domingo, 20 de junho de 2010

Quercus São Miguel comemora Dia Mundial dos Oceanos





No âmbito do concurso promovido pela Quercus São Miguel e em parceria com empresa seabottomazores, foi possível levar 20 participantes a observar o fundo do mar, na costa sul de São Miguel. Conhecer para poder preservar foi o mote desta iniciativa, que solicitou aos participantes dez acções concretas que poderão contribuir para a defesa do mar que nos rodeia. Desta forma, está previsto juntar todos os trabalhos a uma actividade que será realizada no segundo semestre e que pretende criar a Carta Municipal de Respeito pelo Oceano, em parceria com a rede de 29 ATL's da Câmara Municipal de Ponta Delgada, envolvendo cerca de 500 crianças.
Nesta iniciativa, com a grande colaboração da empresa Seabottomazores, foi notória a falta de peixe, pois diz quem sabe, "estes mares estão uma miséria, está tudo rapado(...) as redes e as gaiolas dão cabo de tudo (...)apanha-se peixe sem tamanho o que não permite a reprodução".


Quercus São Miguel celebra o Ano Internacional da Biodiversidade


Palestra na Universidade dos Açores pelo Professor Frias Martins.

No âmbito do Dia Internacional da Biodiversidade e tendo em conta o facto de 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, o Núcleo Regional da Quercus São Miguel promoveu uma palestra na Universidade dos Açores, pelo Professor Frias Martins.

Esta inciativa foi uma excelente aula de sapiência, em que se fez uma abordagem geral da biodiversidade na região, mas que incidiu principalmente sobre a acção do Homem na protecção da mesma. Desta forma, insistiu na definição dos valores a três níveis:
 - Valor utilitário;
 - Valor económico;
 - Valor espiritual.
A nossa vivência deveria ser uma conjugação dos três valores, no entanto nunca poderemos deixar de parte o valor espiritual, que simboliza o prazer de desfrutar o que nos rodeia, apreciar a natureza e o nosso meio ambiente, esquecendo qual a utilidade que tem para nós e o seu valor económico. Pensar e tirar prazer da situação, do momento, de uma paisagem, do por-do-sol, de um jardim, sem segundas intenções.

Grande lição para todos nós.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Safari Microbiano de 20 de Junho

O grupo de trabalho "Vida em Ebulição" irá organizar, em conjunto com os Amigos dos Açores uma visita guiada aos campos fumarólicos das Furnas no próximo Domingo, 20 de Junho.
O Safari Microbiano terá início às 9h30m nas caldeiras das Furnas (challet junto à água azeda) e está previsto de ter uma duração de 4 a 5 hrs e tem inscrição limitada a 15 participantes.
Para inscrições, contacte uma destas organizações. Participe e fique a conhecer, neste Ano Internacional da Biodiversidade, um dos ecossistemas mais fascinantes dos Açores.
O grupo "Vida em Ebulição" tem como objectivo principal a divulgação e a sensibilização para a biodiversidade microbiana existente nas nascentes termais Açorianas. Uma das linhas acção deste grupo enquadra-se dentro da promoção do ensino experimental das ciências naturais nos Açores, tendo como objecto de estudo as comunidades microbianas que residem nas nascentes termais Açoreanas. O trabalho é maioritariamente desenvolvido nas Furnas, mas é aplicável às várias áreas termais espalhadas pelo arquipélago. Prova disto é o trabalho mais recente de colaboração com a Escola Secundária da Ribeira Grande no projecto de monitorização da "Ecologia Microbiana das nascentes termais do vulcão do Fogo.
Na sua concepção mais abrangente, este trabalho visa contribuir para a divulgação de conhecimentos e trabalhos sobre os ecossistemas termais Açorianos do ponto de vista científico, histórico, económico e cultural não só ao nível Regional como também Nacional e Internacional.
Ainda este ano estará concluído o Observatório Microbiano dos Açores (OMIC), localizado no Vale das Furnas, que funcionará como espaço privilegiado para a divulgação de estudos sobre a biodiversidade e ecologia microbiana de comunidades microbianas açorianas.
Os seus objectivos são manter simultaneamente uma monitorização a longo prazo da ecologia microbiana termal e efectuar uma validação dos recursos naturais desta natureza, visto que através das várias linhas de acção a desenvolver será possível educar, sensibilizar e consciencializar as pessoas para este recurso biológico único.
O observatório irá assentar sobre três linhas principais de intervenção: monitorização e construção de um museu de amostras biológicas ou depósito de amostras biológicas; educação e sensibilização; e conservação e gestão da biodiversidade microbiana termal.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A saibreira não licenciada da Reserva Natural do Morro Alto e Pico da Sé

