quarta-feira, 12 de maio de 2010

Há publicidade que nos faz sonhar

No mar dos Açores também há destas sinfonias.

E viva o ano da Biodiversidade!

Quando tempo falta para chamarmos savana à floresta da Amazónia?O terceiro relatório da Avaliação Global da Biodiversidade das Nações Unidas (GBO-3) publicado esta semana considera a situação alarmante e à beira da ruptura. Leia mais aqui.

Inauguração de novo trilho pedestre nos Ginetes

No próximo sábado, 15 de Maio, será inaugurado pelas 10h00, o novo trilho pedestre da Fonte do Sapateiro, na freguesia dos Ginetes.  
O trilho tem a estensão de 4km com um grau de dificuldade fácil e duração aproximada de 1 hora."Esta pequena rota linear inicia-se na Freguesia dos Ginetes, em frente à Igreja Paroquial, dedicada a São Sebastião (construída entre 1603 e 1605, em substituição de um templo mais antigo), e desenvolve-se maioritariamente em caminhos de pé posto até à Cumeeira da Caldeira das Sete Cidades. Inicia-se o percurso caminhando ao longo da aldeia. No fim da mesma, o caminho desenrola-se ao longo de uma linha de água, passando por vezes pelo leito da grota e por vezes fora desta. Ao longo do caminho poderá observar vários aspectos da vida rural, com destaque para as pequenas hortas familiares e animais a pastar. O principal ponto de interesse do percurso é a Fonte do Sapateiro, uma nascente com água límpida que abastecia a população local. Ao chegar à nascente passará debaixo do antigo aqueduto, datado de 1778, que transportava a água e encontrará também as pias de lavar roupa, utilizadas no passado. Prosseguindo o trilho irá continuar a subida até chegar a um local onde se observa toda a costa Sul da freguesia dos Ginetes, incluindo o monte que deu origem à designação actual da freguesia. Para Gaspar Frutuoso (1522-1591), o nome atribuído a esta povoação dever-se-á ao facto de ser “amparada dos ventos pela banda do mar, com o Pico dos Ginetes, chamado assim, por ter uma selada ao meio (configuração de uma sela), mais que (como outros dizem) por nele se criarem ginetes (sinónimo de cavalo de boa raça, pequeno mas bem proporcionado), da banda da serra. O percurso continua para a cumeeira da cratera das Sete Cidades por um caminho de terra batida. Ao chegar ao topo entrará no percurso PR-7-SMI e poderá optar por seguir à sua direita até à Vista do Rei ou por virar à esquerda até à freguesia das Sete Cidades".
Aos interessados irá estar disponível um autocarro da Câmara Municipal da Lagoa para efectuar o transporte no seguinte horário: 8:30 - Estação dos CTT na Lagoa / 9:00 - Hotel Avenida (Ponta Delgada) / 17:00 - Regresso. 
A seguir à cerimónia de inauguração segue-se um almoço convívio (oferecido pela Junta de Freguesia dos Ginetes) e actividade de escalada em rocha, na Ferraria. 
A Quercus felicita a Junta de Freguesia dos Ginetes, a Associação de Jovens dos Ginetes e o CALAG (Clube de Atletismo da Escola Preparatória da Lagoa - Montanhismo e Escalada) pelo empenho nesta iniciativa de grande importância no âmbito da valorização e conservação das áreas naturais dos Açores.
Este trilho é uma mais valia para a freguesia dos Ginetes e para o enriquecimento do património histórico, natural e turístico da ilha de São Miguel.

