quinta-feira, 8 de julho de 2010

Novo poço reforça produção de energia geotérmica

A Sociedade Geotérmica dos Açores anunciou, na passada sexta-feira, o início da exploração de um novo poço na Central da Ribeira Grande, ilha de S. Miguel, que permitirá aumentar a sua produção em 26 GWh. 
Traduzindo, quer dizer, segundo a empresa gestora da única unidade portuguesa de produção de electricidade com recurso ao aproveitamento de recursos geotérmicos, isto é, com energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, a exploração do novo furo vai traduzir-se numa poupança anual de 6 mil toneladas de fuelóleo e numa redução de emissões de dióxido de carbono em 18 mil toneladas.
A execução de novos poços no campo geotérmico da Ribeira Grande integra-se nos projectos de expansão da capacidade produção de electricidade com recurso a esta fonte renovável, inscritos no objectivo estratégico regional de reforço da autonomia energética regional.

Notícia  aqui.

O Priolo esteve na Antena 1 esta semana

Foto de Pedro Monteiro

A Antena 1 esteve na Floresta Laurissilva dos Açores e desenvolveu um reportagem bastante completa e interessante sobre a sua importância e do seu indissociável habitante - o Priolo. Para além de falarem da distinção de que foi alvo o projecto ao ser considerado um dos melhores projectos LIFE da Europa, entrevistaram também técnicos e cianças que convivem diariamente com a realidade no seu dia-a-dia. Oiça a reportagem e fique a saber um pouco mais acerca desta ave misteriosa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fraldas reutilizáveis - a primeira escolha ecológica para o seu bebé


Um bebé que use fraldas reutilizáveis em vez de descartáveis produz menos oito quilos de lixo por semana, revela a Quercus.
Ao fim de dois anos e meio, tempo médio de utilização de fraldas, cada bebé terá produzido uma média de uma tonelada de resíduos. Em Portugal, nascem cerca de cem mil bebés por anos, serão 40 mil toneladas por ano.
Actualmente, as fraldas descartáveis correspondem a cerca de 5% dos Resíduos Sólidos Urbanos, que são encaminhados para aterro ou incineração, uma vez que não existe reciclagem em Portugal para este tipo de material. Daí a necessidade de se apostar em produtos duráveis, reutilizáveis, confortáveis e amigos do ambiente.
A Quercus iniciou, em 2009, uma Campanha de Promoção para a utilização de Fraldas Reutilizáveis, medida prevista pelo Programa de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU) do Ministério do Ambiente.
Estas fraldas já se encontram disponíveis no mercado e além de serem vantajosas para o ambiente, também são para os bolsos dos papás, já que são mais baratas do que as descartáveis (em 2,5 anos poupa cerca de 1400€) e, além disso, não necessita de estar sempre a comprar fraldas.
Ficam aqui as sugestões na fraldas&companhia e das fraldas Blueberry, à venda na Lotuspharma, com descontos para sócios da Quercus, mediante a apresentação do cartão de sócio.

