terça-feira, 25 de maio de 2010

Candidaturas ao Fundo EDP Biodiversidade


Encontra-se aberta a 3.ª edição do Fundo EDP para a Biodiversidade. Esta iniciativa, enquadrada na Política de Biodiversidade do Grupo EDP, visa contribuir para o conhecimento científico e estimular a criação de programas de conservação da Natureza em Portugal.
Entre os dias 22 de Abril e 30 de Junho de 2010 decorre o período de apresentação de candidaturas, cujo regulamento e as informações relevantes podem ser consultadas no site .
Nesta página também se disponibiliza informação sobre os projectos vencedores nas duas edições anteriores.
O Fundo EDP para a Biodiversidade foi constituído em 2008 e dotado de um montante global de 2.500.000€, a ser utilizado gradualmente até 2011.
A edição deste ano, a exemplo do que aconteceu na de 2009, disponibiliza uma verba de 500.000€ para os projectos que vierem a ser distinguidos.
Para mais informações e apoio aqui

Está aberto o período de candidaturas para o Life+ 2010

No ano passado o executivo comunitário contribuiu com 250 milhões de euros para o Life+2009, uma medida que pretende reforçar as metas ambientais.
As candidaturas estiveram abertas até 15 de Setembro do passado ano e os melhores projectos serão anunciados em Julho de 2010.
O Life+ é o instrumento financeiro para o ambiente criado pela Comissão Europeia e conta com um orçamento total de 2143 milhões de euros para o período 2007-2013, durante o qual a Comissão lançará anualmente um convite à apresentação de propostas de projectos. Tem como objectivos "actualizar, desenvolver e executar a política e a legislação ambiental na União Europeia".
Entretanto, já está aberto o período para apresentação de candidaturas para o Life+ 2010.
Os projectos devem reunir 3 componentes: Natureza e Biodiversidade (visam melhorar o estado de conservação de espécies e habitats ameaçados), Política e Governação Ambiental (são projectos-piloto que contribuem para o desenvolvimento de ideias políticas, tecnologias, métodos e instrumentos inovadores) e Informação e Comunicação (divulgam informação sobre questões ambientais, realçam a sua importância e organizam acções de formação e sensibilização para a prevenção dos incêndios florestais). O regulamento está disponível aqui.

Novo estudo revela ligação entre "Pegada Ecológica" e Extinção em Massa de Mamíferos

Uma equipa internacional de cientistas descobriu que as alterações climáticas desempenharam um papel importante na extinção em massa dos mamíferos do final do Quaternário, há cerca de 50 mil anos atrás. No estudo, publicado na prestigiada revista científica "Evolution", é desenvolvida uma nova metodologia que permite medir a "pegada" climática sobre estas extinções.
Artigo na íntegra aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Resíduos: faltam ecocentros e ecopontos

Fonte: DECO PROTESTE
Cidadãos estão satisfeitos com ecopontos mais próximos. Mas criticam a recolha de óleos usados e a falta de ecocentros.
Em Dezembro último, inquirimos 69 câmaras municipais e contámos com o testemunho de 5031 leitores. Objectivo: saber como são geridos e recolhidos os resíduos domésticos, conhecer as práticas dos consumidores e se estão satisfeitos com a recolha na sua localidade.
Cada habitante gerou, em média, 45,5 kg de papel, plástico, vidro e metal, em 2008. Portimão, Loures, Angra do Heroísmo, Maia e Funchal reúnem mais residentes satisfeitos com a recolha. O ecoponto é a solução mais comum e, segundo a maioria dos leitores, está a uma distância acessível. Quem vive em zonas rurais encontra ecopontos mais distantes, o que dificulta a separação.
Covilhã, Funchal e Ponta Delgada não têm recolha de óleos de fritura. Apenas num quarto dos concelhos que colaboraram toda a população é abrangida e, das 41 localidades com ecocentro, só em metade é possível entregá-los. Mais de 40% dos leitores deita o óleo no esgoto ou quintal e 21% numa garrafa no lixo. Dada a falta de soluções, três quartos dos inquiridos mostram-se insatisfeitos.
Faltam ecocentros e são precisos mais ecopontos ou criar circuitos de recolha porta-a-porta, para todos poderem separar os resíduos, sobretudo nas zonas rurais. Nas cidades, as recolhas devem ser mais frequentes ou a capacidade dos ecopontos maior. É preciso esclarecer melhor os cidadãos. Os portugueses querem participar, mas as câmaras têm de criar condições para estimular este empenho e conquistarem novos adeptos, reivindica a DECO.
No Concelho da Praia da Vitória já estão disponíveis em todas as freguesias depósitos de recolha de óleos usados. Aguardamos com expectativa por esta iniciativa nos concelhos de São Miguel.