Contudo não podemos deixar de alertar a Junta de Freguesia e a população em geral para o lixo depositado ao longo do trilho. Esta é uma situação que infelizmente se observa em muitos locais desta ilha. Chamamos também a atenção para as normas de conduta e segurança inerentes a qualquer actividade de pedestrianismo, nomeadamente: levar calçado adequado, respeitar a propriedade privada e a população local, não danificar nenhum elemento do percurso e não abandonar lixo. 
Por último, a Quercus faz votos para que as autoridades competentes procedam à reabilitação das áreas inseguras ou degradadas junto ao leito da ribeira para que em breve a foto seja outra.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O consumo excessivo de carne e de peixe

Cada português come em média 178 Kg/ano, o que dá uma média de 480 g /dia!  
Este valor diz respeito aos alimentos de origem animal: carne, ovos (dados do INE) e de peixe (dados do REA 2003), não incluíndo os lacticíneos, que são considerados noutro grupo da Roda dos Alimentos. 
Comparando as percentagens indicadas na Roda dos Alimentos e aquilo que os portugueses comem, os resultados são bastante reveladores. 
Roda dos alimentos                                  O que consumimos

Cereais e derivados, tubérculos (28%) 
+ Leguminosas (4%) ----------------------------------20,45% 
Hortícolas (23%) + Fruta (20%) -------------------- -- 30,15%  
Lacticínios (18%) -------------------------------------- 17,8% 
Carne, peixe e ovos (5%) ----------------------------- 28,12% 
Gorduras e óleos (2%) --------------------------------- 3,37%

Para responder a este exagero é que chegou à actual situação de intensificação da produção animal. Assim, é urgente uma redução no consumo de carne. 
Não fazemos aqui um apelo ao vegetarianismo radical, até porque o actual impacto negativo da alimentação humana não se restringe à carne, embora este seja o sector com maior peso, conforme consta no EIPRO - Environmental Impact of Products.
O consumo de peixe é de longe inferior ao da carne, mas Portugal é o maior consumidor por habitante de peixe da UE-15 e o 6º a nível mundial. Em 2003 foi publicado um estudo que revela que cada açoriano consome 76,35 quilogramas de pescado por ano, sendo os Açores a região portuguesa com maior índice de consumo “per capita” de produtos da pesca, num total de 14.270 toneladas.
Ficam mais algumas estatísticas para reflectirem:
Dados da FAO  indicam que 70% da floresta amazónica foi convertida em pastagens ou em produção de alimentos para animais. 
80% da área agrícola nos Estados Unidos é destinada à criação de animais e apenas 7% à produção de outros alimentos. Nessa mesma área, por cada quilo de carne produzida, poderiam ser produzidos 160 quilos de batatas ou 200 quilos de tomate. 
Mais de 70% dos cereais produzidos em países desenvolvidos são destinados à alimentação de animais com a finalidade de produzir carne.
80% da produção de soja e 50% da produção de milho é utilizada para alimentar animais ou na produção de etanol e combustível.
Para produzir menos de um quilo de frango são necessários 3.000 litros de água que não vão produzir vegetais. Entretanto, para produzir esta mesma quantidade de alface, são necessários apenas de 87 litros de água.
18% dos efeitos de estufa provêm da criação de gado.
Para aqueles que são cépticos em relação às estatísticas e à mudança sugerimos que experimentem reduzir o consumo de carne, introduzam mais vegetais na sua alimentação, pela sua saúde e pela do planeta.
Aqui fica uma boa sugestão para começar:
Workshop de cozinha vegetariana
sábado 22 de maio das 11hO0 às 16h00
Programa da sessão: Noções básicas da alimentação vegetariana. Confecção de um prato com tofu e outro com soja. 
Formadoras: Florica Cornea e Mariana Brito
Preço: €35 (inclui almoço)
Local:Restaurante Rotas da ilha Verde  
Rua Pedro Homem, 49 Ponta Delgada
Inscrições e informações: 296628560
E outra sugestão de leitura sobre este tema.

