segunda-feira, 29 de março de 2010

Destruir, alargar e estragar - Três verbos da decadência ambiental micaelense!

Fúria de alargar! Surgiu uma nova "religião" em S. Miguel: adora um "Deus" chamado "Requalificação das vias terrestres secundárias". Não contente com a cicatriz chamada SCUT, que não conseguirá fechar uma ferida ambiental e orçamental, a "cavalaria" pesada do Governo dos "Alargamentos" prepara-se para assassinar a bucólica, romântica, arborizada e fresca estrada de acesso às Caldeiras da Riberira Grande. Para quê? Que tipo de estudo o recomendou? Ninguém sabe! "Acessibilidade" eis uma das várias "password" para a degradação ambiental micaelense!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nós sempre alertamos: Os riscos geológicos existem!

Os taludes sobre a estrada e o parque de estacionamento da praia de Água D'Alto entraram numa fase avançada do processo erosivo em que a força de coesão dos materiais rochosos é mínima tendo em conta a elevada inclinação. A força da gravidade nunca perdoa! As redes metálicas foram colocadas em desespero de causa e não funcionaram com o mau tempo. O problema, diagnosticado há décadas, nunca foi resolvido pelos sucessivos governos regionais e muitos foram os alertas. Troço vital para a circulação pelo sul, estamos todos à espera que a Euroscut e os gananciosos interesses lucrativos da empresa espanhola Ferrovial, se dignem reflectir sobre a possiblidade de apressar a SCUT e tememos que o elevado risco geológico na zona não seja suficiente para demover as pessoas de continuarem a arriscar a vida nessa estrada e no areal. Que fará a Protecção Civil? Que pensamento político tem sobre esta matéria o secretário regional do Ambiente? Quais as implicações da imensa movimentação de terras que as obras da SCUT têm provocado naquela zona já de si tão instável? Quem assume as responsabilidades políticas e económicas de inundações lamacentas que têm "infernizado" o quotidiano de alguns residentes na Riberira Chã e que resultam do aterro de linhas de água antigas? Quem fiscaliza estes graves atropelos à segurança das populações e quem avaliza, no plano ambiental, esta grave modificação da orografia micaelense? Ondes estão os estudos de impacto ambiental? A Quercus vai exigir respostas!

domingo, 7 de março de 2010

Destruição de lagoeiro na Serra Devassa


Esta foto do arquivo da Quercus (Agosto de 2007) relembra e prova que o Governo dos Açores tem tido intervenções desastrosas no ambiente de S.Miguel. Para se construir um reservatório de água para o gado, com tela impermeabilizante, secou-se e destrui-se um lagoeiro!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Assembleia de Núcleo

Amanhã, dia de 5 de Março, pelas 18:50 irá realizar-se na sede da Quercus São Miguel, a Assembleia de Núcleo.

É muito importante a presença de todos os sócios neste espaço de debate.

Não deixe as suas ideias em casa!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Escavacar S. Miguel!

Já sabíamos que as SCUT iriam movimentar 3 a 4 milhões de metros cúbicos de solo, o mesmo é dizer, há demasiado material sobrante do subsolo micalense para depositar em condições geotectónicas estáveis. O PSD e o PS, partidos do "arco do poder", deslumbraram-se com estas vias rápidas, por motivos eleitoralistas, esquecendo que S. Miguel não é o deserto de Nevada onde está a cidade plana Las Vegas. Esta ilha é, ecologicamente, muito sensível! As sucessivas Secretarias do Ambiente e os seus subservientes titulares, passaram silenciosamente ao lado das decisões políticas com real impacto ambiental! A confirmar os receios dos que questionam a relação custo/benefício das SCUT, eis esta notícia do "Correio dos Açores": "Está publicado em Diário da República o decreto regulamentar regional que suspende parcialmente o Plano de Ordenamento da Orla Costeira de São Miguel no troço entre a freguesia das Feteiras e a Lomba de São Pedro para lançar na zona vulgarmente conhecida como Termo da Lagoa “materiais sobrantes” resultantes das escavações para construção da via SCUT no Eixo Sul entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, passando por Água D’Alto, Ribeira Chã e Água de Pau. Esta suspensão parcial do POC, segundo o diploma, estende-se por dois anos".

domingo, 17 de janeiro de 2010

Tauromaquia artística?!