Consuma produtos regionais

Mercado da Graça

O consumo sustentável foi definido pela ONU como “o uso de serviços e produtos que correspondem às necessidades básicas de toda a população e trazem a melhoria da qualidade de vida, ao mesmo tempo que reduzem o uso de recursos naturais e de materiais tóxicos, a produção de lixo e as emissões de poluição em todo o ciclo de vida, sem comprometer as necessidades das gerações futuras”.
Ao consumirmos produtos locais estaremos a promover o desenvolvimento económico e social da nossa comunidade (criação e manutenção de postos de trabalho), mas também ambiental (quanto maior o recurso a fornecedores locais, menor é o impacto ambiental, evitando emissões provenientes do transporte, entre outras). No fim, ganha a economia global da Região e do País.
Os produtos biológicos também estão na moda, mas atenção que o facto de adquirir produtos biológicos, nem sempre é sinónimo de menor impacto ambiental. Caso a origem seja do outro lado do continente, é preferível recorrer, mais uma vez, a opções locais ou. Se houver opção de escolha, a primazia deve ser dada, sempre que possível, aos alimentos de época (fruta, legumes e, no caso do pescado, evitando os períodos de desova e as épocas de defeso).
Acontece que nem sempre os fornecedores regionais ou nacionais reúnem condições tecnológicas e comerciais equivalentes às alternativas internacionais. Uma das soluções para este problema será a criação de parcerias com os fornecedores locais.
Unir forças com os fornecedores para encontrar soluções mais ecológicas e socialmente responsáveis, permite às organizações, destacarem-se face à concorrência, além de criar valor. A criação de novos modelos que tragam vantagens nas vertentes económica, ambiental e social originará organizações mais bem sucedidas e competitivas. A sustentabilidade vende e é cada vez mais essencial à saúde das marcas.
Introduzir produtos de comércio justo nos estabelecimentos comerciais, criar códigos de conduta ou de ética para fornecedores, são algumas iniciativas já levadas a cabo em Portugal pelo sector público, no contexto da adopção da prática de procurement sustentável.
Mas para quem procura, neste sector, sistematizar acções de compras menos prejudiciais ao ambiente, pode contar com o encaminhamento da estratégia de desenvolvimento LEAP (Local Authorities EMAS and Procurement). Este projecto é co-financiado pela Comissão Europeia e reúne 12 autarquias do Reino Unido, Suécia, Grécia, Espanha e Portugal.
Estabelecer e implementar objectivo e metas mensuráveis e consistentes com a política de procurement sustentável é um bom ponto de partida, bem como o recurso a serviços de cattering biológico ou com base em produtos regionais. Maus exemplos disso são por exemplo a SATA onde se consome manteiga que não é feita na região e o Hospital do Divino Espírito Santo, em que todo o leite e manteiga distribuídos nos diversos serviços também não é de marca regional. Existem muitos mais exemplos, mas importa reflectir porque é que duas das maiores empresas da Região optam por produtos de marca nacional em detrimento das marcas regionais. A resposta estará certamente relacionada com o custo dos produtos e neste caso torna-se incompreensível como é que as empresas regionais de lacticínios não conseguem negociar preços competitivos, porque por exemplo, no caso da SATA está em causa a imagem Açores.
Nesta estratégia, a responsabilidade não cabe apenas às empresas (públicas e privadas). Cada um de nós tem um papel fundamental enquanto consumidores. Para isso temos que estar atentos e abandonar um pouco o comodismo que caracteriza as sociedades modernas.
Assim, aqui ficam alguns conselhos. A estes ainda juntamos: procure os produtores da sua freguesia, vá ao mercado da Graça. Na época dos figos, groselhas e amoras descubra os seus sabores de graça; para isso só tem que ir por aí á procura e verá que a natureza dos Açores é generosa. Crie a sua própria horta, senão tiver essa possibilidade plante ervas aromáticas no seu quintal ou em vasos. Publicite as marcas dos Açores. Se tem ideias e sugestões escreva às marcas ou ao turismo dos Açores e ajude à sustentabilidade da nossa região. Escreva-nos a dizer qual ou quais as suas marcas regionais preferidas.