A propósito disto, palavras para quê... Fica o vídeo. Ficamos a aguardar o licenciamento e o respectivo plano de recuperação paisagística.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Encontros de Porto Pim 2010

Encontra-se a decorrer na cidade da Horta os Encontros de Porto Pim 2010. Este evento, que tem lugar no “Centro do Mar”, antiga Fábrica da Baleia, envolve um conjunto de actividades artísticas, culturais, desportivas, náuticas e ambientais que partem de uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal da Horta, da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), do Observatório do Mar dos Açores, entre outros.
A inauguração da sinalética do Parque de Esculturas “Entre Montes”, marcou o arranque do programa destes Encontros de Porto Pim, que prossegue até ao dia 20.
Do programa consta a realização de um workshop de Reciclagem, e a acção ambiental “Vem plantar uma endémica”, bem como percursos pedestres, construções na areia, vela, canoagem, concurso de pintura e documentários. A música e o teatro também não vão faltar.
Um dos pontos altos destes do evento passa pela exibição do Documentário da RTP/Açores “Porto Pim, antes e depois do Homem”, que dará o mote para uma tertúlia, após a apresentação do filme.
Em representação da SRAM esteve João Melo, que falou acerca da participação desta Secretaria nestes Encontros com o objectivo de sensibilizar e educar para o Ambiente. “Este evento insere-se numa política de sensibilização e educação ambiental, daí que a nossa participação seja essencialmente nessa óptica, que são os percursos pedestres, a flora e fauna do Monte da Guia e a plantação das endémicas”, disse, salientando que, de facto, a Educação e a Sensibilização Ambiental compõem “um dos pilares fundamentais” da acção da SRAM.
Consulte aqui o programa.

Wild Wonders of Europe

Esta é uma excelente exposição que revela as maravilhas selvagens da Europa e alerta para o perigo que correm.
Ao que parece quando se fala em natureza, muitos europeus revelam-se pouco informados e foi com o intuito de alterar este cenário que três dos mais prestigiados e premiados fotógrafos europeus (Peter Cairns, Florian Moellers e Staffan Widstrand) decidiram criar a Wild Wonder of Europe: uma exposição constituída por uma centena de fotos captadas por 69 dos melhores fotógrafos europeus oriundos de 48 países. Portugal está representado por Luís Quinta e por Nuno Sá, que muito tem fotografado os mares dos Açores.
A exposição é gratuita e pode ser neste momento observada na cidade de Haia, Holanda, até dia 31 de Agosto, data a partir da qual iniciará uma digressão que poderá percorrer todos os países da Europa e, posteriormente, ser também exibida nos Estados Unidos da América.
Além de dar a conhecer paisagens e animais, a exposição visa igualmente alertar para as muitas espécies em via de extinção. A Finlândia, por exemplo, foi recentemente alertada pela Comissão Europeia para tomar medidas de protecção das focas do lago Saimma. Este é apenas um de muitos casos de negligência ambiental em países desenvolvidos.
Esperamos que o Wild Wonders of Europe cumpra a sua missão, antes que seja tarde demais.

