Já sabíamos que as SCUT iriam movimentar 3 a 4 milhões de metros cúbicos de solo, o mesmo é dizer, há demasiado material sobrante do subsolo micalense para depositar em condições geotectónicas estáveis. O PSD e o PS, partidos do "arco do poder", deslumbraram-se com estas vias rápidas, por motivos eleitoralistas, esquecendo que S. Miguel não é o deserto de Nevada onde está a cidade plana Las Vegas. Esta ilha é, ecologicamente, muito sensível! As sucessivas Secretarias do Ambiente e os seus subservientes titulares, passaram silenciosamente ao lado das decisões políticas com real impacto ambiental! A confirmar os receios dos que questionam a relação custo/benefício das SCUT, eis esta notícia do "Correio dos Açores": "Está publicado em Diário da República o decreto regulamentar regional que suspende parcialmente o Plano de Ordenamento da Orla Costeira de São Miguel no troço entre a freguesia das Feteiras e a Lomba de São Pedro para lançar na zona vulgarmente conhecida como Termo da Lagoa “materiais sobrantes” resultantes das escavações para construção da via SCUT no Eixo Sul entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, passando por Água D’Alto, Ribeira Chã e Água de Pau. Esta suspensão parcial do POC, segundo o diploma, estende-se por dois anos". Rua de São Miguel, nº 42, 9500-244 Ponta Delgada saomiguel@quercus.pt
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Escavacar S. Miguel!
Já sabíamos que as SCUT iriam movimentar 3 a 4 milhões de metros cúbicos de solo, o mesmo é dizer, há demasiado material sobrante do subsolo micalense para depositar em condições geotectónicas estáveis. O PSD e o PS, partidos do "arco do poder", deslumbraram-se com estas vias rápidas, por motivos eleitoralistas, esquecendo que S. Miguel não é o deserto de Nevada onde está a cidade plana Las Vegas. Esta ilha é, ecologicamente, muito sensível! As sucessivas Secretarias do Ambiente e os seus subservientes titulares, passaram silenciosamente ao lado das decisões políticas com real impacto ambiental! A confirmar os receios dos que questionam a relação custo/benefício das SCUT, eis esta notícia do "Correio dos Açores": "Está publicado em Diário da República o decreto regulamentar regional que suspende parcialmente o Plano de Ordenamento da Orla Costeira de São Miguel no troço entre a freguesia das Feteiras e a Lomba de São Pedro para lançar na zona vulgarmente conhecida como Termo da Lagoa “materiais sobrantes” resultantes das escavações para construção da via SCUT no Eixo Sul entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, passando por Água D’Alto, Ribeira Chã e Água de Pau. Esta suspensão parcial do POC, segundo o diploma, estende-se por dois anos". domingo, 17 de janeiro de 2010
Tauromaquia artística?!
Segundo a imprensa angrense, está em fase de elaboração um "Regulamento de espectáculos tauromáquicos de natureza artística"!!!!!!A Quercus apresenta, publicamente, uma proposta para o 1º artigo desse regulamento:
Artigo 1º
(Definição de arte em tauromaquia)
(Definição de arte em tauromaquia)
Considera-se uma manifestação artística a destreza em espetar, consecutivamente, ferros de tamanho variado no dorso de um touro, até abrir uma chaga com a profundidade máxima possível. O artista, será avaliado pelo número de ferros que consegue cravar, profundidade da ferida e quantidade de sangue perdido pelo animal. O público poderá aplaudir ou vaiar o artista durante o seu desempenho.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Reunião com uma delegação do Bloco de Esquerda
A Direcção da Quercus recebeu hoje, na sua Sede, uma delegação do Bloco de Esquerda que integrava a deputada Zuraida Soares. Foram analisados vários temas da actualidade ambiental, com particular destaque para a intenção da AMISM instalar uma central incineradora de Resíduos. A Quercus voltou a defender a sua posição frontalmente contrária a essa péssima e perigosa solução. Essa intenção, não é minimamente razoável e sensata para atingir uma boa e sustentável Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos. Também foram abordados outros importantes temas ambientais como a preservação da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, Conservação da Natureza nas Zonas Protegidas, desfiguração ambiental da orla costeira com aberrantes acessibilidades e construções e a delapidação paisagística com a construção das SCUT. Há necessidade de uma política ambiental mais actuante e visível por parte da Secretaria do Ambiente. A reunião decorreu num clima de frutuoso diálogo com vista a uma concertação de esforços na Defesa e Valorização do património ambiental dos Açores.
