quarta-feira, 30 de junho de 2010

Transformar óleo em velas

Aliando o gosto pela questão ambiental e um design inovador, o criador portugês Mário Silva inventou um aparelho doméstico - a oon caldlemaker - que transforma óleos e azeites alimentares usados em velas. Este, que é habitualmente um resíduo ingrato de tratar, pode agora ser transformando em velas decorativas de diferentes formas, tamanhos, cores e aromas - as velas oonique.
A oon candlemaker é a primeira solução de reciclagem doméstica do mundo, que transforma um resíduo num novo produto útil aos consumidores, dando asim início à concretização do seu mantra - "making people love their waste" (fazer as pessoas apaixonarem-se pelo seu lixo).
Este produto pode ser adquirido na lojadigital oonsolutions, onde é possível também ter acesso a todos os produtos desta marca, como as oon candlepods - pastilhas disponíveis em sete variedades de cores e aromas; ou ainda as oon candleholders - recipientes para velas, em vidro 100% reciclado; ou mesmo as oonique candles - um conjunto de velas já produzidas e envolvidas numa embalagem apelativa.
Sabia que um litro de óleo usado contamina um milhão de litros de água - a quantidade que uma pessoa utiliza durante 14 anos?

Novas regras da UE para a rotulagem de produtos biológicos entram amanhã em vigor

As novas regras da UE relativas à rotulagem dos produtos biológicos, incluindo o requisito de aposição do novo logótipo biológico da UE, entram amanhã em vigor. O novo símbolo, conhecido por "Eurofolha", será obrigatório para os alimentos biológicos pré-embalados produzidos em qualquer dos Estados-Membros da UE que satisfaçam as condições exigidas. Juntamente com o novo rótulo da UE, continuarão a figurar outros logótipos privados, regionais ou nacionais. No caso dos produtos biológicos não embalados e importados, a aposição do logótipo continua a ser facultativa. Para além do logótipo, as novas regras de rotulagem prevêem igualmente a indicação obrigatória do local de cultivo dos ingredientes e do código do organismo de controlo. Os produtores dispõem de um período de transição de dois anos para cumprirem as novas regras de rotulagem. São também introduzidas, pela primeira vez, normas em matéria de aquicultura biológica.
(Desenvolvimento em IP/10/861)

RIP Calheta

O povo quer(?), o político sonha e a obra nasce.
O futuro porto de recreio destroi paisagem natural (Rocha da Calheta, Lajes - Ilha das Flores). O custo do progresso, dirão alguns.
As modas, a vontade de alguns caciques locais, o voto fácil, o nivelar por baixo (pela bitola dos caprichos de algum povinho), as questões ambientais à mercê do combate político-partidário, o proliferar do betão, as obras mal pensadas, a descaracterização da orla costeira, a (falsa) bandeira do progresso. Digo eu.
Para quem não conhece, no interior daquela formação rochosa, existia um pequeno poço, de água límpida onde se podiam observar peixes, caranguejos, ouriços, entre outras espécies. Era "um pequeno aquário" onde eu e muitas das crianças tivemos a sorte de poder nadar.
O areal que se vê ao fundo é a chamada praia da Calheta, formada aquando a construção do porto das Lajes. Anteriormente os banhistas nadavam nas antigas poças (diversas piscinas naturais que ficaram soterradas com a obra do porto).
A praia apresenta algumas limitações, nomeadamente o facto de se encontrar na proximidade do porto e junto à foz de uma ribeira. Por estes motivos, esta zona nunca foi oficialmente classificada como praia, nunca foram efectuadas grandes obras com vista à melhoria das suas condições e nunca foi vigiada. Apesar disso, as análises comprovam que a qualidade da água durante o Verão é boa e este é o local onde acorrem muitos banhistas.
Agora a questão da utilidade pública:
Dada a geografia da ilha, existem poucas zonas balneares. No concelho das Lajes além deste local existe apenas a zona balnear da Fajã Grande, que fica a 18 km.
As crianças das freguesias da Fazenda, Lomba e Lajes quase de certeza que aprenderam a nadar nas Lajes neste local, cuja qualidade da água, fica agora comprometida. Onde vão aprender a nadar os meninos e meninas de agora? Em água contaminada ou sujeitam-se a andar 18 km para ir a banhos, os que tiverem transporte, claro. Outras alternativas: uma piscina coberta que está a ser construída. Artificial, para combinar com o resto.
Estarei a levar para o lado pessoal e emocional? Sim. Sepultaram a calheta da nossa infância...