Documentário sobre os Açores

A qualidade da água

A água é sem dúvida um bem essencial à vida que desempenha um papel crucial no desenvolvimento sócio-económico da nossa região com incidências no ambiente .
O consumo diário de água nas ilhas dos Açores ascende a cerca de 40 milhões de litros, estimativa que exclui, por impossibilidade de cálculo, a água consumida na limpeza das explorações agrícolas, que é elevada, pois as explorações necessitam de muita água para manter uma higiene adequada que garanta a produção de leite de qualidade.
A maioria dos municípios dos Açores oferece água de qualidade aos consumidores, mas alguns apresentam resultados negativos nas análises efectuadas à água de abastecimento público.
Uma das causas é a contaminação das nascentes devido á proximidade dos terrenos de pastagem.
Os principais contaminantes da água são coliformes, estreptococos, nitratos, fosfatos, matéria orgânica, pesticidas, elementos metálicos e óleos minerais. Por este motivo a água antes de correr nas torneiras, é captada em zonas específicas e depois tratada. A par deste tratamento, que deve ser rigoroso, é necessário haver um controlo de qualidade, feito através de análises periódicas.
Outro dos factores responsáveis pela degradação da água, relacionado com as fontes de poluição, é o enriquecimento em nutrientes: resulta da utilização de fertilizantes na agricultura, das descargas de esgotos urbanos e da rejeição de efluentes de agro-industrias e outros sectores com efeitos nefastos sobre o equilíbrio dos ecossistemas. Este fenómeno, designado por eutrofização (infelizmente bem presente em algumas lagoas dos Açores), diminui os níveis de oxigénio dissolvido e o ph das águas. Em situações extremas leva à perda da fauna e flora e consequente empobrecimento da qualidade da água.
A Directiva Quadro da Água, em vigor desde Dezembro de 2000, nos vários estados membros, visa proteger rios, lagos, águas costeiras e águas subterrâneas e obriga a alcançar o "bom estado" de todas as águas da União Europeia até 2015. Reduzir e controlar a poluição proveniente, por exemplo, da agricultura, da actividade industrial e das áreas urbanas, é um dos objectivos prioritários desta Directiva.
Quanto maior a degradação das origens da água, mais eficiente e mais caro terá de ser o tratamento, daí a importância de proteger os recursos hídricos, sobretudo os destinados à produção de água para consumo humano.
Esta preocupação com a qualidade da água reflecte-se cada mais junto dos consumidores, pois muitas vezes os municípios não admitem que a qualidade da água não é boa (é certo que fazem as análises, mas haverá sempre muitos parâmetros por analisar e o número de possíveis contaminantes é enorme, por isso o controlo não é assim tão rigoroso como nos querem fazer crer). Estas entidades gestoras da água tentam sempre desvalorizar as as preocupações em relaçao a essa qualidade, preocupações estas que são legítimas, pois o que está em causa é a saúde pública.
Neste contexto, muitos cidadãos têm vindo a adquirir aparelhos de osmose inversa e filtros purificadores, numa tentativa de assegurar a qualidade ideal da água. Acontece que no passado mês de Janeiro a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), em resposta a diversos pedidos de esclarecimento sobre a utilização de filtros nas torneiras domésticas, considerou conveniente emitir um parecer sobre este assunto. Este parecer elaborado pela Comissão Especializada da Qualidade da Água da APDA conclui que "tendo em conta os fundamentos técnicos e a relevância desta matéria no âmbito da saúde pública, é fundamental esclarecer os consumidores que a água resultante da passagem por estes aparelhos é uma água com carência em sais minerais dissolvidos e não aconselhável ao consumo humano". Para ler o parecer na íntegra, clique aqui.
Só um esclarecimento: os sais retirados pela osmose inversa dependem do seu nível na água a tratar, pelo que se se tratar de uma água com uma condutividade (é comumente usada para medir a quantidade de sal na água - um importante indicador da qualidade) muito elevada, após passar pelo filtro, resultará numa água com um valor de condutividade aceitável que até pode estar próximo do valor máximo admissível, mas se se tratar de uma água de baixa condutividade, à saída do sistema, obteremos praticamente água destilada e isso não será de facto muito bom.
Por exemplo, no caso das análises acusaram coliformes fecais uma solução poderá ser ferver a água ou tratá-la com com hipoclirito de sódio (vulgo lexívia), mas se o problema for nitratos acima dos valores admissíveis, ou outro tipo de contaminantes químicos, como pesticidas, ou a presença de calcário, só poderá ser tratada com filtragem e não pode ser uma filtragem qualquer.
Mais uma vez cabe aos cidadãos estarem informados sobre os resultados das análises feitas à qualidade da água na sua zona de residência.
Recentemente foi criada a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA), uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa e financeira. Sujeita à superintendência e tutela do Secretário do Ambiente, a ERSARA tem como missão exercer as funções reguladoras e orientadoras nos sectores de abastecimento público de água, das águas residuais urbanas e dos resíduos e, complementarmente, funções de fiscalização e controlo da qualidade da água para consumo humano na Região.
Nos termos deste diploma, ficam sujeitas à regulação da ERSARA as entidades que operem no âmbito dos serviços da água para consumo humano, recolha e tratamento de águas residuais e as entidades gestoras, operadoras de gestão e as entidades gestoras de fluxos específicos de resíduos.
Também foi lançado, em Março deste ano, o SRIA - uma plataforma tecnológica que disponibiliza a todas as entidades e cidadãos informação de referência sobre os recursos hídricos dos Açores, incluindo dados de base, redes de monitorização da quantidade e qualidade da água, títulos de utilização, zonas balneares, projectos e empreitadas, entre outra. Adicionalmente, inclui informação de carácter municipal sobre os sistemas de abastecimento de água e os sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais. Curiosamente este site ainda só disponibiliza informações relativas ao grupo oriental.