A Direcção da Quercus
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
1. O novo Presidente da Associação de Municípios da Ilha de S. Miguel (AMISM), tal como o anterior, voltou a defender a incineração como boa solução, na sua opinião, para a redução na deposição de Resíduos Sólidos Urbanos, em aterro sanitário.
2. A Quercus manifesta a sua frontal oposição a esse tipo de solução que afecta a qualidade atmosférica e, por consequência, a própria saúde humana.
3. A Quercus relembra que o Governo Regional, perante semelhante intenção do anterior Presidente da AMISM, manifestou a sua discordância de forma clara, remetendo a sua posição para outras alternativas ambientalmente mais sustentáveis, modernas e seguras. A incineração é uma forma obsoleta e perigosa de gerir e tratar os Resíduos Sólidos Urbanos.
4. Numa altura em que todos os países, incluindo Portugal, procuram combater as emissões de gases poluentes e com efeito de estufa, embora com reduzido sucesso, a Quercus considera que a chamada “valorização energética” dos resíduos, através de incineração, é um ilusionismo para enganar a opinião pública, porque está comprovado cientificamente que a incineração liberta perigosas dioxinas e outros elementos tóxicos e cancerígenos para a atmosfera. Por outro lado, a incineração de 1 tonelada de resíduos urbanos, em virtude do seu grande teor em plásticos e outros materiais sintéticos, liberta 395 kg de dióxido de carbono (CO2) de origem fóssil, gás responsável pelo efeito de estufa.
5. A Quercus é adepta do tratamento mecânico e biológico (vermicompostagem, por exemplo) como moderna e segura alternativa ambiental. Foi possível comprovar que o tratamento mecânico e biológico permite reciclar até 60% de resíduos urbanos indiferenciados. Actualmente muitos dos sistemas de RSU estão a adoptar esta tecnologia como uma forma de melhorar o seu desempenho na recolha selectiva de materiais para reciclagem. A aposta deverá passar pela generalização do uso desta tecnologia pelos sistemas de gestão de resíduos do país, no sentido de permitir o aumento da vida útil dos aterros sanitários e a diminuição dos seus impactos, quer para as populações quer para problemas como as alterações climáticas.
6. A Quercus nunca calará a sua voz contra a incineração de Resíduos Sólidos Urbanos porque defende alternativas tecnológicas que são ambientalmente mais seguras, renováveis e recicláveis. Em matéria de gestão dos RSU, a política dos 3 R’s (Reduzir, Reciclar e Reutilizar) tem de ser posta em prática!
Ponta Delgada, 04 de Janeiro de 2010
5. A Quercus é adepta do tratamento mecânico e biológico (vermicompostagem, por exemplo) como moderna e segura alternativa ambiental. Foi possível comprovar que o tratamento mecânico e biológico permite reciclar até 60% de resíduos urbanos indiferenciados. Actualmente muitos dos sistemas de RSU estão a adoptar esta tecnologia como uma forma de melhorar o seu desempenho na recolha selectiva de materiais para reciclagem. A aposta deverá passar pela generalização do uso desta tecnologia pelos sistemas de gestão de resíduos do país, no sentido de permitir o aumento da vida útil dos aterros sanitários e a diminuição dos seus impactos, quer para as populações quer para problemas como as alterações climáticas.
6. A Quercus nunca calará a sua voz contra a incineração de Resíduos Sólidos Urbanos porque defende alternativas tecnológicas que são ambientalmente mais seguras, renováveis e recicláveis. Em matéria de gestão dos RSU, a política dos 3 R’s (Reduzir, Reciclar e Reutilizar) tem de ser posta em prática!