Governo anuncia projecto de 100 milhões para gerir resíduos

Um projecto para resolver estruturalmente o problema da gestão dos resíduos nas ilhas vai contar com a colaboração de autarquias e privados. Um projecto, já em execução, através da construção de centros de resíduos em todas as ilhas, e que vai representar mais de 100 milhões de euros de investimento, beneficiando de um reforço de fundos comunitários “já acordados com o Governo da República”. Afirmou o presidente do governo regional, durante a visita estatutária à ilha do Pico. Carlos César disse também poder contar com a colaboração das autarquias e dos privados, para levar a bom porto este projecto de recuperação e conservação ambiental. Ao todo, a Região vai receber de Bruxelas cem milhões de euros para este projecto, contando depois com as autarquias e com os privados para entrarem no negócio. O projecto já foi aprovado pela União Europeia e está agora na parte final de elaboração. Trata-se de um projecto global, que vai incluir todas as ilhas dos Açores, e onde o encaminhamento dos resíduos vai ser uma opção nas ilhas mais pequenas. Na prática, Terceira e São Miguel vão funcionar como destinos finais para os resíduos e o governo prevê que 30 por cento desses lixos sejam exportados, sendo um terço tratado nos Açores e o restante reciclado. Os centros do Corvo, Flores e Graciosa já estão em fase de adjudicação dos projectos, no entanto, ainda sem conclusão para o final das obras em todas as ilhas. (Fonte: AO)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

MicoGrower – Cultive os seus cogumelos em casa

A oferta de produtos biológicos em Portugal é cada vez maior. Exemplo disso é o inovador kit Micogrower de produção doméstica de cogumelos,  comercializado pela empresa lusa Micoplant. O produto é apresentado sob as vantagens de: permitir observar o processo de crescimento e formação de cogumelos, por permitir a produção e consumo de cogumelos orgânicos, frescos, saborosos e de elevada qualidade. 
Este KIT apresenta-se pronto a produzir a espécie Pleurotus Ostreatus. No seu interior encontra-se um substrato já inoculado de elevada qualidade, que apenas necessita de alguns cuidados especiais relacionados com as condições climatéricas, que variam, de acordo com a estação do ano, ou seja, no Inverno deve-se escolher um local quente e no Verão um local fresco. 
Para a produção de cogumelos apenas é necessário efectuar duas aberturas laterais nos locais indicados em forma de cruz, para permitir a saída dos cogumelos. 22 a 30 dias após a inoculação, surgem os primeiros primórdios (pequenos pontos brancos, que vão originar os cogumelos), que ao fim de 6 dias estão prontos para a colheita.
Cada saco produz em média 750— 1Kg de cogumelos, distribuídos por três frutificações. Após cada frutificação, o fungo entra em “descanso” durante duas ou três semanas, até iniciar a frutificação seguinte, com o aparecimento de novos primórdios.
Os cogumelos devem ser cortados pela base, com uma faca limpa. O chapéu tem um diâmetro que varia de 4 a 8 cm e deve ser colhido ainda com a margem enrolada para dentro.