domingo, 9 de maio de 2010

Açores com 28 Bandeiras Azuis

Neste Verão, 240 praias portuguesas poderão ostentar a bandeira azul, um título que distingue praias com determinados requisitos reunidos (ambientais, segurança, infra-estruturas de apoio, entre outros) e que se assume como símbolo de qualidade ambiental.
Além das praias, a Associação Bandeira Azul da Europa reconheceu ainda a qualidade de 8 praias fluviais e 14 marinas.
Nos Açores a bandeira azul foi atribuída a 28 zonas balneares:
Concelho da Horta (Faial): Almoxarife e Varadouro
Concelho de Velas (S. Jorge): Preguiça
Concelho de Angra do Heroísmo: Cinco Ribeiras, Negrito, Silveira, Salga, Prainha e Baía do Refugo
Concelho da Praia da Vitória (Terceira): Prainha, Praia Grande, Porto Martins e Biscoitos
Concelho de Vila do Porto (Santa Maria): Anjos, Formosa e da Maia
Em S. Miguel, foram distinguidas as seguintes praias:
Concelho da Lagoa:Porto da Caloura e da Zona Balnear de Lagoa
Concelho de Ponta Delgada: Milícias, Pópulo, Poços de S. Vicente Ferreira e Poças Sul dos Mosteiros
Concelho da Ribeira Grande: Santa Bárbara
Concelho de Vila Franca do Campo: Vinha da Areia, Prainha de Água d`Alto, Corpo Santo e Água d`Alto
Concelho da Povoação: Praia do Fogo
A distinção foi também atribuída às marinas da Horta, Angra do Heroísmo, Praia da Vitória, Ponta Delgada e Vila Franca do Campo.
O Secretário Regional do Ambiente, Álamo Meneses, alertou contudo para a existência de zonas balneares nos Açores que poderão ter de ser encerradas, apesar de terem sido distinguidas com a bandeira azul, devido ao «risco de derrocadas», em consequência das  intensas chuvas ocorridas durante o Inverno e a erosão provocada pelo mar.
A Quercus São Miguel considera que esta é uma excelente percentagem, face ao total nacional de bandeiras azuis.
Enaltecemos o esforço das autarquias e da população, pois é sempre um desafio manter uma bandeira azul, sobretudo em centros urbanos, contudo não podemos deixar de advertir para a falta de conhecimento das pessoas relativamente à erosão da orla costeira e para os maus comportamentos que todos os anos, lamentavelmente, assistimos nas zonas balneares como as beatas de cigarro espalhadas pela areia e o lixo colocado fora dos caixotes.
Aproveitamos ainda para sensibilizar a população para que respeite as praias não vigiadas (Ex: Degredo, Pedreira, Santa Iria, Viola, entre outras). Estas são locais paradisíacos que embora não sofram uma presão turística tão elevada quanto as outras praias, também não dispõem de iguais meios de limpeza e de recolha de lixo.
Não podemos também deixar de referir o Ilhéu de Vila Franca do Campo, um exemplo da biodiversidade dos Açores. Não se esqueça de que esta é uma zona protegida e como tal exige que nos comportemos à altura.
Viva o Verão com respeito pelos outros e pela Natureza!

Alternativas 100% ecológicas, económicas e eficientes

Não é magia. É tecnologia inovadora ao serviço do ambiente. Inicialmente poderá causar alguma incredulidade, pois parece bom demais para ser verdade, mas ao experimentar irá comprovar os resultados. Confira tudo aqui.
Eco-bola (para lavar roupa) e Eco-bolsa (para lavar louça)
Estes dois produtos contém cerâmicas que produzem oxigénio ionizado, transformando a estrutura molecular da água que, combinado com o movimento das bolas, actua em profundidade, favorecendo a eliminação da sujidade e contaminantes, sem necessidade de detergente.
vantagens: capacidade de remover a sujidade tão eficiente como o detergente normal, efeito branqueador e suavizante, anti-bacteriano e anti-estático, anti-alérgico, desodorizante, recomendado para roupa de bébé e peles sensíveis, duração 3 anos (lavagem diária), poupa tempo e dinheiro, protege as cores, evita a destruição das canalizações e calcificações, remove o cloro.
vantagens: poupa até 65% da água e energia necessária para a aquecer, elimina o cloro, tonifica, hidrata e limpa sem sabão.
Estes e outros produtos ecológicos à venda na Lotuspharma, com descontos para sócios da Quercus, mediante a apresentação do cartão de sócio.

Atenção ao lixo

Durante esta semana a cidade de Ponta Delgada enche-se de luzes e de flores para celebrar a maior festa religiosa dos Açores.