Ponta Delgada, 04 de Janeiro de 2010
A Direcção da Quercus
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Que política ambiental tem o Governo para as Fajãs?

A segurança e a própria vida dos poucos habitantes da Fajã de Stº Cristo estiveram em sério risco pelo avanço do mar. Será de impor fortes restrições de habitabilidade nessas zonas geologicamente instáveis ou o Governo deverá, a pedido do Presidente de Câmara, fazer "obras definitivas" para conter o mar? Que obras serão essas? Depois de "assassinar" a Fajã do Calhau, o Governo irá intervir como em S. Jorge?!
A União Europeia foi derrotada em Copenhaga!
Na Cimeira de Copenhaga, sobre alterações climáticas, a posição da UE, mais restritiva na emissão de gases com efeito de estufa, foi derrotada pelos interesses industrialistas americanos e chineses. Com pés de barro e sem líderes fortes, que ideias e que estratégia terá a UE para se fazer respeitar num mundo global de negócios que desvaloriza a sustentabilidade ambiental planetária?
domingo, 3 de janeiro de 2010
2010: Ano Internacional da Biodiversidade.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) estima que 1/4 das espécies conhecidas pelo homem estejam ameaçadas de extinção. O total de espécies com nome científico é de 1,8 milhão. O total de espécies no planeta pode atingir um número entre 8 milhões e 10 milhões. Mas, há estimativas que variam de cinco milhões a 100 milhões! Há, ainda, muita espécie para descobrir, estudar e proteger!
Nos Açores existem 420 taxa (espécies e subespécies) terrestres que são endemismos, ou seja, apenas ocorrem nestas ilhas. Por exemplo, no que respeita a plantas vasculares, actualmente conhecem-se cerca de 947 espécies e subespécies.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mude o Mundo para MELHOR!
O Núcleo Regional da Quercus-S. Miguel, deseja a todos os seus sócios, simpatizantes e cidadãos em geral, um Feliz 2010 e faz votos para que o Novo Ano traga uma mentalidade mais respeitadora do Ambiente por parte dos decisores políticos: governantes, deputados e autarcas. O Núcleo Regional da Quercus-S. Miguel apela, também, a todos os cidadãos para terem, em 2010, atitudes de respeito pela Conservação da Natureza, preocupação com a redução de resíduos e colaboração activa na deposição selectiva de resíduos em ecopontos, para efeitos de reciclagem.
O Núcleo Regional da Quercus-S.Miguel, exorta todos os cidadãos a serem vigilantes da Natureza e divulgadores das Boas Práticas Ambientais. A ilha de S. Miguel tem de ser protegida e defendida do progesso cego e do lucro sem escrúpulo. O nosso património ambiental NÃO ESTÁ À VENDA e a ilha de S. Miguel NÃO É DESCARTÁVEL.
Quem não respeita o Ambiente, não se respeita a si próprio!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Posição final da Quercus sobre Cimeira de Copenhaga - Frustrante Acordo de Copenhaga “registado” e não “adoptado”
A Cimeira de Copenhaga terminou às 15.30h, hora da Dinamarca, 14.30h em Portugal.