Cousteau - o senhor dos mares

No passado dia 11 de Junho comemorou-se o centenário do nascimento de Jacques Cousteau.
Há um antes e um depois de Jacques Cousteau. Foi este o homem que mais fez para que conhecêssemos melhor o profundo azul. E isso é tanto assim para o conhecimento sobre os oceanos e as suas profundezas como para a própria imagem que o homem comum passou a ter desse maravilhoso mundo submarino.
Foi o explorador francês, a bordo do seu navio Calypso, que percorrendo os mares e mergulhando neles com os seus companheiros de aventura deu a conhecer a milhões de pessoas a riqueza até aí insuspeita desse mundo azul imenso.
Antárctida, mar Vermelho, Haiti, Cuba, Tailândia, Papua Nova Guiné, o lago Baikal e o Amazonas, a Grande Barreira de Coral, por todos esses lugares, e ainda muitos outros, andou o explorador francês, acompanhado da sua equipa.
Após a sua morte, no dia 25 de Junho de 1997, a sociedade com o seu nome, que ele próprio havia fundado em 1973, e a equipa Cousteau continuaram o seu legado.
A sociedade, agora presidida pela sua mulher, Francine, detém o seu espólio, que engloba uma centena de livros e mais de 115 filmes que documentam quase todos os habitats marinhos do planeta.
Para além dessa documentação, a sociedade continua a promover missões de exploração a bordo do navio oceanográfico Alcyone, que continua a percorrer os mares e a descobrir os segredos das profundezas oceânicas.
Ainda recentemente a equipa Cousteau participou nas actividades científicas do Ano Polar Internacional (2007-2008), nomeadamente no censo da vida marinha que decorreu no seu âmbito.
Quanto às expedições, a imagem de marca do explorador francês que mudou a nossa visão sobre os oceanos, elas continuam, bem como as filmagens submarinas, o desenvolvimento de novos equipamentos ligados ao mergulho e à navegação e as acções didácticas destinadas aos mais novos ou ao público em geral.
Na página oficial da Sociedade Cousteau na Internet (http://www.cousteau.org) é possível navegar através das missões, que continuam mar fora.

Inventor, explorador e oceanógrafo

Fez natação por razões de saúde e apaixonou-se pelo mar. A bordo do 'Calypso' lançou-se à aventura e revelou um mundo novo.
Reza a história que Jacques era um menino frágil e que a natação o ajudou a ganhar corpo e confiança. Na escola, dizem os seus biógrafos, era desatento e desinteressado e às vezes mesmo rebelde. Mas foi esse rapaz que, aos 11 anos, construiu um modelo de guindaste. A natação já tinha despertado nele a paixão pelo mar, que viria a ser a sua vida.
Jacques Yves-Cousteau nasceu a 11 de Junho de 1910, em Saint-André-de-Cubzac, mas foi em Paris, para onde os pais se mudaram logo depois, que cresceu.
De compleição frágil, o pequeno Cousteau encontrou na prática da natação o remédio para a sua saúde e também o seu destino. Inventor nato - viria a desenvolver ao longo da vida uma série de novos equipamentos para a prática do mergulho e para optimizar a navegação -, cedo aliou as duas coisas. 
Em 1930, aos 20 anos, entrou para a Escola Naval, em Brest. Graduou-se três anos mais tarde e depois disso passou a integrar a marinha francesa. Um dia, em 1936, alguém lhe emprestou uns óculos para ver debaixo de água, no mar, e isso foi decisivo. O então jovem oficial da marinha francesa ficou tão impressionado com o que conseguiu ver debaixo de água que decidiu construir um fato de mergulho que lhe permitisse permanecer algum tempo submerso.
Apesar da eclosão da II Guerra Mundial, em que participou como artilheiro, Cousteau continuou a trabalhar no seu fato de mergulho e, em 1943, juntamente com um engenheiro francês chamado Emile Gagnan, conseguiu desenvolver um modelo a que chamou aqua lung, e com qual, nesse mesmo ano, mergulhou até 20 metros de profundidade. Nascia assim o mergulho.
Em 1951, Jacques Cousteau adquiriu o Calypso, remodelou-o e iniciou a vida de aventura, de exploração científica e protecção marinha que o tornou famoso. Cousteau percebeu rapidamente que para poder financiar o seu ambicioso projecto teria de dar a conhecer primeiro o resultado das suas explorações. Foi o que fez. Realizou documentários que mostraram pela primeira vez a beleza do mundo submarino e várias gerações sonharam com as suas aventuras (Fonte DN)

Fica aqui a nossa homenagem ao homem que tanto nos revelou sobre os oceanos; e a melhor forma de o comemorarmos é defendendendo o imenso património que ele nos ajudou a descobrir.

Diga NÃO ao arroz trangénico nos nossos pratos!

