das exigências de avaliação entre Estados-Membros, as dificuldades transnacionais encontradas, o papel das autoridades competentes e a criação de sinergias com as outras políticas da UE, nomeadamente as alterações climáticas e a biodiversidade. Os interessados podem participar na consulta até 24 de Setembro de 2010. O questionário está disponível em 22 línguas oficiais da União Europeia.
(Desenvolvimento em IP/10/901)

Comissão saúda aprovação pelo Parlamento Europeu do novo quadro legal dos sistemas de transporte inteligentes
A Comissão Europeia congratulou-se com votação de hoje do Parlamento Europeu, favorável a um novo quadro legal para os sistemas de transporte inteligentes. Estes sistemas podem contribuir significativamente para um sistema de transportes mais ecológico, mais seguro e mais eficiente. A directiva hoje adoptada irá acelerar a implantação de tecnologias de transporte inovadoras em toda a Europa.
(Desenvolvimento em IP/10/891)