sábado, 12 de junho de 2010

Food Inc - o que comemos é importante

Petição contra o cultivo de OGMs

A Comissão Europeia autorizou plantação de organismos geneticamente modificados (OGM), privilegiando os interesses económicos em detrimento dos interesses públicos. Cedendo ao lobby dos OGM, a Comissão ignorou 60% dos europeus que acreditam ser necessário ter mais informação antes de plantar alimentos que possam colocar em risco a nossa saúde e o meio ambiente.  
Neste contexto surgiu uma nova iniciativa que permite que, através de 1 milhão de cidadãos da UE, seja apresentado um pedido legal à Comissão Europeia. 
Mais de 590.000 pessoas já assinaram a petição para impedir plantações de OGMs na Europa para que mais pesquisas sejam efectuadas na área dos transgénicos. 
O objectivo do movimento da Avaaz é juntar 1 milhão de vozes para banir os OGM até que a investigação seja finalizada. 
As assinaturas serão entregues ao Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Consumidores, grupos de saúde pública, ecologistas e agricultores estão a mobilizar-se contra a influência que algumas das companhias internacionais dos OGM têm sobre a agricultura europeia. As preocupações relacionadas com as plantações de OGM incluem: efeitos na saúde, contaminação de plantações orgânicas e do meio ambiente, o impacto climático devido ao uso excessivo de pesticidas, a destruição da biodiversidade e da “pequena” agricultura local.
Alguns Estados-Membros da EU já demonstraram uma forte oposição à decisão que autorizou o cultivo da batata Amflora, um tubérculo concebido pela BASF e a comercialização de três variedades de milho transgénicas do grupo Monsanto. A Itália e a Áustria opuseram-se e a França alega a necessidade de mais estudos científicos.
Ainda não há consenso sobre os efeitos das plantações dos OGM a longo prazo, e é o lobby dos OGM que está a financiar, com base em interesses económicos e não no bem-estar da sociedade, as investigações e regulamentações. É por esse motivo que os cidadãos europeus pedem, por precaução, que sejam realizados mais pesquisas e testes por entidades independentes antes da disseminação dos OGM em solos europeus. 
Assine a petição e divulgue para conseguirmos 1 milhão. 
Estar informado é um direito. 
Contamos que os cidadãos portugueses imprimam à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprimem à manifestação das suas paixões.