Pela primeira vez uma empresa (a alemã Bayer) pretende comercializar arroz transgénico na União Europeia. Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética vai chegar directamente ao nosso prato
Sabia que:
- O arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos os dias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come em média cerca de 17 quilos por ano!
- A empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove em 2010 a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos.
- O arroz transgénico LL62, da empresa Bayer, foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do herbicida glufosinato, também da Bayer? Isso significa que cada bago de arroz transgénico vai ter mais resíduos desse poluente do que qualquer outro tipo de arroz - e o glufosinato foi avaliado como sendo de «alto risco» para o ser humano e outros mamíferos.
- Na verdade, esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a partir de 2017? Se a União Europeia aprovar o arroz transgénico é como estar a dizer: «Não permitimos cá este herbicida, mas não queremos saber se abrimos as portas para este arroz ser produzido noutros países que assim vão ficar poluídos. Também não nos interessa se o glufosinato, apesar de proibido, acaba por voltar a entrar na nossa cadeia alimentar através do arroz que importarmos.»
- Os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz?
- A entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contaminação dos campos de cultivo de arroz normal?
- A Bayer não é de confiança? Nos Estados Unidos em 2006 uma das suas variedades de arroz transgénico, apenas autorizado para testes experimentais, contaminou extensas áreas de arroz agulha e o resultado foi um prejuízo superior a 1,2 mil milhões de dólares para toda a indústria arrozeira daquele país. E a Bayer, o que fez? Descartou-se de todas as responsabilidades afirmando simplesmente em tribunal que esse acidente tinha sido «um acto de Deus»!
- Esta é uma decisão sem retorno? Não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. A consequências será a contaminação das variedades de arroz um pouco por todo o mundo. E finalmente a União Europeia ver-se-á obrigada a autorizar o cultivo transgénico também por cá, porque – tal como já acontece com outras espécies – as variedades normais de arroz terão ficado irremediavelmente comprometidas.

Nada está perdido. Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao Governo de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.
Portugal é o terceiro maior produtor de arroz da União Europeia, e os portugueses comem, por ano, mais arroz do que qualquer outro europeu. Se o arroz transgénico da Bayer for aprovado para o mercado europeu, seremos dos mais afectados. É pois a nossa saúde, economia e cultura que estão em causa.
Não há ninguém em Portugal a pedir arroz transgénico - nem a indústria, nem os consumidores, nem os agricultores. Qualquer voto português a favor, ou mesmo uma abstenção, representaria uma vénia a interesses que não são os nossos. Para protecção dos consumidores e do arroz cultivado em Portugal façamos um apelo a que o governo assuma as suas responsabilidades e afirme publicamente que fará tudo ao seu alcance para evitar este atentado à nossa alimentação e gastronomia.
Uma campanha da  www.stopogm.net Clique e participe.
Não deixe que outros decidam o seu futuro!

Agenda Europeia do Ambiente

RAPID* - EDIÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA EM PORTUGAL

Aprovada proposta da Comissão sobre a comercialização de sementes de gramíneas selvagens para promover a biodiversidade na UE
Os esforços de conservação do ambiente e de protecção da biodiversidade na UE deram um passo importante na passada sexta-feira com a aprovação pelos Estados-Membros da proposta da Comissão que prevê a comercialização de determinados tipos de sementes de plantas selvagens provenientes de habitats protegidos. A proposta, adoptada pelo Comité Permanente das Sementes e Plantas Agrícolas, Hortícolas e Florestais, vem flexibilizar as normas que regulam a comercialização de alguns tipos de sementes de plantas selvagens conhecidas como " misturas de sementes para conservação do ambiente".
(Desenvolvimento em IP/10/846)

Relatório prevê escassez de 14 matérias-primas essenciais
As matérias-primas são uma parte fundamental tanto dos produtos de alta tecnologia como dos bens de consumo diário, como telemóveis, pilhas, cabos de fibra óptica, combustíveis sintéticos. Porém, segundo um relatório hoje publicado pela Comissão, a sua disponibilidade está cada vez mais em risco. Nesta primeira análise sobre a acessibilidade das matérias primas, os peritos analisaram uma selecção de 14 matérias-primas essenciais num conjunto de 41 minérios e metais analisados. A procura crescente de matérias-primas é motivada pelo crescimento das economias em desenvolvimento e das tecnologias emergentes. Os resultados do relatório serão usados para a elaboração de uma comunicação a publicar no Outono sobre estratégias para garantir o acesso às matérias primas.
(Desenvolvimento em IP/10/752 e MEMO/10/263)