Após o anúncio de acordo feito em primeiro lugar pelos Estados Unidos da América, ontem à noite, negociado principalmente com a Índia, China, Brasil e África do Sul, e que foi alvo da adesão de muitos outros países, incluindo a União Europeia, um longo processo negocial que durou toda a noite veio ainda a ter lugar. A sessão plenária recomeçaria esta madrugada pelas três da manhã. Alguns países, de entre os quais os menos desenvolvidos, Estados pequenas ilhas e América Central, a não concordarem com a forma como o texto do Acordo de Copenhaga tinha sido elaborado e negociado. Acusaram também o processo de falta de transparência e democracia, o que não deveria ocorrer no quadro das Nações Unidas. Já a sociedade civil, incluindo as organizações não governamentais de ambiente, havia sido praticamente arredada do acompanhamento das negociações num acto nunca até agora verificado em qualquer Cimeira desta natureza. Apesar da Cimeira estar agora oficialmente terminada, o Acordo de Copenhaga foi apenas “registado” ou “tomado nota” e não “adoptado” pelos órgãos da Cimeira e suscita ainda dúvidas sobre o seu valor e enquadramento. Para tal necessitaria do consenso do plenário, com o voto favorável de todos os países, o que não aconteceu. Assim, o acordo, para além de representar um fracasso na opinião da Quercus é um documento ainda mais fragilizado. Aliás, nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir estar presente no texto final que, mesmo depois de terminada a Cimeira, ainda recebe algumas correcções.
Falsa partida com muitos culpados
Este acordo é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio dos todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito: está longe de ser justo e vinculativo. Este acordo tem muitas lacunas reconhecidas aliás publicamente no momento do seu anúncio.
Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O continuar do Protocolo de Quioto para além de 2012 está ameaçado. O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis. Os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura. Na melhor das hipóteses, estamos agora confrontados com um atraso mortal que significa uma tragédia desnecessária para milhões de famílias. Os impactos vão fazer-se sentir em todos os países e mais drasticamente nas populações mais pobres dos países em desenvolvimento. Os líderes mundiais precisam de repensar este acordo. Tal como está, irá desmoronar-se assim que analisado com mais atenção. É preciso os líderes mundiais reunirem-se novamente antes de Junho para resolverem os assuntos que ficaram pendentes agora. Numa análise mais detalhada de alguns culpados, a Quercus identifica:- os Estados Unidos da América (que não querem assumir por agora metas de emissões ambiciosas e vinculativas),- a China (que se recusou a ver acompanhado internacionalmente o seu esforço de redução de emissões),- o Canadá (por trazer uma posição muito fraca para Copenhaga e sem intenção de a melhorar, recebendo o prémio “fóssil do ano” atribuído pelas ONGs, e até- o Brasil (que teve um Presidente a fazer ontem um discurso com um conteúdo brilhante, mas que pretende uma abertura a projectos inadequados no mecanismo de desenvolvimento limpo e que participou activamente com os Estados Unidos na elaboração do famigerado acordo). O Presidente da Conferência (Primeiro-Ministro dinamarquês Rasmussen) foi também um contributo para um final confuso e algo infeliz (na última parte já sem ele a conduzir os trabalhos). Sobre a União Europeia e Portugal Na opinião da Quercus, é fundamental que a União Europeia se comprometa unilateralmente com uma redução de 20 para 40% das suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 (30% de esforço interno), dado que os a recessão económica e financeira reduziram significativamente os custos das medidas associadas. A União Europeia deveria desde já ter assegurado a continuação do Protocolo de Quioto para um segundo período pós-2012 e foi demasiado passiva em termos negociais, apesar de reconhecermos a sua liderança. A União Europeia deve confirmar que o processo negocial deve seguir de modo firme o caminho da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que sem dúvida saiu fragilizado de toda esta negocial surreal e deprimente. Deve também clarificar que a contribuição financeira aos países em desenvolvimento acordada em Copenhaga é adicional. Portugal tem também desafios pela frente e deve tomar medidas internas mais coerentes, na área do ordenamento do território, promovendo os transportes colectivos, na área da conservação de energia e eficiência energética, a par das energias renováveis mais sustentáveis, preparando-se para uma verdadeira revolução energética ao longo da próxima década, também aqui citada em Copenhaga pelo Primeiro-Ministro e que a Quercus tem reivindicado.