Não faça das ruas o seu caixote do lixo! Colabore com todos aqueles que se esforçam por tornar esta cidade mais bonita.

sábado, 8 de maio de 2010

Não percebi...

"As Olimpíadas do Ambiente, cuja final nacional decorre de hoje até sábado na ilha do Faial, são uma “excelente oportunidade” para dar a conhecer os Açores às dezenas de jovens, oriundos de diferentes zonas do país, que participam no evento. A opinião é do Secretário Regional do Ambiente e do Mar e foi expressa hoje à tarde, na Horta, onde Álamo Meneses presidiu à sessão de abertura da final nacional das XV Olimpíadas do Ambiente..." GACS

Com que então as Olimpíadas do Ambiente servem para mostrar os Açores aos jovens continentais???? e eu que julgava que serviam para promover a educação e consciencialização ambiental dos jovens. Pelo sim, pelo não, quando os levarem a passear, não venham a São Miguel, nem passem pelos lados da Fajã do Calhau, do Monte Escuro, da Praia de Água D'Alto...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

XV Olimpíadas do Ambiente no Faial

Começa hoje, decorrendo até dia 8 de Maio a grande final nacional das XV Olimpíadas do Ambiente (OA) na ilha do Faial, sendo esta a primeira vez que se realiza fora do continente português.

Este projecto surgiu em 1994 com o objectivo de "sensibilizar a comunidade escolar e especialmente os jovens portugueses para a problemática ambiental portuguesa e mundial, estimular a capacidade oral e escrita, promover o contacto com situações experimentais concretas, desenvolver o espírito e a curiosidade científica e estimular a dinâmica de grupo e espírito de equipa, assim como a cooperação", são outras das metas que esta iniciativa pretende alcançar.

Trata-se de uma organização, que tem contado com o alto patrocínio de Sua Excelência o Presidente da Republica, encabeçada por uma equipa multidisciplinar composta por elementos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, da Quercus e do Zoomarine - Mundo Aquático SA.

Esta XV edição das Olimpíadas do Ambiente, contam também com o apoio do Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. Este concurso apresenta três modalidades de participação: "Ambiente à Prova", "Ambiente e Cidadania" e "Ambiente e Arte". As OA já envolveram, até ao momento, mais de 364 mil jovens de todo o país, contando esta final com 110 participantes.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ponta Delgada adere ao Pacto Europeu em defesa do Ambiente

Vinte e quatro autarquias portuguesas subscreveram no último ano o Pacto Europeu em Defesa do Ambiente: Águeda, Almada, Aveiro, Beja, Benavente, Cascais, Esposende, Ferreira do Alentejo, Guarda, Lisboa, Loures, Moura, Oeiras, Ovar, Palmela, Ponta Delgada, Porto, Santiago do Cacém, Santo Amador, Vale de Cambra, Valpaços, Vendas Novas, Vila Nova de Gaia e Viseu. Este pacto, actualmente com 1600 signatários, pretende reduzir, até 2020, em 20% a emissão de gases com efeito de estufa produzidos pelos municípios aderentes, bem como a poupança e eficiência energética, no âmbito do Plano Europeu de Acção para Eficiência Energética.
Este é mais um passo que merece a nossa congratulação. É muito positivo ver que existe uma maior sensibilização ambiental por parte destes municípios, embora apenas 24 dos 308 tenham aderido a este pacto. Temos consciência de que a responsabilidade ambiental não pode recair apenas sobre as Câmaras Municipais. Há domínios que são da competência do Ministério do Ambiente/Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e das diversas Associações. Mas esta é sobretudo uma questão de cidadania.
São necessários melhores meios, equipamentos e incentivos, mas uma vez concedidos, cabe-nos a nós, cidadãos, fazer um uso responsável do ambiente.
A postura de dependência e de desresponsabilização da população, leva muito boa gente a demitir-se das suas obrigações enquanto cidadãos, ficando à espera que os Políticos resolvam tudo.
Para se criticar há que, em primeiro lugar, saber fazer diferente e melhor.