Comissão insta Portugal a garantir um desenvolvimento urbano das zonas costeiras conforme com as normas sobre a protecção dos habitats
A Comissão Europeia solicita a Portugal que garanta um desenvolvimento urbano das suas zonas costeiras nas áreas naturais sensíveis em total conformidade com a legislação da UE sobre a protecção do ambiente. A Comissão preocupa-se com o facto de ter sido concedida uma licença de construção para dois grandes projectos de desenvolvimento urbano em áreas naturais protegidas nos distritos de Alcácer/Grândola no norte do Alentejo, numa zona chamada Comporta-Galé, que está integrada na rede Natura 2000 da UE, não obstante os impactos negativos previstos. Se os projectos de desenvolvimento urbano forem realizados de acordo com os planos actuais, a consequência poderá ser a perda definitiva das áreas protegidas sensíveis. Este caso tem implicações importantes, na medida em que também estão em estudo outros projectos semelhantes de desenvolvimento urbano na região.
(Desenvolvimento em IP/10/829)

Comissão solicita a Portugal e outros Estados-Membros que cumpram a legislação da UE 
A Comissão solicitou a dez Estados-Membros, incluindo Portugal, que cumpram a legislação ambiental da UE em cinco áreas diferentes: prevenção de inundações, resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, política das águas, gestão do ruído e aterros. Os processos cabem dentro de três categorias diferentes: não comunicação da adopção da legislação da UE a nível nacional; não conformidade entre a legislação nacional e os requisitos da legislação nacional e má aplicação das exigências da legislação da UE.
(Desenvolvimento em IP/10/832)

Empresários europeus aprovam um código de conduta ecológico
Chefes de empresas europeus publicaram hoje um código de conduta ecológico não vinculativo destinado ao sector da distribuição. Os empresários que a ele aderirem adoptam um conjunto de princípios e de medidas destinados a reduzir a sua pegada ecológica.
(Desenvolvimento em IP/10/824)

Pesticidas: mais controlos e resíduos menos nocivos e em menores quantidades para alimentos mais seguros na UE 
A segurança alimentar melhorou este ano na UE graças à eliminação do mercado de pesticidas nocivos e ao reforço dos controlos nas fronteiras da UE. Desde Janeiro passado, a UE estabeleceu um posto fronteiriço comum para certas frutas e legumes. Para estes produtos importados, foi introduzido um novo regime que prevê o controlo das mercadorias na fronteira antes da entrada na UE.
(Desenvolvimento em IP/10/826)

Atlânticoline lança Eco Tarifa

A Atânticoline, empresa que efectua o transporte marítimo nos Açores, arrancou hoje com a prática de uma tarifa especial que pretende estimular a partilha de viaturas entre passageiros, para reduzir a poluição. 
Segundo a empresa, a "Eco Tarifa" pretende incentivar as pessoas que viajam em grupo a levar apenas uma viatura, oferecendo "25% de desconto no bilhete do carro quando este for acompanhado por quatro adultos".
A aquisição da tarifa fica sujeita à disponibilidade de lugares - 50 para passageiros e 25 para viaturas por rota, segundo uma nota da empresa.
A Atlânticoline sublinha que com a introdução destes novos bilhetes pretende-se "a redução da emissão de gases poluentes", já que "uma das causas mais importantes da poluição automóvel reside no facto de a maioria das viaturas em circulação transportar apenas uma ou duas pessoas". 
A operação de transporte marítimo de passageiros inter-ilhas, arrancou em Maio com o navio Express Santorini, mantendo-se até outubro.
Diário Digital / Lusa

Universidade dos Açores lança carta com locais de interesse geológico da ilha Graciosa

A Universidade dos Açores lançou a Carta de Geosítios da Graciosa, que inclui fichas de caracterização dos nove locais com interesse geológico existentes nesta ilha. O documento tem a indicação de trilhos pedestres, miradouros e pontos de observação privilegiados. A Caldeira e a Furna do Enxofre, uma das principais atracções turísticas da Graciosa, são dois geosítios que constam desta carta, que também inclui locais como a Baía da Vitória, o Pico Timão e a zona costeira entre o Redondo e Porto Afonso.
As Arribas da Serra Branca, a Caldeirinha de Pêro Botelho ou a Ponta da Barca e o Ilhéu da Baleia são outros geosítios importantes. A carta, da autoria de João Carlos Nunes, Eva Almeida Lima e Sara Medeiros, é uma produção do Laboratório de Geodiversidade dos Açores, que também já tinha lançado uma publicação idêntica referente à ilha de Santa Maria.
Até ao final deste ano está previsto o lançamento das cartas de geosítios das ilhas do Corvo e do Faial.