Próximas actividades

Na próxima 4ªa feira, dia 26 o Núcleo de São Miguel da Quercus irá organizar uma visita guiada às instalações do OASA - Observatório Astronómico de Santana, pelas  16h30, com crianças da ATL dos Arrifes, com o objectivo de sensibilizar para a importância do sol como fonte de energia vital no planeta, abordando a temática das energias renováveis como caminho indispensável para um desenvolvimento sustentado. Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos Dias Europeus do Sol cujo objectivo é promover pela Europa o uso do sol como fonte de energia significativa.
Os primeiros Dias Europeus do Sol foram celebrados na semana de 16 de Maio de 2008 contando com mais de 4.000 eventos em 13 países Europeus. 
O projecto, coordenado pela ESTIF – European Solar Thermal Industry Federation, juntamente com a cooperação da EPIA – European Photovoltaic Industry Association é apoiado por mais de 20 organizações a nível Nacional e Europeu e junta pela Europa alguns dos maiores actores do mercado dos sectores solar térmico e fotovoltaico. Em Portugal, a APISOLAR - Associação Portuguesa de Indústria Solar é a entidade organizadora oficial.

O Professor Frias Martins é natural da ilha de São Miguel, doutorado em Ciências Biológicas (1985) pela Universidade de Rhode Island (USA), e catedrático da Universidade dos Açores desde 1995. Especializado em Sistemática e Evolução de Moluscos, tem também desempenhado um trabalho importante pela biodiversidade e conservação nos Açores. É coordenador da CIBIO-Pólo Açores. Organizou workshops internacionais para investigação malacológica e congressos relacionados com a ciência e com a conservação do património natural Açoriano. É presidente da Sociedade Afonso Chaves, uma associação de estudos açorianos e editor da revista Açoreana. É ainda autor de diversos livros como ‘Ecologia Costeira dos Açores’, ‘Ilhas de Azul e Verde’ e ‘O Anel da Princesa’, de inúmeros artigos científicos e também dos documentários da RTP/A ‘Ilhas de Bruma’ e ‘Um dia e uma noite nos Bancos Submarinos’.
Recentemente o conselho regional dos Açores da Ordem dos Biólogos criou o Prémio “Frias Martins 2010” para dar a oportunidade ao melhor aluno de cada uma de três escolas da Região de realizarem trabalhos de campo nas jazidas de fósseis, na ilha de Santa Maria – ‘Palaeontology in Atlantic Islands’, tomando contacto directo com os fósseis, recebendo 250 euros e uma biblioteca seleccionada de livros sobre Biologia dos Açores. A iniciativa pretende promover o mérito e qualidade do ensino, a nível regional.
Este prémio é mais um marco no reconhecimento do mérito deste investigador açoriano que muito tem contribuído para a divulgação científica e esforços na preservação dos ecossistemas do Arquipélago. 
O seu nome encontra-se, também, ligado ao Centro de Ciência EXPOLAB, na Lagoa, espaço também edificado pela Sociedade Afonso Chaves. É por este motivo que o EXPOLAB é o local escolhido para a entrega do prémio, a 10 de Julho do presente ano.

domingo, 23 de maio de 2010

Projecto de alunos da lha das Flores foi um dos seis finalistas do concurso "Faz Portugal Melhor"

O projecto de alunos da Escola Básica e Secundária das Flores foi um dos seis finalistas do concurso Faz Portugal Melhor, destinado a escolas do 3º ciclo e ensino secundário, promovido pelo jornal Ciência Hoje e pela Ciência Viva, cuja final decorreu ontem, numa gala na Figueira da Foz. A iniciativa de transformar espaços degradados em “quintinhas” biológicas partiu da professora Maria José Gomes, que quis motivar jovens sem interesse pela escola a participarem num projeto “mais virado para o nível profissional”. E foi assim que teve início o projecto de recuperação ambiental. “Na escola havia áreas bastante degradadas, com ervas altas e muita poluição”.
Os alunos entusiasmaram-se, compraram enxadas e outras ferramentas agrícolas e “desbravaram tudo”. O objectivo, contou, era “verem como é difícil a profissão de agricultor”.
A ilha das Flores, Reserva da Biosfera desde 2009, é rica em plantas endémicas e a professora sugeriu aos alunos que plantassem estas plantas no espaço da escola que já tinha sido desbravado.
Durante a ação de sensibilização, Maria José Gomes deu-lhes a conhecer o concurso Faz Portugal Melhor. A ideia mereceu logo a aprovação de cinco alunas, que formam a equipa “Mauricinhas”, da Escola Básica e Secundária das Flores, que criaram uma estufa biológica.
Os produtos foram utilizados nas aulas de culinária e outros foram dados às famílias dos alunos. A água que as cozinheiras utilizavam para lavar as frutas e os legumes passou a ser aproveitada para regar a estufa.
O concurso Faz Portugal Melhor contou com a participação de 700 equipas de 327 escolas com alunos de todo o país, com o desafio de responderem a problemas energéticos, de sustentabilidade e ambiente das regiões onde vivem.
Os vencedores desta competição foram: um projecto baseado nos ensinamentos do médico, professor, artista plástico e cientista Abel Salazar e um programa de prevenção de doenças cardiovasculares (Lusa).

