A Quercus considera que o acordo anunciado por alguns líderes políticos, antes deste ser aprovado em plenário pelos 192 países que participam nas negociações, é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio de todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, a Quercus salienta que este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito e considera que o acordo está longe de ser justo e vinculativo e tem muitas lacunas. Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis, enquanto que os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura. Rua de São Miguel, nº 42, 9500-244 Ponta Delgada saomiguel@quercus.pt
sábado, 19 de dezembro de 2009
O falhanço de Copenhaga vai custar caro ao planeta!
A Quercus considera que o acordo anunciado por alguns líderes políticos, antes deste ser aprovado em plenário pelos 192 países que participam nas negociações, é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio de todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, a Quercus salienta que este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito e considera que o acordo está longe de ser justo e vinculativo e tem muitas lacunas. Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis, enquanto que os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura. segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Eco Natal
Para o ajudar a contribuir para um Natal menos consumista e mais ecológico, ficam aqui alguns conselhos simples da Quercus:
- Adquira uma árvore de Natal natural em vaso, caso possa mantê-la durante o ano; uma outra hipótese é comprar uma árvore artificial (que pode ser reutilizada durante muitos anos) ou então recorra apenas a árvores vendidas com autorização (bombeiros, serviços municipais), como garantia da sustentabilidade do corte.
- Não vá em modas e tenha cuidado na aquisição dos enfeites de Natal, para que os possa reutilizar por muitos e longos anos. Pode optar por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais.
- Adquira lâmpadas energeticamente eficientes para reduzir a sua factura energética e ambiental.
- Lembre-se que certas espécies animais e vegetais estão em vias de extinção. O azevinho é uma dessas espécies. Não compre azevinho verdadeiro. Existem bonitas imitações artificiais de azevinho que podem ser reutilizadas de uns anos para os outros, ou então opte por plantá-lo no seu quintal.
O Natal e os presentes…
- Reflicta bem sobre as prendas que vai oferecer, a quem vai oferecer e qual a sua utilidade. Privilegie produtos:
a) Duráveis e reparáveis;
b) Educativos, principalmente se estivermos a falar de prendas para os mais pequenos; ofereça produtos que estimulem a inteligência, a criatividade, o respeito entre os povos e pelo ambiente;
c) Inócuos, em termos de substâncias perigosas; por exemplo, se vai oferecer equipamentos eléctricos e electrónicos, informe-se sobre quais as marcas mais seguras aqui.
d) Que não estejam embalados em excesso ou em embalagens complexas (são mais caros, misturam vários materiais e dificultam a reciclagem);
e) Úteis: é importante privilegiar a oferta de prendas que não sejam colocadas imediatamente na prateleira ou em qualquer baú esquecido no sótão.
- Em caso de dúvida sobre a prenda a oferecer, opte pelos cheque-prenda já disponíveis em inúmeras lojas; são uma garantia de que a sua prenda irá ao encontro das expectativas de quem a recebe.
- Gaste apenas na medida das suas possibilidades. Respeitar os seus limites de endividamento irá permitir-lhe ser mais criterioso nas suas escolhas e, logo, mais sustentável.
- Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então, junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente; fica mais barato e sempre pode pedir opiniões quando estiver indeciso.
- Procure levar sacos seus para as compras ou tente utilizar o número mínimo de sacos possível (uma sugestão: ofereça sacos de pano para as compras ou utilize restos de papel ou embalagens que tenha em casa).
- Adquira produtos nacionais, pois promove a economia portuguesa e reduz o impacte ambiental associado ao transporte dos produtos.
- Se pensar em oferecer um animal de estimação tenha em conta se há condições para ele viver bem e não compre animais selvagens ou em vias de extinção (opte pela adopção de um animal).
- Se optar por oferecer produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal tenha o cuidado de escolher aqueles que não fazem testes em animais.
- Muitas vezes temos objectos que já não utilizamos, mas que estão em bom estado. Não os deite fora. Seleccione os que pode oferecer a instituições ou a vendas de Natal ou opte por usara a sua criatividade e criar objectos para oferecer.
Depois do Natal…
- Guarde os laços e o papel de embrulho para que os possa utilizar noutras ocasiões; muitas embalagens, caixas de prendas, papéis de embrulho podem ser utilizados pelas crianças para fazer divertidos objectos, como máscaras, porta canetas, etc.
- Separe todas as embalagens – papel/cartão; plástico; metal – e coloque-as no ecoponto mais próximo, evitando assim os amontoados de lixo que marcam o dia de Natal; este é um bom momento para verificar se foi um cidadão ambientalmente consciente nas suas compras.