Segundo a imprensa angrense, está em fase de elaboração um "Regulamento de espectáculos tauromáquicos de natureza artística"!!!!!!
A Quercus apresenta, publicamente, uma proposta para o 1º artigo desse regulamento:
Artigo 1º
(Definição de arte em tauromaquia)

Considera-se uma manifestação artística a destreza em espetar, consecutivamente, ferros de tamanho variado no dorso de um touro, até abrir uma chaga com a profundidade máxima possível. O artista, será avaliado pelo número de ferros que consegue cravar, profundidade da ferida e quantidade de sangue perdido pelo animal. O público poderá aplaudir ou vaiar o artista durante o seu desempenho.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Reunião com uma delegação do Bloco de Esquerda

A Direcção da Quercus recebeu hoje, na sua Sede, uma delegação do Bloco de Esquerda que integrava a deputada Zuraida Soares. Foram analisados vários temas da actualidade ambiental, com particular destaque para a intenção da AMISM instalar uma central incineradora de Resíduos. A Quercus voltou a defender a sua posição frontalmente contrária a essa péssima e perigosa solução. Essa intenção, não é minimamente razoável e sensata para atingir uma boa e sustentável Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos. Também foram abordados outros importantes temas ambientais como a preservação da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, Conservação da Natureza nas Zonas Protegidas, desfiguração ambiental da orla costeira com aberrantes acessibilidades e construções e a delapidação paisagística com a construção das SCUT. Há necessidade de uma política ambiental mais actuante e visível por parte da Secretaria do Ambiente. A reunião decorreu num clima de frutuoso diálogo com vista a uma concertação de esforços na Defesa e Valorização do património ambiental dos Açores.
A Direcção da Quercus

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Queimar e poluir o ar em vez de reciclar?! Gestão não é combustão!

Posição da Quercus sobre a Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)

1. O novo Presidente da Associação de Municípios da Ilha de S. Miguel (AMISM), tal como o anterior, voltou a defender a incineração como boa solução, na sua opinião, para a redução na deposição de Resíduos Sólidos Urbanos, em aterro sanitário.
2. A Quercus manifesta a sua frontal oposição a esse tipo de solução que afecta a qualidade atmosférica e, por consequência, a própria saúde humana.
3. A Quercus relembra que o Governo Regional, perante semelhante intenção do anterior Presidente da AMISM, manifestou a sua discordância de forma clara, remetendo a sua posição para outras alternativas ambientalmente mais sustentáveis, modernas e seguras. A incineração é uma forma obsoleta e perigosa de gerir e tratar os Resíduos Sólidos Urbanos.
4. Numa altura em que todos os países, incluindo Portugal, procuram combater as emissões de gases poluentes e com efeito de estufa, embora com reduzido sucesso, a Quercus considera que a chamada “valorização energética” dos resíduos, através de incineração, é um ilusionismo para enganar a opinião pública, porque está comprovado cientificamente que a incineração liberta perigosas dioxinas e outros elementos tóxicos e cancerígenos para a atmosfera. Por outro lado, a incineração de 1 tonelada de resíduos urbanos, em virtude do seu grande teor em plásticos e outros materiais sintéticos, liberta 395 kg de dióxido de carbono (CO2) de origem fóssil, gás responsável pelo efeito de estufa.
5. A Quercus é adepta do tratamento mecânico e biológico (vermicompostagem, por exemplo) como moderna e segura alternativa ambiental. Foi possível comprovar que o tratamento mecânico e biológico permite reciclar até 60% de resíduos urbanos indiferenciados. Actualmente muitos dos sistemas de RSU estão a adoptar esta tecnologia como uma forma de melhorar o seu desempenho na recolha selectiva de materiais para reciclagem. A aposta deverá passar pela generalização do uso desta tecnologia pelos sistemas de gestão de resíduos do país, no sentido de permitir o aumento da vida útil dos aterros sanitários e a diminuição dos seus impactos, quer para as populações quer para problemas como as alterações climáticas.
6. A Quercus nunca calará a sua voz contra a incineração de Resíduos Sólidos Urbanos porque defende alternativas tecnológicas que são ambientalmente mais seguras, renováveis e recicláveis. Em matéria de gestão dos RSU, a política dos 3 R’s (Reduzir, Reciclar e Reutilizar) tem de ser posta em prática!

Ponta Delgada, 04 de Janeiro de 2010

A Direcção da Quercus

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Que política ambiental tem o Governo para as Fajãs?


A segurança e a própria vida dos poucos habitantes da Fajã de Stº Cristo estiveram em sério risco pelo avanço do mar. Será de impor fortes restrições de habitabilidade nessas zonas geologicamente instáveis ou o Governo deverá, a pedido do Presidente de Câmara, fazer "obras definitivas" para conter o mar? Que obras serão essas? Depois de "assassinar" a Fajã do Calhau, o Governo irá intervir como em S. Jorge?!