Leituras (bio)diversas


A revista VISÃO lançou esta semana o "Guia de Campo do Dia B", inserido no Ano Internacional da Biodiversidade e em associação ao programa Bioeventos 2010 e ao projecto Guia de Campo, uma parceria entre o Centro de Biologia Ambiental e o Museu Nacional de História Natural, cujo objectivo é despertar o interesse do público para o tema da Biodiversidadeda.
Este guia conta com fotografias únicas de Luís Quinta, e retrata a extraordinária biodiversidade existente em Portugal, uma das mais ricas e diversificadas da Europa, em termos de fauna e flora. Portugal é, aliás, facto que muita gente desconhece, um dos hotspots mundiais de biodiversidade, fazendo parte de uma das 34 áreas de maior riqueza biológica em todo o Planeta.


"Top 100 - As cem espécies ameaçadas prioritárias em termos de gestão na região europeia biogeográfica da Macaronésia” (2008) Autores: Martín, J.L, Arechavaleta, M., Borges, P.A.V. & Faria, B. (Eds.) 

Flora Vascular dos Açores. Prioridades em Conservação. Azorean Vascular Flora. Priorities in Conservation (2009). Autores: Silva, L., M. Martins, G. Maciel & M. Moura. Edição do CCPA e dos Amigos dos Açores.
O livro analisa as prioridades de conservação de 179 espécies de plantas nativas dos Açores, Flora Vascular dos Açores. Prioridades em Conservação. Azorean Vascular Flora. Priorities in Conservation (2009). Autores: Silva, L., M. Martins, G. Maciel & M. Moura. Edição do CCPA e dos Amigos dos Açores.
O livro analisa as prioridades de conservação de 179 espécies de plantas nativas dos Açores, constituindo-se como uma ferramenta de apoio à decisão na gestão das espécies mais susceptíveis às alterações ambientais.

Já são conhecidos vencedores do concurso “Biodiversidade dos Açores Fotografias com Histórias”

“Novos Descobridores” - Foto de Ana Rita B. Varela (Ilha do Pico), 1ª classificada do 3º Escalão etário (Maiores de 17 anos)

No site do Portal da Biodiversidade dos Açores já se encontram publicados os vencedores do concurso “Biodiversidade dos Açores Fotografias com Histórias”, iniciativa do Centro Regional de Peritos em Desenvolvimento Sustentável nos Açores, que teve como principais objectivos promover 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade e promover a educação para a biodiversidade dos Açores. 
O Portal da Biodiversidade dos Açores é um recurso único para a investigação fundamental em sistemática, biodiversidade, educação e gestão da conservação dos Açores. Fornece igualmente uma plataforma para a investigação em biogeografia e Macroecologia dos Açores. 

Quercus lança programa de comemorações dos 25 anos e apresenta 25 espécies, 25 prioridades de conservação

A Quercus – ANCN comemora, em 2010, um quarto de século de existência. Para assinalar a data, está agendado um conjunto de eventos que se distribuirão ao longo do ano. Desde seminários a colóquios, do reforço da ligação aos seus associados e apoiantes à realização de um Congresso Nacional, vários serão os momentos para festejar, mas também para preparar a futura intervenção da Quercus.
Aproveitando o facto de dia 22 de Maio ser o Dia Internacional da Biodiversidade, a Quercus inicia o seu programa de comemorações dos 25 anos apresentando aquelas que são as suas 25 prioridades em termos de conservação da natureza.
Leia mais aqui.