- Não deite as pilhas para o lixo, coloque sempre no pilhão. As pilhas recarregáveis são uma alternativa económica e ecológica.
- Reflicta ao longo do ano sobre a utilidade que foi dada às prendas que ofereceu.
Seguir estes conselhos permitir-lhe-á oferecer uma prenda a si próprio e a todos os cidadãos do mundo – um ambiente mais protegido e equilibrado.
A Quercus deseja-lhe um excelente Natal.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Cimeira de Copenhaga

sábado, 14 de novembro de 2009
A desflorestação da Amazónia brasileira, entre Agosto de 2008 a Julho de 2009, foi de sete mil quilómetros quadrados, a menor taxa registada nos últimos 21 anos. Em 2007-2008 a destruição atingiu 13 mil quilómetros quadrados. Apesar desta redução de 45%, o ritmo de destruição da maior floresta tropical do mundo continua a ser assustador! A sofisticação da maquinaria desflorestadora está a causar, nas principais florestas tropicais mundiais, uma devastação cujas consequências são planetárias: mais CO2 atmosférico, alterações climáticas bruscas e redução drástica da biodiversidade. Nessas florestas, encontra-se a maioria das espécies terrestres, animais e vegetais, conhecidas.
sábado, 7 de novembro de 2009
Por cá, quando se é apanhado, pede-se desculpa e fica assim mesmo...
O grupo petrolífero Shell deverá pagar mais de 12,7 milhões de euros ao Estado norte-americano da Califórnia por incumprimento de normas ambientais nas suas estações de serviço, foi divulgado na sexta-feira.
O montante foi definido nos termos de um acordo amigável estabelecido entre a Shell e o governo da Califórnia e que põe fim a um processo de averiguações com três anos.
Durante este período, as autoridades fiscalizaram os procedimentos de enchimento e de manutenção dos depósitos subterrâneos e de tratamento de detritos perigosos de mais de mil estações de serviço da petrolífera, tendo constatado várias infracções.
Nos termos do mesmo acordo, a Shell compromete-se ainda a adoptar medidas de vigilância de riscos de fuga de combustível e de tratamento de resíduos perigosos, assim como acções de formação profissional e procedimentos de emergência.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Parabéns Quercus!
A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA), foi fundada a 31 de Outubro de 1985.
É uma associação independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.
Apesar de muitas dificuldades e obstáculos, a Quercus continua a existir graças ao trabalho e preseverança dos vários dirigentes e colaboradores dos diversos núcleos e, sobretudo porque todos nós acreditamos que a defesa do ambiente é urgente e necessária.
Parabéns à Quercus e uma longa vida!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O mar envolve e devolve
Dada a sua localização, a Praia de Santa Iria deveria ser um local protegido da poluição, mas por se localizar na costa norte, uma das orlas costeiras mais poluídas dos Açores, o seu areal encontra-se repleto de lixo, sobretudo resíduos plásticos, cordas e linhas provenientes da actividade piscatória.
Embora os pescadores exerçam uma nobre e essencial actividade para a economia local, não se podem demitir das suas responsabilidades perante o mar que lhes dá sustento.
É vergonhosa a situação que se passa na costa norte, sobretudo na Vila de Rabo de Peixe e que afecta toda a orla costeira adjacente.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Conheça a sua pegada ecológica

Descubra como o seu estilo de vida está a afectar o planeta. Que modificações à forma como vive poderiam reduzir essa pegada ?
Alguma vez pensou na quantidade de recursos necessários para sustentar o seu estilo de vida? Através de um questionário é possível calcular a «pegada ecológica» fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz.
A pegada ecológica - que traduz a quantidade de terra e água necessária para sustentar as gerações actuais, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população - foi calculada pela Footprint Network, uma organização que mede os recursos disponíveis na natureza e o tempo necessário para a sua reposição. Um estudo divulgado recentemente por esta entidade, mostra que «nos primeiros nove meses de 2009 foram consumidos todos os recursos que a natureza pode regenerar num ano, tendo-se ultrapassado a biocapacidade disponível».
O planeta Terra possui actualmente 10.8 biliões de hectares de espaço biológico produtivo, correspondente a menos de 25 por cento da superfície terrestre. Actualmente, o ritmo a que estão a ser gastos os recursos é superior ao tempo que demora para voltar a renovar esses recursos.
Há um ano, um relatório da WWF - organização global de conservação de conservação da natureza deixava o aviso: "Se mantivermos o estilo de vida actual vamos precisar de duas «Terras» em 2030".