7 Maravilhas Naturais de Portugal

A New 7 Wonders Portugal acaba de actualizar os números referentes à votação nas “7 Maravilhas Naturais de Portugal®”. 
Entre 7 de Março, data em que teve início a votação pública, e 7 de Julho já foram registados cerca de 200.000 votos. A disputa entre as 21 finalistas, em cada uma das 7 categorias, é cada vez maior, com algumas candidatas separadas por um número reduzido de votos.
Neste momento, na categoria de “Zonas Aquáticas”, o Arquipélago das Berlengas e a Ria Formosa estão muito próximos, bem como o Parque Nacional da Peneda-Gêres e a Reserva Natural da Lagoa do Zona, na categoria de “Zonas Protegidas”. No caso das “Florestas e Matas”, a diferença de votos entre as três finalistas é também mínima.
Se a votação terminasse hoje, estes candidatos seriam as “7 Maravilhas Naturais de Portugal®”: Grutas de Mira D’Aire (Grutas e Cavernas); Lagoa das Sete Cidades (Zonas Aquáticas Não Marinhas); Portinho da Arrábida (Praias e Falésias); Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico (Grandes Relevos); Parque Nacional da Peneda-Gêres (Zonas Protegidas); Arquipélago das Berlengas (Zonas Marinhas); e Paisagem Cultural de Sintra – Património da Humanidade (Florestas e Matas).
A votação pode ser realizada por internet (no site www.7maravilhas.pt), por SMS ou por chamada telefónica. Nos casos de votação por SMS e por telefone, existem números designados para cada uma das 21 Maravilhas a concurso e cada votante elege apenas uma, sendo considerados todos os registos.
Recorde-se que a votação vai prolongar-se até 7 de Setembro de 2010.
As vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos em cada categoria e não serão eleitas mais do que duas Maravilhas por região. As “7 Maravilhas Naturais de Portugal®” são conhecidas a 11 de Setembro de 2010, numa cerimónia única a ter lugar na Ilha de S. Miguel.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quercus recebe voto de congratulação da Assembleia Municipal da Horta

Agradecemos o voto de congratulação, por iniciativa do Grupo Municipal do PS Horta, no âmbito da organização das Olimpíadas do Ambiente, cuja final nacional decorreu na Horta. Só é pena, que outros políticos do mesmo partido/governo não percebam a importância da Quercus...

Prometemos continuar a contribuir para a consciencialização ambiental da nossa região.

I am not loving it!

Meat.Org - O site que a indústria de carnes não quer que você conheça.

Obrigada António.

O mais pequeno visitante das Portas do Mar

Clic Açores – Prémio de Fotografia para Turistas

Concurso promovido pelo Governo dos Açores em parceria com a Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores e especialmente vocacionada para os Turistas que visitem a Região durante o ano de 2010.
Poderão concorrer ao “Clic Açores – Prémio de Fotografia para Turistas” quaisquer pessoas que, não residentes na Região Autónoma dos Açores e provenientes de países europeus, visitem o nosso arquipélago durante o ano de 2010, as quais podem enviar as suas fotografias a concurso até 15 de Novembro de 2010. Os melhores 40 trabalhos serão incluídos numa publicação e exposição especialmente concebidas e ao primeiro prémio será atribuída uma viagem de regresso aos Açores, com estadia de uma semana.
Mais ionformações aqui. 

domingo, 4 de julho de 2010

Inovações como o iPad podem ajudar a aumentar o efeito de estufa


Afinal, novas tecnologias podem não ser tão amigas do ambiente como anunciavam os fabricantes.  A associação ambientalista Greenpeace diz que o efeito de "computação em nuvem" aumenta a produção de gases prejudiciais para o meio ambiente e que contribuem para o aquecimento global.
Poderão afinal os novos aparelhos tecnológicos ajudar aumentar a emissão dos gases com efeito de estufa? Segundo a Greenpeace, podem, embora não directamente. Novos produtos como o iPad, da Apple, são aparentemente mais amigos do ambiente mas, indirectamente, estão contribuir para o consumo de energia e para o aumento da emissão de gases prejudiciais para a atmosfera.

Na origem do problema está o contributo destas inovações para as emissões produzidas pelo fenómeno cloud computing (computação em nuvem), ou seja, armazenamento de dados na Web (ver definição em baixo). Segundo um estudo da Greenpeace divulgado em Março passado, que parte do lançamento do iPad, o crescimento de fenómenos de computação em nuvem, que recorre a grandes aparelhos de armazenamento, irá contribuir nos próximos anos para um forte aumento da emissão de gases com efeito de estufa.
Sendo o iPad um importante utilizador da tecnologia de computação em nuvem - já que o seu principal objectivo é fazer o download de vídeos, música e livros para o dispositivo -, a Greenpeace crê que esta inovação é um "prenúncio daquilo que está para vir".