Após o anúncio de acordo feito em primeiro lugar pelos Estados Unidos da América, ontem à noite, negociado principalmente com a Índia, China, Brasil e África do Sul, e que foi alvo da adesão de muitos outros países, incluindo a União Europeia, um longo processo negocial que durou toda a noite veio ainda a ter lugar. A sessão plenária recomeçaria esta madrugada pelas três da manhã. Alguns países, de entre os quais os menos desenvolvidos, Estados pequenas ilhas e América Central, a não concordarem com a forma como o texto do Acordo de Copenhaga tinha sido elaborado e negociado. Acusaram também o processo de falta de transparência e democracia, o que não deveria ocorrer no quadro das Nações Unidas. Já a sociedade civil, incluindo as organizações não governamentais de ambiente, havia sido praticamente arredada do acompanhamento das negociações num acto nunca até agora verificado em qualquer Cimeira desta natureza. Apesar da Cimeira estar agora oficialmente terminada, o Acordo de Copenhaga foi apenas “registado” ou “tomado nota” e não “adoptado” pelos órgãos da Cimeira e suscita ainda dúvidas sobre o seu valor e enquadramento. Para tal necessitaria do consenso do plenário, com o voto favorável de todos os países, o que não aconteceu. Assim, o acordo, para além de representar um fracasso na opinião da Quercus é um documento ainda mais fragilizado. Aliás, nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir estar presente no texto final que, mesmo depois de terminada a Cimeira, ainda recebe algumas correcções.
Falsa partida com muitos culpados
Este acordo é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio dos todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito: está longe de ser justo e vinculativo. Este acordo tem muitas lacunas reconhecidas aliás publicamente no momento do seu anúncio.
Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O continuar do Protocolo de Quioto para além de 2012 está ameaçado. O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis. Os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura. Na melhor das hipóteses, estamos agora confrontados com um atraso mortal que significa uma tragédia desnecessária para milhões de famílias. Os impactos vão fazer-se sentir em todos os países e mais drasticamente nas populações mais pobres dos países em desenvolvimento. Os líderes mundiais precisam de repensar este acordo. Tal como está, irá desmoronar-se assim que analisado com mais atenção. É preciso os líderes mundiais reunirem-se novamente antes de Junho para resolverem os assuntos que ficaram pendentes agora. Numa análise mais detalhada de alguns culpados, a Quercus identifica:- os Estados Unidos da América (que não querem assumir por agora metas de emissões ambiciosas e vinculativas),- a China (que se recusou a ver acompanhado internacionalmente o seu esforço de redução de emissões),- o Canadá (por trazer uma posição muito fraca para Copenhaga e sem intenção de a melhorar, recebendo o prémio “fóssil do ano” atribuído pelas ONGs, e até- o Brasil (que teve um Presidente a fazer ontem um discurso com um conteúdo brilhante, mas que pretende uma abertura a projectos inadequados no mecanismo de desenvolvimento limpo e que participou activamente com os Estados Unidos na elaboração do famigerado acordo). O Presidente da Conferência (Primeiro-Ministro dinamarquês Rasmussen) foi também um contributo para um final confuso e algo infeliz (na última parte já sem ele a conduzir os trabalhos). Sobre a União Europeia e Portugal Na opinião da Quercus, é fundamental que a União Europeia se comprometa unilateralmente com uma redução de 20 para 40% das suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 (30% de esforço interno), dado que os a recessão económica e financeira reduziram significativamente os custos das medidas associadas. A União Europeia deveria desde já ter assegurado a continuação do Protocolo de Quioto para um segundo período pós-2012 e foi demasiado passiva em termos negociais, apesar de reconhecermos a sua liderança. A União Europeia deve confirmar que o processo negocial deve seguir de modo firme o caminho da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que sem dúvida saiu fragilizado de toda esta negocial surreal e deprimente. Deve também clarificar que a contribuição financeira aos países em desenvolvimento acordada em Copenhaga é adicional. Portugal tem também desafios pela frente e deve tomar medidas internas mais coerentes, na área do ordenamento do território, promovendo os transportes colectivos, na área da conservação de energia e eficiência energética, a par das energias renováveis mais sustentáveis, preparando-se para uma verdadeira revolução energética ao longo da próxima década, também aqui citada em Copenhaga pelo Primeiro-Ministro e que a Quercus tem reivindicado.
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