O relatório (Make IT Green - Cloud Computing and its contribution to climate change ) baseia--se em pesquisas anteriores para o sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e explica que, face às actuais taxas de crescimento dos centros de dados e redes de telecomunicações, em 2020 o sector consumirá cerca de 1,963 mil milhões de quilowatts de electricidade por hora. E produzirá aproximadamente 1034 megatoneladas de CO2 equivalente.

Segundo a organização mundial, este consumo horário de electricidade implicará mais do triplo do consumo actual das tecnologias de informação. E será maior do que o actual consumo de electricidade feito por países como França, Alemanha, Canadá e Brasil todos juntos.

No documento, outra das preocupações avançadas pela Greenpeace é o aumento da pegada de carbono. Citando estudos produzidos pelo Grupo Climático, a organização recorda que as estimativas apontam para uma emissão de carbono, do sector das TIC em 2020, na ordem das 1430 megatoneladas de CO2 equivalente.

Destas, cerca de 815 megatoneladas serão produzidas pelos computadores e respectivos periféricos. Em 2007, ano de comparação usado pelo Grupo Climático no estudo SMART 2020, as emissões eram de 830 megatoneladas de CO2 equivalente.

Segundo este estudo, entre 2007 e 2020 o número de proprietários de computadores no mundo irá quadruplicar, passando para quatro mil milhões de aparelhos, enquanto as emissões vão aumentar para o dobro. Já o número de utilizadores de telemóveis irá subir para os cinco mil milhões em 2020, quase o dobro dos existentes em 2007.

Mas o relatório SMART 2020 mostra também como as empresas do sector das tecnologias de informação podem contribuir para reduzir as emissões dos gases com efeito de estufa.
E garante que este sector poderá contribuir, em 2020, com uma redução na ordem dos 15%, ou seja, uma poupança de 7,8 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente.
O que, frisa a Greenpeace, permitiria que o aumento da temperatura no início da próxima década ficasse abaixo dos dois graus.

Segundo as contas do relatório, as poupanças podem ser de 1,68 gigatoneladas ao nível das apostas em edifícios mais inteligentes ou de 1,52 gigatoneladas com a optimização da logística.
Mas há outras medidas que, parecendo insignificantes, representam ganhos a nível económico. Mais em concreto a poupança de 0,14 gigatoneladas de CO2 equivalente com o recurso a videoconferências, 0,60 gigatoneladas com a optimização dos transportes e 0,22 com o teletrabalho.

A Greenpeace conclui que, embora sejam as empresas como a Microsoft, a Apple, Yahoo ou Google aquelas - no sector das tecnologias - que mais contribuem para o aumento das emissões que provocam o efeito de estufa, também são as principais responsáveis pela diminuição da pegada ecológica.
"Tendo em conta a actual expansão do fenómeno de cloud computing, a indústria TIC tem igualmente de controlar a sua pegada de carbono", salienta a associação ambientalista.

DN

Quercus participa no Conselho Consultivo da SPRAÇORES

O Núcleo Regional da Quercus - São Miguel, participou, na passada quinta feira, na primeira reunião do Conselho Consultivo da SPRAÇORES - Sociedade de Promoção e Gestão Ambiental, responsável pelos planos de ordenamento das bacias hidrográficas de Sete Cidades e Furnas.

Durante a reunião procedeu-se à votação do Presidente e do Secretário, tendo sido eleitos o Director Regional do Ambiente como Presidente e a Quercus - São Miguel, como Secretário.

Como sempre defendemos, temos o maior interesse em participar e colaborar com todas as entidades, pois queremos ser uma influência positiva nas políticas e acções ambientais. Estaremos atentos e iremos propor algumas medidas que nos parecem importantes. Assim, deixo também o apelo para que nos remetam sugestões, opiniões e críticas, de modo a este processo ser o mais partilhado, transparente e produtivo possível.

Ficamos a aguardar.